O lado cômico da maternidade


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A surdez seletiva, o caminhão com lama e o eco materno

Aconteceu num daqueles raros momentos em que consigo mergulhar tão completamente no meu trabalho, que qualquer conversa ao meu redor soa como uma aula da professora do Charlie Brown.

O máximo que consigo escutar, algumas vezes, é a última palavra de cada frase. Máximo. Tudo o mais é caótico, embolado e ininteligível.

Numa dessas, chega meu menino Nicolas.

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Ele tem um plano audacioso em mente, mas decide sondar o terreno e avançar com sua tropa com cautela.

E me pede pra brincar com um caminhão que eu tirei de circulação por um mês, há uns dias atrás, por motivo de mal comportamento. Não do caminhão, do Nicolas – que fique bem claro.

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O Nic sabia que em situações normais eu não cederia, mas como balbuciei qualquer coisa vaga e não disse “não” de cara, seu peito se encheu de esperança e prosseguiu. Me perguntou se tudo bem pegar uma cadeira pra alcançar o caminhão lá encima do armário.

Eu só escuto que ele quer pegar uma cadeira. Pois que mal há em se brincar com uma cadeira, gente!!! Prossiga, jovem criança!

E dou o passe livre.

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Ele se empolga.

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Mas suas palavras entravam nos meus ouvidos de forma distorcida e enfadonha. Era como se eu estivesse escutando um advogado gago tentando me explicar o histórico do sistema jurídico e tributário ao fazer meu imposto de renda. Tá brincando? Me dá logo esse documento que eu assino!

Com isso, a imaginação do meu pequeno deslancha enlouquecida.

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Totalmente sem limites.

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E sem me dar conta, assino o documento autorizando a transferencia de todos os meus bens pra um estranho.

O Nic sai correndo radiante.

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Tão radiante, efusivo e satisfeito, que chego a desconfiar que alguma coisa estivesse errada.

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Pra imediatamente descartar ideia tão absurda! Imagina!!!

Ele não passa de uma criança de gostos simples, feliz por conseguir permissão pra ir ao banheiro e tomar água!

Graça de menino!

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Até que um tempo depois, algumas palavras começam a voltar, irradiando como um eco na minha cabeça.

Taí uma habilidade que muitas mães têm, mas ignoram: a habilidade de ouvir ecos de um passado não tão distante.

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E sou atingida por uma realidade estarrecedora.

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Meu filho podia estar naquele mesmo momento, construindo uma elaborada rampa pra brincar com um caminhão cheio de lama no meu banheiro!

E saio correndo descontrolada.

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Chegando justo em tempo de evitar o pior.

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Claro que:

- Dona Lily não tava nem aí pra festa da lama que estava prestes a acontecer.

- O Nic ficou meio decepcionado, mas entendeu que tava mesmo bom demais pra ser verdade. E brincou horas com o caminhão cheio de lama lá fora.

- E eu? Bom, eu tenho me esforçado muito mais pra ouvir cada palavra do que dizem quando estou trabalhando.

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A-HÁ!! Achou que eu não fosse escutar, né?

Pois sou esperta!

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Um carro, duas crianças e um sorteio

Eu não sei como é aí, mas aqui não tem nenhum passeio de carro que salva mais.

Todos começam assim: enganadores. Um exemplo de comportamento infantil e curiosidade acerca do mundo e livros que os cercam. Orgulho me define.

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Até que ELE chega. O Espírito de Porco.

Nossa, tá pra existir criatura mais traiçoeira e ardilosa que essa, viu? Porque o velhaco começa assim, sugestionando com simpatia e risinhos, que a irmã tire os sapatos, a touca, e todo e qualquer enfeite ou adereço que lhe complemente o visual feminino.

Funciona toda vez.

Na sequencia, ele inicia a tortura psicológica. Sabe aquela coisa irritante de fazer que quaaaaaaase encosta no braço dela mas não encosta? Ou na cadeira? Ou na boneca? Então. Adorável.

Daí, a irmã, que é toda não-me-toques-e-sai-com-esse-dedo-pra-lá, claro que se descabela inteira com uma bobeira dessas. Tinha, né? Porque pra cada criatura incomodenta, há que haver uma incomodada. Lei da natureza.

Assim, todo o resto do passeio é isso aí, colegas.

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Um júbilo!

E não adianta pedir pra parar, conversar, ameaçar, nada. Quando o espíritodeporquice chega, ele se instala.

Até claro, os últimos 5 minutos que precedem a chegada de onde é que seja que estamos indo. Daí a criatura zombeteira vai embora, o menino emburra e a menina dorme.

Falha nunca.
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E os pais? Ora, enquanto o pau quebra lá atrás, claro que o mesmo acontece na frente  os pais  aproveitam pra sorrateiramente abaixar o volume daquele CD infantil que eles não aguentavam mais escutar! Afinal, pra um casal que essa semana completa 9 anos de casados, só de poder fazer um passeio sem ouvir a dona aranha subindo pela parede pela 678a vez, já é mais que lucro!

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E HOJE TEM SORTEIO GENTE!

