O lado cômico da maternidade


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As mães, as vacas e as aparições

Nic tá ficando gripadinho… Espirros, tosse, meleca, não tem comido quase nada e obviamente, voltou a acordar à noite… faz parte. Daí que hoje ele chegou pra mim no meio da tarde – horário nada usual pra um banho aqui em casa – e me pediu com aqueles olhinhos caídos e vozinha fanhosa:

- Qué tomar bambanho quentinho, mamãe…

Ahhhhh… Eu que estava trabalhando, não resisti. Parei e fui levá-lo pra tomar um banho quente. No caminho, ele sai pegando alguns carrinhos pra levar pra água com ele. Um dos preferidos ultimamente tem sido um par de caminhões de bombeiro, um pequeno e outro menor ainda.

Então no banho eu falei:

- Olha, esse caminhão maior é o Papi e o menor  é o Nic!

Ele adorou. Ficou brincando na água com o Nic nas costas do Papi, um dando beijinho no outro, um trombando no outro… e ele falava:

- Caminhão de Bombeio Papi, Caminhão de Bombeio Nickey (sim, agora tá com esse mania, desde que conheceu o personagem Mickey).

Até que eu viro pra ele e pergunto:

- Então tá. Você tem aí o Nic e o Papi. Mas… cadê a Mami??? – sinceramente, não sei porque eu pergunto essas coisas…

Nicolas olha ao redor. Vários brinquedinhos na água. Ele podia ter escolhido qualquer um…

- Tá aqui! Aqui mami.

E então, gente, posso chorar?

Ou ainda devo ficar feliz e agradecida por ele não ter escolhido o anfíbio pra ser mami? Hein? :-)

* * *

E atualizando o caso “do mulher

Pois parece que a visitante foi embora, viu? Quando o papai chegou de viagem fizemos uma pequena expedição ao quarto a fim de verificarmos a tal presença. E ao abrirmos a porta, reparei que o Nic não teve qualquer reação. Pra confirmar eu perguntei se ele ainda via a mulher lá, no que ele respondeu com grande segurança:

- Não, ela sumiu.

- Sumiu? Do tipo, foi embora?

- É, o mulher foi embóia.

- Quer dizer que ela não está mais aqui.

- É.

Respirei aliviada. Então olho pro Rafa e percebo nele um certo olhar cético, sabe? como se ele pensasse que tudo não tivesse passado de uma grande tempestade num copinho d’água?

Hmmm…

Então olhei pro Nic e falei:

- Nic, mostra pro papai onde a mulher estava antes, hein?

- Aiá! – e apontou pro mesmo exato lugar onde ele tinha me mostrado da outra vez.

VIU, seu Rafa?


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Sexto sentido?

Então. Eu contei no último post sobre o Nicolas estar nesta fase imaginativa sem limites, onde a comida vira animais e caminhões, meus pincéis viram árvores pros seus cenários de brincadeira e qualquer coisa redonda (ou não) vira volante de carro.

Daí, que ontem, estávamos os dois papeando na cozinha, quando ele olha pro quarto que fica no final de um pequeno corredor e fala:

- Aiá! UM mulher, mamãe!

Olhei pro quarto e vi o supino do Rafa, que é um daqueles equipamentos de levantar peso. Na hora eu não tive dúvidas que ele estava de alguma forma, imaginando uma mulher ao ver aquele equipamento. Falei pra ele. Só que de repente ele me pareceu bem assustado e tudo o que queria era subir no meu colo – e não parava de olhar pro tal quarto. Achei estranho, fui lá com ele agarrado no meu pescoço, fechei a porta e ele relaxou de novo. Continuamos nosso papo na cozinha.

Daí que hoje, eu já nem me lembrava mais do incidente. Entrei nesse quarto, peguei alguma coisa lá e deixei a porta aberta de novo. Na hora do almoço, o Nic olha pro quarto, volta a falar da mulher e pede colo.

- Então vamos lá, me mostra onde você está vendo essa mulher. É aquele negócio preto ali?

Ele não responde nada.

- Vai lá, me mostra cadê a mulher.

Nic de repente perde o medo, desce do meu colo, entra no quarto, passa pelo supino e aponta pro berço VAZIO que virou sofá e que fica encostado na parede lá atrás.

- Aqui. O mulher tá aqui sentado.

Peguei o Nicolas, fechei a porta, saí correndo e agora estou aqui escrevendo este post.

AI, AI MAMA!!!!

* * *

Rafa, que hora você encontrou pra viajar de novo hein? Voooooooolta!!! We need you here!!!

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