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a vida, o hacker e o gabarito

Eu não gosto de reclamar da vida, provavelmente por que eu sempre tenha tido tudo que precisei.

Uma vez, eu estava na faculdade, e um grupo de amigos discutia quem tinha tido a infância mais pobre. Um falava que não teve videogame, outro contou que nunca teve um quarto só pra ele e o outro lamentou que carne na sua casa era só um dia sim outro não.

Eu não queria falar, mas eles insistiram.

Então contei sobre a Monique e a Elisabeth (saudades! love u dolls!), as duas quase únicas bonecas que tive, com 5 e 10cm de altura respectivamente, de plástico, sem mexer nem braço nem perna e com o cabelo de pano colado na cabeça que eu mesma fiz. Falei da nossa única televisão, preto e branca, de válvula e sem controle remoto, que nos acompanhou até eu fazer 19 anos*. Contei que nunca tive uma bicicleta. Falei do barracão de um cômodo só, com chão de concreto, dividido ao meio com um guarda-roupa, onde moramos por 3 anos quando meus pais se separaram – eu era a mais velha de três e tinha 7 anos. Contei  que várias vezes não tínhamos nada pra comer e que uma vez eu demorei tanto pra terminar um iogurte, o qual eu deliciava um pouquinho por dia, que ele acabou estragando na geladeira. E pra não ficar muito longo nem chato, terminei falando da nossa velha Brasília azul que foi levada pela enchente quando vivíamos num barracãozinho à beira do Rio Arrudas em Belo Horizonte.

Claro que fui declarada vitoriosa na mesma hora. :)

Mas o que eu não contei é que quando penso na minha vida, a última coisa que me lembro são dos problemas que tivemos. A gente não tinha bens materiais, mas tínhamos uma mãe maravilhosa, irmãos que topavam qualquer parada e muita imaginação pra criar a realidade que desejássemos. Não faço ideia do que é crescer tendo lego, barbie, atari ou qualquer um dos brinquedos populares nos anos 80, mas eu sei fazer pipa, pular elástico, costurar roupa de boneca, inventar histórias de alienígenas e todas as regras de rouba-bandeira. Pra que mais? :) E que apesar de sempre ter estudado em escolas públicas, consegui com muito esforço, conquistar uma carreira bacana e até fora do Brasil** (mesmo que tenha sido abandonada em prol dos filhos e sonhos ainda maiores).

Com tudo isso, não estou querendo dizer que infância boa é infância pobre, mas que a infância que EU tive, fez de mim a pessoa que sou hoje: sem frescura, com iniciativa pra correr atrás do que eu quero e com criatividade o suficiente pra estar constantemente pagando mico em blog transformar qualquer dia (ou noite) que eu tenha num motivo pra rir.

Por isso, me espanto demais (muito mesmo!) que eu tenha chegado a chorar quando descobri, na semana passada, que meu website (o quarto filho, lembra?), havia sido hackeado. Como que um negócio pequeno e de família é hackeado, gente? Pois sim. Aconteceu quando um atoa da vida foi lá, entrou sem permissão e injetou uma porção de vírus malignos e sanguinolentos nele, tudo por pura diversão. Bom, a não ser que tenha sido vingança do meliante do Havaí, aí até vai, né!

Pelo menos, no momento que eu estava em estado de choque paralisante catatônico, encontrei um ombro amigo pra chorar as pitanga e acabei ficando mais tranquila.

Agora, se meu segundo e-filho vai sobrevir sem sequelas, eu ainda não sei. Espero que sim! No momento ele está na UTI cibernética, sendo tratado e medicado com antídotos pra evitar ataques futuros. Torçam pela gente? (UPDATE: ELE SAIU! TÁ VIVO! :) )

A PROVA

E apesar de tudo isso, não me esqueci dos meus alunos queridos! Gente, que orgulho, viu? Não teve nem uma nota abaixo da média (estipulada pelo Instituto Nicolilando), acreditam? Claro que teve aluno me chamando de carrasca (suspensão na certa!), outros tentando me subornar e alguns até dizendo que só sendo avó da figura biográfica em questão pra conseguir responder tudo. Mas não deixei nada disso me abater e segui em frente, corrigindo prova atrás de prova e sempre com o pensamento no meu dever  enquanto educadora. E pra quem se recusou a fazer o teste, logo libero as datas pras 30 horas de aula de reforço e pra prova de recuperação, viu? Achou que fosse escapar? ;)

Sobre as questões, algumas foram realmente enganosas, em especial a de número 6 (acreditem, Lily JAMAIS dormiu uma noite inteirinha) e a última, que ninguém acertou, mas não é culpa de vocês – pelo que me lembre eu não cheguei a contar que o prodigio gastronômico que comia de tudo degringolou e passou a recusar a maioria das comidas. Por isso, decidi que todo mundo que participou, vai receber alguma coisa, mesmo que seja um cartão postal, tá? Entrarei em contato com cada um em breve!

Eis o gabarito:

1. B (o nome dela é Lily mesmo, só tem 2 dentes, não toma leite artificial e nunca chupou chupeta)

2. C (parto normal com anestesia, relato aqui)

3. D (ano do dragão – e acreditem, essa carinha de boneca não tem nada de frágil. Ah! E não existe ano do leão, só por curiosidade)

4. B (canadense nascida no Canadá, mas acertou quem falou C também. A alternativa B está incompleta e eu deveria ter colocado que ela é canadense e brasileira)

5. C (sonecas tensas, sempre no sling. Toda a verdade aqui e video com bola aqui)

6. A (nunca dormiu a noite toda, pode acreditar!)

7. C (a Lily ainda não esteve no Brasil)

8. D (como teve gente que deduziu bem, ela adora a cosquinha na gengiva e ama escovar dentes (eu sei que isso não dura muito))

9. D (parabéns a quem deduziu que se ela já andasse já teria video em todos os lugares! haha)

10. B (não tem comido de tudo, mas descobri que come bem mais se eu deixo ela pegar a comida com as mãos!)

E claro, as provas corrigidas (clique pra ampliar)! Note que todo mundo ganhou adesivinho especial, hein? :)

resultado

* Fun fact #1: você sabia que provavelmente sou a única pessoa da minha geração que nunca viu a viúva Porcina colorida?

** Fun fact #2: você sabia que hoje meu marido viaja muito, mas quem começou viajando assim fui eu? E que hoje ele trabalha na atual empresa por minha causa?

____________

Muito obrigada a todos que participaram da brincadeira!


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Alguém com quem jogar suco na comida

Quando eu tinha uns 7 ou 8 anos de idade cismei de jogar o suco na minha comida. Parecia lógico pra mim comer tudo junto, já que no estômago iriam se misturar de qualquer forma.