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As ilustrações foram desenhadas e gentilmente doadas por aquela ilustradora podre de famosa da Lalelilolu Studios, sabe? Então! Ela falou que pra participar do sorteio, basta dar uma olhada numa das lojas dela (a Etsy ou a tupiniquim) e contar nos comentários quais são as duas ilustrações que você mais gosta. Ela também acrescentou que:

1. Vale pra qualquer lugar do planeta (Terra, né gente, por favor!)

2. Se curtir a página dela no Face, ganha mais uma entrada. Daí é só deixar outro comentário pra falar que curtiu.

3. Se curtir a minha página no Face, ganha mais uma (olha que fofa!).

4. Se você clicou em Odeio esse blog!!! lá encima no menu já foi eliminado. :)

5. O sorteio acontece na próxima sexta, dia 28 de Fevereiro, 20 horas (horário de Brasília).

PS: Só vale ilustrações tamanho 21.6 x 27.9 cm (infelizmente os Posteres do Alfabeto de Animais não entram no sorteio)

É isso! E boa sorte, queridos leitores!

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SORTEIO ENCERRADO!

Foram 172 entradas válidas e o número sorteado pelo Random.gov foi o 145!

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PS: Se você participou do sorteio, não ganhou, mas queria muito uma ilustração, a tal ilustradora está dando 20% de desconto até o final de abril de 2014. Basta entrar com o código “GIVEAWAY”na hora da compra (em qualquer uma das duas lojas) . Mas só vale pra quem participou, ta?


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Do ski-bunda ao divórcio

Atire a primeira fralda quem nunca teve preguiça de fazer um programa com as crianças.

Porque é todo um processo, né gente? Correr atrás da criatura que foge rindo com a fralda metade posta, metade desbeiçada. Convencer o mais velho de que cueca não é touca. Conseguir a proeza de vestir e alimentar todo mundo a tempo, e claro, preparar aquela bagulhada toda pra levar, pra no final descobrir que esqueceu a coisa mais importante de todas – seja lá o que for essa coisa naquele dia.

Daí, chegando no lugar, você ainda tem que ter a presença de espírito pra separar motins, apaziguar disputas de posse, conter pitis, lidar com sono fora de hora, comida fora da boca, cocô fora da fralda. Tudo isso, além de conviver com a frustração de nunca conseguir terminar uma frase sequer com um outro adulto. Nunca.

Mas é aquela coisa. Nos dias que você mais espera que vai ter problemas, são os dias que todo mundo mais se diverte.

E vice-versa.

* * *

Acordei radiante.

Fui tomar meu banho e saí cantarolando aquela musiquinha super fofa, descontraída e que nunca sai de moda… Como é mesmo o nome, gente? Começa com “da da da”? Ah sim, King Kong e seu King Konguinho! Pena que o Nicolas pediu pra eu parar… Talvez eu tenha exagerado na coreografia.

Mas enfim. Não ligo, pois quem saiu perdendo foi ele.

O importante é que estávamos todos animados pra ir pras montanhas brincar de tobogã na neve! O famoso ski-bunda. Há semanas que o Nicolas vinha rezando essa ladainha de que queria fazer tobogã e pra nossa sorte, dona Lily acordou toda feliz e bem humorada. Tão bom quando as crianças já estão maiorzinhas e a gente sabe que vão se divertir, ne?

O marido fez panquecas pro café-da-manhã e estava mais disposto que o usual. O lugar fica só a 45 minutos de carro e a previsão era de sol com temperatura amena de 3 graus.

No caminho fui sorrindo e imaginando nosso passeio.

nicolilando_expectativa_maternidade_inverno_canadaBrisa fresca, madeixas ao vento, céu azul, dia ensolarado.

Crianças se divertindo, toboganando felizes e claro, protegidas com seus equipamentos de segurança pessoal. A cada descida, uma comemoração, vários uhuuus, vários abraços. VÍNCULO.

Eu, tomando meu chocolate-quente (mas não tão quente) orgânico, feito de cacau equatoriano, e aproveitando pra registrar cada momento com fotos espontâneas, nítidas e de fundo levemente desfocado. Captando com naturalidade cada sorriso, cada olhar de entusiasmo, cada abraço trocado.

No meio desse misto de euforia e serenidade, engulo seco ao notar um aviãozinho circulando em círculos com uma faixa pra mim. Nela se lia “te amamos”.

Oinnnnnnnn! Que fofos!!!

Até que chegamos ao destino. Acordo com uma baba sorrateiramente escorrendo no canto da minha boca.

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Olho pro céu e vejo tudo cinza. Nada de sol, vento gelado e úmido. Fico pensando como o clima pode mudar tanto com 45 minutos de carro.

Olho pra Lily e vejo ali a expressão de uma criança emocionalmente desestruturada. Terá ela visto o Abominável Monstro das Neves no caminho? Não duvido.

- Quer sair do carro, Lily? – pergunto

- NÃO!!!!

- Quer ficar no carro?

- NÃAAAAAAO!!!!! – responde ela brava. O famoso paradoxo metafísico aplicado.

Não quer capacete, não quer luva, não quer brincar. E fico pensando como pode uma menina mudar tanto de humor após 45 minutos de carro. Logo ela, que gosta tanto de usar essas coisas e brincar na neve.

Já o Nicolas, pra quem passou as últimas 3 semanas me atazanando com essa conversa de tobogã, me surpreendeu ao de repente se tornar uma criatura estranha comedora de neve. O menino deve ter comido pelo menos uma montanha inteira nas duas horas que ficou lá sentado. Presenciei a olhos vistos os efeitos antropológicos na paisagem moderna.

Claro que o pior foi aguentar as suas constantes idas ao banheiro pra fazer xixi depois.

No mais, não teve avião com faixa, não teve sol, nem chocolate quente.

