O lado cômico da maternidade


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Encontro de Blogueiras em Vancouver

Há uma semana tive a honra de participar de um encontro com três blogueiras fofas, super talentosas e modestas – apesar de podres de tão famosas. Me encontrei com a Ana – escritora, jornalista, mãe da Laura e da Alice, a Carol – fotógrafa celeb, gravidíssima e aniversariante, e a Rita – empresária, mãe da Bellinha e blogueira ganhadora do Oscar Bloguístico de 2013 (li na Caras!). Repararam no nível? Claro que o evento teve cobertura de revista famosa e tudo – esses jornalistas não me deixam em paz mesmo! :)

Mas enfim, o encontro foi gostoso demais! Muito boa a sensação de ter vida social de novo e amigas com quem compartilhar experiências e escolhas de vida parecidas!!! :) Obrigada, meninas!

EdicaoEspecialCaras

“Flashes, paparazzi, assedio, festas VIP, autógrafos, Photoshop. Assim é a vida de Lu Azevedo (26), ilustradora e apresentadora do Jornal Maternal. Assim é a vida de qualquer famosa. Por isso ela já sabia muito bem o que esperar quando seu agente a comunicou sobre o encontro com as três it bloggers do momento em Vancouver: Ana (25), Carol (24) e Rita (23). Pic nic ao ar livre com outras três super celebridades? “Tumulto na certa”, pensou Luciana. “But I was too empolgated to miss it!” – contou ela com seu inglês impecável*.

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- Você já conhecia as outras blogueiras antes desse encontro?

- Já conhecia a Ana e a Carol. A Rita, só pelo blog e quem nos apresentou foi uma amiga em comum, a Mari. Mas foi super engraçado encontrá-la pela primeira vez e sentir que já a conhecia há tempos. Eu sabia tanta coisa sobre ela e a filha! (risos)

- E como ela é?

- Ela é de uma energia incrível, super divertida e batalhadora! Até agora não sei como ela consegue dar conta da casa, da filha, do novo empreendimento e ainda blogar todo santo dia, incluindo fins de semana e feriado. Uma máquina! Nem se eu nascesse de novo três vezes conseguiria tamanha proeza! (risos) Não é à toa que a Rita ganhou o Oscar da Blogosfera. Uma guria tão dedicada e criativa merece isso e muito mais!

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- Como você conheceu a Ana do Colorida Vida?

- Comecei trocando emails com ela desde que eu morava na Austrália. Ela estava grávida da Alice e eu do Nic, e participávamos do mesmo grupo de discussão sobre partos. Nossos filhos nasceram com uma semana de diferença. Foi quando ela publicou o relato de parto da Alice que fiquei conhecendo seu blog. Nessa época eu e meu marido já estavámos tirando o visto pra vir pro Canadá, então nunca mais deixei de acompanhar os posts dela. E quando me mudei pra Vancouver, ela foi a primeira brasileira que conheci. Desde então nos encontramos várias vezes, e até aqui em casa ela já veio com as meninas.

- Como ela é pessoalmente? É mesmo tão simpática e atenciosa quanto aparenta ser no blog?

- Ah, muito mais! (risos) A Ana é de uma calma incrível. Super meiga, inteligente e ainda mais bonita ao vivo! Adoro conversar com ela. Agora, se tem uma coisa que a gente não nota tão claramente no blog é seu cabelo. Nossa, como o cabelo dela brilha! Gente? Vocês deveriam fazer uma entrevista e descobrir o que que ela faz! (risos)

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- E a Carol, como você a conheceu?

- Ah, essa foi uma história engraçada! Ela chegou no meu blog há alguns meses com o nome de “Flicka”. Visitei o blog dela, o Flickablog, e fui fliqueando por lá até descobrir que Flicka se mudaria pra Vancouver dali uma semana. Na mesma época, uma outra amiga me contou que Carol Camanho, uma fotógrafa super famosa e banbanban do Brasil, também estava se mudando pra cá e pro meu grande espanto, no mesmíssimo dia que Flicka! Me lembro que pensei que Vancouver estava se tornando realmente um destino muito popular, já que tanta gente estava se mudando pra cá! (risos) “Devem vir no mesmo voo”, pensei. Daí, só depois que deixei comentários de boas vindas nos blogs de ambas, que descobri que Flicka e Carol eram a mesma pessoa. Flickei de cara! (risos, muitos risos). A gente riu muito disso depois.

- Uma história dessas só poderia ser o presságio de uma ótima amizade. O que aconteceu depois?

- Assim que ela chegou nos tratamos logo de nos conhecer e desde então nos encontramos sempre que dá. O Nicolas, meu mais velho, é super apaixonado por ela e sempre pergunta quando vamos nos encontrar de novo. A gente tem tanta afinidade que hoje fico me perguntando como vivemos sem ela aqui antes! (lágrimas)

- É verdade que ela está grávida? Você tem acompanhado tudo de perto?

- Sim, está grávida e linda. Ela e o marido não poderiam estar mais felizes. Eu tenho acompanhado tudo e sempre encho ela de perguntas depois das consultas e ultrassons. Esse bebê com certeza tem muita sorte de ter aqueles dois como pais!