Perguntei pra minha mãe se podia e ela, sempre condescendente com nossos experimentos, deixou – mas com a condição de que eu comesse TUDO. Minha irmã na mesma hora olhou pra mim com brilhos nos olhos e não pensou duas vezes, juntas viramos nossos Ki-sucos no prato.

No início foi tudo divertido, muita gargalhada e tal, mas duas horas depois estávamos as duas sentadas diante dos pratos ainda olhando pra todo aquele arroz com carne e quiabo boiando no líquido vermelho.

- Eu falei que é pra comer tudo! – repetia minha mãe.

Não me lembro se chegamos mesmo a comer tudo, mas sei que alguns meses depois, inacreditavelmente repetimos o feito. (É, pra algumas coisas memória de criança pode ser bem curta!)

Mas o mais divertido, é até hoje a gente lembrar e rir muito de histórias como estas. Rir das nossas caras de blégh olhando pra uma mistura intragável de suco com comida sem poder levantar pra brincar, das infinitas brincadeiras que inventávamos nos vários cômodos da imensa casa da vovó (que hoje a gente vê que nem era tão grande assim), das músicas hilárias que inventávamos e cantávamos incansavelmente no ouvido da minha mãe, das brigas homéricas pra saber quem seria o próximo a andar sobre os sapatos de lata, de brincar de dedos elétricos onde um fazia cosquinha um no outro até ver quem aguentava mais, das crises de riso principalmente nas horas mais impróprias, dos pombos, dos gatos, do pé de manga, das pipas, das bolas caídas no quintal do vizinho ranzinza e claro, da companhia que nos fizemos nas horas difíceis.

Enfim, ter irmão é MUITO bom!

Assim que, se tudo continuar dando certo, em Fevereiro nasce uma pessoinha pra também fazer muita história com o Nic – e quem sabe um dia, até mesmo jogar suco na comida com ele!* :)

*

*Mas já aviso desde já: tem que comer TUDO!


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A fábula do coelhinho guloso

Tô atrasada com o post, eu sei, mas infelizmente a situação é tão recorrente que nunca fica demodê, né? :( E como toda vez que me lembro disso me dá sanguenozói por ver tudo acontecendo e a gente não usar o poder que tem pra mudar, aí vai minha contribuição pro movimento.

Era uma vez o Coelhinho Guloso. Ele morava na pitoresca e próspera cidade de Coelhópolis e era bastante popular entre todos por seu carisma, sua habilidade com os negócios e por ser impressionantemente fotogênico. Mas ele tinha um pequeno probleminha – sua goludice era maior que ele mesmo.

Em Coelhópolis, as cenouras eram distribuídas pelo Grande Cenourário Municipal, que abastecia toda a população. Todos os dias, a cada morador era dada uma cenoura grande e suculenta, refeição mais que suficiente pra encher a barriga do mais gordo dos coelhos – mas não o bastante pro Coelhinho Guloso. Aquele coelhinho passava noites em claro imaginando enormes montanhas de cenoura pra se esbaldar.

Para conseguir cenouras extras, era preciso trabalhar muito. Por isso, seu maior sonho era seguir os passos de seu pai, o Sr. Coelho, e um dia poder trabalhar na administração do Cenourário e comprar muitas cenouras extras.

Pois com seu carisma e fotogenia impecáveis ele não teve o menor problema em realizar seu sonho. O Coelhinho Guloso distribuiu cartazes, conversou com cada coelho da cidade, fez promessas das mais diversas e foi eleito o sucessor do respeitado Sr. Coelho.

Ainda alguns meses passariam até que o Coelhinho ocupasse seu cargo, mas  devido a um terribillíssimo surto de gripe lebrística (uma das piores dessa região), o Sr. Coelho caiu de cama muitíssimo doente. A Dona Coelha, cansada de saber que o melhor remédio pra gripe é muito suco de cenoura e repouso, não permitiu que o marido trabalhasse pelos próximos dias.

Sendo assim, o Coelhinho Guloso foi convocado a assumir seus deveres admistrativos no Cenourário no dia seguinte. Louco de ansiedade, ele não conseguiu sequer pregar os olhos naquela noite. Quantas coisas incríveis ele poderia realizar!

Chegando ao Cenourário, ficou embasbacado – tanta cenoura ele nunca tinha visto de uma só vez. Como os campos haviam se expandido desde a última vez que estivera ali! Com as vistas turvas e o pensamento atrapalhado, o Coelhinho Guloso só conseguia pensar em uma coisa: comer cenoura. Sendo assim, se sentou e comeu e comeu até se fartar. Depois respirou fundo e ainda comeu mais um pouquinho.

Sem dúvida aquele emprego prometia!

Só o que ele não tinha previsto era que toda aquela comilança desenfreada teria  suas consequências. Tanto comeu o Coelhinho, que a distribuição de cenouras caiu pela metade nos dias que se seguiram e não demorou muito pra que uma passeata de coelhos famintos se instalasse em frente ao Cenourário. Do seu escritório ele podia ouvir os brados vindos lá de fora.

- Coelhinho egoísta!

- Nossos filhos passam fome!

- Esta comida é de todos!

- Se você pode comer mais também temos direito!

Mas o Coelhinho Guloso não tinha forças para parar. Afinal, com tanta fartura bem ali ao seu alcance, como resistir?

Os dias foram passando e a situação foi ficando cada vez pior. A Dona Coelha, querendo proteger a saúde do seu velho marido, não lhe contava nada, e apenas suplicava ao filho que tivesse consideração pelos outros. Mas o Coelhinho Guloso a ninguém dava ouvidos.

Um dia, seu pai, que de qualquer jeito ficou sabendo de toda a história pela Gazeta de Coelhópolis, se levantou ainda muito debilitado e com uma tremenda dor nas pontas das orelhas (sintoma muito comum da gripe lebrística) e foi ter com o Coelhinho.

- Meu querido filho, o que deu em você? Simplesmente esqueceu tudo o que te ensinei todos estes anos, nossos valores? E estas cenouras que você está comendo são do município e pertencem a todos! Você não tem mais direito que os outros e tem que aprender a se controlar. Se come uma cenoura à mais, estará tirando uma cenoura da boca de outro, é isso o que você quer?