Mas teve alguém que apesar dos choros e das esquisitices das crianças, conseguiu se divertir e muito. Meu marido.

Puto.

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Já deu pra perceber que comecei a fazer posts ilustrados e não vou conseguir mais parar, ne? Tudo culpa de uns blogs americanos que amo – esse e esse. Além desse livro.


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Hoje ele faz 5 anos. Me abraça?

Tudo começou no dia 18 de Outubro de 2008, quando me tornei mãe.

MÃE.

Nossa, me dá até um saracotico na espinha de lembrar.

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Mãe de um menininho de bochechas rosadas que de início era muito chorão, mas que depois se revelou a criança mais risonha, divertida e companheira que eu poderia sonhar em ter ao meu lado.

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De um menininho que nasceu de um parto difícil, que deu muito trabalho pra dormir, pra comer e desfraldar, mas que hoje me faz entender que tudo isso foi necessário pro meu amadurecimento como mãe DELE; que ao invés de tentar mudá-lo, eu tinha que mudar a mim mesma.

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De um menininho que sempre foi muito esperto e inteligente, mas que aos 2 anos de idade teve o terrível azar de ser filmado num dos grandes deslizes de sua tenra infância: o dia que ele caiu igual um patinho no famoso Método de Psicologia Inversa (MPI), método este, aplicado com brilhantismo por sua sagaz progenitora (apesar da filmagem em vertical comprovar o contrário… mas vá, dá um desconto, aqueles eram outros tempos)

no hotel, fascinado por rodas

Um menininho que sempre foi completamente fascinado por carros e máquinas, mas que nem por isso, deixa de ter um lado sensível e imaginativo, que aos 3 anos de idade conseguiu explicar como surgiram as estrelas-do-mar.

Eu sou a feliz mamãe de um menininho que me emociona todos os dias com suas questões sobre a vida, a morte e suas observações sobre as pessoas. Um menininho que nunca deixa de me cobrar pra eu agir de forma coerente com o que eu ensino pra ele, que fica bravo toda vez que quero apertar a Lily e que me comove com seu jeito simples de ver as coisas.

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Desse menininho inocente, carinhoso e perceptivo, com o qual tenho diálogos tão incríveis todos os dias que custo a acreditar na minha sorte como mãe dele.

Eu: Nicolas, o que você quer ser quando crescer?
Nic: Lenhador!
Eu: Por que?
Nic: Porque eu quero construir casas de madeira e matar o lobo mau!
Eu: Nossa, que corajoso!
Nic: Tudo bem, mamãe, porque quando eu ‘ser’ lenhador ja vou ser grande e forte!
Eu: Ah é? E quantos anos você vai ter?
Nic: 100!!!

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Eu sou a orgulhosa mãe desse menininho que hoje faz 5 anos! E espero de todo o meu coração que ele cresça feliz, saudável e realize todos os seus sonhos, mesmo que seja o de viver até 100 anos pra começar sua vida de lenhador. :)

Feliz aniversário, meu menininho Nicolas! Que você nunca perca essa sua leveza, seu sorriso lindo e a simplicidade no seu coração.  Mamãe te ama e te admira desde sempre!

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Ah! E tem mais:

- A linda história contada pela professora do Nicolas e que me fez debulhar em lágrimas e traumatizar pra sempre 15 criancinhas inocentes

- A ilustração de comemoração dos 5 anos com seus melhores amiguinhos


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O galinheiro, o sassariquento e o ataque do coala noturno

Ah gente querida, como eu queria vir aqui toda semana pra papear um bocadinho com vocês! Mas quem disse que consigo? Ainda mais depois que cismei de fazer um tal de projeto 365, que minha vida ficou de cabeça pra baixo, assim como se ao invés de 2, eu tivesse uns 30 filhos pequenos, mais 3 cachorros e um galinheiro.

E vocês sabem que não sou dada a exageros, né?

Pois bem, então deixa eu terminar logo de contar essa ladainha da viagem pro Brasil, que já tá me dando vergonha eu estar no mesmo assunto até hoje, 2 meses depois de voltar de lá. Cruzes.

Culpa do galinheiro. Certamente.

* * *

Mas então. Como toda visita a Beagá, a correria é tanta, mais tanta, que quando as crianças começam a se acostumar com alguém, a assimilar o que é tia, primo ou irmã-do-coração da mamãe, já é hora de catar os pertences e visitar outra pessoa. Na saída, a gente só não esquecia de roubar um pão de queijo pra comer no carro e rezar pra Nossa Senhora das Familias em Visita pela Terrinha pra não ter engarrafamento.

Coisa que nunca aconteceu. Ocupadésima essa santa, aparentemente.

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Mas tirando o transito que não transitava (e que até me rendeu umas boas balas chitas que me ajudaram a minimizar certos traumas de infância), deu pra cortar muitos itens da minha lista de coisas que não podíamos deixar de fazer no Brasil.

Número 1

Matar a saudade de abraços. Porque o Canada tem de um tudo, gente, mas não tem abraço. Tirando nos encontros com brasileiros daqui ou os desafortunados que se deparam com ursos (Deus os tenha), a chance de você angariar um abraço aqui é quase nula. Mas matei minha abstinência da melhor forma:  abraçando muita gente querida e amada. Mesmo.

