O lado cômico da maternidade


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Toda criança quer

Então parabéns pra quem falou “Toda criança quer” na brincadeira do último post!

Fala sério gente, tava moleza de acertar, né não? (haha)

Pra quem não conhece a música, estou colocando o video abaixo. Até onde eu sei não existe um video oficial da música, então roubei um que eu achei bonitinho do youtube mesmo. Vale a pena ouvir, a música é muito linda… eu adoro!!!

* * *

E pra não falar que eu só passei pra isso, vamos à algumas curtinhas, que tal?

- Nic continua chato pra comer. De frutas só come banana e olhe lá. De legumes, só brócolis, mas claro, isso também depende do humor dele. Arroz é sempre bem vindo, desde que não venha com feijão. Ovo e carne são imprevisíveis – um dia adora, vários dias não quer nem ver. Não come sopa, nem macarrão, sem salada, mesmo que venham fantasiados com olhos, bocas ou rodas. Nem uma feijoada caseira linda, gostosa e feita com carne de churrasco (!) como essa ele quis saber… Tem bobo pra tudo…

Mas enfim, descobri que o lado bom dele não comer é que pelo menos não estraga os dentes, né gente? Que esses sim, continuam branquinhos, alinhadinhos e lindos, assim, como se nunca tivessem sido usados, sabe? ;-)

- E sabe que de repente aflorou no Nic uma agressividade que nunca vi antes? Sem qualquer estímulo aparente, de repente ele chuta brinquedos, arremessa coisas, simula explosões e acidentes de carro e cospe no chão (sim, cospe!). Normal isso, gente? É coisa que toda mãe deve esperar no pacote de “meninos” mesmo, ou devo me preocupar?

- E apesar de não comer, energia é coisa que não falta no menino Nicolas. Corre o tempo to-do. Um dos mistérios da natureza. Se estamos conversando com alguém, ele está dando voltas ao redor da gente. Se vamos à biblioteca, ele empilha alguns livros no chão, toma distância e salta os livros. Se vamos ao parque, passa mais tempo correndo ao redor do playground que brincando nele. Enfim, menino ativo precisa de atividade. Né?

+

PS: video feito no único dia com cara de verão que a gente teve até hoje esse ano!

PS2: cuidado com volume do som, minha risada no final é escandalosa! :)

Beijos e até a próxima! :)


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Breakfast with Santa

E parece que o incidente com o Papai Noel com cara de boneco de ventríloquo não deixou traumas no Nicolas.

Final de semana passado fomos tomar café-da-manhã com o Papai Noel (que não era de madeira) e o Nic ficou fascinado… (Viu só? Quando foi que eu achei que fosse tomar café com uma celebridade um dia, gente?). Bom, não que eu planejasse criar esse fascínio nele pela figura barriguda com barba branca (e que normalmente só instiga o consumismo), mas estou tentando manter tudo num nível saudável de fantasia, com a estória do bom velhinho que vem lá do Pólo Norte (ali pertinho, viu?) voando em seu trenó puxado por renas e que faz brinquedos pras crianças que não podem comprar.

O evento aconteceu numa Community Center onde serviram panquecas, salsicha , suco e café/chá (típico café-da-manhã daqui), distribuídos em várias mesas. Teve a presença do Papai Noel que recebeu cada uma das crianças presentes no seu colo e pra minha total surpresa o Nicolas amou… Gostou tanto que chorou querendo ficar mais no colo dele. Daí foi aquele coro de gente falando “oh! soooooo cute….”.

Mas o que a gente mais gostou foi a banda que tocava lá. Gente, assistam esse vídeo pra ver que som espetacular… Eu amei!

O video eu fiz quando estávamos na fila pra entrar, daí adicionei algumas fotos do evento. Não reparem não, mas o Nicolas saiu com carinha de muxoxo todo sério e às vezes até parece que ele estava triste, mas é o jeitinho dele mesmo. Ele fica com essa carinha quando está observando tudo com atenção. Mas como todas as crianças ele também se soltou, dançou, riu e bateu palmas… só que nessa hora eu não quis saber de registrar … Afinal, quando é que eu tenho oportunidade de dançar uma música boa com uma galera animada? :-)

- Mas mamãe, a “galera” era só de crianças de no máximo 5 anos de idade!

