25 Comentários

Chupeta de Ouro 2a Edição – os indicados de 2013

os indicados

INDICAÇÃO DE MELHOR ATOR PROTAGONISTA: Rafael C. Reilly, pelo filme DETONA RAPHA

detonaRapha

SINOPSE:

Rapha (Rafael C. Reilly) é um trabalhador pai de familia que vive viajando. Ele passa mais da metade de seus dias acompanhando o crescimento de seus filhos através de uma tela de computador e está cansado de ser eclipsado pelos outros pais da vizinhança, os “good pais”, por estarem sempre presentes nos aniversários, apresentações na escola e jogos de futebol, e ainda têm o desplante de saírem por aí exibindo o filho que recém completou 1 ano falando “papai”, ao contrário dele: “Fala papai, filha.” Mamãe. “Não, pa-pai.” Au-au. “PA-PAI!” Bum-bum! Cansado dos olhares de reprovação e de ser visto como o “bad pai”, Rapha decide resolver a questão com suas próprias mãos e provar ao mundo (ou pelo menos aos seus vizinhos) que ele é sim, um ótimo progenitor, e propõe um jogo entre os pais pra saber quem é o herói. Conseguirá Rapha trocar a fralda da bebê-salamandra e abotoar os 28 botões de seu novo macacão sozinho? Será ele capaz de convencer o filho mais velho a comer todos os vegetais na janta? Um filme realmente engraçado, divertido e emocionante, indicado para toda a família.

Rating: 4 pipocas

Crítica: “Nunca um personagem mostrou tanta garra e determinação pra vencer um desafio desde o Rocky Balboa. A gente torce por ele do início ao fim. Excelente atuação de Rafael, melhor filme do ano pra famílias!” New York Times

—————————–

INDICAÇÃO DE MELHOR DIREÇÃO: Luciana O. Russel, pelo filme O LADO BOM DA VIDA

4. Oladobomvida

SINOPSE:

A vida nem sempre vai de acordo com os planos. Nic Solitano (Nicolas Cooper) perdeu todos os trilhos de madeira que tinha: curvas, retas, túneis, entrucamentos e até pontes de design elaborado. Após passar 8 meses de sua vida brincando com estes incríveis aparatos ferroviários, Nic se vê obrigado a voltar pra velha pista de fita adesiva colada no chão. Insatisfeito com a situação, Nic vai reclamar com sua mãe, a qual não faz nada pra lhe ajudar e ainda lhe passa um pito sem tamanho, dizendo que a culpa era dele por sempre deixar tudo espalhado pela casa. Se sentindo incompreendido, ele decide fazer de tudo pra encontrar a pessoa que havia arruinado sua vida lhe roubando seus preciosos trilhos, até que num momento de fúria, Nic descobre que sua irmã Liffany (Lily Lawrence) os tinha cuidadosamente guardado nas caixas destinadas a eles. Envergonhado, Nic pede desculpas pra irmã, que o ajuda a ver a vida de forma mais leve e organizada. Nasce aí uma verdadeira cumplicidade entre os dois irmãos, que decidem organizar a casa toda. Uma história comovente e alentadora para todas as mães que nunca conseguem ajuda pra arrumar nada.

Rating: 4.5 pipocas

Crítica: “Um filme comovente e inspirador! Meus filhos gostaram tanto, que logo em seguida começaram a brigar pra ver quem guardaria os brinquedos! Obviamente, ficaram muito chateados por eu ter perdido o papel da mãe pra Luciana Russel – que por sinal, se consagrou como brilhante atriz e diretora neste filme. Parabéns a ela!” Angelina Jolie

—————————-

INDICAÇÃO DE MELHOR FILME: NICOLN

5. Nicoln

SINOPSE:

Uma trama reveladora que foca no 1° filho de uma família brasileira vivendo no oeste canadense. Ao mesmo tempo que Abraham Nicoln (Nicolas Day-Lewis) não consegue se ver morando em outro lugar, o menino nutre grandes saudades de sua família no Brasil. Sentindo que começava uma guerra interna dentro de seu peito, Nicoln decide que é tempo de passar férias no Brasil e faz suas reservas pra Junho de 2013.

Rating: 5 pipocas

Crítica: “Uma verdadeira obra de arte! O filme captura com brilhantismo o grande dilema de Nicoln e joga uma luz para todos os expatriados” Vancouver Sun

—————————-

INDICAÇÃO DE MELHOR ATRIZ PROTAGONISTA: Quvenzhané Lillis, pelo filme INDOMÁVEL SONHADORA

3.IndomavelSonhadora

SINOPSE:

Hushlily (Quvenzhané Lillis) é uma intrépida menina de 1 ano que mora numa cidade pequena e pacada, conhecida pelos amigos como Roça Canadense. Resolvida a agitar a vida de sua mãe, Hushlily começa a andar no dia de seu primeiro aniversário e bem diferente de como foi o irmão nessa mesma idade, não para de vasculhar caixas, derrubar livros e tentar entrar em gavetas. A trama mostra uma mãe descabelada que vive correndo atrás da menina pinga-fogo, que com maestria consegue sacudir a vida da família.

