O lado cômico da maternidade

Relato Parto Nic

Palavras-chave: parto normal hospitalar, 41 semanas, 23h fase latente, 27h trabalho de parto, contrações sempre dolorosas e ritmicas, cansaço, alivio na banheira, marido presente e atuante, falta de sintonia com equipe, bebê grande (>4kg), cabeça mal posicionada, bolsa estourada manualmente, epidural (pouco eficiente), batimentos cardíacos preocupantes, epsiotomia, extração à vácuo, recuperação das forças último minuto, mecônio aspirado, tudo terminando bem, anjinho barroco bochechudo
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Finalmente o trabalho de parto (TP) –  [Warning: relato longuíssimo!!!]

Coincidência ou não, foi só eu me tranquilizar que as contrações começaram, logo após eu me deitar pra dormir, às 23:15h do dia 16 de outubro. Eram bem fraquinhas e eu sentia como uma cólica vindo, se intensificando um pouco e indo… achei aquilo o máximo. Elas duravam de 30 a 60 segundos a cada 6 a 10 minutos. O Rafa já estava dormindo, e eu não quis acordá-lo. Então fiquei eu ali, deliciando os sinais de que meu bebê estava vindo…

A partir de 1:00 da manhã, os intervalos eram os mesmos, mas as cólicas eram mais fortes. Daí eu já não conseguia mais ficar só deitada. A cada contração eu levantava e ficava andando pela casa. Assim, o Rafa sentiu o movimento e acabou acordando. “Começou!” falei pra ele entusiasmada! Ele ficou todo animado, mas encorajei ele a voltar a dormir, pois tudo estava sob controle ainda.

A partir das 2:45 começou a sair um muquinho ensanguentado (era o tampão começando a sair!). Fiquei mega empolgada e achei que tudo iria progredir bem rápido agora e com isso meu sono foi todo embora… E como eu já estava cansada de tanto levantar e deitar novamente (afinal a barriga estava realmente pesada), optei por ficar andando pela casa, sentando na bola e curtindo aquilo tudo. Às 4:30 as dores eram mais fortes e eu definitivamente tinha que ficar em pé. A melhor posição era apoiando as mãos na parede mexendo os quadris de um lado pro outro. O muco continuava a sair a cada vez que eu fazia xixi.

A partir das 5:00 da manhã as contrações começaram a vir a cada 3-4 minutos. Neste ponto as cólicas começaram a expandir para as pernas, mas ainda estavam suportáveis. Nisso, o Rafa levantou e ficou admirado com o progresso. Pensamos que talvez já fosse hora de irmos pro hospital. Mas como eles haviam pedido, ligamos antes pra contar em que pé estava tudo. Eles acharam que ainda estava cedo e recomendaram ir pro hospital quando as contrações estivessem insuportáveis, realmente dolorosas.

Então resolvemos tomar café. Comi bem e o Nicolas começou a mexer bastante… Como era de costume, ele dormiu praticamente a noite toda e acordou assim que eu tomei café. Depois do café, as contrações espaçaram um pouco mais, a cada 4 a 7 minutos. Então saimos pra caminhar pra encorajar o processo. Levamos o caderninho de anotações onde eu ou o Rafa anotávamos tudo. E durante cada contração eu tinha que parar e escorar nos ombros dele. Eu não conseguia continuar andando.

Depois de mais ou menos 1 hora de caminhada, voltamos pra casa. Eu tinha consulta com o Dr. Austin às 10:30h. Daí sugeri fazermos um gráfico das contrações só pra passar o tempo. O Rafa adorou a idéia… geólogos… affff… :-) Eu ditava os intervalos e ele fazia a tabela, e depois fez o gráfico, que ficou bunitim demais, sô! Às 10 horas, as contrações estavam na mesma, mesma intensidade, mesma frequência. Fomos pro consultório.

O médico pareceu bem feliz que por fim tudo tinha começado. Deu uma olhada no nosso gráfico (ele não se espantou muito pois eu já tinha feito outras coisas do tipo durante minha gravidez, rsrsrsrs) e achou que tudo estava progredindo muito bem. Ele achou no entanto, que eu ainda estava na fase latente, que quando o trabalho de parto ativo começasse realmente eu não estaria conversando e rindo tanto. Daí ele fez o toque: 1,5cm de dilatação, com um pouco de boa vontade, talvez 2cm… Mas ele estava confiante que daquele dia não passaria.

Saí da consulta já começando a sentir o peso do cansaço pela noite que eu passei em claro, mas decidimos lanchar antes de descansar. Fomos a um café e pedimos um sanduiche com smoothie de manga. Daí demos uma caminhadinha, visitamos uma amiga no trabalho dela nas redondezas e fomos pra casa. Chegando, tive uma contração super forte. E depois tive outras intercalando com uma mais fraca, a cada 5-6 minutos. Isso era por volta de 12:00. Daí tomei uma má decisão: resolvi entrar na banheira com água quente antes de tentar dormir um pouco…

Infelizmente eu não sabia, mas imersão em água quente antes do estágio realmente ativo, desacelera o processo… E eu só fui descobrir isso na prática, quando minhas contrações pararam completamente depois que saí do banho. Daí eu encarei essa parada como um intervalo pra eu dormir e recarregar as energias, que eu precisaria dali em diante. Dormi de 13:30 às 14:30 somente. Acordei sentindo umas cólicas fracas a moderadas outra vez, a cada 10 minutos. Eu tentava descansar nos intervalos, sentada na bola e apoiando o braços e a cabeça na mesa. Mas já não conseguia dormir mais. E assim passei o resto da tarde.

