O lado cômico da maternidade


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Uma mãe ilustradoUra e seus “assistentes” [o vídeo]

Eu fiz esse video há algumas semanas, mas de repente pensei que seria legal postar aqui também!

Ele foi dirigido e editado por mim, filmado pelo marido e mostra como é meu trabalho em casa rodeada pelos meus queridos assistentes: Nic, Lily e mais atualmente, Zelda, a gatinha. É muita ajuda, gente, vocês não têm noção!

Se você ainda não viu, então clica aí! Espero que goste!

Veja mais desenhos meus no website ou acompanhe as novidades pela página do FB.


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a vida, o hacker e o gabarito

Eu não gosto de reclamar da vida, provavelmente por que eu sempre tenha tido tudo que precisei.

Uma vez, eu estava na faculdade, e um grupo de amigos discutia quem tinha tido a infância mais pobre. Um falava que não teve videogame, outro contou que nunca teve um quarto só pra ele e o outro lamentou que carne na sua casa era só um dia sim outro não.

Eu não queria falar, mas eles insistiram.

Então contei sobre a Monique e a Elisabeth (saudades! love u dolls!), as duas quase únicas bonecas que tive, com 5 e 10cm de altura respectivamente, de plástico, sem mexer nem braço nem perna e com o cabelo de pano colado na cabeça que eu mesma fiz. Falei da nossa única televisão, preto e branca, de válvula e sem controle remoto, que nos acompanhou até eu fazer 19 anos*. Contei que nunca tive uma bicicleta. Falei do barracão de um cômodo só, com chão de concreto, dividido ao meio com um guarda-roupa, onde moramos por 3 anos quando meus pais se separaram – eu era a mais velha de três e tinha 7 anos. Contei  que várias vezes não tínhamos nada pra comer e que uma vez eu demorei tanto pra terminar um iogurte, o qual eu deliciava um pouquinho por dia, que ele acabou estragando na geladeira. E pra não ficar muito longo nem chato, terminei falando da nossa velha Brasília azul que foi levada pela enchente quando vivíamos num barracãozinho à beira do Rio Arrudas em Belo Horizonte.

Claro que fui declarada vitoriosa na mesma hora. :)

Mas o que eu não contei é que quando penso na minha vida, a última coisa que me lembro são dos problemas que tivemos. A gente não tinha bens materiais, mas tínhamos uma mãe maravilhosa, irmãos que topavam qualquer parada e muita imaginação pra criar a realidade que desejássemos. Não faço ideia do que é crescer tendo lego, barbie, atari ou qualquer um dos brinquedos populares nos anos 80, mas eu sei fazer pipa, pular elástico, costurar roupa de boneca, inventar histórias de alienígenas e todas as regras de rouba-bandeira. Pra que mais? :) E que apesar de sempre ter estudado em escolas públicas, consegui com muito esforço, conquistar uma carreira bacana e até fora do Brasil** (mesmo que tenha sido abandonada em prol dos filhos e sonhos ainda maiores).

Com tudo isso, não estou querendo dizer que infância boa é infância pobre, mas que a infância que EU tive, fez de mim a pessoa que sou hoje: sem frescura, com iniciativa pra correr atrás do que eu quero e com criatividade o suficiente pra estar constantemente pagando mico em blog transformar qualquer dia (ou noite) que eu tenha num motivo pra rir.

Por isso, me espanto demais (muito mesmo!) que eu tenha chegado a chorar quando descobri, na semana passada, que meu website (o quarto filho, lembra?), havia sido hackeado. Como que um negócio pequeno e de família é hackeado, gente? Pois sim. Aconteceu quando um atoa da vida foi lá, entrou sem permissão e injetou uma porção de vírus malignos e sanguinolentos nele, tudo por pura diversão. Bom, a não ser que tenha sido vingança do meliante do Havaí, aí até vai, né!

Pelo menos, no momento que eu estava em estado de choque paralisante catatônico, encontrei um ombro amigo pra chorar as pitanga e acabei ficando mais tranquila.

Agora, se meu segundo e-filho vai sobrevir sem sequelas, eu ainda não sei. Espero que sim! No momento ele está na UTI cibernética, sendo tratado e medicado com antídotos pra evitar ataques futuros. Torçam pela gente? (UPDATE: ELE SAIU! TÁ VIVO! :))

A PROVA

E apesar de tudo isso, não me esqueci dos meus alunos queridos! Gente, que orgulho, viu? Não teve nem uma nota abaixo da média (estipulada pelo Instituto Nicolilando), acreditam? Claro que teve aluno me chamando de carrasca (suspensão na certa!), outros tentando me subornar e alguns até dizendo que só sendo avó da figura biográfica em questão pra conseguir responder tudo. Mas não deixei nada disso me abater e segui em frente, corrigindo prova atrás de prova e sempre com o pensamento no meu dever  enquanto educadora. E pra quem se recusou a fazer o teste, logo libero as datas pras 30 horas de aula de reforço e pra prova de recuperação, viu? Achou que fosse escapar? ;)