O Coelhinho olhava calado pro seu pai. Ele continuou:

- Coelhinhos bebês que já não mamam estão passando fome, coelhinhos em idade escolar estão tendo dificuldade em se concentrar na escola, os doentes nos hospitais estão cada vez mais fracos. Na entrada da fábrica, alguns coelhos clamam por justiça… Sorte nossa que são a minoria, senão nos tirariam da administração do Cenourário, e com razão, depois do que você anda fazendo… Então, por favor, não me envergonhe mais, meu filho. Os coelhos confiaram em você quando te elegeram, retribua a confiança…

* * *

Pois infelizmente esta fábula não é como tantas outras que terminariam com um “e o Coelhinho se deu conta de todo o mal que fazia e daquele dia em diante passou a controlar sua goludice e egoísmo. O Cenourário prosperou com suas ideias renovadoras e a cidade de Coelhópolis passou a ser a única na região que conseguiu o feito de distribuir duas cenouras por dia pra cada coelho”.

Não, meus amigos. O Coelhinho sabia que ele estava errado, mas a fartura e a ganância o cegavam.

Após alguns dias, o Sr. Coelho partiu desta para melhor. Dizem que não foi pela gripe, mas de desgosto. E no Cenourário, a crise aumentou. O Coelhinho Guloso foi tomado totalmente pela ambição e fazia o que queria. Comia sem limites, pouco trabalhava e chegou até mesmo a dar a sim mesmo um aumento de 62% no salário.

E os outros?

Bom, os empregados, vendo tudo aquilo acontecendo às claras e com nada sendo feito, decidiram agir… Mas infelizmente, da mesma forma… Desviando cenouras, diluindo o Carrot Juice 100% cenoura da cesta básica, inventando desculpas escabrosas pra justificar gastos extras nos maquinários, usando recursos do Cenourário para fins pessoais e até vendendo cenouras que deveriam ser de graça… Com o tempo, pra manter a fábrica com tantos desvios, os empregados tiveram os salários diminuídos e muitos perderam seus empregos.

Já o povo, vendo que os que tiveram coragem de pedir justiça nada conseguiram, simplesmente suspiravam e lamentavam como que conformados:

“Triste situação, cumpade Coelho… Tanta gente morrendo de fome e ninguém está fazendo nada pra parar esse Sr. Guloso. Mas eu sabia que algo do tipo aconteceria mais dia menos dia… Felicidade não dura muito.”

“Pois é, e o pior é que não tem nada que a gente possa fazer. Ele que é o ‘cabeça’ que deveria dar um novo rumo ao Cenourário…  Nos resta torcer pra que alguém faça alguma coisa e tudo volte ao normal um dia…”

* * *

Uma pena, pois mal sabiam eles que o futuro do Cenourário SOMENTE eles poderiam mudar, com a união de TODOS. Coelhinhos, muito raramente levam GULOSO claramente estampado em seus nomes, portanto, reconhecê-los nem sempre é fácil. Assim, os coelhos votantes têm que escolher os administradores dos Cenourários com consciência e pressionar MESMO, pra que se cumpra as leis e o respeito, ao invés de se conformarem em passar fome ou ter salário de merreca enquanto os governantes nadam em braçadas em salários de 27 mil por mês por aí.

Uma vergonha! Mas pior ainda é permitir que isso aconteça!

Então, que tal mostrar aos Coelhos Gulosos que eles não têm direito de fazerem o que bem entenderem com o dinheiro público? Que negócio safado é esse de aumento de 62%? Junte-se ao coro e comece enviando sua reclamação pro Guloso que você votou.

Afinal,  não basta desejar e esperar um 2011 e um futuro mais feliz, também temos que fazer nossa parte, né não?

(Segurança tentando pegar um estudante que protestava contra o aumento em Brasilia)

Links:

Políticos que apoiaram o aumento

Fale com o deputado

Fale com o José Sarney – sarney@senador.gov.br

Blogs que também deram seu recado:

Pequeno Guia Prático, Tutto Petit (excelente texto da Kah!), Aprendiz de mãe, Mãe Eterna, Projetinho de Vida, As aventuras de Luiza e do Felipe, Coisa de Mãe, Turus em Montreal, Pedaços de Mim, Dani, Marcão e Nina, Viajando na Maternidade, What Mommy Needs, Leite e Prosa, Super Duper, Colinho de Mãe, Minha Pequena Ísis (onde a Nine escreveu cartas que foram enviadas tanto pra quem votou a favor, como parabenizando quem votou contra).


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E o amiguinho secreto é…

Gente, pensa bem. Não é sempre que temos a oportunidade de conhecer uma pessoa meiga e atenciosa, um menininho fofíssimo e um blog super acolhedor ganhando um presentinho e cartinha primeiro, não é?

Pois foi assim, desta forma especial, que viemos a conhecer a Ilana e o Raphael (que inclusive agora tá andando!) através de suas histórias muito bem contadas no 1 + 1 são três.

E por que isso? Ora, porque o Raphael é o amiguinho secreto do Nicolas!!! Eeeehhh!!!!

Agora o recado é do Nicolas pro Raphael, viu gente? Mas ó, só pra ele!!!

O^O

Ei! Psiiiiiiu! E esse olho grande aí, hein? Eu não falei que o recado é só pro Raphael? Nossa, que povo mais indiscreto, meu Deus…

Então aí vai:

“Querido Raphael, essa foi a primeira vez que eu participei de uma brincadeira assim e gostei muito de ter tido você como meu amiguinho secreto! Parece que você adivinhou meu gosto, sabia? Mamãe deve ter contado que eu adoro brinquedinhos de montar, mas você me surpreendeu com o quebra-cabeças de madeira de dinoussauro. Eu amo os dinos!!! E cada um tem uma cor diferente! Muito legal!

Você também mandou um livrinho lindo, lindo. Mamãe também ficou fascinada e por um instante achei que ela tinha a minha idade… hahaha… essa mamãe… O livrinho é sobre um aprendiz de mago. Eu não sabia o que era isso, mas mamãe me explicou fingindo que transformava vários objetos em outros com uma varinha. Ai, ai… achei tão divertido… Principalmente quando ela me transformou num treinzinho! Eu adoro trenzinhos e saí pela sala falando Piuí! Piuí!!!!”

Hm, hm! Nic, e sobre o livrinho?

“Ah, sim, voltando ao livrinho… Desculpa, Raphael, mas eu só tenho dois anos e ainda sinto uma grande dificuldade em me focar em uma coisa só, sabe? Você deve me entender… Mas o livrinho conta que os truques do pequeno mago nunca dão certo.

Por exemplo, ele queria molho pro macarrão dele…

Mas com o feitiço, tudo o que ele conseguiu foi transformar o macarrão em cobras!!!

Eu adorei!!!

E olha eu  lendo o livrinho dentro da mala, Raphael! É, porque aqui em casa tem malas e caixas por todo lado. Mamãe diz que é porque estamos de mudança, mas eu acho mesmo que é porque ela adora brincar de colocar e tirar coisas das malas e caixas, assim como eu!!! Aposto que é isso!

