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Matéria na Revista PEOPLE – Edição Especial

Gente, depois das entrevistas que dei no Castelo Caras e Revista Quem, a Revista People resolveu fazer uma edição especial com a gente (e em português, veja só!). Infelizmente, nem tudo aconteceu como contaram e tem muita fofoca envolvida, mas paciência. Essa vida de celebridade é assim mesmo! :)

Copiei a matéria abaixo só pra vocês. Enjoy e feliz 2013!

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Pra quem não me conhece, vale dizer que esse post é uma sátira das matérias fúteis e superficiais desse tipo de revista. Me divirto horrores tentando escrever como eles.
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people-cover_lu2 copyLuciana (26), Rafael (34) e seus filhos Nicolas e Lily passaram férias juntos sob o maravilhoso sol de Cabo San Lucas, México. Durante a estadia foram fotografados diversas vezes na companhia de alguns amigos famosos. “A Jen é uma fofa, mas o Charlie é um bêbado chato”, declara ela.

Luciana exibiu seu elegante físico após duas gravidezes num clássico maiô da Sun Lorran (veja cupon de desconto na página 34) com lindos acessórios da Xanel. Uma amiga íntima contou à PEOPLE que o marido da ilustradora havia insistido pra que ela usasse um biquini ao invés, mas que Lu ainda não se sentia à vontade pra brincar com as crianças mostrando a barriguinha. A amiga de longa data acrescenta que Lu tem suas razões, já que apesar de magra, ela já não tem mesmo aquela barriga lisa de antes.

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O casal foi visto diversas vezes relaxando na praia ou na piscina, sempre acompanhado das crianças, de um jacaré de plástico e uma sacola de brinquedos. Uma cliente do resort contou que algumas vezes Luciana foi vista pedindo mojitos de morango orgânico ou margaritas com sal não-refinado, mas também reparou que várias vezes ela trocava as bebidas alcoólicas por suco de melancia com hortelã. “Li que ela ainda amamenta a Lily, deve ser por isso que ela foi tão cuidadosa com o que consumia. E suco de melancia com hortelã é mesmo super parecido ao mojito – só que com culpa-free!” conta ela rindo.

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Na praia, a família brincou diversas vezes de enterrar o mais velho na areia ou fazer trilhos pros seus trenzinhos, já que aparentemente ele não é tão fã de castelos. Uma vendedora ambulante exibiu orgulhosa uma nota de dez dólares contando que não acreditou quando a família veio em sua direção e comprou um vestido pra pequena Lily. “Jamais vi uma familia famosa tão simpática e amigável quanto essa! A Lily parece uma boneca. E aquele cabelo? Todo natural, pode acreditar, eu pedi pra passar a mão e eles deixaram!” disse ela com entusiasmo. “Vê essa nota aqui? Quem me deu foi o próprio Nicolas, que é ainda mais bonito pessoalmente! Antes de ir embora ele se virou pra mim e disse ‘gracias, señora’. Juro, ele fez meu dia” revelou a vendedora emocionada. E acrescenta: “Já Luciana estava radiante! Pra falar a verdade, nunca a vi sorrir tanto, nem mesmo na cerimonia da Chupeta de Ouro, quando ela levou o prêmio de melhor atriz.”

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“Viajar com crianças é possível, mas pode ser incrivelmente trabalhoso!” – revelam várias testemunhas que ouviram Luciana repetir enquanto corria atrás dos filhos. Um dos garçons contou à PEOPLE que ouviu o casal conversando sobre como foram tranquilas as 4 horas e meia de avião “a Lily dormiu boa parte do tempo e o Nic brincou quietinho e assistiu desenho, uma maravilha!”. Também disse que a ilustradora parecia bastante surpresa por Lily estar tirando suas sonecas em qualquer lugar.

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“Enquanto eu os servia, ouvi a Luciana contar ao marido sobre a primeira vez que ela colocou a Lily pra dormir ao ar livre” – contou o garçom. “Ela contou que justamente na hora em que foi colocar a menina numa das espreguiçadeiras ao lado da piscina, sentaram ao lado duas mulheres matraquentas e com voz de taquara rachada. Ela disse que jogou um olhar fulminante a elas, mas não adiantou, então não teve outra alternativa senão se levantar e levar a bebê pra perto do jacuzzi, que pra sua surpresa estava vazio. Quando ela finalmente colocou a Lily sobre uma cadeira, chegou um bando de crianças gritando e fazendo algazarra. “Eu queria saber onde estavam as mães daquelas criaturas insanas que nao sabem que em ambiente que tem bebê dormindo não se grita!” – falou ela pro marido. Eu achei graça e continuei ali fingindo que arrumava os guardanapos pra escutar o resto da história. Foi aí que ela disse que justo quando ela achou que deveria trocar a Lily de lugar de novo, o jacuzzi, que aparentemente estava estragado à dias, começou a funcionar de repente. Ela disse sorrindo que foi o white noise mais poderoso que ela já viu e Lily dormiu profundamente por mais de uma hora!” – contou o garçom orgulhoso por conseguir entender português tão bem.

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A volta pra casa já não teria sido tão prazeirosa. Comissárias de bordo asseguraram que Lily chorou bastante e não queria saber de dormir. Elas inclusive ouviram Luciana dizer ao marido entredentes que “fora de cogitação passar 16 horas num avião apertado e quente pra ir ao Brasil esse ano”, no que o marido aparentemente respondeu “calma, meu bem, tenho certeza que quando você pensar nas trufas, nas coxinhas de frango com catupiry e na sua amada família, obviamente, você vai mudar de ideia”.

