O lado cômico da maternidade


15 Comentários

Ho ho ho! Feliz Natal!

Outro dia fomos à biblioteca e logo na entrada havia uma seleção de livros infantis sobre o Natal. Eu peguei um falando sobre a história de Jesus, mas enquanto eu lia, Nic não parecia estar minimamente interessado. Ele brincava com um quebra-cabeças de caminhão e ainda de costas pra mim. Mas continuei lendo. Então, chegou na parte que os três reis magos levam os presentes pro menino Jesus e eu disse “um levou ouro, outro incenso e o outro mirra”.

Nessa hora Nic vira pra mim com cara de bravo e diz: “mirra não, ele levou foi um carrinho pro neném!”

Rá! então ele estava sim, prestando atenção!

(Depois dessa (e tantas outras), acho que ninguém fica admirado por eu ter tido que fazer um carrinho sendo dirigido por um boneco de neve como enfeite pra nossa árvore de natal, né? :D)

* * *

E pra você que espera ganhar do Papai Noel um carrinho, uma boneca ou espera mesmo é ter muita saúde, o meu desejo de um Feliz Natal com tudo aquilo que te faça feliz!


25 Comentários

Eis que Nicolas dorme a noite toda…

(ó, o post é graaaande, mas com esse assunto não tinha como não ser, né?…)

* * *

E minha primeira e mais esperada resolução do ano já começa a acontecer! Gente, tô de cara com a força cósmica que uma resolução oficial, com direito a post e tudo, pode ter. Funciona mesmo! (sei, não corre atrás não pra ver…)

Pois imagina você, que no primeiro dia deste ano eu fechei meus olhos pra desejar do fundo do meu coração pelo menos 5 horas de sono completas (melhor não pedir demais, né?), daí acabei dormindo (oi? depois de tanto tempo sem dormir, não dá pra sair fechando ozói assim não) e quando acordei assustada com o Nic me escalando, me vi decidida a mudar essa condição de total sleep deprivation e fiz dessa minha grande resolução do ano.

Pra quem não sabe, vou fazer um resumão dos últimos dois anos e dois meses pra vocês entenderem o perrengue que tem sido aqui em casa (Nic não é Lulu, mas tem sido páreo duro, viu?):

0 a 2 meses – não dormia nem de dia nem de noite, recusava peito chorando horrores

2 a 5 meses - descobrimos o tal do refluxo oculto, medicação ajudou. Acordava a cada duas horas pra mamar, como a maioria dos bebês.

5 a 8 meses – passou a acordar umas 20 vezes por noite (sem exagero) chorando muito, às vezes não dormia nada. Só voltava a dormir se embalado no colo, em pé. Acordava ao ser colocado na cama. Diagnóstico: o refluxo atacava de novo, desta vez mais forte que nunca.

9 a 14 meses – Tempo que passamos tentando acertar o remédio e a melhor dose. Melhor noite: 3 horas de sono direto.

15 a 17 meses – refluxo finalmente se rendeu e o Nic parou de mamar à noite. Sono melhorou muito. Primeiras vezes que dormiu uma noite completa e no próprio berço. Hooray!

18 a 20 meses – período de muitas viagens e a mudança pro Canadá, Nic voltou a dormir com a gente, sono mais agitado. Desenvolveu a mania TERRÍVEL de dormir beliscando as costas das nossa mãos. Sim.

20 a 27 meses (até uma semana atrás!) – período em que mudamos de país, Nic largou a chupeta, a mamadeira, passamos férias no Brasil e papi começou a viajar com frequencia. Daí, Nic passou a acordar a cada duas horas, se sentava na cama e chorava. E pedia o que vinha à sua cabeça: qué leite, qué água, qué trator, qué passear de carro, qué tirar meinha, qué ver caminhão lá fora, qué arrumar o travesseiro, qué comer arroz com feijão. E chorava muito, tendo ou não o pedido atendido. Custava a voltar a dormir e duas horas depois começava tudo de novo.

E eu a um passinho de ficar completamente louca. Juro pro’cês.

* * *

Mas o que será que fazia ele acordar tanto?

Eu, o Rafa e qualquer um que um dia teve a boa vontade de querer nos ajudar (muito obrigada, de coração!), cogitamos: (i) mudanças demais: verdade. Mas depois de 7 meses sem nenhum avanço? nenhuma noite bem dormida? estranho. (ii) problema de saúde? refluxo outra vez? alergia? verme?? (juro que pensei de tudo!): fomos à médicos aqui, médicos no Brasil, usamos homeopatia, remédio anti-refluxo, leite de soja, nada fazia melhorar – sem falar que ele nunca reclamava de dor. (iii) ansiedade de separação? ok, crianças sempre passam por fases de mais apego, normal. Mas por Deus: ele passava o dia todo comigo e ainda dormia na nossa cama!!! (iv) o que mais? molares? nem sinal. fome? acordava mesmo quando comia super bem. terror noturno? não, ele não acordava apavorado. claridade? não, o quarto era todo escuro. calor? frio? barulho? o que? o que?

Foram várias teorias, vários experimentos. Nada funcionava. E enquanto isso, a soneca da tarde seguia prodigiosa e estava cada vez mais longa.

Daí, há precisamente uma semana atrás, aconteceu de eu passar uma noite TOTALMENTE acordada. Eram 5 da manhã, eu exausta, os carneirinhos exaustos de tanto pular a cerca pra nada, e eu me levantei com a macaca. Estava feroz. Me preparei um chá, acendi uma luminária na sala, peguei lápis e papel e fui reler “the no-cry sleep solution for toddlers and pre-schoolers”, da Elizabeth Pantley.