Rating: 4 pipocas

Crítica: “Divertida e cativante, Quvenzhané Lillis dá um show de atuação! Merecidamente, a mais jovem atriz a receber a indicação da Chupeta de Ouro!” Wall Street Journal

—————————-

INDICAÇÃO DE MELHOR ROTEIRO para AS AVENTURAS DE NI


1AsAventurasdeNi

SINOPSE:

Ni Patel (Nicolaj Sharma) morava na Australia e era dono de praticamente um zoológico de pelúcia em casa: cangurus, coalas, wombats e até um ornitorrinco. Quando a família decide se mudar pro Canadá, Ni não abre mão de levar todos os seus bichos junto. Entretanto, o cargueiro onde todos viajam acaba naufragando devido a uma terrível tempestade e Ni consegue sobreviver em um bote salva-vidas, mas precisa dividir o pouco espaço disponível com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala chamado Bluris. Um aventura eletrizante que promete fazer você olhar com outros olhos pra aqueles inocentes bichos de pelúcia sentados no canto do quarto de seu filho.

Rating: 4.5 pipocas

Crítica: “Uma história transcendente de aventura e coragem com um final surpreendente! No entanto, somente uma fábula, que não deve de forma alguma induzir os pais a pararem de comprar os fieis e companheiros bichos de pelúcia pra seus filhos” Empresas Mattel

______________

Posts relacionados:

1a edição do Chupeta de Ouro

E os adesivos vão para…


30 Comentários

Matéria na Revista PEOPLE – Edição Especial

Gente, depois das entrevistas que dei no Castelo Caras e Revista Quem, a Revista People resolveu fazer uma edição especial com a gente (e em português, veja só!). Infelizmente, nem tudo aconteceu como contaram e tem muita fofoca envolvida, mas paciência. Essa vida de celebridade é assim mesmo! :)

Copiei a matéria abaixo só pra vocês. Enjoy e feliz 2013!

_________

Pra quem não me conhece, vale dizer que esse post é uma sátira das matérias fúteis e superficiais desse tipo de revista. Me divirto horrores tentando escrever como eles.
_________

people-cover_lu2 copyLuciana (26), Rafael (34) e seus filhos Nicolas e Lily passaram férias juntos sob o maravilhoso sol de Cabo San Lucas, México. Durante a estadia foram fotografados diversas vezes na companhia de alguns amigos famosos. “A Jen é uma fofa, mas o Charlie é um bêbado chato”, declara ela.

Luciana exibiu seu elegante físico após duas gravidezes num clássico maiô da Sun Lorran (veja cupon de desconto na página 34) com lindos acessórios da Xanel. Uma amiga íntima contou à PEOPLE que o marido da ilustradora havia insistido pra que ela usasse um biquini ao invés, mas que Lu ainda não se sentia à vontade pra brincar com as crianças mostrando a barriguinha. A amiga de longa data acrescenta que Lu tem suas razões, já que apesar de magra, ela já não tem mesmo aquela barriga lisa de antes.

IMG_0248

IMG_0423

O casal foi visto diversas vezes relaxando na praia ou na piscina, sempre acompanhado das crianças, de um jacaré de plástico e uma sacola de brinquedos. Uma cliente do resort contou que algumas vezes Luciana foi vista pedindo mojitos de morango orgânico ou margaritas com sal não-refinado, mas também reparou que várias vezes ela trocava as bebidas alcoólicas por suco de melancia com hortelã. “Li que ela ainda amamenta a Lily, deve ser por isso que ela foi tão cuidadosa com o que consumia. E suco de melancia com hortelã é mesmo super parecido ao mojito – só que com culpa-free!” conta ela rindo.

IMG_0300

Na praia, a família brincou diversas vezes de enterrar o mais velho na areia ou fazer trilhos pros seus trenzinhos, já que aparentemente ele não é tão fã de castelos. Uma vendedora ambulante exibiu orgulhosa uma nota de dez dólares contando que não acreditou quando a família veio em sua direção e comprou um vestido pra pequena Lily. “Jamais vi uma familia famosa tão simpática e amigável quanto essa! A Lily parece uma boneca. E aquele cabelo? Todo natural, pode acreditar, eu pedi pra passar a mão e eles deixaram!” disse ela com entusiasmo. “Vê essa nota aqui? Quem me deu foi o próprio Nicolas, que é ainda mais bonito pessoalmente! Antes de ir embora ele se virou pra mim e disse ‘gracias, señora’. Juro, ele fez meu dia” revelou a vendedora emocionada. E acrescenta: “Já Luciana estava radiante! Pra falar a verdade, nunca a vi sorrir tanto, nem mesmo na cerimonia da Chupeta de Ouro, quando ela levou o prêmio de melhor atriz.”

IMG_0392

“Viajar com crianças é possível, mas pode ser incrivelmente trabalhoso!” – revelam várias testemunhas que ouviram Luciana repetir enquanto corria atrás dos filhos. Um dos garçons contou à PEOPLE que ouviu o casal conversando sobre como foram tranquilas as 4 horas e meia de avião “a Lily dormiu boa parte do tempo e o Nic brincou quietinho e assistiu desenho, uma maravilha!”. Também disse que a ilustradora parecia bastante surpresa por Lily estar tirando suas sonecas em qualquer lugar.

IMG_0247

“Enquanto eu os servia, ouvi a Luciana contar ao marido sobre a primeira vez que ela colocou a Lily pra dormir ao ar livre” – contou o garçom. “Ela contou que justamente na hora em que foi colocar a menina numa das espreguiçadeiras ao lado da piscina, sentaram ao lado duas mulheres matraquentas e com voz de taquara rachada. Ela disse que jogou um olhar fulminante a elas, mas não adiantou, então não teve outra alternativa senão se levantar e levar a bebê pra perto do jacuzzi, que pra sua surpresa estava vazio. Quando ela finalmente colocou a Lily sobre uma cadeira, chegou um bando de crianças gritando e fazendo algazarra. “Eu queria saber onde estavam as mães daquelas criaturas insanas que nao sabem que em ambiente que tem bebê dormindo não se grita!” – falou ela pro marido. Eu achei graça e continuei ali fingindo que arrumava os guardanapos pra escutar o resto da história. Foi aí que ela disse que justo quando ela achou que deveria trocar a Lily de lugar de novo, o jacuzzi, que aparentemente estava estragado à dias, começou a funcionar de repente. Ela disse sorrindo que foi o white noise mais poderoso que ela já viu e Lily dormiu profundamente por mais de uma hora!” – contou o garçom orgulhoso por conseguir entender português tão bem.