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- Como foi o pic nic das blogueiras? Onde foi?

- Aconteceu em Horseshoe Bay, um lugar muito lindo de West Vancouver. E tivemos muita sorte que o dia estava ensolarado, foi um espetáculo! Cada uma levou uma coisa pra comer. Teve cupcakes pra cantar parabéns pra Carol que tinha acabado de fazer aniversário, bolo de cenoura, torta salgada, frutas e brócolis (afinal estamos no Canadá e essas coisas nunca faltam em picnics daqui) e claro, brigadeiros e até Serenata de Amor!

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- Como vocês driblaram o assédio dos fãs?

- O problema não são os fãs, em geral eles são uns fofos e só estão ali porque admiram nosso trabalho. Tiramos fotos com vários deles. O problema são os paparazzi, que realmente invadem nossa privacidade tentando flagar momentos íntimos e tirar aquela foto que ninguém tem. Teve por exemplo um momento que conversávamos só as quatro blogueiras na praia e um paparazzi tirou várias fotos escondido, sem nossa permissão. Eu achei uma intromissão.

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- As famílias das blogueiras também foram?

- Sim, foi todo mundo, menos o marido da Ana, que tinha outro compromisso. Estavam todas as crianças, meu marido, os maridos da Carol e da Rita, e algumas amigas brasileiras da Ana. Foi um super picnic e já temos planos de repetir muitas outras vezes!”

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Obrigada meninas, foi tudo ótimo! Obrigada Carol e Alan, pelas fotos maravilhosas do encontro! (foto de profissional é outra coisa!)

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Um oferecimento:

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*Se você está aprendendo inglês, por favor, a palavra “empolgated” não existe, viu? O certo seria dizer “excited” (tradução: Mas eu estava empolgada demais pra perder o encontro). You’re welcome. (Professora Pasqualete)

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Pra ler os posts das meninas sobre o encontro, visite o blog delas (vou atualizando o link direto à medida que elas postam)

Rita: Botõezinhos

Ana: Colorida Vida

Carol: Flicka


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Post do Guest – a divertida vovó Stela

O coração desses meninos já deve estar todo desbeiçado de tanto entra e sai de pessoas queridas nos últimos meses. Vem uma, coração expande, vai embora, coração mingua. Não que o fato das pessoas irem embora desocupa o coração, mas é que ele fica apertadinho, né?

E foi assim. Primeiro veio uma vovó, depois a titia e por último a outra vovó. Note que vieram todas sozinhas, hein? Eita mulheres aventureiras!

A vovó Stela fez uma visita mais rápida, de 10 dias, mas não menos marcante. Pra total alegria do Nic, ela é também uma apaixonada por carros. (Sempre soubemos, mas agora confirmamos a origem de tamanha obsessão do menino. Tá mesmo no sangue!). Por isso, não teve um dia que ela tenha deixado de brincar e apostar corridas com ele no chão. Pena que, por causa da robalheira desenfreada incrível habilidade automobilística do Nic, ela não tenha conseguido vencer uma corrida sequer. Quem sabe na próxima visita? Vai treinando em casa, vovó Stela!

Assunto entre eles nunca faltou. Quando não falavam sobre modelos de carro, desempenho do motor ou aerodinâmica avançada, estavam discutindo sobre o caráter do lobo mau. Aliás, nada foi mais surpreendente e fofo que ver ela, uma executiva super ativa e dinâmica, ter tamanha paciência pra contar as mesmas histórias TODAS as vezes que o Nicolas pediu. Umas 78 vezes? Talvez mais. E ela sempre contava com o mesmo entusiasmo. Tenho certeza que Nic jamais vai esquecer esse carinho!

Em Banff (Stela e Nic)

Two Jack Lake, Rocky Mountains (Stela e Lily)

Stela e nóis

*

*

Além disso, a vovó correu muito atrás do Nic (haja fôlego!), carregou Liloca pra cima e pra baixo e nos fez rir demais com suas histórias e mania de limpeza. Enfim, alegrou nossos dias com sua incrível animação! Volte sempre vovó Stela!

Chega de falar, né? Por fim, a palavra é dela: 

Sempre que penso em um colar de pérolas concluo que as pessoas valorizam somente as pérolas. Se esquecem de que o que dá “brilho” às pérolas é o fio, que lhes dá movimento, flexibilidade e o mais importante: sustentabilidade. É essa a leitura que faço de você, Luciana, no contexto da sua família.

Quando pensamos nos nossos filhos não importa o que eles vão ser quando crescer, se tiverem o nosso apoio, poderão ser o que quiserem!! Rafael – saiba que nossa missão sempre foi essa: fazer acontecer para que vocês nos superassem!! E você fez isso com maestria, elegância e eficiência e é um Homem que exerce que mais importante do que Ter é Ser!!

 Lily – menina doce e risonha, que sua vida seja leve, feliz e harmoniosa!!