Às 18:30 fizemos um curry bem apimentado. Depois de jantar, as contrações ficaram mais fortes, mas ainda a cada 10 minutos. Dormi outra vez de 21:30 às 22:40, acordando a cada contração. Eu realmente me sentia bem cansada… Às 22:45 tive outra super contração, como daquelas antes do banho de banheira (pois é, 10 horas depois, parece que eu finalmente tinha voltado àquele ponto). A partir daí, foi uma contração mutante depois da outra, durando 1 minuto, mas ainda estavam bem espaçadas. A dor vinha tão forte, que eu me sentia paralizada. Onde eu estava, eu tinha que ficar, não conseguia andar, dai eu inclinava o tronco e me concentrava na respiração, inalando pelo nariz e exalando bela boca bem devagar. Nesse ponto, o Nicolas começou a mexer bastante. Ele mexia a cabecinha dele lá em baixo, como um tatuzinho tentando cavar um buraco. Eu falava que ele estava “tatuzando”. E esse movimento dele doia demais!!!

Depois de um tempo, resolvi entrar no chuveiro com a bola. Isso amenizou bastante, e ali eu fiquei até as 2:30. O Rafa estava dormindo e de vez em quando ele acordava e vinha ver como eu estava, mas estava sonolento e voltava pra cama. Eu queria deixar ele dormir pra pelo menos ele descansar um pouco. Eu passei muito tempo ali sozinha, no silêncio da noite, tentando me concentrar na vinda das contrações. Dai, nos intervalos, passei a preparar uma toalha quente pra colocar na parte inferior da barriga quando viesse uma. Isso melhorava, mas tinha horas que eu simplesmente não conseguia segurar a toalha, de tanta dor.

Com isso, chamei o Rafa pra me ajudar. Já não dava mais pra continuar sozinha. Agora as contrações vinham como perfeitas ondas e demoravam até 90 segundos. Tentei vencer a dor paralizante e passei a andar quando vinham, e isso foi bom. A partir daí o Rafa ficou do meu lado o tempo todo, me incentivando e me lembrando de respirar fundo. Daí chegou 3:30 e eu sentia dois picos em uma só contração: chegava, aumentava gradativamente, chegava ao máximo, diminuia, voltava ao máximo e depois diminuia gradativamente outra vez. As contrações vinham a cada 5-7 minutos. E o Nicolas continuava “tatuzando”, o que fazia com que eu sentisse dor o tempo todo, mesmo nos intervalos das contrações. Nesse ponto eu já estava começando a gritar de dor e agora as contrações já não tinham pico, eram altas o tempo todo.

4 horas da madrugada. Resolvemos ir pro hospital outra vez. Felizmente fica a 5 minutos de casa, o tempo de uma contração pra outra. Chegamos lá de mala e cuia. Uma parteira neozelandeza nos atendeu. Ela fez o toque e eu simplesmente não podia acreditar: 1,5cm de dilatação!!! Mas ainda?! Como podia ser? A parteira me disse pra ir pra casa, e disse pra voltar quando as contrações estivessem REALMENTE dolorosas. O que ela estava achando? Que não estava doendo realmente? Por algum motivo não gostei daquela parteira. Daí ela acrescentou que pra dar entrada no hospital tinha que esperar 4cm de dilatação, pelo menos. Enquanto isso, eu não poderia entrar na banheira senão interromperia o processo outra vez. E ela achava que eu não sabia disso…

Dois motivos me faziam querer ficar no hospital logo: eles tinham aquela banheira gigante maravilhosa e pela possibilidade de ser acompanhada por uma profissional, que me ajudasse a minimizar as dores e me sugerisse mais posições. A companhia do Rafa era perfeita enquanto marido, amigo e pai do bebê, mas de alguma forma, eu sentia falta de uma presença feminina… Seria perfeito se minha mãe e/ou minha irmã estivessem podido estar lá também…

Voltamos pra casa… eu tava rezando pr’aquilo tudo acabar logo, as dores estavam muito fortes e eu me sentia fraca. Só pensava em poder deitar e dormir, mas não dava. O fato de não ter dilatado nada, me desanimou bastante e pensei que eu ainda tinha chão demais pela frente… Me bateu um medo de não conseguir. As contrações continuavam mutantes. Fiquei andando de um lado pro outro, fui pro chuveiro outra vez, córcoras, bola.