Número 2

Desgarrar a Lily um tiquinho. Porque pense numa criatura agarrada. Ah, que doce, você pensou num coala? Mas não tá nem perto, viu? Então faz o seguinte: pega esse coala, encapa ele com um velcro magnético possante, cola um tanto de bolinha de chiclete ao redor e joga um balde de carrapato por cima. Balde grande. Pronto, agora multiplica por 10. Essa é a Lily comigo. Por isso, foi uma verdadeira surpresa ver ela se jogando no colo de pessoas que ela nunca tinha visto na vida e até criando laços afetivos. Milagres do Brasil.

Número 3

Ver como o Nic se sairia com a língua portuguesa. Não que esse fosse um grande problema, pois português é sua primeira língua. Mas, como ele aprendeu inglês na escola e brincando com seus amiguinhos, quando ele brinca, mesmo que sozinho, ele SÓ fala em inglês. Por isso foi muito lindo e fofo observar ele escolhendo cuidadosamente as palavras pra falar só em português quando brincava com outras crianças. Fofo mesmo. E lindo.

Número 4

Rever a turma de faculdade depois de 10 anos. Muito bom!!! Exceto a parte de encarar que sou a mesma boba de antes, só que com 10 anos a mais.

Número 5

Visitar gente bacana. Desta vez teve cria nova pra conhecer e apertar, amigas grávidas pra encontrar, lasagna da Ignes pra degustar, Ouro Preto pra visitar com gente especial, e pipa pro Nic soltar com o maior especialista do mundo – meu irmão. Check, check, check, check e check.

Número 6

Ter tempo de pernas pro ar. O que significou ter momentos de não fazer nada e só ficar por conta de papear. Foi ótimo aproveitar minha família, amigos próximos e minha cunhada divertidíssima grávida do meu primeiro sobrinho de sangue – o Pedrinho, que nasceu há poucas semanas!!!

Número 7

Ter uns dias só de meninas lá em São Paulo. Conto TUDO logo, logo, prometo.

Número 8

Comer de tudo sem engordar. Sem comentários, desastre total.

* * *

Ou seja, foram 10 dias em BH super bem aproveitados! Mas claro, se você me permite ser bem sincera, sempre tem uma desvantagem aqui ou ali, né? E pra mim, a parte mais difícil foi, como sempre, manter a rotina das crianças.

Rá, caiu nessa, foi? Desculpa, mas essa é a versão genérica, que conto pra todo mundo.

Porque a verdade verdadeira, gente amiga, difícil mesmo foi ter que assistir de camarote a disponibilidade do marido pra sassaricar com os amigos toda santa noite enquanto eu ficava lá, sendo requisitada por dona Lily (que à noite resetava todos os avanços adquiridos durante o dia e voltava pra versão original © Coala Plus).

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À rotina corrida e imprevisível a gente acaba se adaptando, né gente? Agora marido sassaricando sem você é de matar. Já não basta passar a gravidez toda intacto, ainda tem que nascer sem leite nas peitas?

Por isso, enquanto o Sr. Todo Soltinho se encontrava com Fulano, Beltrano, Cicrano ou Soprano, Liloca apurava seu método de manipulação materna, que consistia basicamente, em ameaçar gritar a todo pulmão quando todo mundo da casa já dormia, a fim de conseguir acesso rápido e imediato às peitcholas.

Claro que funcionava.

Afinal eu é que não queria me tornar pessoa malquista e indesejada pelos donos da casa – mesmo que as pessoas em questão fossem sangue do meu sangue.

Nunca se sabe, melhor não arriscar. “Vem cá, escuta. Eu sei que a Lu é linda, maravilhosa, agradável, meiga (…) e que educa os filhos como ninguém. Mas que diabos foi aquela choradeira da última noite? Credo!!! Será que ela esqueceu que tem mais gente tentando dormir nessa casa? Como ela deixa a menina ter o controle daquele jeito? É nisso que dá dormir com filho, eu bem que avisei!’”

Deus me livre de alguém saber achar que a Lily me controla. Então disponibilizei.

No entanto, assim que Liloca foi bonificada com acesso livre e irrestrito à leitaria noturna, ela, que antes acordava uma a duas vezes, passou a acordar duzentas. Natural, vai! Infelizmente, 200 também foi o numero de camadas de corretivo necessárias pra camuflar o aprofundamento das minhas olheiras.

Agora pensa comigo. Se hoje, que estou no sossego da minha casa, cuidando do meu galinheiro tranquila, já ando com cara de quem passou a noite rodando dentro de uma betoneira e logo em seguida foi atropelada por um caminhão com rolo compressor, imagina no Brasil, com uma atividade diferente todo dia?

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Não foi bonito não, gente.

Em um mês, em seguida volto pra contar os causos de São Paulo. Última parte.


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Praia boa é praia azulejada

Anota aí, colegas: viagem que tem até grupo em Facebook, exclusivamente criado pra compartilhar o cronograma diário da família, não tem como dar errada.

Não tem.

Pra começar, o voo de ida foi um espetáculo, como já contei. Tá, cheguei no destino parecendo um chassi de grilo anêmico, mas vamos combinar que isso é um mero detalhe se você pensar que tivemos a grande oportunidade de fazer uma viagem dinâmica e nada monótona, na qual em menos de 24 horas vivemos a emoção de passar por Vancouver, Toronto, São Paulo, Rio e chegar em Cabo Frio de ônibus.

Êxtase define.