 Nick – garoto espirituoso, criativo, amoroso, conectado em tudo e em todos, que você cultive a arte de conviver com todos harmoniosamente!!

Conviver com vocês esses dias me deixou uma sensação de felicidade plena e extrema!!

Amo vocês!!

Stela Gradim


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Post do Guest: a tia sim(patti)ca

Sabemos que bebês crescem quando dormem, né? Então vou contar pra vocês que a Lily deve ter crescido pelo menos 10 cm só no colo da minha irmã Patti. Como gostam de dar e receber colo essas duas meninas! Mas difícil mesmo foi manter Liloca dormindo enquanto a tia ria litros das coisas engraçadinhas que o Nic fala, afinal, ela tem o sono tão leve, que acorda até quando a gente assiste filme mudo. Juro!

Enfim, pois pra minha grande tristeza, minha amada irmã voltou pras terras tupiniquins… mas não antes de escrever um post pra mim! Oba! Sim, porque nesse blog você não encontra Guest Post como vemos em muitos blogs por aí, mas ó, tem Post do Guest, viu? Assim, fica sabendo que se um dia você ficar hospedado na minha casa, vai ter que escrever um post quando sair. O primeiro foi escrito pela minha mãe, e agora foi a vez da minha irmã, que tá me fazendo chorar até agora…

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Oi!

Sou a Patti, irmã da Lu e fui incumbida de escrever um pouco sobre o tempo que passei visitando essa turminha animada.

Eu asseguro que será apenas esse post. Por favor, não deixem de acompanhar esse blog! Depois de hoje tudo voltará ao seu devido lugar e a Lu continuará a nos brindar com sua linda e humorística forma de escrever.

O que eu tenho pra deixar registrado pra posteridade é que foi tudiótimo! Eu conheci lugares lindos e me diverti à bessa. Também com o Nic por perto, as gargalhadas são garantidas, né?

Alice Lake

Posso falar que ele é meu tagarelinha preferido e talvez tenha herdado essa característica do lado Azevedo da família. Se não for genético, ele pode ser assim por copiar o exemplo da mamis e sua tia Patti, que aqui vos fala. Porque nesse quesito de tagarelice, os atletas que me perdoem, mas o récorde é nosso. Nós duas falamos pelos cotovelos! Às vezes pelas sobrancelhas e pelos calcanhares também. Um repertório vasto. Nem sempre rico, mas vasto. Conversamos sobre tudo o tempo todo. A falação começa logo que abro a porta do quarto e encontro a galerinha na cozinha. E continuamos durante o café da manhã, no escritório (o Rafa tem que lutar pra se concentrar no trabalho e não fazer parte dos nossos interessantíssimos assuntos), na sala vendo TV, almoçando, escovando os dentes (acreditem, é possível), um pouco antes de dormir e pasmem, quando não estamos no mesmo cômodo da casa, conversamos pela internet! E eu tenho certeza que ainda vou levar algum assunto pendente!

1ª foto: Passeio no museu. 2ª e 3ª: chamegos na Lily

Bom, como eu moro no Brasil e não posso dar um chêro nos meus sobrinhos sempre que me der vontade eu tenho que aproveitar pra grudar neles o quanto der. E vou dizer: eu aproveitei! Apertei aquele bumbum gostoso do Nic até cansar ou pelo menos o máximo de vezes que eu consegui alcançá-lo. Como esse menino corre! E a Lily… Ah Lily! Eu beijei demais esse pescoço! Cheirosa!

E pra não me esquecer dos perfeitos anfitriões da casa, quero elogiar demais as ótimas vitaminas matinais, as panquecas de domingo e o macarrão Natacha. Premium! Vocês vão pensar que eu fiquei aqui só comendo, né? Bem, foi quase. E, Lu e Rafa, se esse negócio de ilustração e geologia não der certo, um trabalho em agência de turismo está garantido. Ótimos passeios. Um roteiro tão diversificado que eu vou demorar um tempo pra organizar minhas fotos dessa viagem.

Ó, não vão se acostumando com essa rasgação de seda, viu? Rs

Yaletown

Stanley Park

Stanley Park

Teleférico em Whistler

Não posso deixar de frisar o ótimo humor desses dois. Valeu por terem compartilhado tanta coisa comigo. Por permitirem passar esse tempo com vocês e com meus sobrinhos queridos. Até mesmo pelos apelidos “carinhosos” – melhor pular essa parte pra não constranger ninguém…

Aproveito essa viagem pra levar comigo certo costume adquirido, como o chá depois do almoço e também a saudade da maçã com cobertura de chocolate, dos muffins e scones do Gali.

Mas o mais fofo de tudo é a repetição de uma coisa muuuito fofa. Quando visitei eles na Austrália o Nic pronunciava meu nome de uma forma linda. Repetia várias vezes o Patti quase como se o T fosse mudo. E agora que está aprendendo Inglês, fala o Patríchia mais lindo que já ouvi! Tem como não apertar?