* * *

Problemas que eu detectei:

1. Rotina

À medida que eu lia o livro, uma mesma palavra saltava a cada página – rotina, rotina, rotina. Criança tem que ter rotina!

Me pus a pensar. O Nic tinha uma rotina… Brincava ou passeava de manhã, almoçava ao meio-dia, dormia após o almoço, fazia lanche, assistia videos, jantava, tomava banho e… É, aí variava, dependendo do dia… Mas fato é, que independente do que a gente fazia, a hora de dormir era sempre uma batalha.

Até que há meses atrás a gente tinha uma rotina bem consistente e legal pra ele ir dormir, mas com o tempo, o fato da gente se esforçar pra mantê-la e mesmo assim ele não dormir, foi nos desanimando e acabamos por abandoná-la. Sim, porque pra se manter uma rotina, se colocar totalmente disponivel todos os dias, sem correria pra terminar e ainda com boa vontade, não é tarefa fácil não – principalmente se não tem o efeito esperado.

2. Televisão

Ajuda muito, mas somente aos pais, não às crianças. Além de todos os malefícios que a televisão pode causar à uma criança, também fiquei pensando que o fato do Nicolas assistir à tarde ou até antes de dormir talvez estivesse fazendo com que algumas imagens ficassem voltando à cabeça dele à noite, e por isso o sono TÃO agitado.  (Haja visto que até à mim isso já aconteceu, quando cismei de assistir direto uma temporada inteira de Desperate Housewives e eu acordava várias vezes à noite achando que eu era a Bree Van de Kamp).

3. Dormindo muito tarde

De acordo com o livro, criança que dorme mais cedo, tende a dormir melhor e mais. Antigamente ele costumava dormir por volta das 19, 19:30. Mas com a mudança pro Canada em pleno verão, quando o sol se punha às 22h, era difícil convencê-lo a ir pra cama cedo. Com a chegada do inverno, às 16:30 já estava escuro, mas mesmo assim não era fácil mudar o hábito já adquirido.

* * *

O plano de ataque

Assim, reformulei toda a rotina do Nicolas e me propus a segui-la no matter what. Menos tv e só pela manhã. Mais música, mais atividades, mais natureza. Soneca mais cedo, cama mais cedo. E por fim, uma rotina motivadora e indutora ao sono (brincadeira calmas, musiquinha, livros).

Pra isso, a Pantley sugere criar um livrinho pra ler antes de dormir mostrando a rotina deles com fotos de revistas ou deles mesmo. Eu, como tinha que resolver aquele negócio djá, peguei um álbum pequeno de fotografias que estava vazio e fiz uns desenhos rápidos da rotina que eu queria pra ele. Sem muito detalhe nem muito colorido (lembra que eu tava exausta, né?). E instituí o sistema de adesivos pra ele colar nas páginas em branco no final do livrinho, sistema que funciona bem pra ele escovar dentes.

(A Simone já tinha me dado uma ótima sugestão de fazer cartazes – um com uma foto dele dormindo, outra dele comendo, e colocar adesivos em cada pra toda vez que ele dormisse a noite toda e comesse bem. Achei perfeita a ideia e até fiz, mas ele queria ficar com o tal cartaz na mão pra ficar vendo os adesivos. Então a ideia do livrinho pequeno veio a calhar, pois dá pra ficar do lado dele.)

* * *

O resultado

E naquele mesmo dia, sem assistir televisão e seguindo sua nova rotina, ELE FINALMENTE DORMIU A NOITE TODA!!!!  Ju-ro. Assim, como também dormiu todas as noites seguintes até hoje. Juro duas vezes!

Ai, gente, me belisca pra ver se não estou sonhando, vai! Não, não me belisca não, que se eu estiver sonhando, é porque estou dormindo e se estou dormindo é porque o negócio tá bom de qualquer jeito.

* * *

E eis a nova rotina, começando após o jantar e todo dia fazendo exatamente na mesma ordem

* Ele ama tomar banho e o momento de brincar com ele no quarto, envolvendo mami e/ou papi, tem sido um dos pontos altos de sua rotina pra dormir. É aí que ele também toma seu leite (olha o desenho do copo de leite dele no chão!). E o Nicolas tem ficado realmente entusiasmado com a “hora de montar os joguinhos” e os dias que o papai está, tem até musicas com violão pra acompanhar…

* Neste caso, os adesivos são pela escovação de dentes e por ter feito xixi no penico. E ao invés de estrelinhas, dou adesivos do Toy Story, Carros, etc, sempre variados, daí nem precisa de prêmio a cada x adesivos, pois pra ele os adesivos bastam.

* E sempre termino lendo esse mesmo livrinho, e enfatizando bem a ultima parte em que o Nicolas dorme a noite toda. E no final do livro revemos todos os adesivos que ele já ganhou até ali, o que serve de incentivo pra ele continuar dormindo bem.

* * *

E as conclusões…

- às vezes temos a falsa crença que dormir uma noite completa só depende deles, mas agora vejo que muitas vezes depende mais da gente, sabe?

- há crianças que dormem com ou sem rotina elaborada ou muito consistente, mas pra outras, como o Nicolas, pode ser essencial. Sem falar que ter uma rotina gostosa antes de dormir é beneficial pra qualquer uma – primeiro, pois é um momento só delas e dos pais, e outra é que elas adoram consistência e saber o que vem depois.