Mas eu precisava saber se aquilo era normal, toda aquela dor e nenhuma dilatação? Pedi ao Rafa pra levar o laptop pro banheiro e reler os relatos pra mim. Eu queria escutar o relato de alguém que já tinha passado por aquilo. Ele leu uns três com situações diferentes, mas no final, concluimos que que tínhamos que ser pacientes. Assim, chegou 6:30 da manhã. Nessa hora, tive vontade de fazer cocô.  Em seguida vomitei tudo o que tinha no meu estômago. Me senti ainda mais fraca, mas estava feliz pois as coisas estavam progredindo de alguma forma: meu organismo estava fazendo a sua faxina.

Além das contrações na parte inferior da barriga, comecei a sentir uma dor nas costas. Fomos colocando compressa quente e o Rafa fazia massagens. E eu me concentrava nas respirações e o Rafa respirava junto comigo, me trazia água e seguia anotando as contrações.

Às 8:00h eu tinha contrações avassaladoras a cada 5 minutos. Não era possível, eu tinha que ter dilatado alguma coisa. Daí comecei a chorar de dor. Eu sabia que se eu lutasse contra a dor era pior, mas eu simplesmente não conseguia encontrar o caminho pra sair daquele estado.

Voltamos ao hospital pela terceira vez. Dilatação: 2cm. Eu queria morrer. Sem brincadeira.

Saímos pra caminhar, durante horas e horas… O calor estava muito forte. O sol me queimava. Eu estava cansada, meus pés inchados. Fomos pra um parque e lá ficamos, andando de um lado pro outro. Voltamos pra casa. Eram umas 11:00 da manhã. Eu não conseguia comer. Ainda fiquei mais 1,5 hora caminhando de um lado pro outro na casa, até que eu cheguei no meu limite. Voltei a chorar de dor.

O Rafa então ligou pro Dr. Austin e contou toda a situação. Estávamos evitando ligar pois as intruções tinham sido claras: o hospital entraria em contato com ele, uma vez que eu desse entrada.

Ele ficou espantado que eles não tivessem me admitido ainda, considerando o quão avançado estava o trabalho de parto. Disse que uma vez que as dores estão assim tão insuportáveis, não importava minha dilatação, eu estava definitivamente na fase ativa e poderia SIM ir pra banheira. Daí ele ligou pro hospital e pediu que me aceitassem. Respirei aliviada. Por fim, imersão em água quente…

Chegamos lá as 13:00 e fui recebida por uma parteira maravilhosa: Joanna. Nessa hora, eu quase não conseguia me comunicar (nem em português, o que diria em inglês). Ela foi tão paciente, tão angelical e carinhosa… A medida que caminhávamos pra suíte, ela segurou minha mão e foi me perguntando como eu gostaria de ser chamada, como eu me sentia, como havia sido tudo até aquele momento. Situação estranha, eu estar conhecendo minha parteira só agora, e ela a mim… Mas não importava tanto, afinal eu tinha adorado ela. Ela me escutava pacientemente e ia me ajudando a andar – o Nicolas continuava “tatuzando”. Fui interrompida por uma contração. Parei me apoiando nela e ela massageou a parte inferior das minhas costas… bem bom… fiquei feliz…

Assim que chegamos na suite, a grande surpresa: 6cm de dilatação!!!! Yuuuupiiiii!!!! Não conseguia acreditar! Quase chorei, mas desta vez de alegria e senti que tudo daria certo! Assim recuperei todo meu ânimo e força, como mágica.

Fui pra banheira e senti um alívio imediato. Voltei a sorrir entre contrações… Quando o Rafa terminou de contactar nosso seguro saúde e preencher os papéis, veio ficar comigo. A Joanna me trouxe uns sanduichinhos com suco e colocou um ventilador pra mim, pois fazia bastante calor, ainda mais com o vapor da água. Ela acompanhava os batimentos cardíacos do bebê a cada 15 minutos e de vez em quando ficava lá conversando com a gente. Na banheira, as contrações eram fortes ainda, mas eram muito mais suportáveis, e eu ficava alternando de posição entre córcoras e de quatro.

Eu perdi total noção do tempo e da ordem dos fatos desde o momento que entrei na banheira. Só sei que a frequência das contrações era 3 minutos quando eu entrei, depois eram a cada 1 minuto quase imendando uma na outra e aí caíram outra vez pra 3 minutos.

Neste ponto, a Joanna veio conversar comigo. Eu senti que ela estava falando com um pouco de cautela.  Ela queria saber como eram as dores que eu sentia e depois me perguntou quando eu *pressentia* que começaria o expulsivo. Eu não esperava aquela pergunta… Eu torcia pra que fosse logo, mas não tinha a menor idéia… Daí eu perguntei pra ela as horas: quase 18:00! Eu simplesmente não podia acreditar. Eu tinha passado quase 5 horas na banheira e pra mim pareciam ter sido no máximo 1 hora… Aí eu entendi a razão da pergunta: ela estava preocupada que o turno dela fosse acabar antes do expulsivo começar e estava tentando encontrar uma forma de me contar isso.