Eu espero que vocês estejam sempre cercados de muita gente bacana. Sempre. Bem, uma delas tá indo embora, né? Mas ainda tem muitas outras… rs (Desculpa, não resisti…)

Espero que possamos viver outros ótimos momentos como esses. Em Vancouver, no Brasil ou pra onde o vento nos soprar…

Now there’s a way and know

That I have to go away

I know I have to go.

Um beijo e um sorriso pra vocês. ♥♥♥♥

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Patti, certamente você é uma dessas pessoas super bacanas que conhecemos e tivemos a honra de receber aqui. Agora, pra não morrer de saudades, só me resta correr pro Skype sempre que possível, te acompanhar pelo blá blá blog e claro, comer muita maçã com cobertura de caramelo e chocolate em sua homenagem. :D Até breve, irmã!


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Blogando do céu

Empacotei não, viu gente?

Mas tinha que vir aqui contar que neste exato momento, estou eu, a mais de 10.000 m de altitude, SOZINHA com duas crianças e ainda escrevendo este mesmo post que você lê agora.

Como é possivel algo tão sem precedentes? Quantas vezes eu já viajei com o Nic MAIS marido e mal tinha chance de ir sequer ao banheiro? Terei eu batido a cabeça, desmaiado e agora estou sonhando que blogo enquanto meus filhos tocam o terror dentro do avião? Terá a mãe natureza me ouvido e finalmente me presenteado com braços extras, os quais utilizo mesmo sem perceber? Estarei eu completamente insana e delirante?

Não, amigas. Vocês ja devem ter ouvido falar de milagres, não? Pois é justamente um que vivencio neste momento, posto que Liloca dorme há mais de 1 hora e meia (mesmo comigo sentada, sem balançar pralápracá, nem nada) e Nic (que voltou a ser menino desfraldado, contei não?) brinca qui-e-ti-nho com seu único carrinho novo. Sim, tudo na santa paz, sem escândalo dela pra dormir, sem birra dele porque só viaja se for no lugar do piloto ou qualquer outra esquisitice. Sem nada. E ainda num avião pequeno, lotado, quente, cheio de atendentes enlouquecidas com o cabelo da Lily e SEM uma única televisão. Te disse: mi-la-gre.

Assim, eu, sem ter mais o que fazer, já que quando viajo com criança não carrego livro, nem revista, muito menos palavras cruzadas, resolvi escrever post. Quem não haveria de?

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melhor foto que consegui tirar de dentro do avião com a tablet

***

Pois bem, contei pra vocês que minha irmã está passando 3 meses com a gente, né? Tinha me esquecido como é gostoso ter irmã da gente pra papear o dia todo. Isso sem nem contar a ajuda dela com a casa e as criançatudo, obvio! Mas tô falando de conversa mesmo, botar tudo em dia, falar dos planos e inventar assunto. A gente ri tanto juntas, que às vezes até esquecemos do motivo.

- Do que mesmo que a gente tá rindo?
– Sei não, só sei que era engraçado pra caramba – e continuamos a rir, as duas bobas.

Também somos daquelas com a irritante mania de começar um assunto já no meio dele, sabe comé?

- Tô achando que o turquesa vai ser melhor – diz uma das duas do nada. E a outra sempre vai ter o poder de advinhar do que se trata. Anomalia cognitiva fraterna, só pode.

***

Mas daí que a Patti já tá aqui há mais de dois meses. Saiu do Brasil quando se formou na faculdade e terminou com o namorado. Então, eu brinco com ela que ela vai acabar conhecendo um gringo bonito e boa gente e nem vai embora. E ainda digo que ela podia aproveitar essa profusão de ursos por aqui e ir a um parque ali do lado, altamente freqüentado por escaladores sarados do mundo todo, pra panfletar sobre os cuidados que se deve ter em terra de urso. Panfleto vai, conversa vem, vai que, né?

A gente já deu boas risadas sobre isso, mas ainda nada de panfletagem. Também, né gente, vocês me explicam, como é que se panfleta quando se tem sempre um bebê anexado à pessoa? Culpa minha não, juro! Culpa dessa fofura chamada Liloca que nao deixa a tia resistir de SEMPRE querer sair pra passear com ela e ainda por cima no sling, ali bem agarradinha.

***

Acontece, que surgiu do marido ir conferenciar em terras americanas e eu, como há muito não viajava, animei de ir pra passar metade do tempo lá com ele. Mas ao invēs da Patti tirar o visto pra nos acompanhar, vimos aí a grande oportunidade dela curtir um pouco uma vida livre de rotina e crianças, né? Foi assim que nos separamos por alguns dias pra vivermos aventuras diferentes. Eu, indo pra uma cidadezinha nas Montanhas Rochosas com essas duas criaturas pequenas e surpreendentes, e ela, num Hostel maneiro em Vancouver livre pra tomar uns goró um café sossegada, praticar o inglês, começar um blog e até mesmo fazer uma panfletagem se quiser. :)

***

Quanto ao voo, no final das contas, Nic caiu no sono também e Lily continuou dormindo até o avião pousar. Quando eu imaginei que um dia blogaria do céu com duas criancas pequenas e sem estar usando a internet divina, minha gente? :)

***

E pra não perder a oportunidade, aí vão algumas fotinhas…

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Liloca curtindo um quarto de hotel

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sijogando num biscoitinho de cereal de arroz

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e Nic, dizendo ser ele um carro com um farol de gravetos. Não esquece o mundo motorizado nem quando fazemos caminhada entre as árvores e ao longo de rio. Vai gostar, viu?