E pra completar, você ainda mandou um cartãozinho super carinhoso que a mamãe leu todinho pra mim.

Muito obrigado por tudo, amiguinho, mais ainda pela gentileza de mandar tudo pra tão longe… Também queria aproveitar pra te dar os parabéns já que agora você está andando! Iuuupeee! Você vai ver como sua vida vai ficar ainda mais emocionante! Nada mais estará fora do seu alcance! Confia em mim, eu já passei por isso!

Um abraço grande pra você,

do ‘Nicoias’.”

* * *

Ai, que menino prodígio esse meu filho, tão pequeno e já escrevendo tão bem… :-)

Bom, e sobre a amiguinha do Nicolas… parece que ainda não recebeu nosso presentinho… Estamos torcendo pra que ela receba logo e goste, afinal escolhemos tudo com muito carinho…

* * *

PS: Pra quem acompanha o Blog pelo Google Reader, mil desculpas, mas aconteceu algum pau… Eu andei mudando as categorias de alguns posts antigos e não sei porque motivo alguns deles andam aparecendo no Google Reader como se estivessem sido acabados de serem publicados…


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Exclusivo Castelo de Caras

Oi gente!

Olha, a culpa não foi minha por ter demorado tanto a postar fotos da nossa viagem ao Brasil, e sim da Caras, que enrolou horrores pra publicar a matéria com a gente.

Mas enfim, está aí! Deleitem-se!

* * *

Exclusivo Castelo de Caras: Luciana, em total estado de felicidade e plenitude, conta como foram suas férias no Brasil com a família

Após seis anos morando no exterior, Luciana (25) revela que o que mais sente falta ao morar fora é da companhia da família e dos amigos, principalmente depois do nascimento do Nicolas (2), fruto do feliz casamento com o geólogo Rafael Gradim (31). “Foi muito bom rever todo mundo. O coração já estava apertado de tanta saudade e o Nicolas se sentiu mais feliz e à vontade que nunca!” conta ela cheia de entusiasmo.

E tanta alegria tem explicação. Pra começar, a pequena família foi recebida com muita festa e cartazes dizendo “Hooray! Que bom que vocês chegaram!” no aeroporto de Confins em Belo Horizonte, cidade natal do casal. “A gente não esperava ver as nossas duas famílias lá. Eles esperaram 4 horas, pois perdemos o vôo pra BH e minha mãe até perdeu um dia de trabalho. A chegada foi com certeza um momento emocionante da viagem”, recorda Luciana, que apesar da agenda social apertada também aproveitou pra relaxar. “Uma das partes mais difíceis de se ficar só um mês no Brasil é que a gente nunca passa muito tempo com todo mundo e os dias têm que ser todos programados” desabafa ela. “E por causa disso, a gente procura sempre fazer passeios relaxantes e que envolvam um grupo maior de pessoas.”

Um desses passeios incluiu sua melhor amiga, a empresária Simone (25), que há dois meses deu a luz ao Yann, fruto de seu relacionamento com o artista Rodrigo (33). “A Si é uma pessoa linda e adorei visitar o parque Vale Verde com ela. A gente quase conseguiu colocar o papo em dia (risos)” diz Luciana, bem humorada. “Também foi lindo ver o Nicolas interagindo com ela e a chamando de Money”, revela a mamãe coruja.

Além deste parque, ela conta que também visitou o Inhotim, um dos maiores museus de arte contemporânea ao ar livre do mundo “Eu amo arte, um bom papo e caminhar em meio à natureza, e esse passeio nos ofereceu tudo isso. Além disso, tivemos a honra de sermos guiados por minha talentosa prima” diz Luciana referindo-se à artista plástica Esther Azevedo (22). “Foi um grupo bem grande de pessoas e nos divertimos à beça! Só tivemos que tomar cuidado com o sol, claro, que estava muito forte” acrescenta a mineirinha, que nunca deixa de cuidar da sua pele.

 

Helô, Dodôra, Vovó São, Lu, Bel-de-Bel, Marília, Ana, Rei, Patti, Nic. Fotos tirada por Esther.

 

Qual a sua receita pra manter esta pele sempre jovem?

- (risos) Não faço nada de mais, tenho a sorte de ter a pele mais oleosa. Mas de uma coisa que nunca abro mão é do meu protetor solar Clinique Sun.

- Essa foi a primeira vez que vocês visitaram o Brasil com o Nicolas?

- Não, na primeira vez ainda morávamos na Austrália e ele estava muito pequeno, só tinha 5 meses.

- Como foi a reação dele diante de tantas pessoas diferentes? Ele estranhou muito?

- Não estranhou nada, ele amou todo mundo e foi ótimo pra ele saber que também é amado por tanta gente. Só nos primeiros dias que ele estranhou um pouco as mulheres (risos) e ele só aceitava ir no colo dos homens. Mas isso passou logo e em poucos dias ele já estava abraçando tudo mundo.

- Como foi dividir o tempo de vocês entre as duas famílias? Houve muita disputa pra ficar com o netinho?

- Não, foi tudo muito harmonioso. Desta vez a gente resolveu passar metade dos dias com a família do Rafa e metade com a minha. Elas não moram muito longe uma da outra, mas isso evitou que passássemos os dias indo e vindo de uma casa pra outra e deu tempo do Nicolas se acostumar com cada uma e cada ambiente.

- E também sobrou tempo pra todos os amigos?

- Claro! (risos) Primeiro tivemos um encontro sen-sa-ci-o-nal na casa da nossa querida amiga Barol, que inclusive é cozinheira de mão cheia. E lá, além de comermos muito (risos), também tivemos a oportunidade de rever vários amigos gente-boa da geologia; além de conhecer o Rodrigo, novo relacionamento da Barol e a doce Maitê, filha dos fofos Taís, que escreve o blog Tudo de Bombom, e Cassemiro.

 

À esquerda: Lu, Barol, Taís, Maitê. À direita: Tripa, Diogo, Rafa, Nic, Mateus, Cassemiro, Sérgio, Branco

 

- E houveram mais outros encontros?

- Ah, sim. Também promovemos um com pizzas caseiras na casa da minha sogra, que foi ótimo! Lá tivemos o prestígio da presença dos irreverentes Podrões -  grandes amigos do meu marido, acompanhados de suas esposas, a amiga Ignez, as queridas Si e Eline com as famílias, os inteligentíssimos Sérgio Túlio e doutora Rosa, além do escritor e roteirista Gui Lessa e do perito Maurício Cachinhos. E depois disso também recebemos a visita da adorável Anita com os pais dela. Foram encontros memoráveis!

