O lado cômico da maternidade


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Oi? Tem alguém aí???

Só tô passando mesmo pra falar que sobrevivemos à mudança. Chegamos na nossa nova morada com muita neve, mas agora só temos chuva e frio. Nosso Natal foi simples, mas MUITO feliz!

No momento, a bagunça dos primeiros dias já está um pouco controlada, apesar de metade das minhas roupas ainda se encontrarem em malas e meu computador ainda não ter uma mesa pra ele – posto que transferi minha antiga mesa pro meu amado esposo que agora trabalhará em casa nos dias que não estiver viajando. Amém!

Assim, além dos meus dois blogs estarem completamente jogados às traças (pra quê dois blogs, meu Deus?!), tenho lido meus emails pelo celular mas ainda não consegui responder nenhum. Tá na minha lista de prioridades! Também não faço ideia de como andam as novidades das minhas amigas blogueiras, se é que tem alguma na ativa por estes dias. Queridas, próximo ano visito todas vocês!

E pra quem me mandou cartinhas, muito, muito obrigada! Ainda não recebi nenhuma (aaahhhhh)  mas tudo o que chegar no antigo endereço será reenviado pra cá. Sem falar que nessa época o correio fica mesmo leeeeento, né?

Mas no mais, só queria completar que estamos AMANDO a casa nova. Nicolas não se cabe em si de tanta alegria com todo esse espaço pra correr e  fazer estripulias. E eu estou amando deixar tudo do jeito que eu sempre quis e tenho até me aventurado a pintar paredes e brincar de decoradora.

Prometo colocar fotos.

E notícia ultrapassada – enquanto estávamos desempacotando tudo, a matéria sobre dicas de viagem de avião com crianças saiu no Portal Delas do iG. Tem dicas minhas e da Ana Mochileira. Tudo bem que a jornalista ficou sob impressão que ainda moramos na Australia, mas ainda assim ficou bacana.

Então é isso. Beijo pra todos vocês e boas festas!


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O mineirês e a descoberta da barriga

Eu sempre achei aqueles textos sobre o mineirês que rolam na internet um pouco exagerados demais. Mas devo admitir que a gente sim, engole muita letra e até sílabas inteiras. Outro dia entrei em crise com meu português quando me peguei falando 550. Sa’comé que eu falo isso, gente? Quinhen’cinquenta. Que horror! E quando eu estou com fome? Tocum fome.

Tsc, tsc, tsc. Tadinho é do Nicolas…

Mas o Rafa ri mesmo é de quando eu falo “uê” e jura que eu sou a única pessoa na face da terra que usa isso.

- Uê, onde foi que eu coloquei meu copo de suco?

- Uê, Nicolas, o que você está fazendo aí nesse canto?

- Uê, que cheiro é esse vindo do seu bumbum?

Eu já falei que não, que todo mundo fala, só que ele nunca reparou. (Aguardo pronunciamentos de pessoas corroborando minha afirmativa, viu?)

Mas fato é, que o Nicolas agora também fala “Uê”. E como o Rafa está viajando há quase 3 semanas, ainda não descobriu. Mas vai, porque a última mania do Nicolas agora é levantar minha blusa e perguntar:

- Uê, cadê o barrigão da mamãe?

É, e isso, porque agora ele descobriu que um dia morou dentro da minha barriga.

Com esse negócio de mudança, a gente re-descobre várias coisas, né? Pois empacotando nossos livros, achei meu álbum de gravidez que há algum tempo eu não parava pra ver. Já tinha mostrado pro Nicolas outras vezes antes, mas ele nunca tinha se interessado muito.

Mas desta vez, ficou chocado de me ver com aquela barriga toda. E quando eu contei pra ele que quem estava lá dentro era ele, horrorizou.

Outro dia, passamos 40 minutos assistindo todos os vídeos que eu tenho da gravidez, com ele mexendo e tal e mais alguns dele bebezinho. E queria mais. E agora só fala nisso e vira e mexe eu pego ele olhando o álbum de gravidez fascinado e também, olhando pra sua própria barriga. Fofinho demais!

Bom, agora só falta ele se dar conta que todos os bebês são gerados assim e começar a me pedir um irmãozinho. Daí, vou ter que pensar um bocado. Ou então, desconverso:

- Tacum fome não, Nic?


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E o amiguinho secreto é…

Gente, pensa bem. Não é sempre que temos a oportunidade de conhecer uma pessoa meiga e atenciosa, um menininho fofíssimo e um blog super acolhedor ganhando um presentinho e cartinha primeiro, não é?

Pois foi assim, desta forma especial, que viemos a conhecer a Ilana e o Raphael (que inclusive agora tá andando!) através de suas histórias muito bem contadas no 1 + 1 são três.

E por que isso? Ora, porque o Raphael é o amiguinho secreto do Nicolas!!! Eeeehhh!!!!

Agora o recado é do Nicolas pro Raphael, viu gente? Mas ó, só pra ele!!!

O^O

Ei! Psiiiiiiu! E esse olho grande aí, hein? Eu não falei que o recado é só pro Raphael? Nossa, que povo mais indiscreto, meu Deus…

Então aí vai:

“Querido Raphael, essa foi a primeira vez que eu participei de uma brincadeira assim e gostei muito de ter tido você como meu amiguinho secreto! Parece que você adivinhou meu gosto, sabia? Mamãe deve ter contado que eu adoro brinquedinhos de montar, mas você me surpreendeu com o quebra-cabeças de madeira de dinoussauro. Eu amo os dinos!!! E cada um tem uma cor diferente! Muito legal!