Chegando lá, tudo perfeito! Famílias reunidas, comida maravilhosa, até que… dou falta do Ergo-baby, meu super carregador (e tranquilizador) de Lily. “Certeza que esqueci no ônibus”, recapitulei. Felizmente, ficamos sabendo, que na rodoviária havia uma salinha de “Achados e Perdidos”, e por tudo nessa vida que eu tinha certeza que estaria lá. Afinal, que alma desalmada pensaria em levar para si um trapo de pano surrado e o qual tão pouca gente sabe pra que serve?

Pois levaram.

Okay, sem problema. Respiremos fundo e esqueçamos do incidente. Bora aproveitar a praia, que é pra isso que fomos!

* * *

Cabo Frio é ótima, e eu tinha certeza que as crianças iriam adorar! Eu amo Minas, mas infelizmente ela tem o pequeno defeito geográfico de não ter praia, né? Por isso fizemos tanta questão de ir enfrentar a baldeação pra chegar lá.

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(Aliás, fica aqui minha humilde sugestão pra uma futura reformulação da cartografia brasileira. Que tal adicionar dois simpáticos rabicozinhos ali em Minas Gerais, anexando Cabo Frio e Guarapari, que se bobear, têm mais mineiros que a propria Belo Horizonte? #ficaadica)

Mas enfim.

Nossos dias em Cabo Frio teriam sido perfeitos se eu pelo menos gostasse de praia. As crianças curtiram muito,  mas eu particularmente continuo compartilhando da opinião da minha cunhada, que praia boa é praia azulejada. Por que né, gente? Praia é ou não é a mesma coisa que ficar marinando na água salgada e depois ir se esticar na farinha de pão?

Me diga você.

E se tem uma coisa que não sou muito chegada em ser, é frango empanado. Gosto não.

Mas tudo bem, pois fui pra lá com o espírito livre, o coração venturoso e o corpo disposto a aproveitar sem reclamar.

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Areia? Vamos transformá-la em diversão pras crianças.

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Vento e chuva se armando? Encapota a cria, mesmo que seja com fantasia de cogumelo.

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Pombos querendo se meter na sua farofada? Chama a vovó pra se divertir com o neto.

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Ficou entediada? Desopila e finge que tem 12 anos (ou escancara que é boba mesmo, que todo mundo vai dizer que nem tinha percebido).

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Muito sol na cabeça? Bora procurar a sombra de um coqueiro, ainda que pequeno.

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Tem pernilongo na casa? Aproveita pra desfilar seu modelito de animal print mais que original! Vai estar super na moda, gata!

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Fez tudo isso, mas cansou? Então vai pra piscina e aproveita pra mostrar pra todo mundo que mãe, além de fazer milagre em casa, ainda sabe andar sobre as águas!

O que não dá é pra reclamar!

Né?

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PS: Acabei comprando o Sampa Chila  pra substituir o Ergo-baby perdido. A qualidade não é a mesma, mas certamente salvou nossa viagem de volta!


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Vi monstro, escrevi livro, virei travesseiro, mas queria mesmo era ser o Mussum

Eu tinha 5 anos quando vi meu primeiro monstro, o Nic tinha pouco mais de 4 quando começou suas primeiras perguntas transcendentais e a Lily tinha 14 meses quando resolveu me fazer de travesseiro.

Tudo no mesmo nível de importância. Aparentemente.

Ver monstro pra mim era coisa trivial, todo dia eu via um. O Monstro de Bolinha foi o primeiro, com uns 4 metros de altura ou mais, todo feito de bolinhas brancas empilhadas – até simpático, ele. Me apareceu em plena luz do dia, no quintal da minha casa. Olhei pra ele e saí correndo, que não sou boba, mas meu medo mesmo era daquelas bolinha tudo desmoronarem no chão e me derrubarem feito boliche. Ou quase, já que seriam várias bolinhas pra um pino só. No caso, eu.

Isso sim, teria sido loucura.

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Estaria meu irmão vendo o Monstro de Bolinha?

Depois dele, virou festa. Passei a ver extra-terrestres, monstros peludos no telhado, passarinho voando com uma asa só (tenho quase certeza), monstro pernicioso que atravessava a porta de vidro da nossa casa mesmo com ela fechada (e minha mãe insistia que era sombra da árvore. Aham, sei.), e cheguei até a ouvir barulho de estrela piscando. Coisas desse naipe se tornaram tão comuns na minha infância, que me pareceu normal criar pra mim mesma um passado alienigena e até escrever um livro de terror aos 13 anos de idade. Believe me.
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Uma história sinistra, sobre um baú secreto escondido num porão obscuro. Onde estará?

Acho que por causa desse meu background tenebroso, cresci destemida e corajosa, sabe? Nunca nada me assustou nessa vida. Exceto baratas. E marimbondos. E lugares altos. E pessoas que adoram contar como gostam de lugares alto. E galinhas da Angola (vem me dizer que não são assustadoras!). Ah claro! E o bonitão da bala Chita.

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Como não?

Hoje em dia, eu adoro filmes de terror e suspense, mas confesso que nada me dá mais frio na barriga, que as perguntas que meu filho anda me fazendo. Não existe hora certa pra perguntas difíceis, né? Não importa o quanto a gente já pensou e ensaiou as respostas, elas sempre nos pegam desprevenidos. Ultimamente, ele tem escolhido justo quando estou fazendo comida e jogando Candy Crush simultaneamente (pra não dizerem que perco tempo com joguinhos).

Ele começa assim “Mamãe…” com uma vozinha super doce e fofa como quem vai dizer “você é a melhor mãe do mundo”, mas ao invés, completa com um”porque que a gente morre?” ou “como os bebês são feitos?“.