IMG_0408

A volta pra casa já não teria sido tão prazeirosa. Comissárias de bordo asseguraram que Lily chorou bastante e não queria saber de dormir. Elas inclusive ouviram Luciana dizer ao marido entredentes que “fora de cogitação passar 16 horas num avião apertado e quente pra ir ao Brasil esse ano”, no que o marido aparentemente respondeu “calma, meu bem, tenho certeza que quando você pensar nas trufas, nas coxinhas de frango com catupiry e na sua amada família, obviamente, você vai mudar de ideia”.

neve

IMG_4637

IMG_4639

Mas depois de um voo cansativo, com escala em Calgary e chegada em Vancouver após meia-noite, a família chegou segura no Canadá, que os aguardava com muita neve e um frio de zero grau. “Há muito tempo não tínhamos um natal com neve aqui”, asseguraram os moradores da vizinhança do casal. Uma amiga próxima contou que eles estavam muito felizes com a perspectiva de passar as festas de fim de ano em casa e que a grande tradição da família era usar pijamas novos na noite de Natal. “As crianças ficaram fofas!”.

reina copy

“O Natal deles foi lindo e a família está muito feliz e descansada. Luciana também está muito contente por ter tido a oportunidade de ir ao México e treinar um pouco seu espanhol, aprendido há alguns anos atrás no país de Hugo Chavez” – conta a amiga da ilustradora. Ela ainda revelou a notícia bombástica de que quando Luciana morou na Venezuela teria sido eleita La Reina del Carnaval em 2005. Na ocasião, Lu confessou em uma pequena entrevista que seu maior sonho seria conhecer uma piscina que encontra o mar.

É, parece que demorou alguns anos, mas ela conseguiu realizar seu sonho!


27 Comentários

Nem que a vaca tussa

CONVERSANDO COM UMA AMIGA, POR VOLTA DAS 10 DA MANHÃ

- E aí, Lu, como têm sido as noites com o Rafa viajando de novo?
- Hm… Você não vai acreditar…
- O que? Me conta!
- Errr… É que tá todo mundo dormindo na mesma cama.
- Você, o Nic e a Lily???
- É.
- Nossa! E tem funcionado?

3 HORAS E MEIA ATRÁS (6:30am)

Todos hipnotizados assistindo:

MEIA HORA ANTES (6am)

Tudo escuro, tudo silencioso. “Ué, podia jurar que tinha ouvido um barulho. Deve ter sido um sonho”. Pensa ela com seus botões ainda adormecidos e volta a dormir.

- Piuíííí!!! – sai um som abafado de debaixo das cobertas
- Nic? É você? – pergunta ela baixinho, sem acreditar.
- Sim!
- Mas já acordou???
- Sim.
- Porque??? Tá super cedo, volta a dormir…
- NÃO!!!
- Shhhhhh! Fala baixo, a Lily tá dormindo. Por favor, Nic, dorme. Eu imploro!
- Não tô conseguindo, tô sem sono.
- Tenta. Fecha os olhinhos. Conta carneirinho.
- Não quero contar carneirinho.
- Então conta treinzinhos passando no túnel! Tudo bem devagar e monótono – bom, não custava nada tentar uma abordagem mais lúdica. Vai que…
- Não, mamãe, eu só quero brincar.
- Pois se quer brincar, vai lá pro seu quarto.
- Não quero ficar lá sozinho.
- Oh céus…. Tá, mas então brinca aí beeeeem quietinho. Sem nenhum pio, hein? Não quero que a Lily acorde.

Ela olha pra carinha de anjo cabeludinho dormindo entre eles, sorri e puxa o cobertor até a orelha. Imagina, naquele frio, a última coisa que ela queria era acordar às 6 da manhã. Fecha os olhos de novo.

Uns segundos depois…

- Piuíííí!!!
- Ni-co-las!

Debaixo das cobertas: bochecha enche, bochecha esvazia – era o vapor do trem. Lily se mexe.

- Nic! Se é pra fazer piuí abacaxi vai brincar lá no seu quarto! Diz ela com o típico grito sussurrante que só mães sabem dar.

Ele ri.

- Que isso, mamãe, “piuí abacaxi”? Você tá doidinha?
- Não, isso é coisa daquela músic… não interessa! Vou ficar bem doida é se eu não dormir, tá entendendo?
- Hi hi hi.
- Por favor, Nic! Colabora! Eu tô tão cansada, meu bem! Preciso dormir!!! Você gosta de ver sua mãe cansada? – bora apelar pro sentimentalismo.
- Mas mamãe, eu não tô com sono!!!
- Tá, e fala baixo!

Lily acorda. Faz beicinho, vai pro peito, volta a dormir.