- sabendo o que vem a seguir e seguindo uma rotina tranquila, é muito mais raro que a criança brigue pra ir dormir, pois se torna algo natural pra ela

(e o próximo passo, que venho tentando todos os dias, mas sem muito sucesso ainda, é convencê-lo a dormir na própria cama. Mas vou falar que só dele estar dormindo a noite toda já nem estou dando tanta importância pra isso… E viva o bom sono!).


10 Comentários

E o amiguinho secreto é…

Gente, pensa bem. Não é sempre que temos a oportunidade de conhecer uma pessoa meiga e atenciosa, um menininho fofíssimo e um blog super acolhedor ganhando um presentinho e cartinha primeiro, não é?

Pois foi assim, desta forma especial, que viemos a conhecer a Ilana e o Raphael (que inclusive agora tá andando!) através de suas histórias muito bem contadas no 1 + 1 são três.

E por que isso? Ora, porque o Raphael é o amiguinho secreto do Nicolas!!! Eeeehhh!!!!

Agora o recado é do Nicolas pro Raphael, viu gente? Mas ó, só pra ele!!!

O^O

Ei! Psiiiiiiu! E esse olho grande aí, hein? Eu não falei que o recado é só pro Raphael? Nossa, que povo mais indiscreto, meu Deus…

Então aí vai:

“Querido Raphael, essa foi a primeira vez que eu participei de uma brincadeira assim e gostei muito de ter tido você como meu amiguinho secreto! Parece que você adivinhou meu gosto, sabia? Mamãe deve ter contado que eu adoro brinquedinhos de montar, mas você me surpreendeu com o quebra-cabeças de madeira de dinoussauro. Eu amo os dinos!!! E cada um tem uma cor diferente! Muito legal!

Você também mandou um livrinho lindo, lindo. Mamãe também ficou fascinada e por um instante achei que ela tinha a minha idade… hahaha… essa mamãe… O livrinho é sobre um aprendiz de mago. Eu não sabia o que era isso, mas mamãe me explicou fingindo que transformava vários objetos em outros com uma varinha. Ai, ai… achei tão divertido… Principalmente quando ela me transformou num treinzinho! Eu adoro trenzinhos e saí pela sala falando Piuí! Piuí!!!!”

Hm, hm! Nic, e sobre o livrinho?

“Ah, sim, voltando ao livrinho… Desculpa, Raphael, mas eu só tenho dois anos e ainda sinto uma grande dificuldade em me focar em uma coisa só, sabe? Você deve me entender… Mas o livrinho conta que os truques do pequeno mago nunca dão certo.

Por exemplo, ele queria molho pro macarrão dele…

Mas com o feitiço, tudo o que ele conseguiu foi transformar o macarrão em cobras!!!

Eu adorei!!!

E olha eu  lendo o livrinho dentro da mala, Raphael! É, porque aqui em casa tem malas e caixas por todo lado. Mamãe diz que é porque estamos de mudança, mas eu acho mesmo que é porque ela adora brincar de colocar e tirar coisas das malas e caixas, assim como eu!!! Aposto que é isso!

E pra completar, você ainda mandou um cartãozinho super carinhoso que a mamãe leu todinho pra mim.

Muito obrigado por tudo, amiguinho, mais ainda pela gentileza de mandar tudo pra tão longe… Também queria aproveitar pra te dar os parabéns já que agora você está andando! Iuuupeee! Você vai ver como sua vida vai ficar ainda mais emocionante! Nada mais estará fora do seu alcance! Confia em mim, eu já passei por isso!

Um abraço grande pra você,

do ‘Nicoias’.”

* * *

Ai, que menino prodígio esse meu filho, tão pequeno e já escrevendo tão bem… :-)

Bom, e sobre a amiguinha do Nicolas… parece que ainda não recebeu nosso presentinho… Estamos torcendo pra que ela receba logo e goste, afinal escolhemos tudo com muito carinho…

* * *

PS: Pra quem acompanha o Blog pelo Google Reader, mil desculpas, mas aconteceu algum pau… Eu andei mudando as categorias de alguns posts antigos e não sei porque motivo alguns deles andam aparecendo no Google Reader como se estivessem sido acabados de serem publicados…


10 Comentários

Bright Nights e quero passear de carro!!!

O Nic ama passear de carro. AMA!

Tanto, que agora deu pra dizer que ‘quer passear de carro’ toda vez que passa por uma experiência traumática.

Por exemplo, outro dia ele caiu e sofreu um cortezinho acima da sobrancelha e no meio do choro a única coisa que ele sabia gritar era:

- Qué passear de carro! Qué passear  de carro!

Passados uns dois dias, ele vomitou o almoço todo na roupa. Eu não sei explicar, mas o Nic costuma vomitar assim, do nada de tempos em tempos, mas sem estar passando mal. Daí ele chorou muito, porque esse negócio de vomitar não tá com nada (principalmente quando eu sei como é difícil fazer esta comida entrar!) e no caminho pro banho, lá vai o Nic chorando e gritando:

- Qué passear de carro! Qué passear  de carro!

Tadinho, foi aí que eu percebi que passear de carro pra ele é seu estado idealizado de bem-estar e funciona como uma válvula de escape pra qualquer experiência ruim que ele esteja passando.

