O lado cômico da maternidade


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Post do Guest – a divertida vovó Stela

O coração desses meninos já deve estar todo desbeiçado de tanto entra e sai de pessoas queridas nos últimos meses. Vem uma, coração expande, vai embora, coração mingua. Não que o fato das pessoas irem embora desocupa o coração, mas é que ele fica apertadinho, né?

E foi assim. Primeiro veio uma vovó, depois a titia e por último a outra vovó. Note que vieram todas sozinhas, hein? Eita mulheres aventureiras!

A vovó Stela fez uma visita mais rápida, de 10 dias, mas não menos marcante. Pra total alegria do Nic, ela é também uma apaixonada por carros. (Sempre soubemos, mas agora confirmamos a origem de tamanha obsessão do menino. Tá mesmo no sangue!). Por isso, não teve um dia que ela tenha deixado de brincar e apostar corridas com ele no chão. Pena que, por causa da robalheira desenfreada incrível habilidade automobilística do Nic, ela não tenha conseguido vencer uma corrida sequer. Quem sabe na próxima visita? Vai treinando em casa, vovó Stela!

Assunto entre eles nunca faltou. Quando não falavam sobre modelos de carro, desempenho do motor ou aerodinâmica avançada, estavam discutindo sobre o caráter do lobo mau. Aliás, nada foi mais surpreendente e fofo que ver ela, uma executiva super ativa e dinâmica, ter tamanha paciência pra contar as mesmas histórias TODAS as vezes que o Nicolas pediu. Umas 78 vezes? Talvez mais. E ela sempre contava com o mesmo entusiasmo. Tenho certeza que Nic jamais vai esquecer esse carinho!

Em Banff (Stela e Nic)

Two Jack Lake, Rocky Mountains (Stela e Lily)

Stela e nóis

*

*

Além disso, a vovó correu muito atrás do Nic (haja fôlego!), carregou Liloca pra cima e pra baixo e nos fez rir demais com suas histórias e mania de limpeza. Enfim, alegrou nossos dias com sua incrível animação! Volte sempre vovó Stela!

Chega de falar, né? Por fim, a palavra é dela: 

Sempre que penso em um colar de pérolas concluo que as pessoas valorizam somente as pérolas. Se esquecem de que o que dá “brilho” às pérolas é o fio, que lhes dá movimento, flexibilidade e o mais importante: sustentabilidade. É essa a leitura que faço de você, Luciana, no contexto da sua família.

Quando pensamos nos nossos filhos não importa o que eles vão ser quando crescer, se tiverem o nosso apoio, poderão ser o que quiserem!! Rafael – saiba que nossa missão sempre foi essa: fazer acontecer para que vocês nos superassem!! E você fez isso com maestria, elegância e eficiência e é um Homem que exerce que mais importante do que Ter é Ser!!

 Lily – menina doce e risonha, que sua vida seja leve, feliz e harmoniosa!!

 Nick – garoto espirituoso, criativo, amoroso, conectado em tudo e em todos, que você cultive a arte de conviver com todos harmoniosamente!!

Conviver com vocês esses dias me deixou uma sensação de felicidade plena e extrema!!

Amo vocês!!

Stela Gradim


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Post do Guest: a tia sim(patti)ca

Sabemos que bebês crescem quando dormem, né? Então vou contar pra vocês que a Lily deve ter crescido pelo menos 10 cm só no colo da minha irmã Patti. Como gostam de dar e receber colo essas duas meninas! Mas difícil mesmo foi manter Liloca dormindo enquanto a tia ria litros das coisas engraçadinhas que o Nic fala, afinal, ela tem o sono tão leve, que acorda até quando a gente assiste filme mudo. Juro!

Enfim, pois pra minha grande tristeza, minha amada irmã voltou pras terras tupiniquins… mas não antes de escrever um post pra mim! Oba! Sim, porque nesse blog você não encontra Guest Post como vemos em muitos blogs por aí, mas ó, tem Post do Guest, viu? Assim, fica sabendo que se um dia você ficar hospedado na minha casa, vai ter que escrever um post quando sair. O primeiro foi escrito pela minha mãe, e agora foi a vez da minha irmã, que tá me fazendo chorar até agora…

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Oi!

Sou a Patti, irmã da Lu e fui incumbida de escrever um pouco sobre o tempo que passei visitando essa turminha animada.