Você também mandou um livrinho lindo, lindo. Mamãe também ficou fascinada e por um instante achei que ela tinha a minha idade… hahaha… essa mamãe… O livrinho é sobre um aprendiz de mago. Eu não sabia o que era isso, mas mamãe me explicou fingindo que transformava vários objetos em outros com uma varinha. Ai, ai… achei tão divertido… Principalmente quando ela me transformou num treinzinho! Eu adoro trenzinhos e saí pela sala falando Piuí! Piuí!!!!”

Hm, hm! Nic, e sobre o livrinho?

“Ah, sim, voltando ao livrinho… Desculpa, Raphael, mas eu só tenho dois anos e ainda sinto uma grande dificuldade em me focar em uma coisa só, sabe? Você deve me entender… Mas o livrinho conta que os truques do pequeno mago nunca dão certo.

Por exemplo, ele queria molho pro macarrão dele…

Mas com o feitiço, tudo o que ele conseguiu foi transformar o macarrão em cobras!!!

Eu adorei!!!

E olha eu  lendo o livrinho dentro da mala, Raphael! É, porque aqui em casa tem malas e caixas por todo lado. Mamãe diz que é porque estamos de mudança, mas eu acho mesmo que é porque ela adora brincar de colocar e tirar coisas das malas e caixas, assim como eu!!! Aposto que é isso!

E pra completar, você ainda mandou um cartãozinho super carinhoso que a mamãe leu todinho pra mim.

Muito obrigado por tudo, amiguinho, mais ainda pela gentileza de mandar tudo pra tão longe… Também queria aproveitar pra te dar os parabéns já que agora você está andando! Iuuupeee! Você vai ver como sua vida vai ficar ainda mais emocionante! Nada mais estará fora do seu alcance! Confia em mim, eu já passei por isso!

Um abraço grande pra você,

do ‘Nicoias’.”

* * *

Ai, que menino prodígio esse meu filho, tão pequeno e já escrevendo tão bem… :-)

Bom, e sobre a amiguinha do Nicolas… parece que ainda não recebeu nosso presentinho… Estamos torcendo pra que ela receba logo e goste, afinal escolhemos tudo com muito carinho…

* * *

PS: Pra quem acompanha o Blog pelo Google Reader, mil desculpas, mas aconteceu algum pau… Eu andei mudando as categorias de alguns posts antigos e não sei porque motivo alguns deles andam aparecendo no Google Reader como se estivessem sido acabados de serem publicados…


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Divagações, mudança, presentinhos, amigo secreto

Muitas vezes eu me pego pensando se um dia o Nic vai ler pelo menos parte de todo esse registro que eu escrevo aqui… Será que ele vai ter interesse? Paciência? Será que ele vai gostar de ler como o pai? Vai ter interesse pela nossa língua e saber ler português? E se ler, será que vai gostar do que eu escrevi?

Ou será que no final das contas será só eu com uma caixa de lenços lendo e relendo cada post e chorando horrores “Ah, meu neném, meu neném…”, “Olha só ele andando pela primeira vez…”, “Meu Deus, incrível como um dia a gente realmente passou 43 dias viajando com ele… que loucura…”, “Ó, ó, ó! Mrs. Goldsmith!* Olha aqui, achei o post! Eu disse pra senhora que ele gostava de me abraçar, tá aqui ó!”.

* Vizinha hipotética, tá gente?

Mas espero que ele leia sim, e queira ver fotos, vídeos e ainda saber mais. Porque eu vou adorar contar e re-contar cada história, cada conquista, os detalhes das nossas viagens, dos nossos recomeços em tantos lugares diferentes e sobretudo da nossa cultura e os causos das nossas famílias. E que ele perceba que ele faz parte de um emaranhado de histórias lindas, de sonhos realizados e uma vida cheia amor…

* * *

Bom, pois agora, venho aqui anunciar mais uma mudança! Aí vamos nós de novo! Não, calma, não estamos mudando pra outro país não. Desta vez só vamos pra ali mesmo, pra uma cidade vizinha ao pé das montanhas, onde agora temos uma casa cheia de espaço pra brincar, receber visitas, contar histórias perto da lareira, pintar (e desenhar!) nas paredes, pendurar fotos, plantar manjericão e o melhor de tudo: não tem carpete! (ufa!). Olha o desfralde deslanchando, aí gente!

E é lá que a gente vai passar esse Natal. Mas como vamos nos mudar já bem próximo da data, tenho minhas dúvidas se vamos conseguir decorar tudo como eu queria. Mas vamos tentar, pra deixar tudo muito festivo, aconchegante e quentinho, mesmo que lá fora tenha mais de 1 metro de neve acumulada! (Porque como tem nevado, gente, e olha que ainda só estamos no outono!!!).

Bom, eu vou contando à medida que as coisas acontecem.

E nos aguarde, Mrs. Goldsmith!

* * *

E já que comecei falando do blog, quero terminar mostrando quanto carinho recebemos através dele de pessoas que não conhecemos pessoalmente, mas que conseguem ser tão amigas, gentis e adoráveis, mesmo assim.

Primeiro foi a Clau, aquela fofa que ganhou o sorteio, lembram? e que escreve o Blog da Clauo. Pois é, ela nos mandou uma cartinha linda de morrer que me fez sentir bem pertinho dela. Isso sem falar no post tão carinhoso que ela escreveu sobre o desenho que eu fiz da família dela e que finalmente chegou, ein Clau?! Ufa! E fico muito feliz que vocês tenham gostado!

E o outro mimo veio da minha querida amiga Gra, que escreve o Faça da sua vida uma obra de arte! e que já até ganhou um post dedicatório bem dos mequetrefes uma vez,  lembram? Pois ela e o filho Nicolas nos mandaram um livrinho e cartões lindos, em comemoração dos dois anos do Nic. Muito obrigada queridos, a gente amou! O Nic ficou encantado com o livro cheio de buraquinhos feitos pela Caterpillar esfomeada!