- Iiiiii Nic, me deixa!


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Bright Nights e quero passear de carro!!!

O Nic ama passear de carro. AMA!

Tanto, que agora deu pra dizer que ‘quer passear de carro’ toda vez que passa por uma experiência traumática.

Por exemplo, outro dia ele caiu e sofreu um cortezinho acima da sobrancelha e no meio do choro a única coisa que ele sabia gritar era:

- Qué passear de carro! Qué passear  de carro!

Passados uns dois dias, ele vomitou o almoço todo na roupa. Eu não sei explicar, mas o Nic costuma vomitar assim, do nada de tempos em tempos, mas sem estar passando mal. Daí ele chorou muito, porque esse negócio de vomitar não tá com nada (principalmente quando eu sei como é difícil fazer esta comida entrar!) e no caminho pro banho, lá vai o Nic chorando e gritando:

- Qué passear de carro! Qué passear  de carro!

Tadinho, foi aí que eu percebi que passear de carro pra ele é seu estado idealizado de bem-estar e funciona como uma válvula de escape pra qualquer experiência ruim que ele esteja passando.

* * *

Daí que outro dia fomos no Bright Nights no Stanley Park. O Bright Nights é um evento de Natal com um clima de magia muito bacana, onde eles decoraram as árvores dentro da floresta do parque com 2 milhões de luzinhas coloridas e pessoas vestidas de personagens infantis, e fica parecendo um mundo encantado.

A gente pega um trenzinho que vai percorrendo todo esse caminho, super frio por sinal, ao som de musicas natalinas. O passeio dura uns 15 minutos, mas é tempo suficiente pra gente esquecer de tudo ao redor e se teletransportar pra esse mundo fantástico.

Quando o trenzinho voltou pra estação fomos ver as outras atrações, entre elas o Papai Noel. Só que detalhe: o Papai Noel e todos os ajudantes eram de madeira e com movimentos mecânicos. As cabeças giravam de um lado pro outro e as bocas abriam e fechavam como aqueles bonecos de ventríloquo, todos coordenados.

No que eu me preparo pra tirar uma foto da figura, passa um garotinho na minha frente com cara de apavorado e gritando “qué passear de carro! qué passear de carro!”.

Não precisa dizer que era o Nicolas e que ele tinha acabado de ver o Papai Noel, né? E pelo tamanho do susto dele você calcula como era simpático o tal boneco e sua turma. #freaky

Apesar desse pequeno incidente, o passeio todo foi nota 10!

Nic, já recuparado e posando pra foto com um outro Papai Noel - esse, de plástico. #simpaticão

* * *

E já que a gente tá falando de Natal, queria aproveitar pra deixar duas dicas de presentes simples e bacanas.

  • O primeiro é um jabazinho pra minha talentosa irmã Patti que está fazendo uns chinelos com decoupage lindos! Esse da foto ela fez pro Nicolas, em tamanho maior pra ele usar depois que o inverno aqui acabar. E ele simplesmente adorou o cachorrinho! Fofo demais, né? Pra encomendar um e ver outros motivos, passa lá no blog dela, o Decoupatti. (E ela mora no Brasil, viu gente?)

  • Outra dica são dois cds com cantigas de roda personalizadas que eu encomendei pro Nic quando fomos ao Brasil. Quem faz é a Oficina de Criatividade, que grava várias canções de roda, só que usando o nome do seu filho. Uma das músicas é:

Marcha, soldado, cabeça de papel

Quem não marchar direito, vai preso no quartel

O quartel pegou fogo, o Nicolas deu sinal

Acode, acode, acode, a bandeira nacional

Vocês já viram coisa igual? Gente, eu amei!!!

Beijos!!!



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21 meses nicolando

É Nic, você está me saindo um verdadeiro rapazinho, sabia, meu bem? Todo esperto, falante, independente e tão carinhoso… É difícil explicar, mas sinto que por trás dessa carinha sapeca existe tanta maturidade em você. Às vezes, chego a ter a impressão que não tenho nada pra te ensinar, que você já sabe tudo.