Eu asseguro que será apenas esse post. Por favor, não deixem de acompanhar esse blog! Depois de hoje tudo voltará ao seu devido lugar e a Lu continuará a nos brindar com sua linda e humorística forma de escrever.

O que eu tenho pra deixar registrado pra posteridade é que foi tudiótimo! Eu conheci lugares lindos e me diverti à bessa. Também com o Nic por perto, as gargalhadas são garantidas, né?

Alice Lake

Posso falar que ele é meu tagarelinha preferido e talvez tenha herdado essa característica do lado Azevedo da família. Se não for genético, ele pode ser assim por copiar o exemplo da mamis e sua tia Patti, que aqui vos fala. Porque nesse quesito de tagarelice, os atletas que me perdoem, mas o récorde é nosso. Nós duas falamos pelos cotovelos! Às vezes pelas sobrancelhas e pelos calcanhares também. Um repertório vasto. Nem sempre rico, mas vasto. Conversamos sobre tudo o tempo todo. A falação começa logo que abro a porta do quarto e encontro a galerinha na cozinha. E continuamos durante o café da manhã, no escritório (o Rafa tem que lutar pra se concentrar no trabalho e não fazer parte dos nossos interessantíssimos assuntos), na sala vendo TV, almoçando, escovando os dentes (acreditem, é possível), um pouco antes de dormir e pasmem, quando não estamos no mesmo cômodo da casa, conversamos pela internet! E eu tenho certeza que ainda vou levar algum assunto pendente!

1ª foto: Passeio no museu. 2ª e 3ª: chamegos na Lily

Bom, como eu moro no Brasil e não posso dar um chêro nos meus sobrinhos sempre que me der vontade eu tenho que aproveitar pra grudar neles o quanto der. E vou dizer: eu aproveitei! Apertei aquele bumbum gostoso do Nic até cansar ou pelo menos o máximo de vezes que eu consegui alcançá-lo. Como esse menino corre! E a Lily… Ah Lily! Eu beijei demais esse pescoço! Cheirosa!

E pra não me esquecer dos perfeitos anfitriões da casa, quero elogiar demais as ótimas vitaminas matinais, as panquecas de domingo e o macarrão Natacha. Premium! Vocês vão pensar que eu fiquei aqui só comendo, né? Bem, foi quase. E, Lu e Rafa, se esse negócio de ilustração e geologia não der certo, um trabalho em agência de turismo está garantido. Ótimos passeios. Um roteiro tão diversificado que eu vou demorar um tempo pra organizar minhas fotos dessa viagem.

Ó, não vão se acostumando com essa rasgação de seda, viu? Rs

Yaletown

Stanley Park

Stanley Park

Teleférico em Whistler

Não posso deixar de frisar o ótimo humor desses dois. Valeu por terem compartilhado tanta coisa comigo. Por permitirem passar esse tempo com vocês e com meus sobrinhos queridos. Até mesmo pelos apelidos “carinhosos” – melhor pular essa parte pra não constranger ninguém…

Aproveito essa viagem pra levar comigo certo costume adquirido, como o chá depois do almoço e também a saudade da maçã com cobertura de chocolate, dos muffins e scones do Gali.

Mas o mais fofo de tudo é a repetição de uma coisa muuuito fofa. Quando visitei eles na Austrália o Nic pronunciava meu nome de uma forma linda. Repetia várias vezes o Patti quase como se o T fosse mudo. E agora que está aprendendo Inglês, fala o Patríchia mais lindo que já ouvi! Tem como não apertar?

Eu espero que vocês estejam sempre cercados de muita gente bacana. Sempre. Bem, uma delas tá indo embora, né? Mas ainda tem muitas outras… rs (Desculpa, não resisti…)

Espero que possamos viver outros ótimos momentos como esses. Em Vancouver, no Brasil ou pra onde o vento nos soprar…

Now there’s a way and know

That I have to go away

I know I have to go.

Um beijo e um sorriso pra vocês. ♥♥♥♥

________________
Patti, certamente você é uma dessas pessoas super bacanas que conhecemos e tivemos a honra de receber aqui. Agora, pra não morrer de saudades, só me resta correr pro Skype sempre que possível, te acompanhar pelo blá blá blog e claro, comer muita maçã com cobertura de caramelo e chocolate em sua homenagem. :D Até breve, irmã!