 

Simone, Lu, Eline. Ao fundo: Stela e Ignez

 

 

Aylton, Gui, Rafa, Nic, Maurício

 

 

Sérgio, Rafa, Lu, Dra. Rosa

 

- E o Nicolas aprendeu muito com a convivência com tantas pessoas?

- Ô, claro! Primeiro, aprendeu que é ótimo ser o centro das atenções. As pessoas não paravam de pedir a ele pra fazer a voz de monstrinho, que ele mesmo inventou, e cantar as várias musiquinhas que ele aprendeu lá. Além disso, ele agora aprendeu a falar “Ai, meu Deus do céu! Puxa vida! Nossa Senhora! e Ai, tadinho…” (risos) Só no Brasil mesmo pra aprender todas essas coisas!

- Ele se comportou bem em todos os eventos?

- Quase todos (risos). A gente foi pro Brasil nesta época principalmente por causa do casamento da Fabiana, irmã do Rafa, com o Bruno. O Nicolas seria um dos pagens, mas infelizmente coincidiu com a hora dele dormir e tivemos que levá-lo embora logo após a entrada da noiva, que por sinal, estava encantadora…

- Então vocês perderam a festa do casamento?

- Não, felizmente ele aceitou bem a companhia da Sueli, e a gente conseguiu voltar. Foi nossa primeira grande festa desde que o Nicolas nasceu!

- E no geral, você lembra de alguma história engraçada pra contar?

- Agora só me lembro de uma na casa da minha tia Rita… Lá tem um ninho de passarinhos com dois filhotes que o Nicolas ficou encantado e toda hora pedia pra ver. Daí um dia, minha tia Tereza com a Thais foram nos visitar. A gente tirou a foto delas com o Nic, mas ele não olhou pra câmera, então minha tia disse “Olha o passarinho, Nicolas!”. Com isso, ele imediatamente se levantou e saiu correndo lá pra fora pra ver o passarinho de verdade… (risos).

 

Taís, Nicolas, tia Tereza

 

- E quais foram outros grandes momentos dessas férias?

- Ah… além de todos que eu já mencionei, sem dúvida o dia que levamos o Nicolas ao parque de diversões, o noivado do meu irmão com a divertida Ana, ver todos os adultos dançando a Galinha Pintadinha com o Nic, a primeira briga do Nicolas de rolar no chão que aconteceu com a priminha Babi por causa de uma mochila (risos), a ida ao parque pra alimentar os patinhos, a paciência do priminho Dudu pra brincar com ele toda hora, o Nic tentando tirar a tatuagem da Patti com uma escova (risos), a visita pra conhecer o fofinho do Yann, o colinho das vovós, titias e da dindinha que não tem igual, as brincadeiras com o tio Nael e a tia Cátia e o mais emocionante de todos, o apego do Nic com o tio Toninho, quem costumava evitar todo e qualquer contato físico e desta vez até carregou o Nic no colo…

 

Diversão pra criança ou... pros adultos? Nas fotos: Patti, Lu, Ana, Rei, Nic, Babi, Dudu

 

 

Vovó São cozinhando ao fundo, Nicolas tirando a tatoo da dinda

 

 

Nic com vovó Stela e tia Marcela

 

 

Rafa, Si, Yann, Lu

 

 

Nicolas com o tio Toninho

 

- Então foi tudo perfeito não é? Houve alguma coisa que vocês não gostaram?

- A única coisa é que descobrimos que o Nicolas é suuuuuper alérgico a picada de insetos, e o que não falta no Brasil são pernilongos. A gente teve que tomar várias medidas pra ele não ser picado, mas mesmo assim não conseguimos evitar sempre e teve dias que ele estava com a carinha toda inchada e muito incomodado com a coceira. E outra coisa chata foi o fato do Rafa ter que voltar pro trabalho após duas semanas de férias. A gente já sabia, mas não deixa de ser chato…

- E como foi a volta à rotina em Vancouver?

- Sem problema. O Nic já está tão acostumado a viajar que não tem mais problemas com fuso horário, e o sono dele até melhorou desde que voltamos. Só uma coisa a gente não se acostuma tão fácil… a falta do calor humano e da presença das pessoas que amamos… Outro dia mesmo, estávamos conversando com minha família no Skype e o Nic pedia o colo da dindinha e da vovó… Essa é a parte mais difícil de se morar fora, sem dúvida…

* * *

Bacana a matéria, né gente? E eles gostaram tanto de me entrevistar que até pediram pra cobrir a festinha de aniversário do Nic, que aconteceu ontem. Mas ó, vou contar pr’ocês: o cachê não é lá grandes coisas não, viu? E acredita que eles só me serviram um suquinho aguado na entrevista no castelo? Sem falar que esse negócio de ficar contando a idade da gente pra todo mundo tá por fora… Bom, tudo bem que eu só tenho 25 e não tenho problema com essas coisas, mas tem gente que não gosta, né? Então achei melhor recusar…

Assim, no próximo post, eu mesma volto pra contar como foi a comemoração dos dois aninhos do Nic, tá? Me aguardem!

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Todo mundo de cara nova… inclusive o blog!

O primeiro a mudar o visual foi o Nicolas.

Eu adiei ao máximo do máximo do máximo pegar o telefone e marcar um horário pra ele num salão lá no Brasil. Sim, porque depois da nossa impecável trajetória de três cortes em zigzag envolvendo choro, gritos e esperneamentos (mesmo em salão infantil com carrinhos modernetes), não dá pra condenar meus dois pés atrás e zero ansiedade pelo próximo evento, né?

E como o cabelo dele já estava parecendo samambaias choronas despencando sobre os olhos e orelhas, não tive outra escolha:

- Você tem preferência de cabeleireiro? – me perguntaram eles

- Hmmm… Dá pra ser o Edward, mãos de tesoura?

- Ha ha! Infelizmente esse tá de férias, pode ser outro?

- Pode sim, mas desde que seja uma pessoa mega experiente, paciente e ágil, tá bom? E se for meio palhacento vai ajudar também. Isso, por que esse menininho aqui não é nada fácil quando se trata de deixar cortar o cabelo dele… vocês vão ver!

Pois talvez tenha sido o exemplo de um outro menininho que cortava o cabelo tranquilamente ao lado, ou a maior predisposição do Nic em dirigir o carrinho do salão, ou o fato do cabeleireiro ser um homem (eu ainda não contei aqui mas o Nicolas tem forte conexão com a figura masculina), ou quem sabe, porque um dos seus vídeos preferidos tocava na televisão à sua frente, ou porque o cabeleireiro tinha muito jeito com crianças e falava “olha, tá chovendo, Nicolas!!!” toda vez que ele molhava o cabelo dele com o spray, ou quizá porque o Nic cresceu e se deu conta que não tem nada demais cortar o cabelo, ou então, simplesmente porque eu falei “vocês vão ver” em tom de ameaça e o universo não gosta dessas coisas e conspirou pra (felizmente!) me contrariar…

Não sei. Fato é, que ele não poderia ter se comportado melhor, do início ao fim. Foi tudo perfeito e até sorriso pra câmera da dindinha ele deu! Parabéns, Nic!!!