Sobre as questões, algumas foram realmente enganosas, em especial a de número 6 (acreditem, Lily JAMAIS dormiu uma noite inteirinha) e a última, que ninguém acertou, mas não é culpa de vocês – pelo que me lembre eu não cheguei a contar que o prodigio gastronômico que comia de tudo degringolou e passou a recusar a maioria das comidas. Por isso, decidi que todo mundo que participou, vai receber alguma coisa, mesmo que seja um cartão postal, tá? Entrarei em contato com cada um em breve!

Eis o gabarito:

1. B (o nome dela é Lily mesmo, só tem 2 dentes, não toma leite artificial e nunca chupou chupeta)

2. C (parto normal com anestesia, relato aqui)

3. D (ano do dragão – e acreditem, essa carinha de boneca não tem nada de frágil. Ah! E não existe ano do leão, só por curiosidade)

4. B (canadense nascida no Canadá, mas acertou quem falou C também. A alternativa B está incompleta e eu deveria ter colocado que ela é canadense e brasileira)

5. C (sonecas tensas, sempre no sling. Toda a verdade aqui e video com bola aqui)

6. A (nunca dormiu a noite toda, pode acreditar!)

7. C (a Lily ainda não esteve no Brasil)

8. D (como teve gente que deduziu bem, ela adora a cosquinha na gengiva e ama escovar dentes (eu sei que isso não dura muito))

9. D (parabéns a quem deduziu que se ela já andasse já teria video em todos os lugares! haha)

10. B (não tem comido de tudo, mas descobri que come bem mais se eu deixo ela pegar a comida com as mãos!)

E claro, as provas corrigidas (clique pra ampliar)! Note que todo mundo ganhou adesivinho especial, hein? :)

resultado

* Fun fact #1: você sabia que provavelmente sou a única pessoa da minha geração que nunca viu a viúva Porcina colorida?

** Fun fact #2: você sabia que hoje meu marido viaja muito, mas quem começou viajando assim fui eu? E que hoje ele trabalha na atual empresa por minha causa?

____________

Muito obrigada a todos que participaram da brincadeira!


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Dona Lu e seus quatro filhos

- 4 filhos? Tem televisão em casa não, é fia?

- Imagina se o problema é ter ou não televisão. O problema hoje em dia, amiga, é ter computador!

* * *

Nicolas é o primogênito. Adora brincar com água (mesmo nos dias frios), se vestir de monstrinho (mesmo depois do Halloween) e lamber a tigela de massa de bolo (mesmo que tenha que dividir com a mãe). Tem 4 anos de idade.

Lily é a sapeca. Sorri na mesma quantidade que chora, engatinha mas só quer alcançar a mãe, dá tchau mesmo que seja pra mosquito. Acabou de completar 9 meses.

Nicolilando por aí é o filho coruja. Fala pelos cotovelos, é cheio de abobrinha, mas por sorte só costuma aparecer uma vez por mês. Tem uns 3 anos de idade.

Lalelilolu Studios é a caçula. Tem mais novidades que o Nicolas em dia que tem escola, é tão lúdica quanto a Lily quando se veste de joaninha e é linda como qualquer sonho que se realiza. Acabou de nascer.

Mas já aceita visitas.

Passa lá?

* sim, esse é um jabá-editorial


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a cria, a babysitter e uma mãe de peruca

Tá vendo só, é isso que acontece. A pessoa some, fica séculos sem dar as caras, e aí? Se acumula de gostosura da cria pra postar, de coisas pra contar e como vocês comprovarão logo, principalmente de MUITA bobeira pra extravasar!

Mas primeiro, deixa eu fazer um resumão… onde foi que eu parei mesmo? Ah sim, quando as visitas foram embora. Então, gente, fácil não. Pensa comigo: se a pessoa sempre teve dois braços, ela passa um aperto monstro, mas como não sabe o que é ter mais braços, segue a vida normal. Agora, se a mesma pessoa, de repente fica com 4 (ou até 6) braços por MESES e de repente volta a ter dois, é no mínimo traumatizante, concorda?

Então. Ainda tô me recuperando. Mas vamo lá.

 

 

Durante esse tempo, Liloca fez 7 meses, aprendeu a bater palmas (fofa fofa!), dá tchau quando quer (e eventualmente mistura com bateção de palmas), senta sem apoio, come com uma-boca-boa-que-só-vendo, MAS continua bebê dependente de colo. Vai gostar, viu? Tirando o milagre de que outro dia ela dormiu 1 hora na cama pela tarde, a maior parte do tempo é só no colo. Nossa simbiose é tão grande, que chego a sentir como se eu ainda estivesse grávida dela, só que com uma barriga gigantesca e itinerante, que ora tá na frente, ora tá nas costas. Uma loucura isso.