Então eu perguntei a que horas ela saia. Me disse que às 20:00, mas que tentaria ficar até as 21:00. Disse que estava gostando muito de me acompanhar, que estava surpresa com minha tranquilidade e o fato de eu ainda estar sorrindo e que ela queria muito ver o Nicolas nascer. Daí eu falei pra ela que ele nasceria antes das 21:00. Eu queria acreditar que sim…

Então ela sugeriu que eu saisse da banheira. Ela achava que o TP avançaria mais rápido se eu caminhasse um pouco ou fosse pro chuveiro. Aceitei a sugestão. Assim que saí, senti uma contração violenta e aí percebi a como a água realmente fazia efeito pra minimizar a dor. Fui pro chuveiro, mas não encontrava posição. A partir daí eu não conseguia conversar de jeito nenhum.

De repente eu só pensava em voltar pra banheira outra vez, mas só conseguia balbuciar “banheira, banheira” e fui andando pra lá. O Rafa me seguiu. Ela estava sendo esvaziada e começamos a enchê-la outra vez. Nesta hora a Joanna não estava com a gente. De repente pensei que talvez não fosse o melhor voltar pra banheira. Ela certamente amenizaria as dores, mas em compensação o TP possivelmente avançaria mais lentamente, como eu já estava começando a acontecer antes. Voltei pro quarto. E o Rafa só olhando pra mim, sem entender, afinal eu só pensava e agia, mas não conseguia me expressar.

No quarto a Joanna fez um outro toque: 8cm de dilatação. Mas ela disse que estava segura que dali pra frente dilataria rápido. Eu também achava.

As contrações estavam realmente mutantíssimas… Toda hora o Rafa tinha que me lembrar que eu deveria me concentrar na respiração, pois eu sempre esquecia. O Nicolas ainda “tatuzava”. Era como se ele estivesse tentando sair. Tentei várias posições no chuveiro, até que resolvi voltar pra perto da cama.

Quando eu saí do banheiro, levei um susto ao me deparar com a tal parteira neozelandeza da outra noite… aquela com a qual eu não tinha sentido muito empatia na madrugada anterior…

O turno da Joanna tinha terminado e ela estava indo embora. Senti que meu chão foi tirado de mim. Comecei a me sentir desconfortável, incomodada com a presença da outra parteira. Com ela eu não me sentia a vontade, era como se eu estivesse sendo observada e avaliada o tempo todo. Uma sensação horrivel…

Comecei a ficar tensa e sentir a dor de forma insuportável. Eu não conseguia relaxar e em cada contração parecia que algo estava sendo arrancado de mim. Nesse ponto, eu parecia outra pessoa, parecia uma louca. Eu não conseguia lidar com aquela avalanche. Entrei em desespero e passei a gritar muito. E ao gritar, eu arregalava os olhos… bizarro… eu não conseguia evitar aquilo. O Rafa tentava me chamar a atençao, dizendo pra ter calma. Eu olhava nos olhos dele e respirávamos juntos. Só assim eu me acalmava um pouco.

Daí a parteira sugeriu que respirasse um pouco de gás, mas pra isso eu tinha que estar deitada, eu pelo menos sentada. Resolvi experimentar e eu relaxei muito… aliás, me senti dopada… Nesta hora, a Joanna entrou no quarto, ela veio se despedir e me desejar sorte. Eu só lembro que fiz o gesto de paz e amor pra ela… eu tava zureta… Depois de um tempo, passei a não gostar mais do efeito do gás. Eu ficava com um gosto adocicado na boca e senti que eu estava perdendo todo o controle sobre o trabalho de parto.

A parteira fez então outro toque. 8 cm ainda. Daí ela sugeriu estourar a bolsa, alegando que o processo avançaria mais rápido. Eu não conseguia pensar… não percebi sequer que aquilo seria uma intervenção, talvez a primeira delas. Topei.

É dificil descrever o que eu senti depois disso. Se eu já estava achando as dores insuportáveis, então não havia adjetivo pra outras que se seguiriam. Daí por volta das 21:30 ela fez outro toque: 10cm. Mas fez uma cara de preocupação e mencionou alguma coisa sobre a cabeça do Nicolas ainda estar virada. Apesar de eu estar totalmente dilatada, eu não estava muito segura se queria começar a empurrar. A parteira então não parava de me perguntar se eu já tinha a sensação de querer fazer cocô. Eu falava que não, mas dali a pouco ela perguntava de novo. De alguma forma eu sentia que ela estava com pressa.

Passado algum tempo comecei a tal vontade, mas muito fraquinha. Ainda não era nada que me fizesse querer fazer força. Contei pra ela, mas depois me arrependi… Fiquei pensando se não era só minha imaginação.

Então ela disse que estava na hora sim e me pediu pra começar a empurrar quando eu sentisse uma contração. Mas eu não achava uma boa posição. Tentei várias, mas não conseguia me encontrar ou me concentrar. Comecei a me sentir um pouco frustrada. Comecei a ter muitas dúvidas se eu estava fazendo certo, se era mesmo o momento de empurrar. Tentei me conectar com meus instintos, olhar pra dentro de mim, pensar no meu bebê. Mas eu não conseguia e sentia medo a cada força que eu fazia.