Isso sim, é de estremecer qualquer estrutura.

Me dá um Monstro de Bolinha sentado no murinho da cobertura de um prédio de 200 andares comendo um saco de bala Chita, mas não me pergunta porque que a gente morre, que isso me mata.

* * *

Pra completar, noite dessas, dormi toda enrolada feito uma lagarta pronta pra virar borboleta. Em certo ponto da noite, quando já estava quase amanhecendo, comecei a sentir um determinado incômodo, um desconforto. Eu ainda estava semi-dormindo, mas sentia que algo me atrapalhava, me imobilizava. Eu tentava me virar e não conseguia. Mexer a cabeça, não dava. Freddy Krueger, é você? – sonhei. Acordo com o clique de uma câmera fotográfica, um hi-hi safado bem baixinho, até que vejo a mão do Rafa se estendendo na frente do meu rosto me mostrando a cena da qual eu fazia parte.

Essa.

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Um travesseiro sobre o outro

Nesse momento, me dou conta no que eu havia me transformado: um mero travesseiro. Pra minha filha. Que nunca havia dormido. Tão. Bem.

* * *

A mesma filha, que aos 16 meses já fala VÁRIAS palavras. Tipo, umas cinco. E que ao invés de “Nei”, como ela costumava chamar o irmão Nicolas, agora chama ele sabe de que?

Eu: De-dé! A Lily agora chama o Nicolas de Dedé, acredita? Assim que nascem os apelidos bizarros nada a ver.

Rafa: Pois é, o meu era “Coté”, por causa da minha irmã Fernanda.

Longa pausa pra me recuperar de tanto rir.

Eu: COTÉ? CO-TÉ? Tem certeza?

Rafa: Eu já tinha te contado isso, sua boba.

Eu: Eu sei, mas é sempre bom tirar sarro da sua cara! Coté é pior que Dedé, cá pra nós! O Dedé era sem graça, mas pelo menos era um dos Trapalhões. Você teria tido mais sorte se ela tivesse te chamado de Tião Macalé. Melhor que Coté, né não?

Rafa: Ha-ha.

Eu: E sabe como a Lily tá se chamando? Didi! Quer ver? Lilinhaaaaa! Fala “Lily”!

Lily: Didi!

Eu: Viu? O que deixa o Mussum pra mim e o Zacarias pra você!

Rafa: Porque o Zacarias pra mim? É você quem se amarra numa peruca!

Eu: Putz, falou tudo… E agora? Tava tão empolgada que eu fosse poder ficar falando “forevis” e “cacildis” o dia todo!

Rafa: Que pena.

Eu: E coraçãozis.

Rafa: É né?

Eu: E Nicolilandis por aízis.

Rafa: (…)

Eu: E Lucianis, e Lilis, e Nicolis.

Rafa: Você não vai parar, vai?

Eu: E Rafis…?

trapalhoes

Juro. Ainda preferia ser o Mussunzis


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O ginecologista, o primeiro, o segundo e… o terceiro rebento

lily

Eu adoro morar em cidade pequena. Gosto de lugar onde os vizinhos se conhecem e se cumprimentam, levam cookies caseiros um pros outros e até deixam flores na porta da gente num dia de primavera (tem que ser muito fofo pra fazer isso, não?). Gosto da segurança, da tranqüilidade e do ar puro – um privilégio pra quem tem crianças, penso eu.

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No entanto, se me perguntarem qual a grande desvantagem de se morar num ovinho com 17 mil habitantes no Canadá, digo sem titubear: o risco iminente e repentino de dar de cara com… um urso? um cougar?

Não gente, meu ginecologista.

Seja no Starbucks, na fila do banco, no correio, no supermercado, ou o que é ainda pior: na festinha de um amiguinho em comum. Já imaginou?

Porque pense comigo: uma coisa é ter um papanicolador que você só encontra no contexto clínico-gineco-hospitalar, faz sua consulta, tchau, até a próxima. Mas outra completamente diferente, é essa mesma pessoa, que se ocupa da saúde de sua periquita e certos aspectos da sua vida sexual, estar inserida no mesmo contexto social, pessoal, festeiro, playgroundeiro, político, econômico e comunitário que você, concorda?

Então, imagina minha cara, quando uma semana após uma consulta onde discutimos métodos contraceptivos e meus motivos pra gostar mais desse ou daquele, trombo com minha querida ginecologista perto da piscina de bolinhas na festinha do little John.

scared

Tá, talvez eu esteja exagerando um pouco na cara. E como não sou dada a exageros (adoro manter tudo bem preciso e real), acho que a cara abaixo está mais condizente.

susto

Pois bem. Fato é que eu quase caí dura e empalhada. Mas como assim, ela conhece o Joãozinho? Então ela também tem filhos, tem vida social? Por que tanta maquiagem, meodeus? Como lidar com o fato dela saber tantas coisas de minha pessoa e eu nada sobre ela? Sobre o que vamos conversar? Posso devolver as perguntas que ela já me fez? É de bom tom chamar meu marido e apresentá-los? Tudo bem se eu me virar e sair correndo?

Mas então, ela me olha, me cumprimenta, esboça um sorriso amarelo, abaixa os olhos, o Rafa chega, ela vira o rosto, finge escutar a filha chamando e sai gritando “I’m coming, sweetheart!“. A partir daí, cuidadosamente conseguimos evitar uma a outra – até o fim da festa. Amém.