(barriga nas costas – aí, nota-se que a mãe canguru dá seus pulos e ainda trabalha)

Já Nic, tem vivido alguns momentos BEM difíceis e complicados de se lidar. Tô crendo que a fase tá passando (dedos das mãos e pés cruzados) e vou contar tudo com mais detalhes no próximo post. O bom é que a natureza dele é boa, então as crises sempre se intercalam a boas risadas.

 

 

E olha aí ele depois de colher o primeiro tomatinho no nosso quintal! Agora, me pergunta: ele comeu??? Deixo a resposta pra vocês advinharem.

* * *

Pois ontem, estas duas crianças bonitas tiveram sua primeira experiência com uma babysitter. É que finalmente chegou a hora dos seus pais fazerem uns programinhas de adulto, né? Como fãs de carteirinha que somos, fomos assistir ao stand up do Jerry Seinfeld. Gente, que sensacional! Foi tão bom que eu até consegui esquecer que a Lily ficou chorando no colo da babysitter quando a gente saiu. E olha que eu dei peito, fiz ela dormir e tudo, mas não adiantou. Logo depois que a gente arrancou com o carro ela acordou e abriu a boca a chorar. Não foi fácil seguir em frente, mas foi melhor, pois no final das contas, apesar dela ter chorado por mais um tempo, dormiu, jantou bem e a gente pode aproveitar um pouco.

Mas o que partiu meu coração mesmo, foi a reação dela ao me ver de volta. Ao invés de rir, explodiu foi num choro super sentido, como quem diz “como você teve coragem de me abandonar assim, minha companheira simbiótica?”. Mas bastou um minuto pra ela ficar MEGA feliz. Aliás, ficou doidona: não sabia se ria, se dava gritinhos, batia palmas, tchau, balançava as perninhas… Ela ficou elétrica e puro sorrisos! Bonitinha. :)

* * *

Bom, agora chega de papo furado. O video abaixo surgiu da necessidade de postar uns videos que estavam aqui mofando, além de uma vontade INCONTROLÁVEL minha de usar peruca! Gente, me siento otra persona! Ele foi feito por pura diversão e falta de senso de ridículo, então não reparem nas cenas descontínuas, pois foi tudo gravado aos poucos, quando dava – em dias, horários e humor diferentes.

E claro que tinha que ter uma participação especial, né? A Cíntia, além de inteligente, engraçada e linda, tem obviamente um parafuso a menos por ter topado participar disso aí. E ainda me ajudou com várias ideias! Adorei a parceria, fia!

Ó, cuidado com o volume, tá? Ele às vezes fica um pouco mais alto. Mas o bom é que o resultado ficou tão sério e classudo, que se te pegarem assistindo no trabalho, você diz que está se informando, assistindo um noticiário.

Bora assistir?

 


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Qual é a música?

Gente, vem cá, tô pensando seriamente em mudar o nome do blog pra Abandonado por aí, o que vocês acham? Mais condizente com a realidade do blog, né não? :)

* * *

Mas vamos lá. Bom, outro dia gravamos o Nic cantando uma música e… hã, hã, tocando violão junto. Daí me lembrei de uma brincadeira muito fofa que a Flávia fez um tempo atrás e resolvi fazer também.

Você é capaz de acertar qual é a música?

Pra não virar uma missão impossível, claro que vou dar uma pista… é do Palavra Cantada.

Alguém?

* * *

Também aproveito pra chamar quem por acaso ainda não ouviu falar do site Minha Mãe que Disse! que reúne todos os blogs da blogosfera materna num só. Um luxo! E o mais bacana é que tem ilustração minha! Corre lá e aproveita pra participar do sorteio de inauguração, viu?


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Conciliando – maternidade x trabalho

Até quem é daqui, que está acostumado a não ter empregada, se admira; mas quem é do Brasil então, se descabela só de tentar imaginar como é que eu consigo ser mãe em tempo INTEGRAL, cuidar da casa, fazer comida, ter meu próprio negócio em casa e ainda ter um marido que está sempre viajando. De vez em quando eu recebo um email ou comentário perguntando: “me conta, mulher, como é que você faz???”.

Pois se você também anda curioso, puxa a cadeira que eu te conto.

1. Primeiro de tudo, a rotina.  Se tem uma coisa que eu aprendi é que não adianta querer tocar o dia de qualquer jeito, sem horários definidos e nenhum planejamento. Claro que não precisa ter horário certinho pra tudo, mas é importante ter uns pontos “de amarração” durante o dia. Aqui em casa por exemplo, funciona mais ou menos assim:

7:30 – 8:00       café da manhã

até às 9:30        respondo emails, posto alguma ilustração nova no blog, termino uma outra, dou um hello no Twitter, boto roupa pra lavar, adianto algo do almoço

9:30 – 11:00      três dias na semana levo o Nic pra alguma atividade/escolinha. Outros dias são atividades caseiras mesmo.