* * *

Daí que outro dia fomos no Bright Nights no Stanley Park. O Bright Nights é um evento de Natal com um clima de magia muito bacana, onde eles decoraram as árvores dentro da floresta do parque com 2 milhões de luzinhas coloridas e pessoas vestidas de personagens infantis, e fica parecendo um mundo encantado.

A gente pega um trenzinho que vai percorrendo todo esse caminho, super frio por sinal, ao som de musicas natalinas. O passeio dura uns 15 minutos, mas é tempo suficiente pra gente esquecer de tudo ao redor e se teletransportar pra esse mundo fantástico.

Quando o trenzinho voltou pra estação fomos ver as outras atrações, entre elas o Papai Noel. Só que detalhe: o Papai Noel e todos os ajudantes eram de madeira e com movimentos mecânicos. As cabeças giravam de um lado pro outro e as bocas abriam e fechavam como aqueles bonecos de ventríloquo, todos coordenados.

No que eu me preparo pra tirar uma foto da figura, passa um garotinho na minha frente com cara de apavorado e gritando “qué passear de carro! qué passear de carro!”.

Não precisa dizer que era o Nicolas e que ele tinha acabado de ver o Papai Noel, né? E pelo tamanho do susto dele você calcula como era simpático o tal boneco e sua turma. #freaky

Apesar desse pequeno incidente, o passeio todo foi nota 10!

Nic, já recuparado e posando pra foto com um outro Papai Noel - esse, de plástico. #simpaticão

* * *

E já que a gente tá falando de Natal, queria aproveitar pra deixar duas dicas de presentes simples e bacanas.

  • O primeiro é um jabazinho pra minha talentosa irmã Patti que está fazendo uns chinelos com decoupage lindos! Esse da foto ela fez pro Nicolas, em tamanho maior pra ele usar depois que o inverno aqui acabar. E ele simplesmente adorou o cachorrinho! Fofo demais, né? Pra encomendar um e ver outros motivos, passa lá no blog dela, o Decoupatti. (E ela mora no Brasil, viu gente?)

  • Outra dica são dois cds com cantigas de roda personalizadas que eu encomendei pro Nic quando fomos ao Brasil. Quem faz é a Oficina de Criatividade, que grava várias canções de roda, só que usando o nome do seu filho. Uma das músicas é:

Marcha, soldado, cabeça de papel

Quem não marchar direito, vai preso no quartel

O quartel pegou fogo, o Nicolas deu sinal

Acode, acode, acode, a bandeira nacional

Vocês já viram coisa igual? Gente, eu amei!!!

Beijos!!!



11 Comentários

Divagações, mudança, presentinhos, amigo secreto

Muitas vezes eu me pego pensando se um dia o Nic vai ler pelo menos parte de todo esse registro que eu escrevo aqui… Será que ele vai ter interesse? Paciência? Será que ele vai gostar de ler como o pai? Vai ter interesse pela nossa língua e saber ler português? E se ler, será que vai gostar do que eu escrevi?

Ou será que no final das contas será só eu com uma caixa de lenços lendo e relendo cada post e chorando horrores “Ah, meu neném, meu neném…”, “Olha só ele andando pela primeira vez…”, “Meu Deus, incrível como um dia a gente realmente passou 43 dias viajando com ele… que loucura…”, “Ó, ó, ó! Mrs. Goldsmith!* Olha aqui, achei o post! Eu disse pra senhora que ele gostava de me abraçar, tá aqui ó!”.

* Vizinha hipotética, tá gente?

Mas espero que ele leia sim, e queira ver fotos, vídeos e ainda saber mais. Porque eu vou adorar contar e re-contar cada história, cada conquista, os detalhes das nossas viagens, dos nossos recomeços em tantos lugares diferentes e sobretudo da nossa cultura e os causos das nossas famílias. E que ele perceba que ele faz parte de um emaranhado de histórias lindas, de sonhos realizados e uma vida cheia amor…

* * *

Bom, pois agora, venho aqui anunciar mais uma mudança! Aí vamos nós de novo! Não, calma, não estamos mudando pra outro país não. Desta vez só vamos pra ali mesmo, pra uma cidade vizinha ao pé das montanhas, onde agora temos uma casa cheia de espaço pra brincar, receber visitas, contar histórias perto da lareira, pintar (e desenhar!) nas paredes, pendurar fotos, plantar manjericão e o melhor de tudo: não tem carpete! (ufa!). Olha o desfralde deslanchando, aí gente!

E é lá que a gente vai passar esse Natal. Mas como vamos nos mudar já bem próximo da data, tenho minhas dúvidas se vamos conseguir decorar tudo como eu queria. Mas vamos tentar, pra deixar tudo muito festivo, aconchegante e quentinho, mesmo que lá fora tenha mais de 1 metro de neve acumulada! (Porque como tem nevado, gente, e olha que ainda só estamos no outono!!!).

Bom, eu vou contando à medida que as coisas acontecem.

E nos aguarde, Mrs. Goldsmith!

* * *

E já que comecei falando do blog, quero terminar mostrando quanto carinho recebemos através dele de pessoas que não conhecemos pessoalmente, mas que conseguem ser tão amigas, gentis e adoráveis, mesmo assim.

Primeiro foi a Clau, aquela fofa que ganhou o sorteio, lembram? e que escreve o Blog da Clauo. Pois é, ela nos mandou uma cartinha linda de morrer que me fez sentir bem pertinho dela. Isso sem falar no post tão carinhoso que ela escreveu sobre o desenho que eu fiz da família dela e que finalmente chegou, ein Clau?! Ufa! E fico muito feliz que vocês tenham gostado!