Bom, além do Nic, a segunda a mudar o visual é essa que vos fala. Pra quem me conhece, sabe como eu sou zero aventureira com esse negócio de visu. Daí, minha irmã (que já teve o cabelo azul, roxo, verde fosforescente, rosa e agora é loiro) veio e me convenceu a fazer umas tais mechas californianas.

Pois fiz e achei um espetáculo. Há quem diga que fiquei com cara de 15 anos. Ha, ha! Tá bom, 25. Tá bom, 28. Mas mesmo assim, o importante é que não me arrependi!

E com tanta mudança, o que não poderia deixar de mudar também é o blog. Mas eu ainda não terminei. Comecei com um desenho novo pro cabeçalho (que me tomou uns 5 dias de muito trabalho pra terminar), mudei algumas cores, fonte, mas ainda vou mudar mais. Isso porque eu custei a me render ao CSS, mas depois que eu vislumbrei suas infinitas possibilidades, difícil vai ser parar (claro, isso até eu meter os pés pelas mãos!).

Além disso, também estou trabalhando num outro blog bem fofinho, só de ilustrações. Vai ser lá que eu vou colocar os desenhos que eu tenho feito e a partir de onde se pode também encomendar ilustrações. Assim que eu tiver algo inteligível por lá eu passo o link.

No mais, mil beijos pra todo mundo!


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Falando em nomes… e o nome do ganhador?

Oi lindezas!

Então… hoje é o esperado dia do sorteio!!!

- Êeeeeeee!

Mas antes de sortear um nome… deixa eu contar umas coisas sobre nossa última viagem.

- Nããão!!! Buuu! Fora! Faz o sorteio logo!!!

Nossa, gente, calma… Olha… O problema é que eu ainda tô escrevendo os nomes nos papéizinhos…

- O quê??? Pra que isso? Vai gastar papel com sorteio?!!! Buuuu! Usa o random.org aê!!!

Errr… bom, primeiro, o papel é reciclado… E além disso, eu pensei que já que estou sorteando um presente feito à mão, que ficaria bacana fazer um sorteio mais artesanal também…

- Tá bom, vai… Mas não demora muito!

Então tá! Enquanto vou preparando tudo, deixa eu ir contando…

* * *

É que eu tava aqui lembrando, que antes da gente ir pro Brasil, sabe que pro Nic as pessoas não tinham nome? Era assim: tirando Nicus (=Nicolas, tá gente?), mami ou papi, todo mundo pra ele era neném, menino, menina, homem ou mulher. Ele saia apontando as pessoas na rua ou lugares e classificando:

- Aiá, muié, mamãe!

- Isso, muito bem, é uma mulher. Mas não aponta não, tá?

- Aiá, neném!

-  É, um neném, e dos bem bonitinhos!

- Aiá, homem, mami!

- Errr… mais ou menos Nic… Mas olha que cachorrinho fofinho aquele ali!

Daí, a gente foi pro Brasil e de repente todas as pessoas passaram a ter um nome próprio ou uma forma única de chamar. Era vovó, Marcela, Babi, Dudu, Patti, Rei (…). Ele começou até a se divertir com os nomes e substituir nas suas músicas preferidas:

Cai, cai, Fernanda

Cai, cai, Fernanda

Na rua no sabão

Não cai não

Cai arri na minha mão

E adorava ver as titias se derretendo…

* * *

- Aaahh! *suspiros* Que bonitinho… Mas e o sorteio?

Tá quase lá gente… as coisas estão avançando bem por aqui. Olha só, já escrevi o nome de todo mundo. Foram 40 participantes.


* * *

Bom, mas continuando… foi também lá no Brasil que ele percebeu que cachorro, além de ser chamado de au-au, woof-woof e doggy, também tem nome próprio. E foi onde ele se deu conta que cachorros são um dos animais que ele mais gosta na vida, independente do nome que ele tenha ou da forma que ele brinque. Foi o caso da Nina, lá na casa do Yann, que pulou com a maior vontade no peito dele. Ele caiu no chão e ainda bateu a cabeça na parede.

- Buáááá! Buáááá! – chorava ele desconsolado

- Viu? Agora chega de brincar com a Nina, vamos brincar aqui dentro com seus carrinhos – falou o papai

- Nnnnnnnnnão! (é, porque agora ele aprendeu esse NÃO comprido cheio de Ns). Qué mais brincar Nina!

- Mas ela acabou de te machucar!

- Mais Ni-na!

E a partir disso, passou a adorar chamar cada qual pelo seu nome…

- Vem cá, Nina! Vem cá Penéiope! Vem cá Luna!

E por falar na Luna… essa era a mais cotada. E de tanto ser apertada, abraçada e beijada pelo Nicolas (oi, Felícia? Se cuida!) fugia ao primeiro sinal da sombra dele virando a esquina: “Nuuuuuna!!! (=Luna) Cadê você?! Nuuuuna, vem cá!”. E vinha todo triste me perguntando “Cadê Nuna, mamãe? Nuna sumiu! Nicus gosta Nuna.”

* * *

- Aaai, que lindinho ele falando que gosta da Nuna… quer dizer, Luna…  Mas… E O SORTEIO?

Quase… Já cortei e dobrei os papeizinhos ó:

Agora só falta encontrar meu parceirinho pra me ajudar.

- O quê? Como assim?

É que o Nicolas é quem vai sortear, né gente… Peraí que eu vou lá ver onde é que ele está.

(todo mundo com cara de tédio)

Xiiii… ele tá ali assistindo a Galinha Pintadinha… Tá dançando e cantando a música do Pintinho… precisam ver que gracinha… Mas ele falou que logo depois dessa música ele vem.

* * *

Mas então, enquanto isso, deixa eu continuar contando.

E como não podia deixar de ser, né gente, foi também no Brasil que ele se deu conta que ninguém mais chamava a gente de mami e papi (ou mamãe e papai), SÓ ELE. Pois claro que ele se adaptou rapidinho e em poucos dias já chamava a gente pelo nome também:

- Ô Fael! Ô Ciana! Ô Nuuuuu! (=Luuuu)

Tão lindo…

Mas tão lindinho quanto, foi a sua inseparável priminha Babi de 2 anos e meio, achando que meu nome fosse nada mais nada menos que “Mami”. E não parava de me chamar:

- Mami! Vem brincar comigo! Mami! Vem assistir desenho!