- Viu? Viu? Silêncio, por favor! Olha, vou te falar uma coisa – finalmente, o tom de ameaça – se você não ficar quieto, não vai mais dormir na minha cama! Tá ouvindo?
- Tá bom, vou ficar quietinho… Mas então eu quero brincar com seu iPad.
- Não, nem pensar. iPad a essa hora não! São 6 da manhã!!!
- Não, mamãe, não são 6 horas. São seis, zero e nove. Alá, no relógio!
- Aaaaaaargh! Me deixa dormir???
- E o ipad?
- Ta booooom! Toma aqui essa porcar… esse iPad!

1 HORA ANTES (5am)

“Até que no final das contas dormir todo mundo junto não está sendo tão mal como pensei!” – pensa ela em estado semi delirante semi adormecido olhando pras duas fofuras dormindo quase abraçadas. E não deixa de sorrir ao notar o Nic com seu trem inseparável. “Até pra dormir!”

2 HORAS ANTES (3am)

“Ai!” acorda ela com uma pezada no nariz. Ajeita a bebê estrela. Volta a dormir.

25 MINUTOS ANTES (2:35am)

Droga, não dá pra segurar mais.

Abrindo somente uma pequena fresta no cantinho de um dos olhos pro sono nao inventar de escapulir, ela sai cambaleante pra responder ao chamado da Mãe Natureza. “Mãe Natureza… Mãe uma ova! Se fosse mãe não me mandava um xixi justo no meio da madrugada sabendo que tenho que cuidar de duas crianças sozinha por duas semanas!”

Enquanto isso, Lily começa a acordar. “Ih, vai querer mamar.” Volta correndo no escuro, afinal, se um acorda, acorda o outro.

“Droga, mãe não pode nem fazer xixi sossegada!”

UMA MEIA HORA ANTES (2:00am)

Ah, não acredito!!! Xixi agora? Não vou. Não vou mesmo. Nem que a vaca tussa!

1 HORA ANTES (1:00am)

- Mamãaaaae! Mamãaaaae! Chama uma voz baixinha.
- Hmmm…. Vou querer aquela torta de prestigio ali, por favor!
- Mamãaaaaae!
- O que?? O que? Nic? Ah, Nic, não me acorda não… Eu tava quase comendo a torta…
- Eu quero água.
- Tem água aí do seu lado, menino!

40 MINUTOS ANTES (00:20)

- Lily, do céu, o que você ta fazendo encima de mim, criatura? – sussurra ela enquanto a Lily ansiosamente tenta acessar a leiteria.
- Calma, bichinha! Aqui, aqui…
- Mamãaaaae, tô com frio! Quero cobrir! Quero cobrir! – começa o Nic ao lado.
Deitada, amamentando, ela dá um puxão com uma das mãos fazendo a coberta cair sobre o Nic.
“Acordaram juntos… Taí uma vantagem de estarem aqui no mesmo quarto” conclui ela otimista.

4 HORAS ANTES (20:20)

- Mamãe, deixa eu dormir aqui com vocês, por favor!!!
- Não, Nic. No seu quarto é melhor, porque se a Lily acordar, ela talvez não te acorde!
- Mas o papai tá lá na Ostrália… deixa? Por favor! Por favor! Eu quero muito!
- …
- Hein, mamãe?
- Tá bom, tá bom. Vamos tentar. Mas ó: comporte-se!

1 DIA ATRÁS

- O Nicolas disse que quer dormir com você quando eu estiver viajando. Você vai deixar?
- Dormir comigo? Eu, ele e a Lily, tudomundojuntonamesmacama? Nem que a vaca tussa!

1 ANO ATRÁS

- Absurdo esse pessoal que deixa filho brincar com ipad! Filho meu não brinca!

5 ANOS ATRÁS

- Gente, verdade que tem gente que dorme com o filho? Deve ser tudo um bando de louca mal amada. Eu hein? Quando eu tiver filho, eles não dormem comigo mesmo! De jeito nenhum! MAS NEM QUE A VACA TUSSA!

___________

Créditos do gif
dançarino: nosso querido amigo Gui Lessa, fotos: Alessando Bastos, animação: Tiago Fazito


25 Comentários

os estereótipos, a cuca, uma mãe e o daddy’s boy

Nunca o céu esteve tão azul. O sol brilhava e inundava os campos pastoris com sua luz outonal. Ah, que tranquilidade era viver longe do burburinho citadino… Pelas colinas verdejantes, corriam livres, ela e o filho, mergulhados na mais plena felicidade. Não havia coração que não se enchesse de regozijo ao ouvir aquelas doces gargalhadas ecoando pelos ares em meio ao gentil sibilar de pintassilgos. Em júbilo, mãe e filho se deixam cair sobre a relva macia. Ela, linda, feminina, cabelos esvoaçantes e perfumados, sobrancelhas bem feitas, semblante sereno, dentes alvos e sorriso franco. Ele, tez rosada, olhos atentos, expressão curiosa, inteligente, mas sobretudo inocente, sorriso pueril. Certamente não teria mais que quatro anos de idade.

Com delicadeza, ele leva as mãozinhas pequeninas à bela face de sua progenitora, lhe ajeita uma teimosa madeixa e declara com ternura “eu te amo, minha mamãezinha linda”. Emocionada, ela sorri para o filho e lhe abraça. De repente, um sofrido choro de criança se irrompe no ar. Quem seria e o que tentava dizer? Ela se vira na direção do choro e identifica as palavras “eeeeeu queeero bolo de papaia”. Pobre criança… que gosto horrível por bolos, onde ela vai conseguir uma coisa dessas? – pensa ela sensibilizada. E se volta para seu amado filho. Mas pra sua surpresa, ele não era mais ele. No seu lugar estava a Cuca – em carne, osso e peruca loira. Ao notar esse último detalhe, ela, que nunca teve muito apreço por tal criatura, sente agora uma inexplicável simpatia por ela. Por que será?