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Mas depois de um voo cansativo, com escala em Calgary e chegada em Vancouver após meia-noite, a família chegou segura no Canadá, que os aguardava com muita neve e um frio de zero grau. “Há muito tempo não tínhamos um natal com neve aqui”, asseguraram os moradores da vizinhança do casal. Uma amiga próxima contou que eles estavam muito felizes com a perspectiva de passar as festas de fim de ano em casa e que a grande tradição da família era usar pijamas novos na noite de Natal. “As crianças ficaram fofas!”.

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“O Natal deles foi lindo e a família está muito feliz e descansada. Luciana também está muito contente por ter tido a oportunidade de ir ao México e treinar um pouco seu espanhol, aprendido há alguns anos atrás no país de Hugo Chavez” – conta a amiga da ilustradora. Ela ainda revelou a notícia bombástica de que quando Luciana morou na Venezuela teria sido eleita La Reina del Carnaval em 2005. Na ocasião, Lu confessou em uma pequena entrevista que seu maior sonho seria conhecer uma piscina que encontra o mar.

É, parece que demorou alguns anos, mas ela conseguiu realizar seu sonho!


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Post do Guest – a divertida vovó Stela

O coração desses meninos já deve estar todo desbeiçado de tanto entra e sai de pessoas queridas nos últimos meses. Vem uma, coração expande, vai embora, coração mingua. Não que o fato das pessoas irem embora desocupa o coração, mas é que ele fica apertadinho, né?

E foi assim. Primeiro veio uma vovó, depois a titia e por último a outra vovó. Note que vieram todas sozinhas, hein? Eita mulheres aventureiras!

A vovó Stela fez uma visita mais rápida, de 10 dias, mas não menos marcante. Pra total alegria do Nic, ela é também uma apaixonada por carros. (Sempre soubemos, mas agora confirmamos a origem de tamanha obsessão do menino. Tá mesmo no sangue!). Por isso, não teve um dia que ela tenha deixado de brincar e apostar corridas com ele no chão. Pena que, por causa da robalheira desenfreada incrível habilidade automobilística do Nic, ela não tenha conseguido vencer uma corrida sequer. Quem sabe na próxima visita? Vai treinando em casa, vovó Stela!

Assunto entre eles nunca faltou. Quando não falavam sobre modelos de carro, desempenho do motor ou aerodinâmica avançada, estavam discutindo sobre o caráter do lobo mau. Aliás, nada foi mais surpreendente e fofo que ver ela, uma executiva super ativa e dinâmica, ter tamanha paciência pra contar as mesmas histórias TODAS as vezes que o Nicolas pediu. Umas 78 vezes? Talvez mais. E ela sempre contava com o mesmo entusiasmo. Tenho certeza que Nic jamais vai esquecer esse carinho!

Em Banff (Stela e Nic)

Two Jack Lake, Rocky Mountains (Stela e Lily)

Stela e nóis

*

*

Além disso, a vovó correu muito atrás do Nic (haja fôlego!), carregou Liloca pra cima e pra baixo e nos fez rir demais com suas histórias e mania de limpeza. Enfim, alegrou nossos dias com sua incrível animação! Volte sempre vovó Stela!

Chega de falar, né? Por fim, a palavra é dela: 

Sempre que penso em um colar de pérolas concluo que as pessoas valorizam somente as pérolas. Se esquecem de que o que dá “brilho” às pérolas é o fio, que lhes dá movimento, flexibilidade e o mais importante: sustentabilidade. É essa a leitura que faço de você, Luciana, no contexto da sua família.

Quando pensamos nos nossos filhos não importa o que eles vão ser quando crescer, se tiverem o nosso apoio, poderão ser o que quiserem!! Rafael – saiba que nossa missão sempre foi essa: fazer acontecer para que vocês nos superassem!! E você fez isso com maestria, elegância e eficiência e é um Homem que exerce que mais importante do que Ter é Ser!!

 Lily – menina doce e risonha, que sua vida seja leve, feliz e harmoniosa!!

 Nick – garoto espirituoso, criativo, amoroso, conectado em tudo e em todos, que você cultive a arte de conviver com todos harmoniosamente!!

Conviver com vocês esses dias me deixou uma sensação de felicidade plena e extrema!!

Amo vocês!!

Stela Gradim


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Enquanto a Lily não vem…

… eu passeio na pracinha, falo de nossas viagens e ainda conto sobre alguém dormindo no nosso sofá. (Ó, adianto que não é o marido, viu? :D )

… faço bichinhos pro mobile dela, com a ajuda da vovó

…. e ainda tento fazer pose pra mostrar a barriga de 40 semanas.

Tudo enquanto a Lily não vem. Porque depois que ela vier, minha amiga, já vou ficar feliz se conseguir tempo pra dormir!

Beijoca no seu nariz de pipoca!


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Morador-turista

Estou aprendendo que bom mesmo é morar em lugar turístico, sabe? Olha só:

:: Como MORADOR, temos a oportunidade de acompanhar, apreciar e nos adaptar a cada mudança de estação.

Como TURISTA, podemos escolher a dedo a melhor época pra viajar e explorar.