Um exemplo disso é quando te observo brincando com outras crianças.  Sem muito esforço da minha parte, você é carinhoso e gentil com todas elas; até hoje não revidou se alguém te empurra, nunca brigou por brinquedo nem por nada e pra minha admiração você só escolhe os brinquedos que ninguém está brincando. Eu não sei se esse comportamento vai durar pra sempre – talvez não – mas já vibro com esse seu jeito “cavalheirinho” de ser de agora.

Outro dia, tinha uma menininha sentada chorando no parque, você lembra? e o que você fez? Chegou perto, se agachou pra olhar bem na carinha dela e deu seu (amado) trenzinho pra ela. Por pouco quem não estava chorando era eu… :-)

Já em casa, as pequenas birras começaram, mas felizmente nunca duram muito tempo. Você chora e me bate quando é contrariado, daí eu olho nos seus olhos, te explico porque não pode e na maioria das vezes você aceita e vai brincar feliz. Outras vezes tenho que te distrair com outra coisa, e em pouco tempo você nem lembra mais que queria aquilo.

Mas bonitinho mesmo é quando você apronta uma travessura e você mesmo fala “danadinho” ou “sapeca”. Em geral isso acontece quando eu te pego mexendo no computador. Você fala “Ícus sapeca” e começa a digitar e a mexer no mouse bem rápido, como que pra aproveitar ao  máximo enquanto eu não te tiro de lá. E ri muito quando eu te carrego de lá te fazendo de helicóptero (segurando você pelos pés e mãos juntos, como uma trouxinha de roupa e fazendo tu, tu, tu, tu, tu).

E além das tantas coisas que você fala, também escuto com cada vez mais frequencia você dizendo “por favor”, “licença” e “obrigada”. Ah, notou, né? Isso mesmo,  você fala “obrigad-a” como a mamãe. Ou se é pra outra pessoa, “thank you”. Sim, porque mesmo a gente só conversando em português com você, você já sabe várias palavras em inglês também.

E agora, felizmente tá mais independente pra dormir também, né meu bem? Antes tinha que segurar a mão da mamãe pra pegar no sono e toda vez que acordava de noite, agora já não precisa mais (apesar de continuar acordando muito de noite). E desde ontem que tem ido tirar as sonecas sem eu precisar estar por perto. Só vou lá, te ajudo a subir no berço, te cubro com sua adorada colcha de carros, dou beijinho e saio – e você dorme sozinho. Daí, quando me lembro que até os cinco meses você só tirava soneca no meu colo – pois era a única forma de você dormir – custo a acreditar que tudo já avançou tanto, e  o melhor: que tudo tem sido no seu tempo.

E no mais, você agora conta até cinco, já não chama mais toda criança de neném e agora sabe que existe menino, menina, homem e mulher (tá vamos deixar os gays pra uma outra etapa…), sobe na cadeirinha pra comer, fecha o cinto de segurança e põe a bandeja sem ajuda, repete tudo o que os outros falam, seja em português, inglês ou chinês (!), conta o que fez no dia e o que quer fazer usando frases quase completas (Ícus foi parque, brincou balanço, brincou escorregador, caiu, machucou boca, etc. Agora Ícus quer passear de carrinho, quer brincar parquinho, quer tirar foto, etc). E fala tudo com aquela voz grave… ou aquela voz “cheia” como bem descreve sua madrinha.

E aqui, um videozinho de você cantando “Cai, cai balão” e “U-á-quá-quá”, os grandes hits do momento aqui em casa.

* * *

E pra quem interessar, essas são as letras das musiquinhas que ele canta no vídeo:

Cai, cai balão

Cai, cai balão

Na rua do sabão

Não cai não, não cai não, não cai não

Cai aqui na minha mão

~~~~~

O sapo, o sapo

Que mora na lagoa

Não tem, não tem

Rabinho e nem orelha

U-á-quá-quá

U-á-quá-quá-quá-quá


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5 bons motivos pro Nicolas ser um partidão quando crescer

1. Tem um gingado danado de lindo. Dança no ritmo da música, balança os ombrinhos, agita as mãozinhas imitando a coreografia, sabe sapatear e até mesmo cantar!

2. Asseadíssimo. Todos os dias, depois de ter jogado toda sua comida pelos ares comer tudo comportadamente, Nicolas ajuda sua mamãe a limpar sua bandeja, tarefa que ele executa com primor e entusiasmo (claro que não é culpa dele que a bandeja tenha aquelas bordinhas ao redor, que impedem um melhor resultado, né?).

3. Independente. Tão independente, que já quer comer sozinho – tá aí uma característica que talvez seja subestimada por você, amigo leitor, mas lembre-se que se hoje ele começa a querer comer sem ajuda, amanhã pode estar servindo sua própria comida no prato ou até me arrisco a dizer, ajudando a mamãe a lavar os pratos, huh? (e sim, o otimismo é uma das minhas qualidades :-)).

4. Aberto ao diálogo. Articulado com as palavras, tem um vasto vocabulário, ri com você e adora um bom diálogo, e só a gente sabe como dialogar é importante, né mulheres? Esse video ficou enoooorme, mas eu não quis editar muito pois sei que principalmente a familia vai adorar assistí-lo, então vai longo mesmo.

5. E claro, é lindo e um tremendo de um simpaticão…

* * *

Ei! Pssssiu! Agora vou te confessar um coisa. Mas bem baixinho… vem cá, vem cá: “Eu sei, também tô achando isso tudo excesso de corujice, né não? Pois é nesse ponto, que me uno à Roberta na seguinte reflexão: imagina que ele mal completou 16 meses e eu já estou nesse nível de corujice… Agora já pensou no tipo de sogra que serei no futuro? Já pensou? Eu sei, a coisa é grave… Mas abafa, abafa. Fica só entre a gente, tá?”

* * *

Pronto, agora não precisamos cochichar mais não. Então deixa eu te contar em que pé estão as coisas aqui com a mudança.

Bom, no momento, estamos na batalha pra vender a maior parte dos móveis, mas por um preço razoável, sabe. Olha só o que anda acontecendo: ítem foi comprado por $1.000, a gente pede $300.00 (trezentos!), galera quer dar $50! Dá não, né? Pelo menos algumas coisas a gente vai poder levar, pois felizmente a empresa vai pagar o transporte, mas eletrodomésticos não tem jeito mesmo, temos que vender… Sabe o focinho da tomada? Pois é, no Canadá é completamente diferente…. e isso, sem falar da voltagem, né?

O sofá também já foi vendido, pois era grande demais, e no momento estamos todos compartilhando a área de lazer do Nic em tempo integral. Ah! E lembra do som que o Nicolas gostava de brincar?  Também já foi – mas claro que sem o aparato plástico… imagina que tava encarecendo demais o produto… :-)

Então é isso, depois conto mais.


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Quando num ‘click’ você percebe que seu oponente é da pesada

ON“Um, dois, três, láááá vaaaamos nós… Nóóós, que nasc…” Click!

OFF

ON“… ovo, que vivemos na fazenda, que cant…” Click!

OFF

ON“…. no co-có coral…” Click!

OFF – Risadinha do Nicolas.

“Nic, não faz isso não, meu bem!”  grita a mamãe lá da cozinha.

ON“…azá, uma tripla sertaneja, levamos a vi…” Click!

OFF – Mais risadinhas do Nicolas.

“Nicolas! Pára com isso, deixa a música tocar.” – fala a mamãe com tom de mais autoridade.

ON - “…ípio, um cavalo muito legal…” Click!

OFF -  Nicolas achando muita graça.

“Pronto, chega. Essa farra vai acabar logo. Você vai ver o que vou fazer!” – ameaça mamãe procurando algo pela casa.

ON“…aixo no co-có coral. E quem vem lá?… e quem vem l…” Click!

OFF – Nicolas ri muito.

“Aqui! Achei o que eu precisava!” –  se aproxima mamãe com uma pecinha branca e uma fita adesiva na mão. Nicolas sorri pra mamãe e estende a mãozinha, achando que aqueles objetos são pra ele. Mamãe se desvencilha e rapidamente faz alguma coisa no som. “Pronto, resolvido!”