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Post do Guest: Melhor amiga

E depois de 3 meses lá se foi a vovó, a primeira melhor amiga do Nic. Ontem, voltou pro Brasil.

Ela, com quem Nic passou horas jogando conversa fora, aprendendo palavras novas, brincando de carrinho, quebra-cabeça, lendo livros, inventando histórias surreais e apelidos engraçados um pro outro, fazendo alongamento (!), brincando de correr e pegar até cansar (não ele… ela). Ela, com quem ele dividiu o mesmo quarto e riam até dormir e riam ainda mais quando acordavam. E juntos escondiam debaixo das cobertas na hora que a mamãe chegava e era pura gargalhada, principalmente quando na pressa deixavam um bumbum ou um pezinho pra fora. Ela, que foi sua grande companheira no dia que a Lily nasceu e nos dias que se seguiram, e por isso ele nunca se sentiu em segundo plano ou menos amado. Ela, que dava colo na horas que ele se sentia triste, mas também quando estava feliz. E que o olhava com o maior amor do mundo.

Ela, a vovó São. A primeira grande amiga do Nic. O primeiro colinho de vó da Lily.

Ela, que deixou saudades, mas também um poema. Coisa de vó, coisa de amiga.

* * *

Queridos netinhos Nicolas e Lily,

Deixarei num poema algumas emoções vividas com vocês.

*

Vim do Brasil ao Canadá

Sem o inglês ou outra língua estrangeira falar

Que aperto! Que desafio!

Mas consegui aqui chegar

*

Rever Lu barrigudinha, Rafael magrinho

Nicolas parecendo um rapazinho

Foi tudo de bom, me deu firmeza

Me deu segurança

*

Nem o frio me abateu

Quantas brincadeiras fizemos – Nicolas e eu

Eu correndo atrás dele, ele atrás de mim

Na hora da minha ginástica, fazia alongamento: que fofo!

Contava até dez e dizia: agora de novo!

*

Após Lily nascer, emoção em cima de emoção!

Era não quero que “vóvias” pegue a Lilys!

Quero colo da “vóvias”!

Quero “pópias”, quero “momias”!*

*

O tempo vai passando e tudo vai se ajeitando

Você, Nicolas, está reagindo muito bem!

Gosta da Lily, é carinhoso

Fala o que ela dá conta ou não de fazer

*

Quando ela chora, você diz: “Coitadinha,

Ela está com fome!

Não pode judiar dela não!”

Não é um amor?

*

Para fazer xixi ou cocô: “Quero ir com a vóvis”

Corria na frente, fechava a porta

E éramos transformados em

personagens de histórias

*

Agora faz xixi no vaso,

em pé como um rapazinho

E o cocô,

Quase sempre só no peniquinho

*

Vendo cenas ou pequenos textos em inglês

surgem personagens que não sei pronunciar

Ele pergunta: vóvis confundiu tudo?!

E eu afirmo, então

A gente ri de montão!

*

Os carrinhos, os brinquedos

É coisa que não acaba mais!

É McQueen pra cá, é Mater pra lá

É carro cinza, é carro roxo voador

*

Vez ou outra você fala:

“E quando vóvis voltar pro Brasil, hein?

Como vai ser?

Ela veio do aeroporto?”

*

Lily é como o nome já diz, uma florzinha!

Nasceu vermelhinha, cabeleira negra

Um rostinho delicado, olhos claros, parecendo uma bonequinha

Lembrei-me do nascimento de cada filho!

*

Hoje, há pouco mais de um mês,

Escuta-se seus balbucios, corremos todos pra ver.

É uma grande emoção.

Quando chora, chora forte, grita, leva as mãos na boca

Com o passar, às vezes, nem de duas horas

*

Eu nunca vi coisa igual:

Quase não regorgita, não tem cheiro azedo

Seu cocozinho parece, como diz sua mãe,

Uma pasta de iogurte, tudo muito natural

*

Só sei dizer que tudo o que aqui vivi,

Não dá pra expressar em palavras

Levaria uma vida inteira

E muito ainda ficaria pra trás.

… E Nic pela primeira vez, agora entende o que é SAUDADE.

- Cadê a vovó, mami?

- Voltou pro Brasil, meu bem.

- Eu quero a vovó! Eu quero!

E faz beicinho de choro. Então a gente se abraça e fica ali, relembrando todas as coisas boas que vivemos com ela…


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Os alienígenas e os pesticidas

Quando eu era criança minha cabeça fervilhava, tanto de ideias quanto de piolhos.