E o outro mimo veio da minha querida amiga Gra, que escreve o Faça da sua vida uma obra de arte! e que já até ganhou um post dedicatório bem dos mequetrefes uma vez,  lembram? Pois ela e o filho Nicolas nos mandaram um livrinho e cartões lindos, em comemoração dos dois anos do Nic. Muito obrigada queridos, a gente amou! O Nic ficou encantado com o livro cheio de buraquinhos feitos pela Caterpillar esfomeada!

* * *

E falando em presentinhos, ainda vai rolar mais por aí, já que estamos participando do divertido amigo secreto na blogosfera materna promovido pela Renata. E já mandamos o nosso! Foi lá pras bandas do nordeste do Brasil pra uma garotinha linda de morrer… Quem será? Quem será? Bom, só esperamos que ela goste dos presentinhos, um comprado e outro feito, ambos com muito carinho!

E beijos pra todo mundo!


22 Comentários

Um conto de fraldas

Este post* é dedicado à Gra e ao Nicolas (eita nome bonito, sô!), do Faça da sua vida uma obra de arte, que fez minha semana muito mais feliz ao nos enviar um carinhoso cartão de lá daquelas bandas anglo-saxônicas.

Gra querida, a gente amou! Nada se compara a receber um cartão escrito à mão… Muito obrigada mesmo!

* eu queria ter tido um outro assunto pra esse post dedicado a vocês! Juro! Coisa mais sem jeito esse negócio de dedicar post que contenha assuntos cocozísticos né? Mas não preocupa não que eu inclui também algo que vocês podem gostar, já que gostam tanto de ler. Tá lááá mais pro final… pode sair pulando tudo, sem dó! :-)

* * *

Então, semana passada estávamos eu e Rafa comentando sobre como o Nicolas nunca esteve tão longe do desfralde. Não que a gente realmente já estivesse cogitando começar o processo, mas porque ele entrou numa de amar usar fralda. Assim, do nada – por que antes, se eu deixasse, ele saía correndo pelado pela casa, sem fralda, sem nada.

Então, diante dessa novidade, eu passei a atuar como um daqueles mecânicos do Pit Stop de Fórmula 1, sabe? Só que pra tirar e colocar outra fralda, porque se eu demoro 1 segundo a mais ele fica desesperado pedindo “põe mais falda, mami, põe mais falda!”. E depois sai todo rebolante e orgulhoso com sua fraldinha posta…

Agora veja bem se a cabeça dessa mãe aqui é normal. Ao invés de eu deixar o Nic curtir essa paixonite repentina em paz, o que que eu faço? Cismo de comprar o tal do redutor de vaso (pois dizem que o pinico é bom mas acrescenta uma etapa a mais) e até de entender o ritmo intestinal do menino! Veja bem, eu que nunca dei muita bola pra isso… Excelente timing, hein mama?

Sorte minha é que ele amou o tal redutor de cara, porque tratou logo de levá-lo à boca (calma, gente, ele tinha acabado de sair da embalagem!) e depois ficou querendo encaixar no vaso ele mesmo. Daí pediu pra sentar. E logo em seguida pra descer. Sentar, descer, sentar, descer. “Chega de lenga-lenga Nic!” digo eu escutando o eco da voz da minha mãe que sempre adorou essa frase (né mamãe?).

Bom, eu já sabia que ele fazia cocô duas vezes por dia, uma de manhã, outra de tarde. Então, passei a observar a carinha dele, esperando aquela expressão que a gente bem conhece, pra convidá-lo a experimentar o redutor pra valer. Mas pra minha surpresa, eu nem precisei fazer nada, porque ele, menino sabido que é, percebeu pra que era o redutor e quando chegou a vontade, veio me chamar “sentar vaso! cocô!”. Eu senti uma felicidade e orgulho que não cabiam em mim.

Será? Será?

Chegamos ao banheiro, tirei a fralda dele, sentei ele no redutor. Daí ficamos ali, esperando… ele olhando pra mim, eu olhando pra ele… até que ele: “põe mais falda, mami, põe mais falda!”. Voltei a colocar a fralda nele. Ele pediu pra sentar de novo e…  fez cocô, sentado no redutor e de fralda. Ha ha ha!

E depois disso, ainda não me chamou outra vez… Mas vamos assim, sem pressa, sem compromisso. Uma hora vai… sem fralda!

* * *

Agora sim, Gra! Você tá aí ainda???

* * *

Eu já contei que agora o Nic anda adorando estorinhas pra dormir, né? Então. A gente comprou uma série de livrinhos no Brasil que só agora estamos conseguindo aproveitar, e tem sido perfeito pra idade dele.

Quem criou foi um cara belga e não tem frases, só figuras. Tudo começa com um bicho, por exemplo, um rato, e à medida que você vai desenrolando o livro, o bicho vai se transformando em outros. Ótimo pra estimular a imaginação das crianças.

Nesse livrinho abaixo, o rato vira pinguim, que vira um macaco, que vira uma cobra, que no final vira um elefante. Muito criativo!

* * *

E agora, já que eu passei tanto tempo sem colocar vídeos (porque a câmera não estava com a gente durante a mudança da Australia pra cá), vou postar dois do Nic porque sei que principalmente nossas familias têm sentido falta.