(as fotos são da mesma árvore)

:: Podemos subir uma montanha super turística…

Ou prestigiar o evento mais barulhento aguardado pelos meninos…

(Nicolas e o amiguinho Davi ao lado do amado Thomas the Train)

Mas também passar um final de semana tranquilo onde só mesmo quem mora conhece…


(“roça canadense” – algum lugar entre Pemberton e Lillooet, British Columbia)

:: Podemos sair pra um passeio e colher muitas framboesas na rua, mas sempre voltar pra casa e fazer um gostoso sorvete com elas…

:: Podemos decidir fazer algo extraordinário como um passeio de avião num final de semana…

Depois algo trivial como animais de massinha…

Ou caretas e beijinhos na frente do espelho…


:: Podemos ter o privilégio de visitar lugares com beleza surpreendente e cheios de pura PAZ…

E ainda voltar e encontrar a mesma paz em casa…

:: Podemos sair e nos inspirar com paisagens maravilhosas…

E ainda voltar pra casa a tempo de usar toda aquela inspiração pro trabalho… (se o filho deixar, claro… :) )

:: Podemos estar cientes de todos os perigos que nos cercam na natureza…

Mas mesmo assim deixarmos nosso filho frequentar o mictório natural quando a vontade aperta demais…

- Vai, meu filho, mas cuidado com o urso, viu?

:: E finalmente, morando num lugar turístico, temos a especial oportunidade de acolhermos viajantes de todas as partes do mundo* e com isso, sermos mais uma vez turistas, mas desta vez sem nem mesmo sairmos de casa!

*Nós participamos de uma comunidade onde viajantes de todo o mundo cedem suas casas pra outros viajantes (couchsurfing). É uma troca, nada é cobrado. Recebendo estas pessoas na nossa casa, nos damos conta que o mundo é muito maior e mais bacana que a gente um dia acreditou! Sem falar, que morar num lugar tão bonito e não compartilhá-lo (de coração), não teria tanta graça, não é?


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o desbunde

Nicolas é uma destas raras crianças que sempre odiou praia. Na verdade eu nunca o culpei por isso, pois eu mesma nunca fui muito fã mesmo. Mas bastava eu considerar  a peculiar situação em que vivíamos…

… pra eu achar “praia” uma palavra simplesmente irresistível! Por isso, toda vez que a gente tinha uma oportunidade, juntávamos biquini, sunga e fraldinha do Nemo, e zarpávamos pro litoral na maior felicidade. Mas Nic não queria nem saber. Ele não estava nem aí se morávamos numa cidade sem rios, sem verde e com temperaturas médias de 40 graus. Não gostava de praia e pronto.

Não suportava o contato com a areia preguenta, o sol forte, o vento, a água fria, o chapéu na cabeça, o protetor solar melequento. Quando era bem pequenininho, chorava só de ver o mar.

* * *

Daí uma vez, a gente estava em Sydney e já meio cansados de tanto viajar, decidimos passar uns dias descansando num lugar sossegado. Mas sossegado naquela cidade tão grande e movimentada? Só mesmo se fosse uma praia mais isolada… E pra uma resolvemos ir.

- Coitadinho do Nic, Lu… Três dias direto na praia? – disse o Rafa preocupado

- Ah, meu bem… mas pensa só: não tem uma criança nesse mundo que não goste de praia, tô errada? Até eu quando era criança adorava! Depois que fiquei assim, xexelenta.

- É, mas o Nic raramente se divertiu numa praia até hoje…

- Eu sei, mas agora ele já tem 18 meses… Qual foi a última vez que fomos à uma praia? 4 meses atrás? Então, vai ver que desta vez ele se diverte!

* * *

E assim fomos. Três dias numa pousadinha bem de frente pro mar. Pouquíssimos turistas, nada mais pra fazer a não ser ficar de bobeira na praia. No primeiro dia, só fomos eu e Nic – o Rafa tinha que cortar o cabelo. Fui devagar, comecei mostrando o mar de longe: nenhuma reação. Cruzamos a areia: zero reação. Chegamos perto da água: reação nula.

Pensei, “menos mal, daqui a pouco ele se solta”.

Tratei então de estender a toalha, juntar o balde, as pás, a bola e “Nic! Vem cá retocar esse protetor solar que aqui na Australia não se brinc…”.

- Nic? Nic?

Acreditem ou não, mas Nic tinha simplesmente ido embora. Foi sem olhar pra trás. Quando eu olhei, ele já tinha cruzado toda a areia e corria feliz pra umas escadinhas cimentadas bem longe da praia.

* * *

Agora, não me perguntem como passamos o resto dos dias lá… porque praia? Só de longe mesmo…

* * *

Daí, que desde que nos mudamos pro Canadá, há 1 ano atrás, que esquecemos desse negócio de água, já que o forte aqui são as montanhas e montanhas o Nic adora. Mas então chegaram nossas férias e o destino escolhido foi a Ilha de Vancouver, de onde sempre ouvimos falar super bem. E falou ilha, falou praia, né gente?

- Xiiiiiii…. não vai dar certo…

Pois é, foi o que eu pensei também.

Então, agora imagina nossa cara, ao chegarmos numa PRAIA em dia NUBLADO, temperatura de 16 GRAUS e com água CONGELANTE e presenciar essa figurinha na maior felicidade do mundo:

Sem roupa, mamãe! Não quero roupa não!!!

* * *

Sim, minha gente, pois é por essas e outras que eu digo: nada como o tempo… nada como o tempo…

(ou será que o verdadeiro motivo é que ele tem complexo de esquimó, hein?)

Mas enfim, depois de assistir um desbunde destas proporções, só fico aqui no aguardo do desfralde em proporções gigantescas E efetivas.

Ai, ai… se pelo menos a gente morasse perto da praia, né? Dava pra começar com o desbunde, que eventualmente a gente ia chegar no desfralde… Mas como que eu iria saber que um dia ele gostaria tanto de uma praia, gente???