ON“… eçando… Tá na hora do Cocoricó, tá na hora da banda do Júlio/ O Júlio na gaita e a bicharada no vocal, cantando um rock rural…cocoricó…” Nicolas não acha graça nenhuma, mas logo logo esquece e vai dançar sua musiquinha.

* * *

Daquele dia em diante, mamãe passa então a ligar o aparelho de som com grande precaução. Olha pros dois lados pra se assegurar que o Nicolas não a observa, pega um objeto ponteagudo qualquer e Click! liga o aparelho. E a cada vez que faz isso, não consegue evitar o sentimento de orgulho por sua grande proeza. Finalmente ela conseguia ouvir música sem interrupção de novo.

Então num belo dia, mamãe resolveu escutar Radiohead, uma de suas bandas preferidas. O Nicolas também curte o som, talvez porque tenha ouvido bastante enquanto estava na barriga da mamãe. E como bom companheirinho que é, enquanto ouvia a música, embarcou na experiência e tratou também de adaptar seu visual ao estilo da música.

ON “… I’ll take a quiet life /A handshake of carbon monoxide / No alarms and no surprises…” Mamãe se deixa levar pela música e canta junto. “Nooooo alarms and no surpr…” Click!

OFF – “…ises… Noooo alar… ms…” (fade)

E ao perceber que canta sozinha, mamãe olha assustada na direção do aparelho de som e encontra o Nicolas com um sorrisão na cara e com uma das alças dos óculos jeitosamente posicionada dentro daquela estreita fissura do aparato plástico, o qual deveria impedir o acesso do pequeno Nicolas ao botão de ON/OFF  por pelo menos algumas semanas mais.

Click!

ON“… noooo alarms and no surprises, please…”

Glup! Mamãe engole em seco. Naquele momento ela havia conhecido o real tamanho do seu oponente.


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Terceira parada: Shark Bay (parte 1)

Apesar da paisagem monótona, a viagem até chegar em Shark Bay não podia ter sido mais descontraída. O Nicolas estava super bem humorado e a cada minuto adicionava mais uma palavra ao nicolês e ele próprio rachava de rir da sonoridade de cada invenção. Puá-puí! Puá-pití! Pitiá-pitiá! Tsé-tsé! Ápo! Babú! Entendeu alguma coisa? Nem eu. Mas com certeza pra ele faz o maior sentido, pois até hoje vive repetindo essas mesmas palavras, principalmente quando está brincando sozinho.
Além disso, também nos divertimos cantando suas músicas preferidas, que ele inclusive já sabe pedir. Quando ele fala “iá, iá, iá!” quer dizer “Old MacDonald had a farm, ya-yay-oh”, “bábábá” é a música da ovelha com seus sacos de lã, e quando ele põe as mãozinhas pra cima agitando os dedinhos é “Twinkle, twinke little star”. Tá vendo? Pra quem só sabia o “Sapo não lava o pé”, dá até pra dizer que meu repertório de músicas deslanchou né? :-)

Imagem de satélite de Shark Bay mostrando Denham, onde ficamos (estrela vermelha) e Monkey Mia (amarela).

E foi assim, que entre um puá-puí e um bábábá, chegamos a Shark Bay (ou Baía dos Tubarões). Shark Bay é o ponto mais ocidental da Australia, considerado Patrimônio da Humanidade pelo seu ecossistema único que preserva águas hipersalinas com “fósseis vivos” (estromatólitos), o maior manto de ervas marinhas do mundo (seagrass), além de tubarões, golfinhos, tartarugas, centenas de espécies de peixes e alguns mamíferos raros.   

Nossa primeira missão era promover o encontro do Nicolas com os golfinhos. Eles costumam visitar a praia em Monkey Mia, a 20km de onde estávamos hospedados, todos os dias pra serem alimentados. Mas diferente dos pelicanos em Kalbarri, seus horários são totalmente imprevisíveis e infelizmente nos desencontramos todas as vezes que tentamos.    

Assim, resolvemos pegar um tour de barco no dia seguinte, que segue a usual rota deles em alto mar. A primeira parte do passeio foi bem interessante, pois visitamos uma estação marinha de cultivo de pérolas. E enquanto ouvíamos a explicação, o Nicolas se distraia fazendo barulho (oops!) batendo numas bolas de isopor que encontrou por lá… Depois vimos os amigos golfinhos, um aqui outro lá, mas não conseguimos nenhuma foto muito nítida. O Nic, que estava com sono nessa hora e foi dormir, não viu nada…   

    