* * *

E falando em presentinhos, ainda vai rolar mais por aí, já que estamos participando do divertido amigo secreto na blogosfera materna promovido pela Renata. E já mandamos o nosso! Foi lá pras bandas do nordeste do Brasil pra uma garotinha linda de morrer… Quem será? Quem será? Bom, só esperamos que ela goste dos presentinhos, um comprado e outro feito, ambos com muito carinho!

E beijos pra todo mundo!


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E aí Nic, tem dormido bem ultimamente?

Eu? Hmmm… Deixa eu ver…

Na minha opinião sim, afinal, eu durmo quase duas horas seguidas toda noite sem acordar nenhuma vez! Mas mamãe diz que isso é muito, muito pouco… Eu já até decorei as palavras dela (e que eu não faço a menor idéia do que significam): “Nic, meu bem, o ideal pra manter minha sanidade mental e beleza epidérmica seria você dormir oito horas direto toda noite – pelo menos!” Daí que pra piorar, outro dia a gente estava num parquinho, e eu adoro parquinhos, sabe… Lá tem  um escorregador grandão, tem vários balanços, tem uma ponte pra sub…

Hm, hm! Mas daí, Nic, você estava dizendo…

Ah, sim! A gente estava num parquinho e ela conheceu uma mulher que contou pra ela que os dois filhos dormiam 12 horas seguidas desde os 6 meses de idade. Depois disso, de repente já estávamos a caminho de casa, mamãe andando rápido e resmungando algo como “que mulher antipática”. Sinceramente, eu não entendi nada…

Daí nos últimos dias eu senti que ela estava ficando realmente preocupada, pensando se eu estaria acordando muito por causa de algum problema de saúde. Engraçado que eu sei tudo o que ela pensa, porque ela fala tudo em voz alta, como se estivesse conversando comigo… Essa mamãe… E depois disso, ela me disse que por desencargo de consciência, que seria melhor a gente visitar o doutor.

Pois se tem um lugar nesse mundo que eu não gosto é consultório médico. Prefiro mil vezes ir ao parquinho. Afinal, lá no médico não tem corda pra subir, não tem escorregador em espiral, não tem túnel pra passar dent…

Hm, hm! Nic! Mantenha o foco!

Ah, sim! Pois eu ia dizendo, que então a gente foi no doutor. Mamãe contou pra ele que eu estava acordando umas 5 vezes toda noite, que eu começava minhocando muito, depois soltava uns gemidos tipo “êh! êh! êh!” e chorava. Então ele me analisou, colocou um negócio frio nas minhas costas, apalpou minha barriga, abriu meus olhos, minha boca e todas aquelas  coisas que eu não gosto. Daí perguntou pra mamãe se eu comia bem, se eu brincava feliz, ela disse que sim, então ele falou que eu não tinha nada.

- Nada? – Perguntou mamãe sem acreditar – Então porque ele acorda tanto e chorando? Doutor, será que ele não tá com verme não? A gente fez uma viagem longa e tomou todo tipo de água por aí. Na minha infância, todo mundo tinha verme e eu até tinha um amigo com o apelido de Oxiúrus!

Hahaha! Eu achei aquela palavra tão engraçada!!! E acho que o doutor também, por que ele riu pela primeira vez.

- Pois os tempos mudaram, madame… é muito pouco provável que ele  tenha verme… – falou o doutor – … talvez seja terror noturno.

- Não… Eu já pensei nisso, mas ele não acorda com jeito apavorado, não tem aquela típica expressão de medo, sabe?

- E dentes nascendo?

- Também não, nem sinal dos molares.

- Então ele talvez esteja passando por ansiedade de separação, afinal nessa idade ele já não dorme mais com os pais e …

- Pois ele dorme… – interrompeu mamãe.

- Ahn? Dorme?

- É… ele já estava dormindo no berço, mas daí veio a mudança pro Canadá, largou a chupeta, depois ficou gripado, o pai começou a viajar muito… então voltou a dormir comigo… Sabe como é né, Doutor? São mudanças demais pra um menininho…

Nessa hora, eu vi que o médico ficou com a testa toda enrugada. Mamãe diz que isso é coisa da ‘expressão pensativa’. E como mamãe também iria se consultar com ele, (é… mamãe me contou que no Brasil tem um médico pra crianças e outro pra adultos, mas que no Canadá são os mesmos pra todo mundo) ele pediu a ela pra sentar na maca.

E quando mamãe se sentou e eu fiquei no chão em pé, me deu tanta vontade de ir pro colo dela… e uma vontade de chorar tão grande, que eu acabei chorando mesmo. Chorei e pedi colo, mas mamãe disse que eu tinha que esperar um pouquinho. Então eu continuei chorando e cada vez mais alto… Eu não conseguia controlar. E parece que ela não iria descer nunca… Até que ela desceu, me pegou e voltei a ficar feliz.

Daí o doutor disse que depois daquela cena (que cena? será que ele também não faz isso pra ir pro colo da mãe dele?), só podia mesmo ser ansiedade de separação e que se ela não tomasse cuidado, poderia ficar crônica. Daí quem ficou com a testa enrugada foi mamãe.

E como naquela noite eu dormi outra vez com ela, e continuei acordando muito porque não bastava estar perto dela, eu queria ainda segurar a mão da mamãe, ela falou que a partir da próxima noite a gente começaria a transição pro berço, pra eu me desapegar um pouco e ficar mais independente.

Bom, pois hoje, já faz cinco dias que eu tô dormindo no meu quartinho. Até que tá legal ter um espaço só pra mim, poder dormir com minha colcha de carros, meus carrinhos e a Moey.