Decidi me agachar. Ela então trouxe a cadeirinha de córcoras. A contração veio mais forte que nunca. Senti que iria me rasgar naquela posição. Me levantei histérica… Aquela pessoa descontrolada estava me dominando outra vez. Eu gritava e arregalava os olhos. Estava nervosíssima, e só sabia pensar que eu não conseguiria. Eu tremia de medo e achava que iria morrer.

O Rafa estava do meu lado o tempo todo, segurando minha mão. Eu vi que ele também estava nervoso com a situação, sem saber o que fazer. Ele me falava que eu conseguiria sim, que eu tinha que pensar no nosso bebê. Eu tentava, mas não conseguia me acalmar. Aquele medo era forte demais…

Comecei a falar que eu não estava conseguindo, que eu não estava dando certo. Então ela disse que eu estava fazendo tudo errado. Falou pra eu deitar que ela me mostraria como fazer. O que? Me deitar? Como assim?

Eu não queria deitar e disse que não. Ela insistiu. Eu disse que não. Ao invés, fiquei ajoelhada encima da cama abraçando o pescoço do Rafa. Achei que eu estava mais confortável daquele jeito, sentindo a força do Rafa comigo. Mas toda vez que vinha uma contração, eu sentia que estava sendo partida ao meio e não conseguia fazer força por muito tempo. Eu começava, mas parava quando fica insuportável demais. E eu sentia uma sensação estranha, como se meu bebê estivesse entalado e não fosse sair nunca.

Daí a parteira voltou a insistir pra que eu deitasse. Eu não queria! Ela fez uma cara de falta de paciência e insitiu com mais firmeza. Que bruxa, pensei. Deitei com raiva daquela mulher. Ela então falou que eu deveria primeiro parar de gritar e segundo pegar o máximo de ar que eu pudesse e fazer força pra baixo, como se eu quisesse mesmo fazer cocô. E ao fazer a força eu deveria tentar encostar o queixo no meu peito. Apesar da raiva que eu sentia por ela, a dica me ajudou um pouco, pois de certa forma, parte da força que eu estava fazendo ia pra minha barriga. Não sei explicar direito.

Comecei a experimentar a técnica, mas a sensação de que eu me rasgaria ao meio continuava. Eu não conseguia manter a força até o fim. E a medida que eu tentava e gritava que não estava conseguindo, ela me lançava olhares de desaprovação. Me senti péssima. Uma fracassada. Não pensava que seria tão difícil. Tentava me voltar pro meu interior, mas encontrava o medo. E eu já não tinha mais forças. Eu me sentia exausta e já estava perdendo as esperanças de conseguir.

De repente, comecei a sentir umas contrações ainda mais fortes, ainda mais direcionadas pra baixo. Me dei conta que eu havia gastado forças em contrações não tão efetivas. Agora sim, eu tinha real vontade de empurrar… Respirei fundo e disse que queria me levantar e tentar outra vez. Ela disse pra eu fazer o que quisesse (obviamente ela não estava dando a mínima). Neste momento, eu e o Rafa olhamos pra ela, e ela estava preparando a vacina de vitamina K que seria dada ao Nicolas (que nem tinha nascido ainda!). Quanta insensibilidade!!! Que parteira era aquela?!!!! Que ser humano era aquele?!!!

Juntei toda a força que me restava e empurrei, empurrei. Mas eu me sentia um bagaço… Não conseguia mais. Independente da força que eu fizia, sentia que o Nicolas estava estacionado. E a dor e o cansaço estavam me matando. Eu tinha combinado com o Rafa pra não me dar ouvidos se eu pedisse epidural. Mas nenhum de nós dois imaginou uma situação daquelas. Me rendi e pedi a tal da epidural…

Eu estava muito triste naquele momento, por constatar que não conseguiria o parto natural tão desejado, mas queria acreditar que eu estava fazendo a coisa certa. Me lembrei então dos vários relatos de mulheres que tiveram epidural e tudo terminou bem. Acreditava que com a anestesia eu teria forças pra trazer meu bebê ao mundo.

Então a parteira ligou pro médico e chamou o anestesista. O Dr. Austin chegou, me examinou e pediu pra eu fazer força outra vez. Mas eu estava fraca demais. Só conseguia repetir que eu não conseguia mais. Neste momento, senti até vergonha do Dr. Austin… Eu odiava aquele sentimento de impotência que se apoderou de mim.

Em alguns minutos o anestesista chegou. Eram por volta de 00:30 do dia 18 de Outubro. Fomos pra outra sala, toda iluminada. Me colocaram uma roupa. Entre uma contração e outra, o anestesista aplicou a epidural. A tensão tinha sido grande, pois eu me mexia muito em cada contração. Estavam todos apreensivos se eu me mexeria na hora da aplicação, mas deu tudo certo.