11:00 – 12:30    enquanto Nic brinca lá fora, faço almoço, depois almoçamos e conto com a ajuda da minha amiga Serafina – a lavadora de louças

13:00 – 15:30   Nic dorme e é quando eu realmente consigo trabalhar (e ouvir minha músiquinha…) e tem dia que até animo de fazer um bolo :)

até 16:30           continuo a trabalhar dependendo da urgência do trabalho e do humor do Nic, claro

máx 17:00        me desligo completamente do computador (trabalho, emails, blogs, twitter, tudo). Hora do Nic brincar lá fora, de cuidar do jardim, fazer o social com os vizinhos e às vezes, de ajeitar a casa e guardar a roupa lavada.

18:30                   janta

Aqui, as atividades vão sendo adaptadas dependendo da estação. Como agora é quase verão, tem sol até às 21:30, então dá pra aproveitar muito o quintal e até jantar lá fora e fazer pic nic! O Nic adora, mas como não gosta de comer, é quando ele melhor consegue uma desculpa pra escapar do garfo: “Mamãe, olha o passarinho!”. “Cadê, Nic?”. E lá se foi ele correr.

2. Segundo, uma boa dose de organização e  disciplina.

Essa é a parte mais chata pra mim, mas é necessária.

- Por exemplo, nunca me levanto sem arrumar a cama, guardo a roupa assim que troco e tento não deixar coisas espalhadas pelas casa. Eu gosto muito de seguir a regra do “viu, pegou, guardou”, sem deixar pra depois. Claro que tem dia que eu passo pela casa com uma mão na frente dos olhos, já que de acordo com a regra, se eu não vejo não tenho que guardar. Mas estes dias são bem raros.

- Brinquedos, sempre incentivo o Nic a me ajudar a guardar, coisa que felizmente ele gosta de fazer.

- Limpeza do chão é uma vez por semana, believe me. Mas também, aqui ninguém entra com sapato em casa…

- Sempre que consigo, planejo o cardápio da semana e faço compras na medida certa. Mas como cozinha é a parte que eu menos gosto de tudo (blegh!), na maioria das vezes eu acabo procrastinando e inventando uma comida de última hora mesmo.

E o que me ajuda a manter a disciplina? Sem dúvida, a motivação pelo meu trabalho, a contribuição do Rafa quando ele está (um verdadeiro ás na faxina!) e meu interesse quase zero por televisão (vem me falar que isso não ajuda?). ;)

::::

- Então tá, entendi. Rotina, disciplina, bla, bla, bla. Mas e o Nic, coitado, o que esse menino fica fazendo enquanto você trabalha e ele não está dormindo? Largado, é???

Nããão… De jeito nenhum! Primeiro que Nicolas é menino bom que adora brincar do meu lado. Por isso mesmo, meu escritório tem toda uma infro-estrutura lúdico-criativa montada pra beneficiar Nicolas brincando, mamãe trabalhando. Vamos dar uma olhadinha? (estas fotos foram tiradas enquanto ele dormia, por isso ele não aparece. Shhhhh!)

Nesse cantinho do Nic eu tento não disponibilizar todos os brinquedos de uma vez. O rodízio aqui funciona que é uma beleza!

Abaixo é a foto da minha mesa de trabalho. Fácil, fácil de me distrair com esse visu da janela. Ainda bem que a lavanderia fica logo ali atrás de mim, que é pra eu não me esquecer de jeito nenhum das minha obrigações de Amélia. :)

E pras horas que o Nic requer atividades mais energéticas e sujismundas, ponho meu bloco de desenho debaixo do braço e lá vou eu desenhar (se der) enquanto Nicolas dirige alucinadamente o carro reciclado, escava todo o jardim ou brinca com a mais nova novidade do pedaço que é sucesso absoluto entre as crianças da vizinhança: o playground no quintal. (as fotos mais bacanas e surreais dessa sessão incluem outras crianças, mas como não pedi autorização pras mães, preferi não colocar)

E como tudo aqui no Canadá, o playground também veio integralmente desmontado (além de sem furos ou identificação das partes). O Rafa e nosso vizinho camarada (que ganhou acesso vitalício e irrestrito ao playground pra toda a família) ajudou a construí-lo. Por isso SÓ gastaram 2 dias pra montar tudo. o_O

Mas valeu a pena!

E claro, nos dias de chuva ou que nada disso interessa, Nic assiste a um filminho ou vem desenhar comigo… Taí uma das grandes vantagens de se fazer o que eu faço! :)

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