Mas eu ainda continuo acordando, porque ainda sinto falta da mamãe de noite, mas daí ela vem, fica comigo pra eu dormir de novo e às vezes até me leva pra cama grandona. Ela falou que a transição tem que ser gradual. Eu gosto desse jeito da mamãe. E noite passada, mamãe estava toda feliz, porque eu passei a noite completa no bercinho e dormi MUITO melhor. Disse até que eu merecia uma estrelinha de prêmio. Então eu falei que ao invés de estrelinha, que tal se ela me levasse no parquinho? Afinal, lá eu posso subir naquelas escadas de tubos metálicos, descer no escorregador ondulado, subir no cavalinho metálic…

Hm, hm! Nic!

Ah sim! Tenho que terminar logo esse depoimento senão o post fica muito longo e mamãe disse que as pessoas ficam com preguiça de ler. Mas eu só queria contar, que o papai voltou de viagem e agora ele também me leva ao parquinho! Ontem a gente foi num que tinha o chão todo de areia e uma casinha bem legal pra brincar lá dentro. E tinha uma moto de brinquedo e uma escada de espiral pra sub….

Tá bom Nic. Cê tá liberado. Vamos lá que eu te levo pro parquinho.


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Getting *almost* settled

Então, mudamos de novo. Que vida itinerante-louca essa, hein gente?

Mas isso, é porque a gente estava num apartamento bem temporário mesmo, só o tempo necessário da gente achar um outro um pouquiiiiinho menos temporário… Daí, quem sabe daqui alguns meses eu não volto contando que encontramos um lugar mais permanente pra morar? ;-) Tomara!

Vista da janela do primeiro apartamento

 

Pelo menos o apartamento que estávamos ficando já era todo mobiliado.  Uma beleza, tirando que tinha aquele estilo todo modernete-cheio-de-quinas-e-vidro-totalmente-anti-crianças. Já esse aqui não, tem que comprar tudo. Ou quase tudo. A boa surpresa foi saber que aqui no Canadá a maioria dos apartamentos pra alugar já veem com geladeira, fogão, microondas, máquina de lavar, secar e até de lavadora de louça. Uma mão na roda pra gente que só despachou algumas poucas coisas da Austrália, mas nenhum eletrodoméstico. (Leia mais nos posts idos aqui e aqui)

Mas de qualquer forma faltava o resto da mobília. Assim que, pela quarta vez mudando em 5 anos de casados, lá fomos nós comprar tudo de novo! Aliás, fomos não, temos ido – porque decidimos dividir o programa comprístico em doses bem homeopáticas. Claro, com criança não dá pra passar mais que duas horas seguidas numa loja.

Imagina que nessa que fomos ainda tinha uma creche com playground. Coisa rara… Mas, com um aviso de todo tamanho na porta: LOTADO.

Assim, que lá fomos nós, pra difícil arte de fazer compras com  uma criança, e evitar que suas mãozinhas ágeis alcancem tudo o que quebra ou é cortante e ao mesmo tempo que consideramos com cuidado a nossa compra. Será que tem perigo dessa estante cair se quando ele subir nela? E o material desse sofá, será fácil de limpar se quando cair alguma coisa manchante nele? Será que compramos essa panela de teflon* que é fácil de lavar mas solta substâncias não bem vindas, ou aquela de aço super cara, não tão fácil de lavar, mas que não interage com a comida?

E antes de qualquer decisão ter sido feita, a cria, que há muito tempo minhocou, minhocou até o pai descê-la do carrinho, já percorreu a loja toda, cansou e tá pedindo pra ir embora “Mami, papi, vam boia!”.

Então não teve mesmo outra alternativa senão comprar tudo aos poucos. Um dia o colchão, pois ninguém aqui quer dormir no chão. Depois os itens de cozinha, porque alguém há de cozinhar. Depois adquirir internet, pois alguém há de blogar e skypar. E por fim, a televisão, porque ninguém quer ficar de fora da Copa!

E pra completar, na semana passada chegaram as coisas vindas do além-mar e a casa que estava bem vazia, de repente ficou lotada de caixas, pelas quais o Nicolas entrava em uma e saia em outra, como mágica. Parece divertido, né? Mas não! Era um verdadeiro caos – pelo menos pra mim.

E se até eu fiquei feliz em ver meus sapatos, livros e álbuns de fotos de novo, imagina o Nicolas, ao ver os brinquedos com os quais não brincava há mais de três meses?

Bacana demais.

Pelo menos um ponto positivo das mudanças de longas distâncias!

* * *

E como fiquei devendo, aí vão algumas fotos do aniversário do Rafa, que aconteceu há séculos atrás. E pra comemorar, fiz sua torta preferida de amendoim, a qual deve ser também a mais calórica do mundo. Coisa pra se comer a cada 5 anos.

Obrigada à eficiente conexão Fabiana-Gabriela pra me mandar a receita!

Ah! E pra quem se interessar, a receita é a seguinte:

Ingredientes: um pacote de amendoim torrado e moído de 500gr – creme de leite -leite condensado – 2 ou 3 pacotes de biscoito maizena -açúcar e leite. Como fazer: Molhe os biscoitos no leite morno até amolecer um pouco,forre o pirex, faça um creme com o amendoim torrado, creme de leite, açúcar a gosto e amoleça com leite e forre as bolachas, faça a mesma coisa até o fim do pirex e a última camada coloque o leite condensado cozido e enfeite (cozinhe o leite condensado em panela de pressão por 40 min).

Eu falei que era uma bomba calórica…

* Atualização: confirmando o que eu já suspeitava, de acordo com minha querida cunhada nutricionista, devemos dar preferência às panelas de aço inox, cobre ou vidro, pois as de teflon são realmente tóxicas. Coisa boa é ter gente na familia que entende desses assuntos, né? :-)


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Primeira semana, novos olhares, corte de cabelo

Mal posso acreditar que já faz mais de uma semana que a gente chegou aqui. Felizmente já conseguimos todas as coisas básicas que um residente precisa, incluindo encontrar um médico e dentista pra família, coisas normalmente dificílimas de conseguir em Vancouver. Pra ter uma idéia até mesmo a nossa médica disse que levou meses pra conseguir um médico pra ela!! Olha só que doidera… E pra você entender, aqui é assim: todo mundo normalmente tem um só clinico geral pra família, que quando necessário, vai encaminhar o membro “necessitante” pra um especialista.