PS: E hoje foi o primeiro dia que  Nic ficou com cueca por várias horas e sem acidentes! Aguardemos as cenas dos próximos capítulos! :)


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Exclusivo Castelo de Caras

Oi gente!

Olha, a culpa não foi minha por ter demorado tanto a postar fotos da nossa viagem ao Brasil, e sim da Caras, que enrolou horrores pra publicar a matéria com a gente.

Mas enfim, está aí! Deleitem-se!

* * *

Exclusivo Castelo de Caras: Luciana, em total estado de felicidade e plenitude, conta como foram suas férias no Brasil com a família

Após seis anos morando no exterior, Luciana (25) revela que o que mais sente falta ao morar fora é da companhia da família e dos amigos, principalmente depois do nascimento do Nicolas (2), fruto do feliz casamento com o geólogo Rafael Gradim (31). “Foi muito bom rever todo mundo. O coração já estava apertado de tanta saudade e o Nicolas se sentiu mais feliz e à vontade que nunca!” conta ela cheia de entusiasmo.

E tanta alegria tem explicação. Pra começar, a pequena família foi recebida com muita festa e cartazes dizendo “Hooray! Que bom que vocês chegaram!” no aeroporto de Confins em Belo Horizonte, cidade natal do casal. “A gente não esperava ver as nossas duas famílias lá. Eles esperaram 4 horas, pois perdemos o vôo pra BH e minha mãe até perdeu um dia de trabalho. A chegada foi com certeza um momento emocionante da viagem”, recorda Luciana, que apesar da agenda social apertada também aproveitou pra relaxar. “Uma das partes mais difíceis de se ficar só um mês no Brasil é que a gente nunca passa muito tempo com todo mundo e os dias têm que ser todos programados” desabafa ela. “E por causa disso, a gente procura sempre fazer passeios relaxantes e que envolvam um grupo maior de pessoas.”

Um desses passeios incluiu sua melhor amiga, a empresária Simone (25), que há dois meses deu a luz ao Yann, fruto de seu relacionamento com o artista Rodrigo (33). “A Si é uma pessoa linda e adorei visitar o parque Vale Verde com ela. A gente quase conseguiu colocar o papo em dia (risos)” diz Luciana, bem humorada. “Também foi lindo ver o Nicolas interagindo com ela e a chamando de Money”, revela a mamãe coruja.

Além deste parque, ela conta que também visitou o Inhotim, um dos maiores museus de arte contemporânea ao ar livre do mundo “Eu amo arte, um bom papo e caminhar em meio à natureza, e esse passeio nos ofereceu tudo isso. Além disso, tivemos a honra de sermos guiados por minha talentosa prima” diz Luciana referindo-se à artista plástica Esther Azevedo (22). “Foi um grupo bem grande de pessoas e nos divertimos à beça! Só tivemos que tomar cuidado com o sol, claro, que estava muito forte” acrescenta a mineirinha, que nunca deixa de cuidar da sua pele.

 

Helô, Dodôra, Vovó São, Lu, Bel-de-Bel, Marília, Ana, Rei, Patti, Nic. Fotos tirada por Esther.

 

Qual a sua receita pra manter esta pele sempre jovem?

- (risos) Não faço nada de mais, tenho a sorte de ter a pele mais oleosa. Mas de uma coisa que nunca abro mão é do meu protetor solar Clinique Sun.

- Essa foi a primeira vez que vocês visitaram o Brasil com o Nicolas?

- Não, na primeira vez ainda morávamos na Austrália e ele estava muito pequeno, só tinha 5 meses.

- Como foi a reação dele diante de tantas pessoas diferentes? Ele estranhou muito?

- Não estranhou nada, ele amou todo mundo e foi ótimo pra ele saber que também é amado por tanta gente. Só nos primeiros dias que ele estranhou um pouco as mulheres (risos) e ele só aceitava ir no colo dos homens. Mas isso passou logo e em poucos dias ele já estava abraçando tudo mundo.

- Como foi dividir o tempo de vocês entre as duas famílias? Houve muita disputa pra ficar com o netinho?

- Não, foi tudo muito harmonioso. Desta vez a gente resolveu passar metade dos dias com a família do Rafa e metade com a minha. Elas não moram muito longe uma da outra, mas isso evitou que passássemos os dias indo e vindo de uma casa pra outra e deu tempo do Nicolas se acostumar com cada uma e cada ambiente.

- E também sobrou tempo pra todos os amigos?

- Claro! (risos) Primeiro tivemos um encontro sen-sa-ci-o-nal na casa da nossa querida amiga Barol, que inclusive é cozinheira de mão cheia. E lá, além de comermos muito (risos), também tivemos a oportunidade de rever vários amigos gente-boa da geologia; além de conhecer o Rodrigo, novo relacionamento da Barol e a doce Maitê, filha dos fofos Taís, que escreve o blog Tudo de Bombom, e Cassemiro.

 

À esquerda: Lu, Barol, Taís, Maitê. À direita: Tripa, Diogo, Rafa, Nic, Mateus, Cassemiro, Sérgio, Branco

 

- E houveram mais outros encontros?

- Ah, sim. Também promovemos um com pizzas caseiras na casa da minha sogra, que foi ótimo! Lá tivemos o prestígio da presença dos irreverentes Podrões -  grandes amigos do meu marido, acompanhados de suas esposas, a amiga Ignez, as queridas Si e Eline com as famílias, os inteligentíssimos Sérgio Túlio e doutora Rosa, além do escritor e roteirista Gui Lessa e do perito Maurício Cachinhos. E depois disso também recebemos a visita da adorável Anita com os pais dela. Foram encontros memoráveis!