Fofinha demais, né gente? Pois olha os dois juntinhos aí na foto…

* * *

Ôpa! Pronto! O Nicolas chegou! Agora sim, o sorteio!!!

- Êeeeeeee! Até que enfim!

Mas antes, gostaria de dizer que vocês merecem! E quero aproveitar pra agradecer a companhia de sempre de vocês, os comentários, a disponibilidade de contar o que cada um mais gosta e claro… a paciência de todos!

Então Nic, tira aí um papelzinho!

Pronto! Sorteou! Agora lê o nome pra mamãe!

É… peguei pesado, né meu bem? Mas mamãe tá brincando… não precisa ler não. Dá aqui, deixa eu ver quem ganhou.

Olha! Foi a Clauo!!!

Parabéns, Clauo! Já estou entrando em contato com você pra que você me mande as fotos e os detalhes pro seu desenho tá? E pra quem não ganhou, depois tem mais!

Beijos pra todo mundo!

 


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A viagem ao Brasil – com glossário

Viagens de avião com criança são no mínimo tensas, e sempre carregam em si um grande potencial pra se tornarem traumáticas, independente do preparo.

A primeira viagem com o Nicolas foi Australia-Brasil, ida e volta, e eu voltei com a certeza de que não teria santo nenhum que me convenceria a colocar os pés num avião de novo nos próximos 15 anos.

Pois um ano depois, estava eu, embarcando numa viagem de um mês e meio com a família entre Austrália e Canadá envolvendo, não somente um, mas múltiplos voos. Pois dizer que fiquei traumatizada seria eufemismo e daí jurei que jamais, em hipótese alguma na vida, voltaria a viajar para terras longínquas de novo.

Três meses depois, estávamos embarcando pro Brasil, de férias.

* * *

Entender como meu cérebro funciona pra tomar certas decisões, isso você jamais entenderá, posto que nem eu mesma entendo. Mas com o seguinte glossário, você terá grandes chances de entender pelo menos, como foi nossa viagem de avião pro Brasil.

Glossário prático em desordem alfabética


american airlines – companhia aérea com aviões velhos, procedimentos esdrúxulos e intermináveis de segurança, e horríveis fileiras de cinco assentos.

lactosice noturna crônica – fenômeno iniciado há um mês e meio, que remete aos tempos idos do gugu-dadá, no qual o Nicolas quer tomar leite a cada duas horas toda madrugada (ressalva: ele está com quase 2 anos).

monstrinho – estado ranzinza,  chiliquento, chechelento e chororô que o Nic atinge sob circunstâncias específicas (e raras, devo acrescentar).

hora monstrenguenta – circunstância na qual o Nicolas dá lugar ao monstrinho. Ocorre sempre que seu horário limite de ir pra cama é ultrapassado. Mas atenção: tal metamorfose somente acontece quando a criança citada se encontra em lugares confinados e/ou entediantes, já que em lugares abertos e/ou divertidos o efeito é contrário (como se ele recebesse uma dose extra de energia mega-power, sabe?).

E a monstrenguice também pode ocorrer quando as doses de leite na madrugada são negadas. Neste caso, o choro pode atingir níveis decibélicos bastante indesejados.

ataque pirirítico – requerimento intestinal abrupto e intenso

chamadas ao juca – vômito e mal-estar provocados pelo movimento de turbulência da aeronave

assentos confinados (figura 01)- os três assentos do meio da horrível fileira de cinco, que restringem idas ao banheiro, esticadas de pernas ou voltinhas com a cria monstrenguenta sempre que precisar.

 

Figura 01 - esquema mostrando os assentos confinados em vermelho

 

 

* * *

Pois apesar da american airlines, do voo marcado justamente pra hora monstrenguenta (que culminou no Nic relutando pra dormir e chorando por uma hora direta), dos assentos confinados, da lactosice noturna crônica que atacou de hora em hora, sobrevivemos todos ao voo da ida.

Já a volta, prometia ser uma mera repetição, uma vez que os horários dos voos e escalas seriam praticamente os mesmos. Somente uma coisa seria diferente…

O Rafa, como só conseguiu duas semanas de férias, teve que fazer uma de suas viagens de trabalho ao Peru, enquanto eu continuei no Brasil. E pra evitar que eu viajasse todo o caminho de volta ao Canadá sozinha com o Nic, combinamos de nos encontrar em SP e daí seguirmos juntos de lá.

Perfeito, né? É, se não fosse o Rafa ter perdido o voo de Lima pra SP…

Abalada, descabelada e faltando pelo menos dois braços a mais pra empurrar tantas malas mais carrinho pelo aeroporto afora, tentei remarcar nossos voos pro dia seguinte. A atendente checa daqui, checa dali e nada. Sem lugares nos voos pelos próximos três dias.

Pois pensando no tanto de coisas que eu tinha pra fazer em Vancouver, pensei que três dias seria tempo demais pra esperar. Respirei fundo e decidi  que eu teria que encarar aquela viagem sozinha mesmo, afinal seria mais fácil pro Rafa conseguir um só lugar num outro voo que três.

Mas gente, ainda bem que Deus protege os insanos mais que nenhuma outra pessoa nesse mundo. Por sorte, fui impedida de viajar já que eu não tinha comigo uma tal de autorização do pai autenticada pra sair do país com o Nicolas…

* * *

E foi assim que o Rafa chegou a SP e ali passamos mais alguns dias à espera do próximo voo disponível. E como choveu, não conseguimos passear, mas recebemos a querida visita da Raquel e do Elves (grávidos do Pedro) e que moram por aquelas bandas…

* * *

E hoje, só fico aqui imaginando…

… se eu tivesse mesmo viajado sozinha, e passado por todas aquelas chamadas ao juca e ataque pirirítico sem precedentes que eu passei no voo de volta, ainda mais estando a gente novamente em assentos confinados… (teria sido the horror! the horror! – mais ainda do que foi).

Daí sim, eu com certeza teria voltado dizendo que pra viajar de novo, só quando tornarem realidade o tal do teletransporte (indolor)…

Pois por agora, só me limito a lembrar como foi bom estar no Brasil…   A única coisa difícil de entender é como é possível ter voltado com mais saudades do que quando fomos… A gente vai pra matar as saudades, mas acaba se enchendo de mais…

E o que faz a gente se encher dessa saudade sem limites é também a razão do que nos faz capaz de encarar essas viagens sempre… seja ela com ou sem criança, com ou sem monstrenguices, com ou sem piriri…

Pois no final das contas sempre vale a pena.