(Ei Gra, eu sei o que você deve estar pensando: “primeiro ela dedica o post pra mim, depois começa falando de cocô, inclui um paragrafozinho sobre um livro qualquer e agora termina o post com videos pra familia dela! Que tipo post-dedicatório é esse???”. Foi mal, hein Gra! Mas você que também é mãe deve entender… A gente até que tenta, mas no final das contas só sabe mesmo é falar de cocô e ficar mostrando vídeo de filho… :-)

* * *

Então vamos lá.

O primeiro foi feito quando ele estava ainda meio doentinho, o papi estava viajando e ele dormia comigo na nossa cama. O video está meio escuro pois era de noite, e eu estava tentando ler pra ele esse livrinho “The invisible watch”, sobre um menino que tinha um relógio invisível. Tudo ia bem até o momento que chegamos numa página com carros, ambulância e caminhão… Eu simplesmente não consegui terminar de ler a estória pra ele porque ele não me deixava sair dessa página…

O segundo foi feito no dia que o papi chegaria de viagem. O Nic estava jantando (foi o primeiro dia que ele voltou a comer depois da gripe e só queria arroz com feijão) e entre uma página e outra do livro “The sock monster” ele perguntava Cadê papi?


6 Comentários

Nic e Moey

Os pais da Anita nos deram um livro ex-ce-len-te chamado Brincadeiras Criativas Para o Seu Bebê. Eu fiquei emocionada só de folhear o livro, que ensina a fazer entre outras coisas, bonecas de pano, marionetes, animaizinhos de lã, sinos de vento e um quadro lindo de pano, cheio de bolsos e ilustrações pra ser usado pra criança guardar seus brinquedos dentro do contexto criado no quadro (uma fazenda ou uma casa, por exemplo).

Daí eu comecei a ler, e fiquei ainda mais apaixonada. O livro segue a pedagogia Waldorf /Rudolf Steiner, cuja proposta é eliminar a palavra “pressa” quando nos inserimos no mundo infantil. A criança deve brincar e SÓ brincar, pelo simples prazer da brincadeira, além de ter muito contato com a natureza. Nada de torná-la uma unidade competitiva precoce, tendo que aprender isso e aquilo pra acompanhar o mundo acelerado de hoje.

E isso serve pra nós pais também, pois é uma grande oportunidade pra gente  parar, sentar e soltar a imaginação, colocar um pouco de nós mesmos nos brinquedos e depois brincar com a criança. Inventar estórias com ela, improvisar materiais como utensílios da cozinha, tecidos, pedrinhas ou madeira pra criar o cenário, e até mesmo encenar situações reais, o que pode ajudá-las no entendimento do que é certo e errado e seu papel na sociedade.

E dessa forma, a criança se desenvolve de forma tranquila, sem forçar e aprende o que é mais importante nessa fase da primeira infância: a se reconhecer como individuo, a se relacionar de forma carinhosa e respeitosa com os outros e ter autoestima.

E a interação pais-filho não poderia ser mais gratificante e enriquecedora… claro, se a gente se abrir pra isso, né? Participar das brincadeiras, facilita a construção de relações de confiança, a entrarmos no mundo lúdico delas, divertirmos juntos,  ensinarmos e também a aprendermos…

Os brinquedinhos do livro são mais próprios pra crianças até 2 anos, mas alguns podem ser usados até 5-6 anos, como o quadro por exemplo. O primeiro brinquedinho do livro que eu fiz foi essa bonequinha, que eu e minha irmã chamamos de Mel, mas o Nicolas a chama de Moey. Então é claro que agora o nome dela é Moey.

E sem essa de que menino não pode brincar com boneca, né gente? Afinal uma boneca nada mais é que a reprodução de um ser humano e eu acredito que brincar de boneca contribui pra que a criança se torne um pai ou mãe amorosos no futuro. Sem falar que os meninos sempre podem colocar uma boneca dentro de um carrinho e com isso dirigir com segurança! :-)

Pra fazer a Moey, eu usei umas mantinhas que o Nic não usa mais, de pano bem macio e cores lisas, como sugerem no livro, e costurei à mão (como a corujinha, lembra?). Eu demorei dois dias pra terminar, entre uma atividade e outra. As características da boneca são bem simples, com expressão neutra, justamente pra deixar espaço pra que a criança imagine qualquer emoção humana quando estiver brincando. E uma vez que a boneca esteja pronta, é  importante tratá-la com o mesmo cuidado e carinho com que tratamos nosso filho, pois são estes os cuidados que estaremos despertando nele e é o que ele vai tentar imitar.

E isso é certo. O Nic adora a Moey, a pega com cuidado, abraça, beija e fala “Ei, Moey, ei neném”. E coincidência ou não, agora ele tem tentado abraçar toda e qualquer criança que encontra. Se abaixa pra olhar nos olhos, toca o rosto com cuidado e fica chamando de neném. Pena que aqui as pessoas desaprovem esse comportamento, mesmo entre crianças. Eu fico com dó de ver elas se afastando do Nicolas e dizendo “don’t touch me!”, mas por outro lado entendo, pois quando ligo a TV, vejo programinhas com bonecos cantando “Não toque, nunca encoste nos outros. Guarde suas mãos só pra você, tum, tum, tum”, e crianças dançando ao redor numa coreografia com os braços cruzados atrás ou no peito.