Sem tempo para pensar, ela percebe que a Cuca estende um dos braços em sua direção e tenta lhe falar alguma coisa. Estava chorando, a pobre jacaroa – ou seja lá o que era aquilo – e vai chegando cada vez mais perto. Mais perto. Mais perto. Até, que com uma mão no seu ombro ela diz:

- Eeeeu queeeero bolo de papaia!

____________________

Num sobresalto eu acordo. Abro os olhos e ainda tonta, vejo o Nicolas ao meu lado aos prantos e dizendo “Eeeeu queeeero colo do papai!

Ah, então era isso. Colo do papai.

Eu tento acalmá-lo. “Vem cá, me dá um abraço, eu estava sonhando com você, sabia?”.

- NÃO! – grita ele – Você não! Só quero o papai! Cadê o papai?

- Não precisa gritar. É que hoje ele não trabalha em casa, foi pro escritório.

- NÃÃÃÃÃÃO! Eu quero colo do papai!!!!

E assim começava mais um daqueles dias.

* * *

Lá nos idos da minha vida pré-pré-nicozóica, sempre que cogitei minimamente em ter um rebento, eu pensava que queria menino. Sabe aquela coisa que todo mundo diz que meninos são apaixonados pela mãe e meninas pelo pai? Então. Pois eu, no auge da minha fase narcisista, sonhava que SE algum dia tivesse filho, queria um que fosse apaixonado por mim. Fala sério, existe gente assim? – você pensa.

Tá. Pois eis que me casei, planejamos com carinho a gravidez, nos mudamos pra Australia e tivemos o Nic, olha só – um menino. Por varias semanas tentei amamentá-lo, mas ele só sabia chorar a cada tentativa. Chorava, arqueava o corpo pra trás e me empurrava. Hum, as coisas não tinham começado muito bem. Tadinho, será que ele estava sentindo dor na cabeça quando succionava, já que tinha nascido com ajuda do extrator a vácuo? Será que eu tenho muito leite? Pouco leite? Ou será que ele não gosta de mim, afinal, ele parava de chorar TODA vez que ia pro colo do pai? Varias questões pairavam na minha cabeça e incomodavam meu coração. Seis semanas depois, sem conseguir amamentar, descobrimos que o refluxo era o vilão de tudo. E como sentia dor ao mamar, talvez associasse isso à mim, dona da peitaria. Ou então sentia minha tristeza em não conseguir amamentar e claro, se sentia melhor nos braços do pai, mais tranquilo.

Então ele foi crescendo e aos poucos fui me dando conta que havia sim uma preferencia clara pelo pai. Derrubando todos os estereótipos, ia surgindo ali a olhos vistos, o daddy’s boy. A paixonite por ele era tão grande, que além de querer seu colo o tempo TODO, ainda desenvolveu o hábito, assim que começou a engatinhar, de ir até à porta por volta do pôr do sol pra esperá-lo chegar do serviço. Muito bonitinho, mas uma vez que o pai colocava os pés dentro de casa, não tinha pra mais ninguém. Me lembro que era até difícil pro Rafa tomar banho e jantar, pois o Nic não queria se desgrudar! Eu não reclamava, pois pra mim, que ficava o dia todo com ele, era minha chance de ter um tempinho pra mim. :)

No seu aniversário de um ano, ele me largou com todos os brinquedos na areia e enfrentou o mar gelado pra ir atrás do pai – chorando.

Da ultima vez que fomos ao Brasil, ele tinha 2 anos. O Rafa não pode ficar o tempo todo com a gente pois tinha que voltar a trabalhar. Nos dias que o Rafa estava, Nic só queria saber dele (que novidade!). E quando ele se foi, transferiu seu vínculo a mim ou no máximo a qualquer outra figura MASCULINA. Não teve tia, não teve vó, não teve mãe de santo que conseguisse pegá-lo sem que ele chorasse. Bom, a gente entendia que podia estar sendo coisa demais pra ele. Da nossa vidinha pacata de família pequena lá na Australia, pra uma temporada no Brasil cheio de gente diferente, falando alto, querendo pegar e beijar, podia ser mesmo confuso e assustador.


Então nos mudamos pro Canadá e o Rafa começou a viajar. Pra nossa GRANDE surpresa, o Nicolas NUNCA teve o MENOR problema em ficar longe do pai. Não perguntava por ele e parecia não sentir falta mesmo, ele estava sempre muito feliz. Mas era só o Rafa voltar que a situação se complicava. O Nic chorava muito por qualquer coisa e passou a querer não somente o colo do pai o tempo todo, mas também sua atenção e sua ajuda pra fazer completamente TUDO. Escovar os dentes, dar banho, vestir roupa, colocar pra dormir, brincar, ajudar a comer, colocar na cadeirinha do carro. Tu-do. Surgiu aí um grande empasse. Ao mesmo tempo que o Rafa queria fazer tudo com ele, pra tentar compensar a ausência, a gente sabia que esse não era o caminho. Não era saudável pro Nicolas ter somente a atenção e carinho do pai, nem legal pro Rafa que ficava sobrecarregado e nem pra mim, que ficava de fora de tudo.

Então, passamos a conversar muito, mostrar como os amiguinhos dividiam a atenção com a mamãe e o papai deles e começamos a simular todas aquelas situações com brincadeiras pra ele entender que o papai viajaria mas sempre voltaria, que nós três éramos uma família, que tudo bem querer a atenção do papai, mas que tinha que deixar a mamãe ajudar também, etc, etc, etc. Algumas vezes funcionava, outras não. Mais não que sim, na verdade.