E a gente só conseguiu a proeza de encontrar um logo na primeira semana, graças à boa vontade de outros brasileiros que já passaram por tudo isso e nos passaram tuuuuudo mastigadinho… Obrigada Sandro e Illie!

Felizmente também já conseguimos um lugar pra ficar. A gente só não mudou pra lá ainda pois estamos esperando desocupar. Enquanto isso, Nicolas não tá nem aí. Já vimos que qualquer casa pra ele tá bom, desde que tenha várias coisas pra mexer e explorar. (E incrivel a habilidade que ele desenvolveu de se localizar bem nos cômodos de qualquer casa!).

A gente só não tem ainda nossas coisas que foram despachadas da Australia pra cá e já não aguentamos mais usar as mesmas roupas que usamos a viagem inteira! Aaaahhh!!! Também estamos lutando contra o instinto consumista de sair comprando outras novas, afinal a gente tem roupa, só falta ir na alfândega buscar (amanhã é o dia!). Só quem tem roupas novas é o Nic, que não pára de crescer (graças à Deus!) e portanto suas roupas que trazemos já não lhe servem mais.

* * *

Também nesta semana me dei conta como nosso olhar pras coisas mudam quando temos filho. A primeira vez que estivemos em Vancouver foi há 3 anos atrás. Lembro de termos ido numa pequena ilha chamada Granville Island, onde voltamos com o Nic no último final de semana. Levei um susto ao ver bem na entrada um grande mercado só pra crianças (Kids Market), com brinquedos artesanais, roupas infantis, vários playgrounds, carrinhos pra dirigir, etc  e na frente um grande gramado com um parquinho. Isso sempre esteve lá, mas passou totalmente desapercebido pra mim na primeira vez, de quando eu só tinha lembranças dos restaurantes e bares!

* * *

E foi nesse Kids Market onde também encontramos um salão de beleza só pra crianças. Vi os olhos do Nicolas brilharem *tlim, tlim, tlim* ao verem que os assentos eram carrinhos super legais com volantes pra ele dirigir. Respiramos aliviados ao pensar que finalmente o corte de cabelo já não seria mais aquela tortura pra ele, nem pra gente.

Bom, isso, até um minuto depois.

Foi só a mulher começar a cortar o cabelo dele que ele esqueceu carrinho, volante, buzina, cookie e nem quis saber da mamãe pagando mico na frente de todo mundo pra cantar e fazer a coreografia de “Nicolas sapeca e o macaco bizarro”, música de autoria dela e que ele tanto gosta(va).

E assim, pela terceira vez Nicolas teve seu já tradicional corte em zig-zag, o qual ele não deixa ser aparado nem mesmo pela gente.

Então nos resta seguir assim, fazendo história pelos salões de beleza do mundo todo…


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Cruzeiro com criança

E aos poucos iam chegando os tripulantes do cruzeiro. Duas cenas chamavam a atenção dos transeuntes que ali passavam.

De um lado, uma senhora esbelta em um modelito primaveril e esvoaçante da Versace, sandálias Manolo, acessórios e suave fragância da Chanel, óculos de sol da Saint Laurent e cabelos meticulosamente presos em coque, descendo com elegância mas com marcada expressão de tédio, de sua lustrosa Limusine, enquanto seu chauffeur hábil e cortezmente descarregava suas cinco malas da Louis Vuiton.

Do outro, um casal usando a última coleção primavera-verão da Malhas e Cia, sapatos da Pé-Konforto, chapéus com I love Hawaii em degradê, óculos de sol da Sun Lorran e vários colares de flores (de plástico) no pescoço, descendo com ansiedade de um táxi com pinturas de hibiscos, carregando uma criança inquieta de 18 meses, um bebê conforto, uma bolsa grande com brinquedos, uma mochila com o laptop, três malas desbotadas da Só Malas com fitinhas coloridas amarradas (pra não serem confundidas!), sacolas com suplimentos infantis recentemente comprados no WalMart, um carrinho de bebê difícil de abrir e uma câmera fotográfica, rindo que nem bobos e se cutucando com os cotovelos, vislumbrados com aquele navio enorme e luxuoso que os aguardavam à frente.

::

Pois foi mais ou menos assim que chegamos ao porto. :-)

* * *

Eu já contei aqui sobre nossa decisão de fazer um cruzeiro ao invés do voo de avião do Havaí pra Vancouver. Evitaríamos mais horas de voo, teríamos mais comodidade, espaço, entretenimento e por um preço justo. Certo?

Em parte.

Bom, o preço, à meu ver foi bem razoável. Você paga pouco mais que uma passagem aérea por pessoa (criança paga metade) e tem muito mais regalias e conforto que um voo de primeira classe, além de comida à vontade à qualquer hora do dia.

MAS… não vá pensando que o navio é um paraíso encantado feito sob medida pra pais e sua querida- saltitante-e-alvoroçada cria. No, sir. Muito pelo contrário. Deu pra notar que quem movimenta esse tipo de turismo já têm netos e até bisnetos, e portanto, tudo é feito pensando principalmente NELES – os avozinhos.

Pra sua referência, a gente viajou pela Royal Caribbean, uma companhia americana com altos padrões de qualidade. Com isso quero dizer que se você vai viajar por outra (pelo menos uma viagem longa como essa), já sabe mais ou menos que não dá pra esperar muito melhor que o que eu vou contar.