Mas é assim. A gente tem que se adaptar à cultura de onde estamos. Sem falar que o mais importante não é abraçar e sim respeitar o outro, com suas diferenças. E isso é o que a gente espera que ele aprenda no final das contas.

* * *

E o Plantão da Mudança informa:

o processo de mudar pode ser muito bom! Bom pra reconsiderar e reciclar todas aquelas coisas que a gente acumula com tanta facilidade né? Já vendemos o carro, nossa casa tá ficando vazia, mais espaço pro Nicolas correr, menos móveis pra ele tentar subir. Sábado vamos fazer um Garage Sale pra tentar vender o que falta. A partir desse dia a gente vai pra um hotel, aqui na cidade mesmo. E na semana que vem vamos pra costa leste da Australia, onde começamos nossa viagem de um mês. Porque não dá pra sair da Australia sem ter conhecido Sydney, Melbourne e Tasmânia, né? Vou contando!


7 Comentários

Catching up

E chega 2010! Desejo pra todos, que esse seja um ano com noites bem dormidas, saúde pra toda a família e muitas gargalhadas de criança pela casa (pra quem tem criança, é claro…).

Mas antes de continuar com assuntos fresquinhos, eu gostaria de fechar alguns pontos que ficaram em aberto e contar em que pé andam algumas coisas:

O  refluxo – O Nic fez um ano, mas o refluxo ainda segue ali. Uma ou duas vezes por mês eu tento suspender o remédio por alguns dias, mas nas últimas tentativas os sintomas reapareceram, e nestes casos não tenho outra opção senão voltar com o remédio. Mas pelo menos fica tudo bem.

Homeopatia – Nunca tinha pensado em usar homeopatia antes de ter o Nicolas, mas desde que fiquei grávida e me voltei pras coisas mais naturais e saudáveis, é que passei a considerar seriamente a introdução da homeopatia aqui em casa. Daí, um dia li este post da Flávia do Astronauta, que eu chamaria no mínimo inspirador e vi que era o caminho certo a tomar. Assim, aproveitamos a última viagem pra Perth e marcamos uma consulta com um homeopata, já que em Kalgoorlie não tem. Voltamos pra casa cheios de vidrinhos com conta-gotas. O Nicolas AMA tomar a homeopatia, mas infelizmente não tem feito efeito contra o refluxo. Vamos ver se conseguimos ir ajustando as dosagens…

Alergia/intolerância – Depois de muito pesquisar decidi que não daria leite de vaca ao Nicolas. Mas acabei me rendendo ao leite A2 uma vez aqui e outra ali na hora de preparar uma vitamina, o que coincidiu com o período de prova da homeopatia, e o Nicolas simplesmente não dormia. Acordava a cada hora se contorcendo e chorando e quando finalmente dormia, tinha o sono agitado. Bom, em parte, era o refluxo outra vez. Então voltei com remédio regularmente, mas o sono continuava interrompido, até que suspeitei do leite de vaca. Li e vi que os sintomas de alergia ou intolerância podem ser bem tardios e variados, e não necessariamente incluir inchaços, vômitos ou vermelhidão. Assim, que dois dias após a total suspensão do leite, o sono do Nicolas melhorou 100%. E assim, voltei ao plano original, livre do leite de vaca. Nem um tantinho assim…

Sono – E em falando em sono…  Após 14 meses e meio, finalmente as coisas se ajustam… O Nicolas tem dormido melhor que nunca, e por fim, no seu próprio berço (que fica ao lado da nossa cama, mas já é um avanço!). Já não mama mais à noite e quando acorda, não passa de duas vezes (que pra quem chegou a acordar até 20 vezes ou demorar 3 horas pra voltar a dormir está excelente!). E como por causa do refluxo o Nicolas sempre foi acostumado a dormir no colo em posição vertical, o nosso maior desafio agora tem sido ensiná-lo a pegar no sono sozinho. Pra isso, estou quase terminando de ler o ótimo livro da Pantley “The no-cry sleep solution for toddlers and preschoolars”.

Agora temos uma nova rotina (linda e consistente) pra ele antes de dormir, que finalizamos lendo livros à luz de velas e escutando um cd com sons da natureza. E tirando os dias que ele simplesmente sai andando e não dá a menor bola, posso dizer que está indo bem. Eu sei que leva um tempo até ele se adaptar. No entanto, a parte do berço tem sido um caos. Se levamos ele pro berço antes, fica super agitado, andando de um lado pro outro e querendo colo. Se o levamos quando está bem sonolento, chora imediatamente e se esperneia, mesmo se ficamos do lado dele. Mas seguimos, um pouco todos os dias. Quem sabe daqui uns 3 anos ele não aprende? :-)

Tapas – Li “Criando meninos” na tentativa de entender o comportamento do Nicolas de dar tapas na cara da gente, no prato de comida, ou em tudo o que ele não quer. Mas pra esse assunto em especiífco, o livro não ajudou não (aliás, devo dizer que não gostei do livro em geral). Então por um tempo eu passei a ignorar os tapas, ao invés de ficar falando que não podia, e funcionou… temporariamente. Agora ele está de volta com os tapas e eu tenho a impressão que são carinhos que ultrapassam a medida da força… Vamos ver até quando duram…

Lumpy foodtinha melhorado, agora voltou tudo de novo. Não suporta nenhum pedacinho maior na boca e agora tira com a mão e me entrega, um por um. E também voltou a vomitar de vez em quando. Junto com a hipersensibilidade pra texturas, tambem não deixa mais limpar ao redor da boca, ou escovar seus dentes… Mais uma carga de paciência… e de novo o mantra “vai passar… vai passar… um dia vai passar…”