No entanto, a dosagem foi bem fraquinha, e mesmo depois de um tempo considerável, eu continuava sentindo tudo do mesmo jeito. Pedi mais um pouco, afinal só minhas pernas estavam um pouco anestesiadas. Mas o Dr. Austin disse pra eu tentar empurrar daquele jeito mesmo, que assim seria melhor. Afirmou que eu daria conta.

Nesta hora, em posição semi-reclinada, o Rafa segurando minha mão, pensei que não teria outra opção senão encarrar aquela dor. Eu tinha que conseguir, senão meu filho não nasceria. Seria aquela hora ou nunca. Fechei os olhos e mergulhei fundo, bem fundo dentro de mim mesma. Esqueci que haviam pessoas ao meu redor, que haviam  expectativas se desta vez eu conseguiria, e fez-se um silêncio profundo em mim. Veio uma contração. Me concentrei no meu bebê, respirei bem fundo e encontrei uma força que eu não sabia que existia. Empurrei sem medo e desta vez até o final. Mais uma, e outra, e várias. Continuei fazendo força por mais de meia-hora ainda.

Mas a cabecinha do Nicolas ainda estava virada e desta forma, nada das coisas progredirem. Os batimentos cardíacos do bebê começaram então a cair, não sei se persistentemente, mas o Dr. Austin decidiu fazer uma epsiotomia pra acelerar sua saída e ajudar com um extrator a vácuo. Eu não senti muito, a dor das contraçoes eram maiores. Empurrei mais uma vez. O Rafa me falou que estava finalmente vendo a cabeça do Nicolas. Outra contração. Fiz uma força super comprida… Senti algo passando pelas minhas pernas. O Rafa olhou pra mim todo feliz e disse: a cabecinha saiu! Estou vendo nosso bebê! Empurrei de novo, com minhas últimas forças. Saiu o corpinho.

Nasceu então nosso querido bebê Nicolas, à 1:35 do dia 18 de Outubro de 2008, pesando 4,15kg, medindo 53cm, com 37cm de circunferência da cabeça. O Nicolas aspirou mecônio e nasceu com apgar 6/9. Por causa disso, o cordão umbilical foi cortado rapidamente (pelo Rafa) e a equipe médica procedeu com a retirada do mecônio das suas vias respiratórias. Foi só depois disso que o Nicolas chorou. Eu estava praticamente desmaiada de cansaço e não vi muita coisa. Eu sabia que algo estava acontecendo, mas não sabia o quê. Aos poucos o Rafa ia me contando e dizendo que nosso bebê estava bem.

Assim que ele se recuperou (após 5 minutos) foi colocado no meu peito. Lembro de ver a coisa mais linda do mundo, todo meladinho… Senti uma felicidade imensa e um amor muito grande por ele.

Depois disso, foi levado pra outra sala, onde sua respiração seria monitorada e antibióticos seriam administrados devido à aspiração do mecônio. Ele também não estava com a temperatura corporal estabilizada e tinha que ficar sob uma luz aquecida. Fiquei com o coração na mão, mas o Rafa foi com ele.

Após alguns minutos a placenta saiu e eu pedi pra ver o que tinha alimentado o Nicolas por tantos meses. Depois o Dr. Austin começou a dar os pontos. Senti os três primeiros, sem anestesia… Pedi pelo amor de Deus, uma anestesia local. Chegava de tanta dor… Ele concordou, afinal ainda seriam muitos pontos pela frente…

Quando ele terminou de suturar, a anestesia de uma das pernas já estava passando. Fiquei lá sozinha um tempo, apreensiva por não saber o que se passava com o Nicolas. Então veio o Rafa, que ficava de lá pra cá. Ele aproveitou pra tirar fotos do nosso bebê…. Até que enfim a câmera estava sendo utilizada… durante todo o trabalho de parto ele esteve do meu lado e esquecemos completamente das fotos…

Antes do Dr. Austin ir embora, o Rafa foi conversar com ele, pra saber das impressões de como tudo tinha corrido. Ele disse que o Nicolas ter-se mantido virado influenciou muito a falta de progressão e o final. Disse que eu tenho uma pelvis generosa e por isso mesmo o Nicolas dificilmente viraria, já que ele não estava incomodado com sua posição.

Uma enfermeira chegou trazendo uma cadeira de rodas. Eu estava toda suja, então ela sugeriu que tomasse um banho rápido pra então poder ficar com o Nicolas. Tomei o banho em menos de 2 minutos ajudada pelo Rafa e fomos pra onde estava nosso bebê. Quando vi ele de novo, não conseguia acreditar que era nosso filhinho ali… todo gordinho e rosadinho… não tinha cara de recém-nascido. Parecia um anjinho barroco daqueles bem bochechudos. Lindo, lindo!