1. Idade

O mínimo de idade requerido são 6 meses, apesar que a gente não viu nenhum bebê tão novinho lá. O mais novo tinha 15 meses e haviam somente 5 famílias com crianças pequenas, entre um total de mais de 1600 tripulantes.

2. Check-in

Igualzinho ao que a gente faz no avião, com a diferença que todo mundo que te atende é super-ultra simpático. Ah, e também não há limite de bagagem. Acho que o limite é o quanto cabe no seu quarto. Assim, você entrega as malas no check-in e elas são levadas ao seu quarto algumas horas depois. Por isso recomendam separar uma bolsa de mão com pertences pra usar até que elas cheguem.

3. Leve fraldas suficientes

No navio tem as tipicas lojas de duty free com souvenirs, jóias, bebidas, perfumes e roupas pra adultos. Ítens de emergência como pasta dental, escova e barbeador ficam numa mini-prateleira numa das lojas.

Assim, que atenção: no navio NÃO se encontra fralda, nem fórmula, creminho pra assadura ou qualquer roupa de criança. Nada disso, hein? Então, tem que levar o suficiente pra viagem toda.

E foi o que a gente fez. Por isso tivemos que estragar nossa entrada cheia de glamour (rs) com aquelas sacolas do WalMart cheias de fraldas pros 10 dias de viagem mais 3 (porque sempre nos preparamos pro pior!).

4. Comida

É espetacular. Tem de tudo o que você imagina e mais. Neste navio que viajamos havia um restaurante fino (e que precisava de reserva) com as três refeições a la carte, e um outro, mais adequado pra quem usa Sun Lorran e tem filho, que ficava aberto o dia todo servindo café-da-manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e janta, tudo buffet.

Todo dia tinha umas trinta variedades de pratos novos e podíamos encontrar sopas, carnes, peixes, arroz, massas, vegetais, saladas, pães, frutas, queijos e sobremesas. Tinha opções pra vegetarianos e quem não come glúten também. Pra quem tem filho que já come uma grande variedade de comidas não encontra problema, só tem que ter cuidado e provar antes, pois alguns pratos são apimentados.

Já pra bebês que só comem papinha, acho que dá pra se virar com as sopas ou improvisar e amassar alguns vegetais. Eu não tenho certeza, mas também deve ser possível pedir comida especial pra eles.

As únicas coisas que não gostei foram os sucos que pareciam feitos com pozinho Ki-suco e o iogurte com gosto de total-industrializado (muito doce, cor e sabor artificiais demais). E o Nic que não vive sem iogurte (Mais gute, mami!) teve que comer esse mesmo.

5. Área de lazer

Bom, chegamos ao momento “Oh, my god!” do post. O meu grande choque, e possivelmente o seu também, querida mamãe que agora lê estas palavras e sonha em levar seu filho pequeno a um cruzeiro, foi saber que o Nicolas não poderia entrar em NENHUMA piscina, fosse ela de adulto ou criança, nem jacuzzi, mesmo que (obviamente) acompanhado pelos pais, durante todos os dias do cruzeiro.

Rá!

Esperava por essa? Nem eu.

Pois só fui descobrir quando eu e Nic já estávamos nos deliciando numa banheira de água quente ao ar livre, esperando o papai que tinha ido buscar as toalhas pra gente. Foi aí que de repente, sinto um tapinha no ombro, seguido por um “Excuse-me madame.” Já viu, né? Tapinha no ombro nunca é bom.

No que eu me viro, o homem me explica, que de acordo com as leis americanas, crianças que não estejam treinadas a usar o banheiro sozinhas, não podem entrar nas piscinas, mesmo usando aquelas fraldas próprias pra natação (Sabe, mamãe? Aquelas com o desenho do Nemo com a qual você sempre levou seu filho pra nadar e nunca teve problema? Pois é, pode não.)

Sem acreditar, ainda tentei barganhar  “Moço, moço, pelamordedeus, ele como toda criança AMA uma piscina. Como vocês podem privar uma criança de entrar na piscina num lugar que SÓ TEM piscina e por tantos dias? Que tipo de férias ele e nós vamos ter?” Mas ele continuou irredutível, repetindo que são as regras e bla-bla-bla.

Fiquei realmente chocada, revoltada, estarrecida e triste com essa notícia. E o mais bizarro é que no navio havia uma americana com uma menininha na mesma situação e disse que nos EUA sempre frequentou piscinas sem problema com a filha. Não dava pra entender.

Assim, não tinha outra coisa a fazer senão pesquisar outras opções de lazer pro Nicolas e levei outro choque. A única sala destinada à crianças só aceitava maiores de 3 anos!

Então percorremos o navio todo sem acreditar. Havia Cassino –  seria ótimo pro Nic apertar todos os botões que quisesse, mas, claro, proibido pra menores. Solarium –  piscinas cobertas, sauna e academia, restrito a adultos. Teatro – somente shows noturnos. Biblioteca – com um Shhhhh de todo tamanho na porta. Sala do Silêncio Absoluto – (não acreditei quando vi isso) proibida a entrada de pessoas com cordas vocais, imagino. Salão de dança – adultos somente. Pista de corrida no último andar – adultos. Salão de bingo e quebra-cabeças – adultos.

A gente no cassino em horário de não funcionamento. Mesmo assim fomos expulsos de lá.

Assim entendemos porque haviam tão poucas crianças no navio… Em todos os cantos, não havia um só espaço, nem sequer uma salinha pequena, um escorregador ou balanço, ou então uma piscininha mesmo que minúscula só pros babies. Uma vergonha!!!