O pediatra – Contei em outubro do ano passado que consegui a tal carta de encaminhamento pro único pediatra da cidade, né? Pois levei a carta ao pediatra no dia seguinte e sabe pra quando é a consulta? 24 de fevereiro! Isso mesmo, mais de 4 meses após! Felizmente temos conseguido contornar tudo e o Nicolas tem se sentido bem, senão não sei como seria…

Com esse tanto de coisas contadas, acho que estamos zerados pra começar o ano… e com a certeza de que hoje estamos melhor que ontem…


9 Comentários

Falha na percepção

Não é por acaso que você vê corujinhas pro toda a barra lateral desse blog. A mamãe aqui é coruja mesmo.

E pra não decepcionar, vem aí mais uma sessão Corujão…

* * *

Se tem algo que o Nicolas é bom, é em perceber a reação das pessoas e responder rapidamente à elas. Por exemplo: há uns dois meses atrás, ele deu um “grito” e eu fingi que me assustei. Ele olhou pra mim desconfiado, sem ter certeza que ele tinha sido o causador da minha reação. Então ele “gritou” de novo. Eu voltei a assustar. Daí não parou mais e desde então quer me assustar o tempo todo.

O interessante, é que depois de um tempo, eu assustava pouco (tipo “ai, que susto…”) ou muito (“AI, QUE SUSTO!” E levando a mão ao peito) e dependendo da proporção do meu susto, ele passou a dosar o susto que ele me dava – ou fazia ah! baixinho ou AHHHH! grandão. Eu fiquei admirada com essa habilidade dele… #faleiquesoucoruja…

Eu ainda não consegui filmar ele me assutando, mas tenho aqui gravado outras fofuras, como ele dançando (que no vídeo ele ri ao perceber que eu estava dançando de forma bizarra) e me ajudando a guardar (ou quase) seus brinquedos.

Agora algo que tem sido difícil fazer o Nic perceber é minha reação negativa à sua atual mania de dar tapas em tudo… Não quer o brinquedo? Dá um tapão nele (vide video). Não quer mais comida? Tapão na colher. Peguei ele no colo? Tapão no meu rosto. E por mais que eu mostre pra ele com a cara de bem brava que ele não deveria fazer isso, ISSO ele não percebe. Ele até sabe fazer carinho… começa bem devagarinho, mas sempre termina num tapão… ou vários…

Alguém sabe se isso é normal? Será outra daquelas coisas que todo mundo fala que é fase e passa ou é daquelas que se não cuidar piora?

Bom, de qualquer forma, vou começar a ler o livro Criando meninos (Raising boys, de Steve Biddulph). O Rafa tá tirando alguns dias de férias a partir de sexta (já que ele vai trabalhar no Natal e Ano Novo) e vamos aproveitar pra fazer outra viagem… Assim, tô levando o livro  comigo e vamos ver se encontro alguma resposta lá. Mas se qualquer um puder me dar uma luz nesse assunto, agradeço!

Então beijos e até a volta!


12 Comentários

E aí Nic, tem feito o que ultimamente?

“Eu? Ah… um tanto de coisas!

Meus dias têm sido cada vez mais variados e cheios de atividades divertidas! (E de lembrar que antes eu só sabia mamar e fazer cocô… é, porque de dormir nunca fui muito fã não…)

Hoje, fico doido pra aproveitar meus dias ao máximo e acordo com os passarinhos, por volta de 5:30, e cada vez mais bem humorado… Percebo que mamãe gostaria de dormir mais, mas tô com tanta energia que tenho que levantar! Assim, minha atividade predileta pelas manhãs é pular lá fora, vendo a natureza. Pulo até cansar!

jolly

E pular me dá uma fome! Eu não gosto muito quando a mamãe me dá comida que-tem-que-mastigar, prefiro as só-de-engolir, mas adoro quando ela canta e faz vozes de bichos pra mim! Assim me distraio e como (quase) tudo! 

comendo

E depois de comer, costumo brincar de me esconder com a tampa da bandeija. Acho a maior graça quando a mamãe fala ‘peek-a-boo’ toda vez que me vê!

escondendo

Durante o dia, ainda tiro duas (ou três) sonecas. Mas são super rapidinhas e logo, logo acordo pra brincar mais. Ultimamente tenho adorado a joaninha que eu ganhei, e sou apaixonado por livros! Mamãe deixa uns bem coloridos na prateleira mais baixa, mas os que eu tenho gostado mesmo, estão nas outras de cima… Só não sei porque mamãe diz ‘não’ toda vez que tento alcançá-los…

brincando

E depois de passar o dia todo brincando só em casa, costumo ir ao parquinho de tarde, pra dar uma espairecida…

IMG_6841

Quando voltamos, tomo banho e vou esperar o papai na porta, que já deve estar quase chegando do trabalho…

banho-esperando

Quando o papai chega é uma festa e tudo o que eu quero é ficar no colo dele! E eu adoro os dias que ele me pega e vamos dar uma voltinha pelo bush… as moscas incomodam um pouco, mas o pôr-do-sol é lindo!

bush2

E depois de um dia tão cheio, fico super cansado e vou dormir cedo, porque ninguém é de ferro, né…” :)

IMG_6603

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 533 outros seguidores