Eles queriam que ele passasse mais umas duas horas ali sendo monitorado (just in case, me disseram). Não! Eu queria ele nos meus braços, queria tentar amamentar. Acabaram concordando, depois de muita insistencia. Fiquei ali do lado dele por uma meia-hora mais até que o pediatra veio liberar ele pra ficar comigo. Ele não quis mamar de cara, mas fomos pro nosso quarto onde ficamos juntinhos a noite toda…

Nicolas, assim que nasceu

Nicolas, assim que nasceu

Pós-parto

A recuperação tanto fisica quanto psicológica pós-parto foi punk. Pra física, usei uns absorventes congelados pra amenizar a dor dos pontos, mas as idas ao banheiro foram traumáticas. Pra fazer xixi eu tinha que jogar água junto, pra diminuir a acidez e a ardência. O psicológico, até hoje está se recuperando, mas de nenhuma forma acho que uma cesária teria sido menos traumática. Acredito sim, que a falta de uma doula tenha sido essencial pra me ajudar a administrar a dor desde o início, diminuir minha ansiedade pela falta de dilatação rápida e me ajudar a focar em minha força interior, coisa que só consegui no último minuto do expulsivo.

24 thoughts on “Relato Parto Nic

  1. Pingback: Relatos de gravidez e parto « Nicolando por aí

  2. 4,15kg!!! Ben também estava anterior, o médico disse que a circular de cordão o estava impedindo de fazer o giro.. Tantas partes do seu relato parecem com o meu TP, exceto o grand finale… Ai, fiquei triste. aheuhaeuhae

  3. uau! enorme o Nicolas! E realmente nao tinha cara de recem nascido! Lu, acho que vc foi muito forte e guerreira. E que sorte que vc estava na Australia, com esse medico, senao teriam te levado pra faca nesse ponto… Mas vc fez o melhor que podia fazer dadas as circunstancias e num momento vc inclusive se achou, ne? Mas tambem acho que uma doula teria feito uma grande diferenca… num ambiente hostil, nesse momento tao delicado e intimo, a mulher tem que ter todo o apoio e empatia da equipe, pra que tudo flua bem. Que pena que essa parteira agiu dessa forma… Mas aos poucos vc vai se resolvendo, digerindo tudo o que passou e tenho certeza que vc mesma vai descobrir que tudo o que vc precisa esta dentro de vc. Nao fica com medo nao, que o proximo vai ser muito melhor, vc vai ver!

  4. Lu!!

    Muito intenso o seu relato. Praticamente pude sentir as dores enquanto lia. A Beatriz tambem nao estava com a cabecinha bem colocada para o nascimento. Meu expulsivo foi prolongado e bem dolorido tambem, com direito a episio no final… Voce foi muito guerreira e tem que se orgulhar muito disso. Parabens pelo filhote lindo!

    Beijos,

    Luna.

  5. Ei Nanda, Catarina e Luna,

    Muito obrigada por terem lido esse relato gigante! Guerreiras sao voces! rs

    E obrigada pelas palavras tambem! Sao muito importantes pra mim!

    Beijos!

  6. E comecei a ler o relato quase com a certeza de que pararia no 4° parágrafo quando as coisas ficassem repetitivas.Isso não aconteceu,e a cada linha eu só conseguia pensar em como é preciso ser forte pra encarar tudo isso.Eu queria ver como tudo se desenrolaria,como vc conseguiria,e ver como vc se dedicou ao seu bebê me trouxe uma sensação de adimiração.Parabéns pela vitória e por este bebê fofo!!!

    • Ei Camila, fiquei curiosa pra saber mais de vc. Me conta mais se vc passar por aqui de novo… se vc está grávida, ou tem filhos… Obrigada por ter passado do 4o paragrafo e pelas palavras, que me ajudam a olhar de uma forma diferente pra tudo… Abraços pra vc!

  7. Oi!Passando novamente…Bem,moro em Minas,Barão de Cocais,pertinho da Serra do Caraça!Sou Técnica em Geologia e Mineração,e foi pesquisando sobre isso que encontrei o blog (fiquei pensando o que o bebê teria a ver com a geologia),achei muito interessante e criativo,o interesse pelo relato foi por curiosidade,afinal 30 horas!!!!!!!!Não estou grávida nem tenho filhos,seria imprudencia aos 18 anos (risos).Mas quem sabe depois da faculdade de Geologia,árduos 5 anos…Passei o texto a uma amiga que deve dar a luz por volta do dia 17,ela estava com medo,ficou com mais medo ainda!!!Mas percebeu o que é possível “seguir depois de pensar que não se pode mais”.Valeu muito a pena.Até a próxima visita,logo venho nicolar de novo (risos).Abraços.

  8. Quase me esqueço de deixar meu blog,quando puder faça uma visita ;)

  9. Nossa Luciana que relato mais emocionante..estou grávida de 38 semanas, moro no Brasil e não tenho nenhum incentivo por parte dos obstetras daki para parto normal, no entanto tenho insistido nele. Relatos ocmo o seu me incorajam a prosseguri com o PN….parabéns, esta altura seu Nicolas já tem mais de um ano e já é um hominho..que Deus abençoe grandemnete vc e sua família….bjs

    • Oi Fabrícia! Parabéns por insistir no PN. Eu sei que no Brasil não é fácil e tem que “garimpar” muito até achar um médico que acredite na natureza da mulher. São raros, mas existem sim. Estarei torcendo pra que tudo corra bem e seu bebê nasça saudável.