 

Simone, Lu, Eline. Ao fundo: Stela e Ignez

 

 

Aylton, Gui, Rafa, Nic, Maurício

 

 

Sérgio, Rafa, Lu, Dra. Rosa

 

- E o Nicolas aprendeu muito com a convivência com tantas pessoas?

- Ô, claro! Primeiro, aprendeu que é ótimo ser o centro das atenções. As pessoas não paravam de pedir a ele pra fazer a voz de monstrinho, que ele mesmo inventou, e cantar as várias musiquinhas que ele aprendeu lá. Além disso, ele agora aprendeu a falar “Ai, meu Deus do céu! Puxa vida! Nossa Senhora! e Ai, tadinho…” (risos) Só no Brasil mesmo pra aprender todas essas coisas!

- Ele se comportou bem em todos os eventos?

- Quase todos (risos). A gente foi pro Brasil nesta época principalmente por causa do casamento da Fabiana, irmã do Rafa, com o Bruno. O Nicolas seria um dos pagens, mas infelizmente coincidiu com a hora dele dormir e tivemos que levá-lo embora logo após a entrada da noiva, que por sinal, estava encantadora…

- Então vocês perderam a festa do casamento?

- Não, felizmente ele aceitou bem a companhia da Sueli, e a gente conseguiu voltar. Foi nossa primeira grande festa desde que o Nicolas nasceu!

- E no geral, você lembra de alguma história engraçada pra contar?

- Agora só me lembro de uma na casa da minha tia Rita… Lá tem um ninho de passarinhos com dois filhotes que o Nicolas ficou encantado e toda hora pedia pra ver. Daí um dia, minha tia Tereza com a Thais foram nos visitar. A gente tirou a foto delas com o Nic, mas ele não olhou pra câmera, então minha tia disse “Olha o passarinho, Nicolas!”. Com isso, ele imediatamente se levantou e saiu correndo lá pra fora pra ver o passarinho de verdade… (risos).

 

Taís, Nicolas, tia Tereza

 

- E quais foram outros grandes momentos dessas férias?

- Ah… além de todos que eu já mencionei, sem dúvida o dia que levamos o Nicolas ao parque de diversões, o noivado do meu irmão com a divertida Ana, ver todos os adultos dançando a Galinha Pintadinha com o Nic, a primeira briga do Nicolas de rolar no chão que aconteceu com a priminha Babi por causa de uma mochila (risos), a ida ao parque pra alimentar os patinhos, a paciência do priminho Dudu pra brincar com ele toda hora, o Nic tentando tirar a tatuagem da Patti com uma escova (risos), a visita pra conhecer o fofinho do Yann, o colinho das vovós, titias e da dindinha que não tem igual, as brincadeiras com o tio Nael e a tia Cátia e o mais emocionante de todos, o apego do Nic com o tio Toninho, quem costumava evitar todo e qualquer contato físico e desta vez até carregou o Nic no colo…

 

Diversão pra criança ou... pros adultos? Nas fotos: Patti, Lu, Ana, Rei, Nic, Babi, Dudu

 

 

Vovó São cozinhando ao fundo, Nicolas tirando a tatoo da dinda

 

 

Nic com vovó Stela e tia Marcela

 

 

Rafa, Si, Yann, Lu

 

 

Nicolas com o tio Toninho

 

- Então foi tudo perfeito não é? Houve alguma coisa que vocês não gostaram?

- A única coisa é que descobrimos que o Nicolas é suuuuuper alérgico a picada de insetos, e o que não falta no Brasil são pernilongos. A gente teve que tomar várias medidas pra ele não ser picado, mas mesmo assim não conseguimos evitar sempre e teve dias que ele estava com a carinha toda inchada e muito incomodado com a coceira. E outra coisa chata foi o fato do Rafa ter que voltar pro trabalho após duas semanas de férias. A gente já sabia, mas não deixa de ser chato…

- E como foi a volta à rotina em Vancouver?

- Sem problema. O Nic já está tão acostumado a viajar que não tem mais problemas com fuso horário, e o sono dele até melhorou desde que voltamos. Só uma coisa a gente não se acostuma tão fácil… a falta do calor humano e da presença das pessoas que amamos… Outro dia mesmo, estávamos conversando com minha família no Skype e o Nic pedia o colo da dindinha e da vovó… Essa é a parte mais difícil de se morar fora, sem dúvida…

* * *

Bacana a matéria, né gente? E eles gostaram tanto de me entrevistar que até pediram pra cobrir a festinha de aniversário do Nic, que aconteceu ontem. Mas ó, vou contar pr’ocês: o cachê não é lá grandes coisas não, viu? E acredita que eles só me serviram um suquinho aguado na entrevista no castelo? Sem falar que esse negócio de ficar contando a idade da gente pra todo mundo tá por fora… Bom, tudo bem que eu só tenho 25 e não tenho problema com essas coisas, mas tem gente que não gosta, né? Então achei melhor recusar…

Assim, no próximo post, eu mesma volto pra contar como foi a comemoração dos dois aninhos do Nic, tá? Me aguardem!

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Falando em nomes… e o nome do ganhador?

Oi lindezas!

Então… hoje é o esperado dia do sorteio!!!

- Êeeeeeee!

Mas antes de sortear um nome… deixa eu contar umas coisas sobre nossa última viagem.

- Nããão!!! Buuu! Fora! Faz o sorteio logo!!!