Pras ideias, eu tinha um parceiro inseparável, o meu primo Natanael. Uma vez, inventamos a historia de que éramos alienígenas, veja só. Então, durante o crepúsculo de um dia frio, contamos aos sussurros pra uma plateia de crianças ingênuas e de olhos esbugalhados, que tínhamos vindo de Vênus.

- Estão vendo aquela estrela lá no horizonte? Então, é de lá que a gente veio. Lá, eu e o Nael éramos irmãos e tão pequenos quanto o mindinho do pé de vocês!

- Oohhh! – todos exclamavam admirados, cada um olhando pro seu mindinho do pé.

- Sim, e tínhamos pouco mais de 200 anos de idade!

E se entreolhavam embasbacados.

(Claro, vale lembrar que em terreno venusiano, se você tinha 200 anos, ainda era uma graciosa criancinha sapeca.)

Daí contamos que num belo dia, estávamos dando um rolé no foguete dos nossos pais quando o motor fundiu inesperadamente. Pifou de tudo. Caímos os dois no planeta Terra, aterrissando cada um nas xícaras das nossas respectivas mães terráqueas, que por sorte batiam um papinho enquanto sorviam um delicioso café ao ar livre. Elas nos beberam e tcharam! – nascemos de novo, só que aqui na Terra!

Sentiu o nível, né?

Pois você não imagina a cara de espanto, medo e até inveja dos nossos amiguinhos terráqueos.

* * *

E se por dentro minha cabeça fervilhava com historias desse naipe, por fora então, caro leitor, o fervilhamento era mais que incontrolável – era insano. Juro que não sei como eu conseguia a proeza de ter sempre tantos inquilinos parasíticos residindo no meu couro cabeludo. Saía um grupo, entrava outro. O que me faz concluir que se meu sangue era doce como diziam, naquela altura a piolhada já devia ser toda diabética (e eu também, né?).

Assim que eu vivia às voltas com pentes finos e um pesticida qualquer – era Neocid ou Deltacid, também conhecidos como DDT. Passava os finais de semana com a cabeça no colo da minha mãe, que catava, catava, jogava pesticida, catava, catava, mais pesticida. E depois que meu couro cabeludo já estava dolorido de tanto pentear e pinicava horrores com todo aquele veneno, ela vinha com um pano branco, enrolava na minha cabeça e com aquilo eu ficava horas e horas brincando e tentando evitar que o pozinho letal caísse no meu olho.

* * *

Agora vai, me conta se uma pessoa que sobrevive a tanto DDT na cuca só não pode ser mesmo um alienígena. Viu, tava mentindo não.

(ou então a experiência serviu pra comprovar que de peste eu não tinha nada, posto que peste pesticida mata. Né não?) :)

* * *

Então. Pois esta criatura alienígena cresceu, se tornou uma moça terráquea singela, meiga e bonita, foi morar num país rico, industrializado, arborizado e sanitarizado, teve dois filhos fofos e saudáveis e ainda a felicidade de NUNCA mais pegar piolho nessa vida!

Certo?

Errado. Pois acredite ou não, fiel leitor, o inimaginável aconteceu.

Nem te conto que precisamente na terça ou quarta da semana passada, passou por aqui um surto piolhístico. Sim, no Canadá. Mas só passou não – passou e pegou a família toda. Surtamos, né? A única poupada, por pura graça divina, foi a Lily. Justo ela, conhecida internacionalmente por sua vasta cabeleira, passou ilesa. Acreditamos que Nicolas tenha sido o veículo transportador e felizmente pudemos comprovar que agora sim, existem alternativas ao pesticida. Mas saiba que o pente fino ainda reina.

Quanto à vovó, claro que também pegou mas já se livrou dos bichos. Agora imagina se ela, a pouco mais de uma semana pra voltar pro Brasil, sai daqui levando piolho canadense? Oh my God! Só ia dar as piolhas tupiniquins doidinhas pra arrumar maridinho gringo, né?

Bom, pois depois de um post desses, pode aparentar mas ainda não tô completamente doida não. É que o negócio aqui em casa tá feio. Primeiro, o surto piolhístico, agora Nicolas tá com princípio de pneumonia e tosse dia e noite, Rafa se encontra viajando, vovó quase voltando e Lily só mamando. Ah sim, e com muitos gases… Tantos gases que as vezes chego a pensar que ela tá sublimando… que nem naftalina, sabe? Direto do estado sólido pro gasoso.

Enfim, melhor eu parar por aqui mesmo.


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O Papai Noel e a vovó

Analisa comigo: você acha que é possível superar um Natal, que apesar de não ter tido neve, teve árvore com enfeites de feltro feitos à mão por mãe e…cof, cof, filho, presépio de papel marché, luzinhas em volta da casa, visita do Papai Noel em carne, osso e hohoho e ainda por cima a presença de uma das avós lá do Brasil? Fala se não é imbatível?

Tão imbatível, que Nic, talvez envolto por toda essa atmosfera de plenitude e contentamento (haha), tenha se sentido tão realizado, que nem sequer quis saber dos seus presentes. Bastou-lhe um carrinho de menos de 10 dólares, supostamente deixado pelo Papai Noel na noite anterior, pra ele sair na mais completa felicidade, mesmo sob brados de “Nic, tem mais presentes pra você!”. Pois sabe o que essa alma desprendida nos disse? “não, só quero esse carrinho mesmo”.