E ao reclamar, viemos a saber que um encontro vapt-vupt de 45 minutos ocorria toda manhã num espaço improvisado e temporário pros excluidos brincarem com brinquedos da Fisher-Price. Fomos uma vez, nem foi tão divertido, e depois o fuso horário foi mudando e não conseguimos mais acompanhar.

Daí Nic passou os 10 dias brincando com uns brinquedos que eles emprestaram (pelo menos isso!), subindo e descendo escadas, entrando e saindo de elevadores e correndo ao redor das piscinas.

E a gente atrás…

Bom, quanto às piscinas, no final das contas, choveu e fez frio a maior parte dos dias, então o fato dele não poder usa-las acabou não fazendo tanta diferença. Que coisa hein?

6. Fuso horário

Como nessa viagem cruzamos diferentes fusos, o horário foi ajustado 1 hora a cada 2 dias. A mudança ocorria ao meio-dia, quanto tínhamos que adiantar os relógios. Alguns dias era difícil acompanhar a diferença, mas no final chegamos em Vancouver sem nenhum jet lag.

7. Acomodações

O navio tem vários decks (andares) e quanto mais alto, mais caro o quarto e maior a janela com vista pro mar. E tem vários corredores bem compridos, que toda vez que eu passava por eles me lembrava do Titanic.

Bom, se você é do tipo que usa Saint Laurent, com certeza vai ter um quarto bem mais espaçoso, com banheira e roupões pra usar (além de outras coisas que nem sei). A gente, ficou em um de tamanho bem razoável. São duas camas de solteiro juntas que formam uma cama de tamanho entre Queen e King (o Nic dormiu com a gente numa boa). Eles também emprestam um berço portátil, mas com o Nic, já viu né?

No mais, tem um guarda-roupa que cabe bastante coisa, um sofazinho, uma televisão pequeninha e que não vira, com programação meio restrita e repetitiva (mas tudo bem), vários armários e gavetas aproveitando todos os espaços existentes e um banheiro pequeno sem banheira.

E graças à dica salvadora da Camila do Murilo, eu, que já esperava que seria complicado dar banho no Nic no navio, comprei uma banheirinha inflável no WalMart por 5,50 dólares! Inclusive, íamos levar essa piscininha lá pra cima, pra mostrar que não precisávamos das piscinas deles não, que a gente tinha a nossa, mas como ventava tanto, ele se divertiu no quarto mesmo.

8. Atendimento médico e náuseas

Há serviços médicos disponíveis no navio, apesar que por um preço nada camarada. Felizmente nenhum de nós precisou usar, mas é sempre bom saber que existe.

Já náuseas, eu tive muita, mas só no primeiro dia que viajamos o dia todo em alto mar. O navio balançou muito e várias vezes tínhamos que caminhar escorando nos corrimões… Parecíamos bêbados andando… Mas daí tomei um remedinho pra enjoos e nos próximos dias não senti mais nada.

9. Acessos e segurança

Todo o navio tem acesso pra cadeira de rodas ou carrinho de bebê, por elevador ou rampas.

Quanto à segurança, no primeiro dia tem um treinamento rápido de como proceder caso necessitemos evacuar o navio. Há coletes salva vidas nos quartos (adultos e crianças) e barcos pra todo mundo.

10. Baleias e golfinhos

Essa é pra minha irmã que ficou toda entusiasmada com idéia de ver esses animais do navio. Patti, ou a gente não cruzou a rota desses seres encantadores, ou estávamos ocupados demais correndo atrás do Nic, porque não vimos nada.

11. Internet

Tem, mas é super-ultra cara. Melhor usar só em caso de real necessidade.

12. Sono

Ótimo! Muito bom ir pra cama vendo a luz da lua refletindo no mar, dormir embalado pelo balanço ritmico do navio e acordar com a luz do sol e vendo aquela água tão azul e infinita…

13. Serviços e gorjeta

Tem serviço de quarto por 24 horas, mas o menu é fixo e limitado (não dá pra pedir a mesma coisa que eles servem nos restaurantes por exemplo).

Gorjeta é um negócio meio pessoal, mas no navio eles recomendam deixar pra dar a gorjeta toda no último dia e fazem um cálculo de 3,50 dólares por dia, por pessoa. Eu achei meio caro, mas o atendimento é realmente de primeira. Os garçons, são SUPER prestativos com quem tem criança e os camareiros têm habilidades especiais com as toalhas, que fez a alegria do Nic que cada dia era surpreendido com um animal diferente.

Em geral são sempre os mesmos pra te atender, mas se variar, dá pra dar a gorjeta pra administração e eles distribuem pra todo mundo igualitariamente.

* * *

E pra terminar, a dica é escolher com cuidado, ler as letras miúdas sobre os serviços e opções de lazer no cruzeiro antes de comprar as passagens. No nosso caso, apesar de tudo, não nos arrependemos pois conseguimos descansar e o Nic aproveitou bem ao seu jeito.

Mas sem dúvida o divertimento é maior se os filhos já forem maiores e puderem participar de grande parte das atividades.

* * *

E se você já teve experiências com outras companhias de cruzeiro, por favor, deixe seu comentário. Estou bem interessada em saber como foi.


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Chegada em Vancouver e mais do Havaí

Depois de 1 mês e 13 dias na estrada, no ar e no mar, finalmente chegamos à Vancouver! Hooray!

No próximo post eu conto como foi a viagem de cruzeiro… cheia de surpresas, gente! Bom, mas foi assim que chegamos aqui… naquele naviozão enorme…

Precisavam ver a cara de surpresa do pessoal no porto, que nos contou que éramos as primeiras pessoas a imigrar pro Canadá e chegar de navio!

Tsc, tsc, tsc… é,  já não se fazem mais imigrantes como antigamente…

Daí, tiveram que chamar um oficial lá do aeroporto pra ajudar com o procedimento de entrada. A gente já chegou aqui como residente permanente, visto que demorou 1 ano e meio pra sair. Mas eles precisavam oficializar nossa chegada e iniciar o processo de retirada do “green card” canadense que deve demorar umas 6 semanas pra ficar pronto.