Nossa, gente, calma… Olha… O problema é que eu ainda tô escrevendo os nomes nos papéizinhos…

- O quê??? Pra que isso? Vai gastar papel com sorteio?!!! Buuuu! Usa o random.org aê!!!

Errr… bom, primeiro, o papel é reciclado… E além disso, eu pensei que já que estou sorteando um presente feito à mão, que ficaria bacana fazer um sorteio mais artesanal também…

- Tá bom, vai… Mas não demora muito!

Então tá! Enquanto vou preparando tudo, deixa eu ir contando…

* * *

É que eu tava aqui lembrando, que antes da gente ir pro Brasil, sabe que pro Nic as pessoas não tinham nome? Era assim: tirando Nicus (=Nicolas, tá gente?), mami ou papi, todo mundo pra ele era neném, menino, menina, homem ou mulher. Ele saia apontando as pessoas na rua ou lugares e classificando:

- Aiá, muié, mamãe!

- Isso, muito bem, é uma mulher. Mas não aponta não, tá?

- Aiá, neném!

-  É, um neném, e dos bem bonitinhos!

- Aiá, homem, mami!

- Errr… mais ou menos Nic… Mas olha que cachorrinho fofinho aquele ali!

Daí, a gente foi pro Brasil e de repente todas as pessoas passaram a ter um nome próprio ou uma forma única de chamar. Era vovó, Marcela, Babi, Dudu, Patti, Rei (…). Ele começou até a se divertir com os nomes e substituir nas suas músicas preferidas:

Cai, cai, Fernanda

Cai, cai, Fernanda

Na rua no sabão

Não cai não

Cai arri na minha mão

E adorava ver as titias se derretendo…

* * *

- Aaahh! *suspiros* Que bonitinho… Mas e o sorteio?

Tá quase lá gente… as coisas estão avançando bem por aqui. Olha só, já escrevi o nome de todo mundo. Foram 40 participantes.


* * *

Bom, mas continuando… foi também lá no Brasil que ele percebeu que cachorro, além de ser chamado de au-au, woof-woof e doggy, também tem nome próprio. E foi onde ele se deu conta que cachorros são um dos animais que ele mais gosta na vida, independente do nome que ele tenha ou da forma que ele brinque. Foi o caso da Nina, lá na casa do Yann, que pulou com a maior vontade no peito dele. Ele caiu no chão e ainda bateu a cabeça na parede.

- Buáááá! Buáááá! – chorava ele desconsolado

- Viu? Agora chega de brincar com a Nina, vamos brincar aqui dentro com seus carrinhos – falou o papai

- Nnnnnnnnnão! (é, porque agora ele aprendeu esse NÃO comprido cheio de Ns). Qué mais brincar Nina!

- Mas ela acabou de te machucar!

- Mais Ni-na!

E a partir disso, passou a adorar chamar cada qual pelo seu nome…

- Vem cá, Nina! Vem cá Penéiope! Vem cá Luna!

E por falar na Luna… essa era a mais cotada. E de tanto ser apertada, abraçada e beijada pelo Nicolas (oi, Felícia? Se cuida!) fugia ao primeiro sinal da sombra dele virando a esquina: “Nuuuuuna!!! (=Luna) Cadê você?! Nuuuuna, vem cá!”. E vinha todo triste me perguntando “Cadê Nuna, mamãe? Nuna sumiu! Nicus gosta Nuna.”

* * *

- Aaai, que lindinho ele falando que gosta da Nuna… quer dizer, Luna…  Mas… E O SORTEIO?

Quase… Já cortei e dobrei os papeizinhos ó:

Agora só falta encontrar meu parceirinho pra me ajudar.

- O quê? Como assim?

É que o Nicolas é quem vai sortear, né gente… Peraí que eu vou lá ver onde é que ele está.

(todo mundo com cara de tédio)

Xiiii… ele tá ali assistindo a Galinha Pintadinha… Tá dançando e cantando a música do Pintinho… precisam ver que gracinha… Mas ele falou que logo depois dessa música ele vem.

* * *

Mas então, enquanto isso, deixa eu continuar contando.

E como não podia deixar de ser, né gente, foi também no Brasil que ele se deu conta que ninguém mais chamava a gente de mami e papi (ou mamãe e papai), SÓ ELE. Pois claro que ele se adaptou rapidinho e em poucos dias já chamava a gente pelo nome também:

- Ô Fael! Ô Ciana! Ô Nuuuuu! (=Luuuu)

Tão lindo…

Mas tão lindinho quanto, foi a sua inseparável priminha Babi de 2 anos e meio, achando que meu nome fosse nada mais nada menos que “Mami”. E não parava de me chamar:

- Mami! Vem brincar comigo! Mami! Vem assistir desenho!

Fofinha demais, né gente? Pois olha os dois juntinhos aí na foto…

* * *

Ôpa! Pronto! O Nicolas chegou! Agora sim, o sorteio!!!

- Êeeeeeee! Até que enfim!

Mas antes, gostaria de dizer que vocês merecem! E quero aproveitar pra agradecer a companhia de sempre de vocês, os comentários, a disponibilidade de contar o que cada um mais gosta e claro… a paciência de todos!

Então Nic, tira aí um papelzinho!

Pronto! Sorteou! Agora lê o nome pra mamãe!

É… peguei pesado, né meu bem? Mas mamãe tá brincando… não precisa ler não. Dá aqui, deixa eu ver quem ganhou.

Olha! Foi a Clauo!!!

Parabéns, Clauo! Já estou entrando em contato com você pra que você me mande as fotos e os detalhes pro seu desenho tá? E pra quem não ganhou, depois tem mais!

Beijos pra todo mundo!