Quando ele fez três anos, o Rafa continuou a viajar e as requisições do Nicolas foram ficando cada vez mais particulares e sem sentido, como por exemplo, o papai tinha que ser o primeiro a dar “bom dia” (!!), ou só o pai podia dirigir o carro (!!!), ou só o pai podia OLHAR pra ele (!!!!). Ou seja, a situação tinha chegado ao seu limite. Tudo bem querer fazer determinada atividade só com o pai, mas que diferença fazia quem pegava o copo de água, quem o ajudava a vestir a roupa e se EU estava olhando pra ele??? Então, toda vez que isso acontecia, explicávamos que a mamãe também podia fazer essas coisas, que eu adorava fazer tudo com ele e passamos a fazer combinados do tipo ”mamãe faz isso agora, e o papai faz aquilo depois, que tal?”. Ou “se a mamãe dirigir agora, a gente passa pelo caminho que você gosta, se não, vamos pelo caminho de sempre mesmo”. E outras vezes, simplesmente fazíamos o que dava, independente do que ele queria. Não dava pra amparar qualquer desejo, mesmo sabendo que ele estava confuso.

O quarto dele, que eu pintei com tudo o que ele gosta.

Li muito sobre o assunto. Li aquele livro “Criando Meninos” que não me ajudou muita coisa. E algumas vezes, tentei também ser mais maleável em algumas situações do dia-a-dia ou até mesmo imitar a forma com que o pai brincava. Arremesso? Lembra? Sim, eu tentei. Mas chegou num ponto que desisti. Eu não estava sendo eu mesma. Eu tinha meu próprio jeito de interagir com ele e fazer as coisas, o Rafa tinha o dele, e isso era o legal de se ter mãe e pai, não? Então continuei demonstrando todo meu amor da forma que eu sabia, mas também sendo dura e impondo limites toda vez que precisava.

Depois de muita conversa, muito tempo juntos, houve um período que ele realmente melhorou, relaxou mais. Foi então que a Lily nasceu.

POFT.

Gritos, choros por qualquer coisas, exigências descabidas, sono MUITO agitado, escândalos de madrugada quando eu ia vê-lo ao invés do pai, crises de ciúmes quando o Rafa pegava a Lily e muito sofrimento. Tadinho, ele realmente estava sofrendo e a gente ajudava como podia. A primeira coisa, foi ter a vovó aqui, que veio basicamente só pra fazer companhia pra ele – um anjo. Na presença dela ele lidou muito melhor com a situação toda, já que se sentia seguro e amado o tempo todo. Mas foi só ela ir embora que ele passou a se sentir ameaçado. Primeira reação: desdesfralde. Segunda: crises de choro INCONTROLÁVEIS.

Dias que se iniciavam com “Eu quero colo do papai” e o Rafa não estava, sempre foram os piores. Não adiantava abraço meu, conversa, palavras doces ou tentar mudar o foco. Tudo o fazia chorar mais. Perdi a conta das vezes que ele chorou por 2 horas seguidas, sem trégua e com a mesma intensidade. Aliás, quanto mais longe eu ficasse, melhor, mais chances tinham dele se acalmar eventualmente. Isso partia meu coração em mil pedaços, mas não tinha nada que eu pudesse fazer. Quando ele parava e se reconstituía, voltava a ser o mesmo menino fofo, carinhoso e prestativo de sempre.

O auge da crise aconteceu há um mês, quando coincidiram as visitas da Patti e da vovó Stela. Era uma crise emendada na outra. Mas como auge é auge e depois dele não tem como piorar, as crises foram se espaçando. Ele ainda continua acordando pelo menos uma vez toda noite pedindo pela companhia do pai, mas as exigências de que somente o Rafa pode ajudá-lo ou eu não posso olhar pra ele (ó céus!), estão cada vez mais escassas.

A nave espacial. Na minha mão, o mapa do tesouro intergaláctico, como já tinha mostrado AQUI.

Aliás, desde que a Lily nasceu, ele ainda não tinha me permitido participar tanto de sua vida quanto agora. Pra começar, represento a voz oficial de sua grande amiga imaginária. Também, tenho alternado com o pai na contação de histórias à noite, nas saídas pro parquinho e brincadeiras em geral. Mas o mais memorável, foi o dia em que estávamos todos na sala assistindo a um filme e, totalmente sem precedentes, ele vira e ME chama pra pilotar sua nave espacial. Consegue imaginar minha emoção ao ouvir “mamãe, deixa a Lily com o PAPAI que eu quero brincar com VOCÊ”?

Tô vivendo um verdadeiro sonho, gente! E sem Cuca de peruca, viu? :)

___________

Ontem, indo ao parquinho:

- Ih, Nic, esqueci de colocar a roupa pra lavar! 

- Tudo bem mamãe. Olha, a gente vai no parquinho agora, fica só 2 minutinhos, aí a gente volta pra casa e eu te ajudo a lavar a roupa, tá bom?

- Oba, tá bom! E o que a gente faz com a Lily?

- Ah, deixa com o papai.  :D


10 Comentários

A incrível (e hereditária) sutileza masculina

Este post é candidato ao concurso “O melhor post do mundo da Limetree

(Dó dôceis que agora eu descobri que posso entrar no concurso com vários posts… :) )

_________________

Rafael é conhecido, entre outras coisas, por sua até bem intencionada, porém brutal honestidade ao emitir sua opinião, principalmente no que tange a visuais femininos. Não que ele seja um expert no assunto, não mesmo. Mas sabe como as mulheres podem ser susceptíveis a opiniões alheias sobre a aparência delas, né? Especialmente aquelas que já tiveram seu imóvel uterino ocupado por um inquilino espaçoso.