De volta pra terra, tinha muita coisa pra fazer, mas a maior parte com acesso somente com 4×4 (não era o nosso caso). Então fizemos o básico: conhecemos o aquário de tubarões da reserva marinha (com parada pra comer a comidinha da mamãe – que ainda precisa ser levemente triturada…),  

  

 e algumas praias e rios nos arredores. Ou simplesmente aproveitamos pra relaxar na pousada… 

Pousada onde ficamos

Denham - a cidadezinha de Shark Bay

  

 Mas a parte mais emocionante, vai ter que ficar pro próximo post (sorry), que foi o voo panorâmico, a visita aos impressionantes “fósseis vivos” e à praia de conchas. Prometo escrever o próximo post mais rápido!  


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O sapo nao lava o pé

Não é tarefa nada fácil se tornar pais pela primeira vez com aquela nossa conhecida total falta de experiência prévia e ainda sem a ajuda de ninguém.

Sabe como a gente aprendeu a dar banho no Nicolas? Assistindo videozinhos explicativos na internet. “Ahhhh! Então é assim que segura o bebê na banheira?!” O video era muito bom, mas não ensinava como tirar o bebê e enrolá-lo na toalha ao sair da banheira. Tive que desenvolver a técnica eu mesma. E o medo de deixá-lo escorregar e cair no chão? Nem te conto! Mas a técnica é boa e tudo sempre correu bem.

Quanto à temperatura da água, nunca nem pensamos em arriscar. Compramos logo um patinho que mede a temperatura.

E trocar fralda? Foi na marra mesmo. Não aconteceu nada tão ridículo como naquele filme “Os três solteirões e um bebê” quando um deles coloca a fralda na menininha e a fralda cai no chão quando ela é levantada, lembra?

Mas até a gente aprender bem, a fralda do Nicolas vazou muitas e muitas vezes. Até descobrirmos que tinha que colocar a fralda bem justinha na perninha e depois passar a mão pra não deixar nenhuma beradinha virada pra dentro… Ufff… Demorou, viu? Bom, muuuuito de vez em quando a fralda ainda vaza, e nesses casos digo que o motivo é um verdadeiro mistério pra nós.

Pois é, depois de tudo isso, acho que é até maldade cruxificar a gente por achármos que a música o “O sapo não lava o pé” ainda fosse um hit infantil.

Descobri que essa singela musiquinha já estava ultrapassada quando eu cantei pro Nicolas lá no Brasil e minhas cunhadas racharam de rir e me disseram  “Luciana, essa música é bacaninha, mas não sei se você sabe, mas já existem outras mais atuais…”

É vivendo e aprendendo.

Assim, como eu quero ser uma mãe antenada e “ligada nas parada”, a cada dia aprendo uma musiquinha diferente. Já sei um monte, viu? E atuais!

No entanto… tem coisas que a gente não consegue se livrar assim tão facilmente… Mesmo com um repertório novo eu ainda me pego cantando o “Sapo não lava o pé” pro Nicolas. E pra quem não está familiarizado a letra é assim:

“O sapo não lava o pé

Não lava porque não quer

Ele mora na lagoa e não lava o pé porque não quer

Mas que chulé!”

E no final, eu abano a mão na frente do nariz. Daí o Nicolas aprendeu isso e toda vez que eu canto a música ele faz o gesto. Todo estabanado, é claro. :-) E não só no final, mas durante a música toda.

Agora eu pego ele várias vezes abanando a mão na frente do nariz, como que me pedindo pra cantar a música. Eu canto e ele fica na maior felicidade.

Acontece, que depois de tanto cantar ele já não diferencia música nenhuma e faz o gesto pra qualquer música! Eu canto a música dos patinhos – ele abana a mão. Da estrelinha – abana também. Uma música dos Beatles – abana. Cantou qualquer música, tem que abanar o chulé.

É… acho que até ele aprender a diferenciar as músicas e coreografias, ou EU aprender a cantar melhor (é, talvez esse seja o problema!), o sapo volta a ser o hit do momento.

Bom… pelo menos aqui na Nicolândia!

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