Constrangimentos que ninguém pensa em passar antes de se mudar pra uma cidade pequena, né? Pois agora, aprendi minha lição, e desde então, tenho tomado duplo cuidado com encontros inusitados. Seja com ursos, cougars ou ginecologistas.

Agora, esse papo todo me fez lembrar de um assunto relacionado. Quer saber? Comecei a planejar o terceiro filho!

Tá, mentira. Mas outro dia, como se eu não tivesse mais nada pra fazer, resolvi consultar o fazedor de bebês cibernético por curiosidade. Ele usou uma foto minha e do meu marido, juntou genes algaritimicos, fez interpolações avançadas, mesclou fuça de um com nariz do outro e… tcharam!!! Descobri que se for menino, ele tem GRANDES chances de ser assim:

Screen Shot 2013-04-26 at 5.37.58 PM

E se for menina, assim:

Screen Shot 2013-04-11 at 1.01.51 PM

Achei bonitinhos (apesar da boquinha que de tão pequenininha é até menor que o olho), mas nhá… decidi que vou querer mesmo um gatinho, sabe? O Nic, que me pede um ser peludo há 2 anos, vai me agradecer. Marido vai querer me trucidar, mas fazer o que? Acho que tô precisando me ocupar com algo mais, sabe?

Portanto, desculpe você que chegou aqui afoita* porque achou que eu estava grávida. Foi mal!

Mas cá pra nós. Só se eu estivesse completamente insana pra encomendar um terceiro! Vem comigo e observe:

Após 3 anos de Canadá, nos rendemos e arranjamos uma ajuda pra limpar a casa a cada duas semanas. No entanto, após 5 meses de trabalho, não mais que de repente, a moça nos deu o cano e terminou nossa relação trabalhística. Por celular. Mensagem de texto. Essa agora é a tendência, pessoas? As relações chegaram mesmo a esse ponto?

Pra completar, meu primogênito decidiu que de agora em diante eu TENHO que ver absolutamente TUDO o que ele faz, mesmo que seja algo completamente inútil. Da última vez (30 minutos atrás), queria que eu o observasse realizando a incrível façanha de pular sobre um carrinho de ( ) 1 metro, ( ) 30 cm, (x) 1 cm de altura. Isso mesmo. Inicialmente, ele pulava normalmente (aqui, mamãe!), depois colocando uma mão na cabeça (olha, mamãe, olha!), depois pulava com um pé só, de lado, de frente, de costas – de novo, de novo e de novo. Quando eu já não aguentava mais me virar pra ver a mesma cena tantas vezes, lhe disse pacientemente “já vi, querido, achei fascinante, mas agora estou ocupada, tá bom?”, no que a pessoinha diz “não viu não, mamãe! Você não me viu pulando o carrinho com a mão na testa. Olha, mamãe, olha!”. Isso o dia todo, todo dia.

Já quando esta mesma criança não está me chamando, ela está caindo em cima da irmã de propósito. Ou a empurrando, ou pondo o pé na frente quando ela está passando, ou roubando o copo de água da mão dela, ou a fruta, ou o brinquedo. Tudo coisa legal e bacaninha. Claro, também rolam os abraços, os beijos, e momentos em que brincam junto bem bonitinho mesmo, mas, invariavelmente também acabam em choro.

“Ah, mas menino é assim mesmo. Felizmente, a caçula ainda tá muito pequeninha pra aprontar, né Lu?” Você, ingenuamente me pergunta. Pois espero que somente as cenas seguintes lhe sirvam de resposta, meu caro leitor:

lily1
(Março de 2013)
album
(álbum do Nic mostrando umas das poucas vezes que ele “aprontou”, rasgado em Março de 2013)
lily2(minha gaveta de roupas sendo organizada e migrada pro outro lado da casa, Abril de 2013)
lily4
(ataque à caixa de tintas do Nic, hoje, poucas horas atrás)

Tá bom, ou quer mais? Ah sim, também tem o caso do chocolate, claro! E se quiser um video, então fica com esse aqui, bem rapidinho pra fechar com chave de ouro. Favor não reparar que ele foi gravado na vertical, na falta de edição e na bagunça do quarto. Só não deixe de reparar na altura da cama. Sem mais.

(Lily, 14 meses, pouco antes de tomar banho)
Aceito abraços solidários. Obrigada. :)

* desculpe, não quis desprezar meus leitores homens, mas é que não consigo imaginar nenhum chegando aqui ‘afoito’ com a possibilidade de mais um bebê, não? To errada?


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Chupeta de Ouro 2a Edição – os indicados de 2013

os indicados

INDICAÇÃO DE MELHOR ATOR PROTAGONISTA: Rafael C. Reilly, pelo filme DETONA RAPHA

detonaRapha

SINOPSE:

Rapha (Rafael C. Reilly) é um trabalhador pai de familia que vive viajando. Ele passa mais da metade de seus dias acompanhando o crescimento de seus filhos através de uma tela de computador e está cansado de ser eclipsado pelos outros pais da vizinhança, os “good pais”, por estarem sempre presentes nos aniversários, apresentações na escola e jogos de futebol, e ainda têm o desplante de saírem por aí exibindo o filho que recém completou 1 ano falando “papai”, ao contrário dele: “Fala papai, filha.” Mamãe. “Não, pa-pai.” Au-au. “PA-PAI!” Bum-bum! Cansado dos olhares de reprovação e de ser visto como o “bad pai”, Rapha decide resolver a questão com suas próprias mãos e provar ao mundo (ou pelo menos aos seus vizinhos) que ele é sim, um ótimo progenitor, e propõe um jogo entre os pais pra saber quem é o herói. Conseguirá Rapha trocar a fralda da bebê-salamandra e abotoar os 28 botões de seu novo macacão sozinho? Será ele capaz de convencer o filho mais velho a comer todos os vegetais na janta? Um filme realmente engraçado, divertido e emocionante, indicado para toda a família.