* * *

Pois bem. Após semanas se preparando pra aquele aguardado evento (primeira festa de gente grande depois do nascimento do filho, ui!), por fim ela decide o vestido. Só ela sabia da dificuldade que foi andar dias com um menino espevitado a tiracolo em busca do modelito perfeito. Mas encontrou. Talvez um pouco ousado se comparado ao seu usual pretinho básico-que-nunca-tem-erro, mas aquele vestido era especial. Sexy sem ser vulgar, exuberante sem ser exagerado, e principalmente, conseguia esconder com elegância aquela pochete anexada à sua barriga.

Dá então o último retoque na maquiagem, calça aquela sandália que só reforça a imagem de “essa-sabe-o-que-está-fazendo”, pega sua bolsa e sai toda confiante e poderosa do quarto, quando dá de cara com o marido.

Esse, dá um pulo pra trás ao vê-la.

- Credo! Tem certeza que você vai com esse vestido? – solta ele.

Conhecendo o marido como conhecia, ela não se deixa abater:

- Claro que vou com esse vestido, ele é lindo!

- Mas e essa cor???

- A cor? O que que tem a cor? – pergunta ela levando a mão à orelha. Era a pulga.

- Essa cor é MUITO feia, arregalada demais! Não ficou bem não!

- Como assim? Essa cor é fashion! É a cor do verão, todo mundo tá usando, tá? Você não sabe de nada! – reage ela rapidamente tentando impedir sua auto-estima de ir pro brejo.

Mas ele não para.

- Fashion… Pois esse negócio de fashion tá é por fora, tem que usar o que combina com você! – insiste ele mesmo com o risco de levar uma sapatada na cabeça – E olha esse babado estranho! Credo! Melhor se você tivesse arrancado ele fora…

Pronto, agora a pulga tinha virado um hipopótamo.

- Mas vamos assim mesmo que a gente já tá atrasado. Olha, pelo menos seu cabelo tá bonito!

Pois nesse ponto, a pobre vítima já não escutava mais nada. Com seu rímel borrado pelas lágrimas que teimavam em cair, com ódio profundo daquela criatura que já tinha conseguido arruinar a sua tão aguardada festa, agora ela tenta, sem a mínima esperança, encontrar um outro vestido de última hora, que lhe faça sentir tão linda e especial como há poucos minutos atrás tinha ousado se sentir.

Cruel, não é? Pois saiba que pode ser pior.

Imagina agora que ao invés de ousar com babados e cores vivas, a mesma mulher resolva seguir a linha tradicional e por aquele vestido classudo maravilhoso pro casamento da melhor amiga.

O marido em questão a olha de cima a baixo, pede pra ela dar uma voltinha e diz:

- Esse sim, é um vestido bem bonito…

Ela sorri com deleite.

- … pena que não fica bem em você – estraçalha ele, ainda que querendo ajudar, acredite.

* * *

Agora, não pense que ele ataca somente as mulheres próximas com suas críticas não. Sobra pra qualquer uma, até mesmo no momento mais desumano de todos: durante o PRÓPRIO evento.

Foi o que aconteceu a uma amiga nossa, na sua festa de formatura da faculdade. Pobre Maria Eduarda… nunca esquecerei uma figura tão radiante e feliz se esmorecendo daquela forma.

Ela estava linda, com sua delicadeza de sempre, em um vestido maravilhoso naquele corpinho de violão. O penteado, irretocável. Mas pecou, não ao carregar sua maquiagem daquela forma, mas ao passar a menos de 5 metros de distância daquela criatura-sem-travas-na-língua: meu prezado marido.

- Que bom que vocês vieram! – nos recebe ela com nítida alegria.

Eu olho pra maquiagem dela e já prendo minha respiração.

- Parabéns pela formatura! – diz ele já dobrando um pouco os joelhos e analisando o rosto dela por um ângulo e luz melhores.

“Não, fala nada, não fala nada” – mentalizo eu.

- Tá bonita, hein Duda? – diz ele.

Eu volto a respirar aliviada

- Só sua cara é que está meio estranha…

Oh boy. Lá vamos nós.

- Tá alaranjada… e seu pescoço, bizarramente, todo branco.

Não preciso dizer que seu sorriso nublou, né? Nos pediu licença e desapareceu.

Saimos em sua busca, mas encontramos uma outra amiga, que após saber do ocorrido, olha nos olhos daquele ser sem coração e dispara:

- Acorda pra vida, Rafael! Você não pode falar assim com uma mulher! Sabe onde ela deve estar agora? Chorando lá atrás sozinha na beira da piscina. E sabe porque? Por insensibilidade sua! Deixa eu te falar uma coisa. Sempre que você ver uma mulher, mesmo que o batom dela esteja todo borrado assim ó (ela faz o movimento) ao redor da boca, e ainda que esteja parecendo o Bozo, sim, o Bozo! põe na sua cabeça que ela está linda, maravilhosa, perfeita! Principalmente se é o dia da formatura dela!!! Entendeu???

- Mas a cara dela estava esquisita demais. Eu falei porque de repente ela podia dar uma lavadinha no rosto…

- Entendeu, Rafael?

- Entendi.

Entendeu nada, porque ele continuou fazendo isso por um bom tempo ainda.