O legal é que tudo foi feito com muita eficiência e tranquilidade; e enquanto a gente esperava o oficial chegar ao porto, eles deixaram a gente ficar lá fora tomando café no Starbucks. Teria sido perfeito se já não tivesse passado da hora do Nic tirar sua sonequinha, mas o oficial chegou rapidamente e depois de poucos minutos já estávamos adentrando em Vancouver oficialmente, cidade que nos recebeu com um clima super agradável (e nada de  chuvas!!).

(Pra saber mais sobre a parte burocrática envolvida no processo de imigração, recomendo o blog do Sandro, que conta com muitos detalhes, simplicidade e emoção, toda sua história, desde o início, como imigrante no Canadá).

* * *

Agora, como prometido, atualizei os dois últimos posts com fotos. Passa aqui pra ver as fotos de Sydney e arredores, e aqui pras fotos do Havaí, que de tão bonito, nem teve tantas fotos assim, sabe? Bom, pelo menos não o tanto que costumamos sempre tirar. Mas chega num ponto que a gente simplesmente pensa: vamos curtir e dar um certo descanso pra esse click, click danado…

* * *

Mais do Havaí

No final das contas conhecemos três, das quatro principais ilhas do Havaí. A impressão que ficou é que a primeira ilha, Oahu, é onde encontramos a melhor e mais bela combinação de praias com montanhas e vegetação, e cores estonteantes. Mas é também a ilha mais pop e a mais dominada pela cultura americana.

 

Daí, à medida que vamos pras outras ilhas mais à sudeste, a paisagem vai ficando mais vulcânica (pois as ilhas são cada vez mais jovens), o verde é menos presente, as praias já não são a atração principal, mas dá pra ver que a cultura havaiana é muito mais preservada.

Nestas ilhas ainda sobrevivem alguns McDonalds safados, mas dá pra encontrar outras alternativas deliciosas e saudáveis. Também foi lá que tivemos a oportunidade de ver as havaianas dançando o ula-ula. Não as havaianas de cabelos longos e pretos, mas as de cabelo branco como a neve. Me pergunto se as mulheres que hoje dançam ula-ula ainda são as mesmas que eu via na Ilha da Fantasia… No entanto, não deixam de ser bem engraçadinhas!

Agora, a última ilha (Big Island), foi a que mais tivemos ansiedade em conhecer. Imagina se um casal de geólogos não iria querer visitar um lugar vulcanicamente ativo! E pra ver tudo direitinho, até passeio de helicópero sobre um dos condutos do Kilauea a gente fez. Vimos lava quente e tudo. E o Nic? Foi com a gente, é claro, mas dormiu como um anjo ao som do motor e da hélice rodando enquanto o pau quebrava lá embaixo.

A foto abaixo foi tirada já no final, quando ele tava super acordado observando o helicóptero.

 

E foi dentro desse bichinho que a gente sobrevoou esse pequeno conduto do vulcão (não passamos por cima por causa dos gases) e o derrame de lava, arrasando tudo e deixando apenas algumas ilhas vegetadas.

As casas que existiam na região foram todas cobertas. Exceto… uma. Tá vendo aquela casa ali no meio? Cê acredita que tem um homem que ainda mora lá? E inclusive sai saltitando pela lava quente pra fazer passeio na cidade, gente! Ai, meu Deus… tem gente pra tudo nesse mundo! E você aí, achando que NÓS é quem somos os loucos…

Abaixo é a lava encontrando as águas do mar. Tshhh!

E por fim, a lava vista de noite, da janela do nosso quarto no navio.

De arrepiar!

Beijos pro’cês!


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Watch out, família viajando! (atualizado)

Eu deveria ter contado o roteiro antes da viagem ter começado, né? Dããã… Mas ainda tá em tempo já que recém começamos a viajar.

O itinerário, que se iniciou em Kalgoorlie (outback da Australia) terminará em Vancouver (Canada), nossa próxima casa. Quem dita o ritmo da viagem é o Nicolas, atualmente com 17 meses. O plano será atualizado à medida que formos viajando e dependendo do acesso à internet:

  • 6 horas de voo, 10 dias em Victoria (partindo e terminando em Melbourne) – √ (aqui aqui e aqui)
  • 1 hora de voo, 10 dias pela Tasmania (partindo e terminando em Hobart)√ (aqui e aqui)
  • 1,5 horas de voo, 10 dias em New South Wales (principalmente Sydney) - √ (aqui)
  • 9 horas de voo pra Honolulu (meio do caminho entre Australia e Canada), 3 dias no Hawaii – √ (aqui e aqui)
  • 10 dias em cruzeiro do Hawaii a Vancouver – √ (aqui)

Ufa! E engraçado que pra gente fazer um cruzeiro era algo tão distante quanto fazer uma viagem espacial… A gente, em um cruzeiro? Haha! Quem sabe quando estivéssemos aposentados e mais: milionários!!! Mas depois de nos imaginar em duas situações distintas: (a) a gente num voo com espaço limitado por mais de 18 horas com uma criança explodindo de energia e (b) a gente num navio, viajando tranquilamente, com muito espaço, quarto privado, piscinas e intretenimento voltado pr’aquela mesma criança explodindo de energia, resolvemos acreditar que ‘quem sabe’ e  investigar. E pra nossa surpresa, vimos que a viagem de navio nem era tão mais cara que o voo, considerando toda a comodidade e comida incluida.

E cá pra nós: quer negócio mais apropriado que imigrar pra um lugar e chegar lá de navio? :-)

Então sinta-se a vontade pra nos acompanhar nessa aventura!

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