 


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A viagem ao Brasil – com glossário

Viagens de avião com criança são no mínimo tensas, e sempre carregam em si um grande potencial pra se tornarem traumáticas, independente do preparo.

A primeira viagem com o Nicolas foi Australia-Brasil, ida e volta, e eu voltei com a certeza de que não teria santo nenhum que me convenceria a colocar os pés num avião de novo nos próximos 15 anos.

Pois um ano depois, estava eu, embarcando numa viagem de um mês e meio com a família entre Austrália e Canadá envolvendo, não somente um, mas múltiplos voos. Pois dizer que fiquei traumatizada seria eufemismo e daí jurei que jamais, em hipótese alguma na vida, voltaria a viajar para terras longínquas de novo.

Três meses depois, estávamos embarcando pro Brasil, de férias.

* * *

Entender como meu cérebro funciona pra tomar certas decisões, isso você jamais entenderá, posto que nem eu mesma entendo. Mas com o seguinte glossário, você terá grandes chances de entender pelo menos, como foi nossa viagem de avião pro Brasil.

Glossário prático em desordem alfabética


american airlines – companhia aérea com aviões velhos, procedimentos esdrúxulos e intermináveis de segurança, e horríveis fileiras de cinco assentos.

lactosice noturna crônica – fenômeno iniciado há um mês e meio, que remete aos tempos idos do gugu-dadá, no qual o Nicolas quer tomar leite a cada duas horas toda madrugada (ressalva: ele está com quase 2 anos).

monstrinho – estado ranzinza,  chiliquento, chechelento e chororô que o Nic atinge sob circunstâncias específicas (e raras, devo acrescentar).

hora monstrenguenta – circunstância na qual o Nicolas dá lugar ao monstrinho. Ocorre sempre que seu horário limite de ir pra cama é ultrapassado. Mas atenção: tal metamorfose somente acontece quando a criança citada se encontra em lugares confinados e/ou entediantes, já que em lugares abertos e/ou divertidos o efeito é contrário (como se ele recebesse uma dose extra de energia mega-power, sabe?).

E a monstrenguice também pode ocorrer quando as doses de leite na madrugada são negadas. Neste caso, o choro pode atingir níveis decibélicos bastante indesejados.

ataque pirirítico – requerimento intestinal abrupto e intenso

chamadas ao juca – vômito e mal-estar provocados pelo movimento de turbulência da aeronave

assentos confinados (figura 01)- os três assentos do meio da horrível fileira de cinco, que restringem idas ao banheiro, esticadas de pernas ou voltinhas com a cria monstrenguenta sempre que precisar.

 

Figura 01 - esquema mostrando os assentos confinados em vermelho

 

 

* * *

Pois apesar da american airlines, do voo marcado justamente pra hora monstrenguenta (que culminou no Nic relutando pra dormir e chorando por uma hora direta), dos assentos confinados, da lactosice noturna crônica que atacou de hora em hora, sobrevivemos todos ao voo da ida.

Já a volta, prometia ser uma mera repetição, uma vez que os horários dos voos e escalas seriam praticamente os mesmos. Somente uma coisa seria diferente…

O Rafa, como só conseguiu duas semanas de férias, teve que fazer uma de suas viagens de trabalho ao Peru, enquanto eu continuei no Brasil. E pra evitar que eu viajasse todo o caminho de volta ao Canadá sozinha com o Nic, combinamos de nos encontrar em SP e daí seguirmos juntos de lá.

Perfeito, né? É, se não fosse o Rafa ter perdido o voo de Lima pra SP…

Abalada, descabelada e faltando pelo menos dois braços a mais pra empurrar tantas malas mais carrinho pelo aeroporto afora, tentei remarcar nossos voos pro dia seguinte. A atendente checa daqui, checa dali e nada. Sem lugares nos voos pelos próximos três dias.

Pois pensando no tanto de coisas que eu tinha pra fazer em Vancouver, pensei que três dias seria tempo demais pra esperar. Respirei fundo e decidi  que eu teria que encarar aquela viagem sozinha mesmo, afinal seria mais fácil pro Rafa conseguir um só lugar num outro voo que três.

Mas gente, ainda bem que Deus protege os insanos mais que nenhuma outra pessoa nesse mundo. Por sorte, fui impedida de viajar já que eu não tinha comigo uma tal de autorização do pai autenticada pra sair do país com o Nicolas…

* * *

E foi assim que o Rafa chegou a SP e ali passamos mais alguns dias à espera do próximo voo disponível. E como choveu, não conseguimos passear, mas recebemos a querida visita da Raquel e do Elves (grávidos do Pedro) e que moram por aquelas bandas…

* * *

E hoje, só fico aqui imaginando…

… se eu tivesse mesmo viajado sozinha, e passado por todas aquelas chamadas ao juca e ataque pirirítico sem precedentes que eu passei no voo de volta, ainda mais estando a gente novamente em assentos confinados… (teria sido the horror! the horror! – mais ainda do que foi).

Daí sim, eu com certeza teria voltado dizendo que pra viajar de novo, só quando tornarem realidade o tal do teletransporte (indolor)…

Pois por agora, só me limito a lembrar como foi bom estar no Brasil…   A única coisa difícil de entender é como é possível ter voltado com mais saudades do que quando fomos… A gente vai pra matar as saudades, mas acaba se enchendo de mais…

E o que faz a gente se encher dessa saudade sem limites é também a razão do que nos faz capaz de encarar essas viagens sempre… seja ela com ou sem criança, com ou sem monstrenguices, com ou sem piriri…

Pois no final das contas sempre vale a pena.