Rating: 4 pipocas

Crítica: “Nunca um personagem mostrou tanta garra e determinação pra vencer um desafio desde o Rocky Balboa. A gente torce por ele do início ao fim. Excelente atuação de Rafael, melhor filme do ano pra famílias!” New York Times

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INDICAÇÃO DE MELHOR DIREÇÃO: Luciana O. Russel, pelo filme O LADO BOM DA VIDA

4. Oladobomvida

SINOPSE:

A vida nem sempre vai de acordo com os planos. Nic Solitano (Nicolas Cooper) perdeu todos os trilhos de madeira que tinha: curvas, retas, túneis, entrucamentos e até pontes de design elaborado. Após passar 8 meses de sua vida brincando com estes incríveis aparatos ferroviários, Nic se vê obrigado a voltar pra velha pista de fita adesiva colada no chão. Insatisfeito com a situação, Nic vai reclamar com sua mãe, a qual não faz nada pra lhe ajudar e ainda lhe passa um pito sem tamanho, dizendo que a culpa era dele por sempre deixar tudo espalhado pela casa. Se sentindo incompreendido, ele decide fazer de tudo pra encontrar a pessoa que havia arruinado sua vida lhe roubando seus preciosos trilhos, até que num momento de fúria, Nic descobre que sua irmã Liffany (Lily Lawrence) os tinha cuidadosamente guardado nas caixas destinadas a eles. Envergonhado, Nic pede desculpas pra irmã, que o ajuda a ver a vida de forma mais leve e organizada. Nasce aí uma verdadeira cumplicidade entre os dois irmãos, que decidem organizar a casa toda. Uma história comovente e alentadora para todas as mães que nunca conseguem ajuda pra arrumar nada.

Rating: 4.5 pipocas

Crítica: “Um filme comovente e inspirador! Meus filhos gostaram tanto, que logo em seguida começaram a brigar pra ver quem guardaria os brinquedos! Obviamente, ficaram muito chateados por eu ter perdido o papel da mãe pra Luciana Russel – que por sinal, se consagrou como brilhante atriz e diretora neste filme. Parabéns a ela!” Angelina Jolie

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INDICAÇÃO DE MELHOR FILME: NICOLN

5. Nicoln

SINOPSE:

Uma trama reveladora que foca no 1° filho de uma família brasileira vivendo no oeste canadense. Ao mesmo tempo que Abraham Nicoln (Nicolas Day-Lewis) não consegue se ver morando em outro lugar, o menino nutre grandes saudades de sua família no Brasil. Sentindo que começava uma guerra interna dentro de seu peito, Nicoln decide que é tempo de passar férias no Brasil e faz suas reservas pra Junho de 2013.

Rating: 5 pipocas

Crítica: “Uma verdadeira obra de arte! O filme captura com brilhantismo o grande dilema de Nicoln e joga uma luz para todos os expatriados” Vancouver Sun

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INDICAÇÃO DE MELHOR ATRIZ PROTAGONISTA: Quvenzhané Lillis, pelo filme INDOMÁVEL SONHADORA

3.IndomavelSonhadora

SINOPSE:

Hushlily (Quvenzhané Lillis) é uma intrépida menina de 1 ano que mora numa cidade pequena e pacada, conhecida pelos amigos como Roça Canadense. Resolvida a agitar a vida de sua mãe, Hushlily começa a andar no dia de seu primeiro aniversário e bem diferente de como foi o irmão nessa mesma idade, não para de vasculhar caixas, derrubar livros e tentar entrar em gavetas. A trama mostra uma mãe descabelada que vive correndo atrás da menina pinga-fogo, que com maestria consegue sacudir a vida da família.

Rating: 4 pipocas

Crítica: “Divertida e cativante, Quvenzhané Lillis dá um show de atuação! Merecidamente, a mais jovem atriz a receber a indicação da Chupeta de Ouro!” Wall Street Journal

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INDICAÇÃO DE MELHOR ROTEIRO para AS AVENTURAS DE NI


1AsAventurasdeNi

SINOPSE:

Ni Patel (Nicolaj Sharma) morava na Australia e era dono de praticamente um zoológico de pelúcia em casa: cangurus, coalas, wombats e até um ornitorrinco. Quando a família decide se mudar pro Canadá, Ni não abre mão de levar todos os seus bichos junto. Entretanto, o cargueiro onde todos viajam acaba naufragando devido a uma terrível tempestade e Ni consegue sobreviver em um bote salva-vidas, mas precisa dividir o pouco espaço disponível com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala chamado Bluris. Um aventura eletrizante que promete fazer você olhar com outros olhos pra aqueles inocentes bichos de pelúcia sentados no canto do quarto de seu filho.

Rating: 4.5 pipocas

Crítica: “Uma história transcendente de aventura e coragem com um final surpreendente! No entanto, somente uma fábula, que não deve de forma alguma induzir os pais a pararem de comprar os fieis e companheiros bichos de pelúcia pra seus filhos” Empresas Mattel

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