* * *

Nos próximos posts vou contando mais sobre a gente no Brasil.


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Sorteio! Sorteio!

Oi pessoal!

Depois de tanto tempo sem aparecer por aqui, não preciso dizer que estamos curtindo e amando CADA MINUTO nessa nossa terrinha abençoada, né? O Nicolas então, até parece que nasceu e foi criado todo tempo aqui, porque ôôô serelepice viu? Ele não poderia estar mais à vontade e feliz, abraçando deus e o povo (sem ser rechaçado!), cada vez exibindo mais e mais suas habilidades (já que recebe aplausos até mesmo quando respira), e como não poderia deixar de ser, anda falando horrores (muito mais que antes)!  Só posso concluir que ele realmente se encontrou aqui. Coisa de sangue mesmo, né?

E como ainda vamos passar mais duas semanas no Brasil e eu ando mais feliz que nunca, resolvi passar aqui pra fazer um sorteio de uma ilustração personalizada!

Mas primeiro deixa eu contar.

Tudo começou há anos atrás, quando eu era aquela menina magriiiiiiinha de cabelo super alto que pra piorar ainda fez um permanente-estilo-anos-80 que triplicou o volume de suas madeixas, e que sentava lá atrás na sala de aula, tanto pra poder passar o tempo todo desenhando sem os professores verem, quanto pra não atrapalhar a visão dos seus colegas com aquela cabeleira insana.

Eu era aquela menina que sempre gostou de fazer cartões à mão, que pintou vários quadros na adolescência – mas nunca soube cobrar por nenhum, que ia a todas as exposições de arte da sua cidade, e que sempre fugiu das aulas de educação física, mas poderia passar um dia inteiro estudando educação artística.

Aquela menina que no final das contas foi fazer Artes Plásticas, mas depois de um ano viu que não podia pagar pelo material e acabou se formando em Geologia. Que trabalhou cinco anos como geóloga, começou a viajar o mundo, teve um filho lindo, não resistiu e acabou usando-o como inspiração pros desenhos que fazia nos tempos livres da sua nova vida de mãe-e-dona-de-casa-expatriada.

Aquela menina que há poucos meses atrás teve o prazer de conhecer a Fê da Mamma Mini, que a convenceu que tudo isso poderia ser muito mais que um hobby, e agora ela anda se achando… e muito

Então. Pois esta mesma menina agora também anda pensando que quem tem paciência de ler pelo menos parte desse tanto de abobrinhas que ela insiste em escrever nesse blog, realmente mereceria a chance de ganhar um prêmio de compensação e portanto resolveu unir o útil ao agradabilíssimo e fazer o sorteio de uma ilustração personalizada.

Pra participar, você só precisa deixar um comentário neste post contando até três coisas que você mais gosta nesta vida, seu nome e onde você mora. Você pode ser de qualquer parte do mundo, pode ou não ter blog e pode até não gostar tanto de criança, mas tem que gostar da idéia de ter você desenhado (por mim).

A ilustração vai ser algo bem estilizado, não muito fiel à realidade, como o desenho acima que eu fiz pra Fê ou esse aqui que eu fiz do Nicolas.

A pessoa que ganhar deverá me enviar fotos dela e de no máximo sua família (esposo (a), namorado (a), filhos, cães e gatos), além de me contar coisas peculiares de cada pessoa e o que elas gostam. Pra receber o trabalho, o ganhador poderá escolher entre duas opções:

- o desenho pode ser escaneado e enviado em formato digital em boa resolução pra ser impresso,

- ou o original em tamanho A3, pintado em aquarela, pode ser enviado pelo correio com as despesas pagas pelo ganhador (lembrando que eu moro em Vancouver, Canadá).

O sorteio será feito no dia 30 de Setembro de 2010 e o desenho deve ser enviado até 1 mês após essa data (razoável, né gente? Considerando que vou passar duas semanas só pra desfazer as malas dessa viagem…).

Então… tá valendo!


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Chegada da Anita, carteira de motorista, viagem ao Brasil

Gente, pois até eu que sou mãe do Nic, que conheço a fundo as habilidades dele, fiquei impressionada com a entrevista que ele deu no último post… Quanta desenvoltura!!!

E já que ele contou tudo, até mais do que devia…

(Nic, não era pra ter contado que eu chamei a mulher de antipática, nem que eu já tive um amigo com nome de verme! – assim o pessoal vai achar que eu sou muito mais tosca do que aparento ser…)

… melhor que eu assuma o controle desse blog de novo, assim posso  voltar a omitir e inventar o que eu bem entender contar as últimas novidades:

Primeira:

O sono do Nic deu uma boa melhorada depois da chegada da Anita.

Não, gente, Anita não é nenhuma irmãzinha do Nic não… Tudo bem que pra não queimar meu filme eu omito algumas coisas de vez em quando (é, daí vem meu próprio filho e entrega tudo), mas gravidez seria demais, né…

Bom, a Anita é uma linda menina-fada que veio lá do mundo mágico “tupiniquim”. Quem a criou foi a Fabiluli e era originalmente chamada de Menina dos Laços. Ela tem uma expressão serena, um perfume gostoso, um chapéu mágico (mas note bem: só pode ser usado em casos de emergência!) e muitos laços bonitos. E desde que chegou pra fazer companhia pro Nic (junto com a Moey, o macaco e a foca) que as noites têm sido mais tranquilas aqui em casa.

E agora cada dia ele dorme de mãozinha dada com um dos seus companheirinhos preferidos.

Segunda:

O Rafa acabou de tirar sua carteira de motorista canadense! Eeehhh! Passou de primeira, na cara e na coragem. Eu ainda vou esperar mais um pouquinho pra tentar… Ainda tenho que trabalhar nuns detalhezinhos bobos… Nada demais… Só tenho que me acostumar de novo a  não entrar pela porta errada do carro, a dar seta com o botão à esquerda do volante, a dirigir na via direita da rua, a ultrapassar pela esquerda… Tudo detalhes.

Terceira:

Daqui umas três semanas estamos indo visitar o Brasil! Hip hip hooray! Então, a partir de agora, aceito e agradeço qualquer dica de cds com musiquinhas infantis, dvds, livrinhos e qualquer coisa bacana pra criança pra gente comprar no Brasil e renovar nosso estoque em língua portuguesa (lembrando que o Nic vai ter quase 2 anos).

E claro que não posso deixar de pensar, que depois de outra longa viagem e ainda por cima cheia de escalas noturnas, todo o avanço com o sono do Nic pode ficar por um fio, né mesmo?

Então me conta aí Fabiluli, esse, por acaso seria um caso considerado de emergência pra Anita poder usar o chapéu mágico dela??? Ein?


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