* * *

Nos próximos posts vou contando mais sobre a gente no Brasil.


50 Comentários

Sorteio! Sorteio!

Oi pessoal!

Depois de tanto tempo sem aparecer por aqui, não preciso dizer que estamos curtindo e amando CADA MINUTO nessa nossa terrinha abençoada, né? O Nicolas então, até parece que nasceu e foi criado todo tempo aqui, porque ôôô serelepice viu? Ele não poderia estar mais à vontade e feliz, abraçando deus e o povo (sem ser rechaçado!), cada vez exibindo mais e mais suas habilidades (já que recebe aplausos até mesmo quando respira), e como não poderia deixar de ser, anda falando horrores (muito mais que antes)!  Só posso concluir que ele realmente se encontrou aqui. Coisa de sangue mesmo, né?

E como ainda vamos passar mais duas semanas no Brasil e eu ando mais feliz que nunca, resolvi passar aqui pra fazer um sorteio de uma ilustração personalizada!

Mas primeiro deixa eu contar.

Tudo começou há anos atrás, quando eu era aquela menina magriiiiiiinha de cabelo super alto que pra piorar ainda fez um permanente-estilo-anos-80 que triplicou o volume de suas madeixas, e que sentava lá atrás na sala de aula, tanto pra poder passar o tempo todo desenhando sem os professores verem, quanto pra não atrapalhar a visão dos seus colegas com aquela cabeleira insana.

Eu era aquela menina que sempre gostou de fazer cartões à mão, que pintou vários quadros na adolescência – mas nunca soube cobrar por nenhum, que ia a todas as exposições de arte da sua cidade, e que sempre fugiu das aulas de educação física, mas poderia passar um dia inteiro estudando educação artística.

Aquela menina que no final das contas foi fazer Artes Plásticas, mas depois de um ano viu que não podia pagar pelo material e acabou se formando em Geologia. Que trabalhou cinco anos como geóloga, começou a viajar o mundo, teve um filho lindo, não resistiu e acabou usando-o como inspiração pros desenhos que fazia nos tempos livres da sua nova vida de mãe-e-dona-de-casa-expatriada.

Aquela menina que há poucos meses atrás teve o prazer de conhecer a Fê da Mamma Mini, que a convenceu que tudo isso poderia ser muito mais que um hobby, e agora ela anda se achando… e muito

Então. Pois esta mesma menina agora também anda pensando que quem tem paciência de ler pelo menos parte desse tanto de abobrinhas que ela insiste em escrever nesse blog, realmente mereceria a chance de ganhar um prêmio de compensação e portanto resolveu unir o útil ao agradabilíssimo e fazer o sorteio de uma ilustração personalizada.

Pra participar, você só precisa deixar um comentário neste post contando até três coisas que você mais gosta nesta vida, seu nome e onde você mora. Você pode ser de qualquer parte do mundo, pode ou não ter blog e pode até não gostar tanto de criança, mas tem que gostar da idéia de ter você desenhado (por mim).

A ilustração vai ser algo bem estilizado, não muito fiel à realidade, como o desenho acima que eu fiz pra Fê ou esse aqui que eu fiz do Nicolas.

A pessoa que ganhar deverá me enviar fotos dela e de no máximo sua família (esposo (a), namorado (a), filhos, cães e gatos), além de me contar coisas peculiares de cada pessoa e o que elas gostam. Pra receber o trabalho, o ganhador poderá escolher entre duas opções:

- o desenho pode ser escaneado e enviado em formato digital em boa resolução pra ser impresso,

- ou o original em tamanho A3, pintado em aquarela, pode ser enviado pelo correio com as despesas pagas pelo ganhador (lembrando que eu moro em Vancouver, Canadá).

O sorteio será feito no dia 30 de Setembro de 2010 e o desenho deve ser enviado até 1 mês após essa data (razoável, né gente? Considerando que vou passar duas semanas só pra desfazer as malas dessa viagem…).

Então… tá valendo!


8 Comentários

Voltamos do passeio na roça!

Por fim, voltamos pra Vancouver! (Ou “Cuva”, como diz o Nicolas.rs)

Olha, passear na roça foi realmente muito bom… tranquilidade, cheiro de mato, andar com os pés descalços, acordar com os passarinhos… toda aquela coisa bem bucólica… mas duas semanas teve de BOM tamanho. Gente, difícil conseguir viver sem internet hoje em dia, né?

E na volta pra casa, com a cabeça leve, o corpo descansado e os dedinhos coçando pra teclar, viemos curtindo cada parada na estrada. Bom, claro que rolou uma sonequinha básica também, né? Porque o Nic já é um menininho crescidinho, mas não é de ferro…

A gente gastou dois dias entre a cabana nos arredores de Williams Lake e Vancouver – tanto pra evitar o cansaço das viagens longas de carro, quanto porque o cenário não nos deixava outra alternativa. Dá só uma espiada no visu… É de encher os olhos…

Ai, ai… É nessas horas que a gente tem cada vez mais certeza de ter escolhido o lugar certo pra morar… A província de British Columbia é realmente espetacular e pra quem pode, vale muito a pena visitar, especialmente entre Maio e Setembro, que não tem tantas chuvas. Daí você aproveita e vem tomar um cafezinho ou um suquinho aqui com a gente também! :-)

* * *

E pra não passar batido, a pesar da gente não dar muita bola pra essas datas, deixo aqui uma fotinha do papai brincando com o Nic, em comemoração do dia dos Pais (no calendário do Brasil). Feliz dia dos Pais atrasado, papai!!!


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