      Qto ao Nicolas, sim, já está com 2 anos… um hominho mesmo!

      Beijos e boa hora!

      Lu

  10. Luciana, parabéns por ter ido até o fim no que vc queria e ter conseguido o seu parto normal, acredito que não interessa se teve essa pequena intervenção, já que foi a forma encontrada para se chegar ao objetivo. O importante é que seu filho nasceu bem e muuuuito lindo. Eu não tenho essa coragem, desde muito jovem sempre tive medo de parto normal e no ano passado minha filha nasceu de cesárea. Já tinha sido uma escolha minha (sei que muita gente acha um absurdo, mas não ligo), e no final foi necessário pq minha Clara ficou sentada até o final.
    Gostei mto do seu relato e do seu blog.
    Abraços

  11. Conheci o seu blog hoje, via Roberta, e me deparei com este relato emocionante. Parabéns pela sua persistência, pode não ter sido um parto dos sonhos, mas foi o seu parto. Pelo menos vc pariu, coisa que a maioria aqui no brasil não consegue, né? E vi as fotos recentes do Nicolas, que menino mais fofo!
    Beijos

  12. Lu, que relato…!!!
    Dá cá um abraço amiga. Temos muitas semelhanças em nossos relatos.

    Os partos não se repetem. Fique tranquila pra receber sua florzinha viu!

    beijos

  13. Pingback: Lily nasceu, entre risos e lágrimas de emoção! « Nicolando por aí

  14. To emocionadíssima com o relato do Nic, apesar do sofrimento… que lindo!
    guerreira!
    beijos

  15. Lu, cá estou com 40 semanas e lendo pela primeira vez teu relato. Gui nasceu com 39 semanas, a bolsa rompeu um dia antes e foi tudo tranquilo apesar de algumas intervenções. Agora meu médico já começou a sugerir descolamento de membranas e indução com ocitocina caso não nasça nos próximos dias… estou desorientada, com medo e torcendo para que ele queira nascer antes da “data limite” imposta pelo médico. Quanto a mim preferia esperar até 42 semanas, mas fiquei assustada com as palavras insuficiência placentária e aspiração meconial enfatizadas pelo meu obstetra na última consulta. Começo a pensar se fiz a escolha certa quando confiei nele.
    Vou procurar agora o relato da Lily!
    Beijo enorme!

  16. Olha que hoje estamos dia 10-03-2013, eu tive que ler o teu marvilhoso relato, pra me sentir mais corajosa e saber que nos mulheres somos unica, estou entrando na reta final da gravidez e ja me entra um desespero, estou me sentindo bem pesadae triste, nao sei o que esta acontecendo, MAS COM CERTEZA TUDO QUE EU LI VAI ME FAZER RACIOCINAR UM POUCO. MUITO OBRIGADA E ESPERO QUE O TEU FILHO E VOCE E O SEU RAFA ESTEJAM SUPER FELIZES. SOU EVELINA DE FOZ DO IGUAÇU- PARANA. BEIJOS

    • Ei querida, muito prazer! Obrigada pelo comentário e estou aqui torcendo muito pra você. Eu conheço essa tristeza no final da gravidez, um aperto no coração, né? Mas isso passa. Tenta relaxar, ver filmes engraçados, sair com as amigas e tentar falar sobre outras coisas (será que é possivel?). Tenta se distrair sem contar os dias. Tudo vai acontecer na sua hora e só depois que o tempo passa é que vc olha pra trás e pensa: porque eu fiquei tão ansiosa?

      Hoje, meu Nic já tem 4 anos e tenho uma menina de 1 ano. Fiquei muito mais relaxada no parto dela. O primeiro é assim: ansia pura! hahaha

      Curta esse momento unico! Que seu bebê venha com muita saúde e complete ainda mais sua familia. Depois me conta sobre ele(a)?

      Beijos! Boa hora!

  17. eu tendo contraçoes e lendo o relato

    • (500 anos depois, eu respondo ao seu comentario….)

      E aí, me conta o que aconteceu???? Tambem li muito relato enquanto tinha contrações! Espero que tenha nascido da forma que queria e muito saudavel!

      Beijos!!!

  18. Meu Deus como você foi forte, eu fui fazer uma pesquisa sobre a melhor posição pra ajudar a dilatar e me deparei com uma historia de força e coragem dessas, eu tive um bebê que esta com 1 e 6 meses de parto normal e passei 7 horas de dor pra nascer, e ja achava que ia morrer mas vc foi além das minhas expectativas , estou de 9 meses reta final e quero normal de novo, o que pra mim e dolorido mais vale a pena , toda mulher é capaz de achar essa força dentro dela, parabens Luciana.

    • Muito obrigada pelo seu comentario Mariana! Eu, qdo olho pra tras, custo a acreditar que consegui passar por tudo aquilo! Não foi fácil, mas foi muito bonito…

      Estou torcendo por vc desde o dia que li seu comentario. Depois volta pra me contar?

      Grande beijo!!!

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