3 anos de idade, gente, e já ensinando tanto. :)

Então foi assim que se deu inicio à nunca antes imaginada “poupança de brinquedos” aqui em casa, onde guardei todos os outros presentes que ele nem sequer abriu pra uma possível ocasião futura em que eles se façam necessários.

* * *

Quanto ao Papai Noel, esse foi um espetáculo à parte. Rafa, depois de muita persuasão, aceitou procurar uma roupa pra se vestir do bom velhinho. Mas como ele não é muito fã de fantasias, ficou até o ultimo momento tentando me convencer que EU era a pessoa mais adequada pro papel, já que nem travesseiro pra simular o barrigão eu precisava. #insensível

Mas incrível como as coisas mudam. Imagine você, que terminada a encenação, Rafa tenha gostado tanto da experiência que saiu dizendo que mal podia esperar pra se vestir de novo no próximo ano. #virafolha Mas não posso culpá-lo… Realmente foi muito bonitinho ver o Nicolas achando que ele era o Papai Noel de verdade e até levando a mãozinha na boca tamanha foi sua surpresa. O mais engraçado é que ao invés dele querer abraça-lo, chegar perto e tal (coisa que a gente queria mesmo evitar pra ele não reconhecer o pai por trás daquela barba branca), ele ficou foi correndo pela casa totalmente eufórico enquanto o Papai Noel andava atrás dele.

Infelizmente nem tudo foi perfeito, e a filmagem de toda a cena que havia sido exaustivamente ensaiada nos bastidores (em meio a muitas gargalhadas), ficou seriamente comprometida, já que o aparado filmador estava – pasme você – sem espaço pra mais vídeos. Assim, pesada e andando como uma pata choca, tive que sair correndo pra pegar meu celular e voltar a tempo de filmar ao menos o final do ato… Ou seja, perdi a chegada, a carinha de surpresa e todas as perguntas que o Papai Noel fez pro Nicolas, entre elas “você vai parar de usar fralda, jovem Nicolas? hohoho!”. #whatashame

Mas vai, tá aí o video assim mesmo:

* * *

Já a vinda da vovó foi um acontecimento único. Sem falar uma única palavra em inglês, vovó Conceição (aqui apresentada como Grandma Maria), voou bravamente de Belo Horizonte pra São Paulo, daí pra Toronto, retirou malas, fez novo check in, passou pela imigração e chegou sã e salva em Vancouver. Eu que quase não dormi na noite que ela viajou, mesmo tendo feito um roteiro detalhado de tudo o que ela tinha que fazer incluindo frases chaves em inglês pra ela mostrar pra alguém caso se perdesse. E deu tudo certo mesmo!

(Vovó e Nicolas ajudando a fazer o presépio de papel marché)

E graças à ela agora temos tido chance de respirar um pouco e desacelerar. E Nic então, nem precisa dizer que tá apaixonado, né? Já acorda de manhã e a primeira coisa que grita lá do berço é “vovó! já acordou?”. Pois se não estava acordada, agora está.

E talvez pela falta de costume em conviver com outros familiares, na primeira vez que ele me viu chamando a avó de “mãe” logo me corrigiu: “mãe não, ela é a vovó!”. Mas agora já se acostumou. Da mesma forma que também se acostumou ao colinho aconchegante dela e da mesma forma que a vovó tem se acostumado ao frio daqui. Ou quase.

Essa é a foto da Vovó São conhecendo a neve pela primeira vez, em Whistler. Ela veste: 16 camadas de blusas, 2 luvas, 7 calças e duas meias, além de gorro, bota e cachecol. (rs)

- Tá com frio, vovó?

- Só um pouquinho, meu querido.


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No Blog da Clauo!

Pessoas queridas, tudo bem quando eu não escrevo aqui mas escrevo em outro blog, né? Porque  foi o que aconteceu essa semana (de novo!). Desta vez fui convidada pela queridíssima Clau pra escrever um post de estreia da sessão “Participações Super Especiais”. Olha que chique!!!

Ela me pediu pra falar sobre o que me motiva a escrever um blog (ou dois!) e eu juro (juro!) que tentei escrever um post normal e sensato (qual a dificuldade nisso, né?), mas claro que meu plano descarrilhou e acabei falando mesmo foi das poderosas forças contrárias que insistem em me manter longe do blog.

Vai lá no Blog da Clauo, lê o post, mas não vale rir, hein? A situação é trágica, meu povo! Muito trágica.

Beijos e logo volto com um post por aqui! Promise!


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Essa é amiga mesmo!

Vira e mexe eu estou aqui no blog falando da Gra.