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Post do Guest: Melhor amiga

E depois de 3 meses lá se foi a vovó, a primeira melhor amiga do Nic. Ontem, voltou pro Brasil.

Ela, com quem Nic passou horas jogando conversa fora, aprendendo palavras novas, brincando de carrinho, quebra-cabeça, lendo livros, inventando histórias surreais e apelidos engraçados um pro outro, fazendo alongamento (!), brincando de correr e pegar até cansar (não ele… ela). Ela, com quem ele dividiu o mesmo quarto e riam até dormir e riam ainda mais quando acordavam. E juntos escondiam debaixo das cobertas na hora que a mamãe chegava e era pura gargalhada, principalmente quando na pressa deixavam um bumbum ou um pezinho pra fora. Ela, que foi sua grande companheira no dia que a Lily nasceu e nos dias que se seguiram, e por isso ele nunca se sentiu em segundo plano ou menos amado. Ela, que dava colo na horas que ele se sentia triste, mas também quando estava feliz. E que o olhava com o maior amor do mundo.

Ela, a vovó São. A primeira grande amiga do Nic. O primeiro colinho de vó da Lily.

Ela, que deixou saudades, mas também um poema. Coisa de vó, coisa de amiga.

* * *

Queridos netinhos Nicolas e Lily,

Deixarei num poema algumas emoções vividas com vocês.

*

Vim do Brasil ao Canadá

Sem o inglês ou outra língua estrangeira falar

Que aperto! Que desafio!

Mas consegui aqui chegar

*

Rever Lu barrigudinha, Rafael magrinho

Nicolas parecendo um rapazinho

Foi tudo de bom, me deu firmeza

Me deu segurança

*

Nem o frio me abateu

Quantas brincadeiras fizemos – Nicolas e eu

Eu correndo atrás dele, ele atrás de mim

Na hora da minha ginástica, fazia alongamento: que fofo!

Contava até dez e dizia: agora de novo!

*

Após Lily nascer, emoção em cima de emoção!

Era não quero que “vóvias” pegue a Lilys!

Quero colo da “vóvias”!

Quero “pópias”, quero “momias”!*

*

O tempo vai passando e tudo vai se ajeitando

Você, Nicolas, está reagindo muito bem!

Gosta da Lily, é carinhoso

Fala o que ela dá conta ou não de fazer

*

Quando ela chora, você diz: “Coitadinha,

Ela está com fome!

Não pode judiar dela não!”

Não é um amor?

*

Para fazer xixi ou cocô: “Quero ir com a vóvis”

Corria na frente, fechava a porta

E éramos transformados em

personagens de histórias

*

Agora faz xixi no vaso,

em pé como um rapazinho

E o cocô,

Quase sempre só no peniquinho

*

Vendo cenas ou pequenos textos em inglês

surgem personagens que não sei pronunciar

Ele pergunta: vóvis confundiu tudo?!

E eu afirmo, então

A gente ri de montão!

*

Os carrinhos, os brinquedos

É coisa que não acaba mais!

É McQueen pra cá, é Mater pra lá

É carro cinza, é carro roxo voador

*

Vez ou outra você fala:

“E quando vóvis voltar pro Brasil, hein?

Como vai ser?

Ela veio do aeroporto?”

*

Lily é como o nome já diz, uma florzinha!

Nasceu vermelhinha, cabeleira negra

Um rostinho delicado, olhos claros, parecendo uma bonequinha

Lembrei-me do nascimento de cada filho!

*

Hoje, há pouco mais de um mês,

Escuta-se seus balbucios, corremos todos pra ver.

É uma grande emoção.

Quando chora, chora forte, grita, leva as mãos na boca

Com o passar, às vezes, nem de duas horas

*

Eu nunca vi coisa igual:

Quase não regorgita, não tem cheiro azedo

Seu cocozinho parece, como diz sua mãe,

Uma pasta de iogurte, tudo muito natural

*

Só sei dizer que tudo o que aqui vivi,

Não dá pra expressar em palavras

Levaria uma vida inteira

E muito ainda ficaria pra trás.

… E Nic pela primeira vez, agora entende o que é SAUDADE.

- Cadê a vovó, mami?

- Voltou pro Brasil, meu bem.

- Eu quero a vovó! Eu quero!

E faz beicinho de choro. Então a gente se abraça e fica ali, relembrando todas as coisas boas que vivemos com ela…

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