Gra? Não? Aquela moça, gente, que tem um bom gosto danado pra nomes, sabe? Isso!! A mãe do Nicolas! Aquela que mora lá onde se toma o chá das cinco, escreve o blog Faça da sua vida uma obra de arte! e vive mandando presentinhos fofos pra gente. Então, há muito tempo que eu venho devendo um post decente pra ela. O primeiro foi esse AQUI, que eu fiz pra agradecer pelo lindo cartão que eles nos enviaram, mas eu acabei falando mesmo foi do desfralde do Nic. Sim, agora imagina que a pessoa te manda um cartão todo carinhoso e você escreve pra ela um post dedicatório falando sobre caca. Fala sério.

E pior! Esse tinha sido o primeiro post sobre o assunto desfralde, quando tudo começou há milênios atrás… Agora me diz, quem imaginaria que 300 anos depois eu ainda estaria aqui falando na mesmíssima coisa e ainda sem ver uma luz no fim do túnel, gente? E que Nic, que prometia tanto (depois vai lá ver a carinha de bebê que ele tinha), chegaria a ser hoje um desfraudulento? Ai, ai, que Deus me ajude, viu. Mas enfim, não vou eu começar a falar disso de novo num post da Gra, né? Peloamor…

Bom, acontece que depois de um tempo eu tentei de novo, com esse post AQUI. Daí, nem te conto que eu enrolei, enrolei e acabei falando de carro, chás e pasme – até vômito. Que horror!

E depois de tudo isso, acredita que essa minha querida amiga, pessoa tão considerada e de coração bondoso que tudo perdoa, ainda teve coragem de me chamar pra um jantarzinho lá no cantinho dela? Vai direto pro céu, essa menina! E mesmo depois de tanta gentileza eu ainda tive o displante de demorar MESES pra aceitar o convite.

Mas por fim, fui.

Passa lá no blog dela pra ver! AQUI Ó!


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Nicolas – 3 anos

Hoje ele faz três anos.

Tem um sorriso lindo de dentes alinhadinhos como o pai, mas ri de tudo e pra todos, como a mãe.

Tem uma melhor amiga menina com quem é apaixonado, mas não quer nem saber de ouvir falar da irmãzinha que está chegando.

É fascinado com máquinas, rodas e motores, mas é delicado, dócil e carinhoso, especialmente com crianças.

Nunca calça o sapato trocado, sempre acha que a costura da meia está incomodando e fica nervoso por não conseguir tirar a camisa sozinho.

Não se cansa de ouvir a história dos três porquinhos à noite e adora acrescentar coisas pra agradecer ao papai do céu na hora de dormir.

É inteligente como o pai, bobo como a mãe. Conhece todas as letras do alfabeto e até algumas palavras escritas, mas sua rima preferida é “eca meleca, caiu a cueca do Nicolas sapeca”.

Chama lua crescente de lua quebrada, estrela cadente de estrela-elefante , queijo ralado de queijo-cobra e misto-quente de pão-sujo-de-preto (oh, oh).

Pergunta o porquê de tudo, especialmente se vê alguma criança chorando, alguma mãe brava ou quando o pedem pra fazer alguma coisa que não quer.

Decidiu que quer ir pra escola, que agora come frutas, legumes e mingau de aveia como os amiguinhos, mas que desfraldar definitivamente não é coisa pra ele – bom mesmo é continuar neném.

Tem amado ir pra escola, mas uma vez que continua neném, mamãe não pensou duas vezes e virou voluntária do estabelecimento. Ela agora passa algumas manhãs sentada numa cadeira de balanço, costurando, crochetando e craftando enquanto olha o rebento de soslaio. Ajuda a professora no que precisa e principalmente, auxilia o filho (e quem mais precisar) na indesejada tarefa de ir ao banheiro. Mamãe está adorando.

Assim como ADORA ser mãe desse menininho bem-humorado, tranquilo e por vezes bizarrinho. :)

E como recebeu várias mensagens de aniversário tão bonitas pra ele, resolveu colocar aqui sua preferida que resume com perfeição os três anos de Nicolas. Com a palavra, tia Si, Rodrigo e Yann:

“São três anos de cidadão do mundo!
E como é grande esta responsabilidade meu amado Nic: vir de uma raiz latina, de um povo sofrido e alegre, ter no quintal cangurus, visitar maravilhas naturais e crescer aos pés de uma das maiores falhas geológicas do planeta!
Ufa! São só três anos! Por isso sobrinho, ao lado de tantas aventuras Deus nos dá a benção maravilhosa do lar, do amor incondicional de nossos pais e um presente para lá de especial: sua irmãzinha, Lily!
Meu amado sobrinho, tenha certeza absoluta de que tudo o que você viver, de tudo o que você ver e sentir, nada será tão grandioso e profundo do que o amor de seus pais. Aproveite-os ao máximo e exerça esse aprendizado com todos os irmãos da terra – não é à toa que você é cidadão do mundo! Missões especiais são para pessoas especiais!
Saiba que estamos sempre aqui acompanhando as aventuras da Nicolândia – esse maravilhoso país tão tão distante e tão perto de nossos corações!!!
Parabéns Nicolas!!!! Que Deus continue te abençoando com muita saúde, amor e aventuras!!!!”

Amamos você, Nic querido!

Mamãe e papai

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