* * *

Mas então, depois de eu te contar tudo isso, você veja bem a minha sorte.

Tava eu ontem, me arrumando pra sair com o Nicolas e visto uma calça jeans com uma bata que eu amo. Nicolas, agora com quase 20 meses, tá com a mania de antes da gente sair fazer um checagem geral. Ele olha pra mim de baixo pra cima e fala apontando: sapato, calça, busa, bolsa, cabeio.

Pois ni que eu visto esta bata, ele vem e me fala:

- Sapato, calça, sacoia, bolsa, cabeio.

Sim, você não se enganou. O Nicolas chamou minha linda e amada bata de SACOLA.

::

Eu tô feita ou não tô?

__________________

Texto editado do original postado em Junho de 2010, concorrendo a uma viagem pra NY. As votações começam a partir desse dia 15 de Junho! O link é esse aqui tá gente? Valeu!


18 Comentários

The incredibles

BABY LILY

6 semanas de vida, 6 cm mais alta, cheia de baby acne no rosto e cada vez com mais cabelo na cabeça.

Super poderes: doçura e braveza na mesma medida. O primeiro te derrete, o segundo te apavora – ambos te desarmam. Ela começa te olhando com meiguice, depois segura seus dedos com aquelas mãozinhas pequenas, emite sons delicados como “grrrr” ou “agu”, solta gritinhos e te abre aquele sorriso lindo e banguela. Quando você está completamente tomado por tanta doçura, ela te surpreende com o maior escândalo que você já presenciou. Sem entender o que você fez de errado, você vira e descobre que a mamãe acaba de passar no cômodo ao lado e que a tigresinha-sempre-faminta conseguiu farejar o leitinho amado, ainda que a léguas de distância. Se a mama de ferro não vem imediatamente, ela grita, leva as duas mãozinhas na boca e chega quase a perder o fôlego de tanto chorar.

Seu lugar favorito na casa é encima do trocador e olhando pra parede vazia.

Outras características: ama um colo (as vezes não mais que o trocador), odeia andar de carro, adora ficar no sling – mas SÓ pelas manhãs, adora tomar banho de balde e acha que chupeta é para os fracos (sim, mamãe confessa que tentou).

Já foi chamada de: Branca de Neve, Lilica, Liloca. Mas o irmãozinho prefere princesinha, florzinha, mamona (que mama muito), além dos conhecidos Lilys e Lilinha.

Maior disparate ouvido: Se durante a gravidez sua mãe tomou loção do Vicentino. Cara-de-pau, viu? :)

* * *

Olha, o M de Mamãe!

MENINO NIC

3 anos e 5 meses de vida, exibe “traços” de hiperatividade, curiosidade excessiva e total carinho pela irmã

Super poderes: NUNCA se cansa de perguntar, nem de correr, nem de pular.

Sobre ele: Sorridente, inteligente, cooperativo. Adora ajudar na cozinha, tem medo de mosquito mas não de urso, consegue tirar e vestir suas roupas sozinho (tudo bem que ontem ele vestiu a calça ao contrário – a partir das pernas!), monta facilmente um quebra-cabeças de 24 peças, sabe todas as letras do alfabeto e citar pelo menos uma palavra que comece com elas, reconhece os números escritos até 10, vai ao banheiro sem ajuda (embora agora tenha voltado com as escapadas de xixi ), dorme no seu quarto sozinho e ao amanhecer se levanta e vai quietinho pro quarto da mamãe, adora brincar com a Lily, embora ainda não consiga controlar sua força pra encostar nela. Não se adaptou na escolinha, mas adora fazer Taekwondo.

Ama cantar, falar e perguntar. Pergunta o tempo TODO.

- O que a gente vai fazer agora? – ele pergunta

- Fazer comida.

- E depois?

- Ir ao banheiro.

- E depois?

- Lavar as mãos.

- E depois?

- Almoçar.

- E depois?

- Não sei, Nic. O que você sugere?

- E depois?

- Não sei.

- Mas e depois? Responde, mamãe!

- Chega, Nic, cansei.

- Comer sobremesa?

- Se almoçar tudo, sim.

- E depois?

(não, não tem fim)

*

- O urso entrou no nosso quintal?

- Entrou.

- Por que?

- Porque ele acordou da hibernação e estava com fome.

- Pode entrar no nosso quintal?

- Não.

- Não? Então porque que ele entrou?

- Porque o portão estava aberto.

- Pode ficar aberto?

- Não, mas acontece.

- Pode acontecer?

- Como assim, Nic? Sim, pode acontecer.

- Porque?

(…)

* * *

PAPAI INCRÍVEL

Super poderes: o maior é o de desaparecer por 10 dias a 2 semanas. No momento tem viagens programadas pra Argentina, Ghana, Finlândia. Começa ainda esse mês. Outros: paciência gigante pra ler a mesma história pro Nic todos os dias, colinho super aconchegante que faz a Lily parar de chorar mesmo durante uma crise de cólica. Ajuda na faxina de casa como ninguém.

* * *

MAMÃE ELÁSTICA

Super poderes: É capaz de se esticar até alcançar qualquer objeto com o pé enquanto baby Lily dorme no seu colo, consegue fazer almoço, amamentar, inventar uma historinha na última hora, checar os emails e ainda dançar o tchá-tchá-tchá – tudo ao mesmo tempo, tem visão de 360 graus, se faz de invisível (e surda) quando necessário, consegue dormir profundamente mas surpreendentemente, continuar escutando, entendendo e reagindo a tudo o que escuta.


21 Comentários

Um urso no nosso quintal!!!

Quem me acompanha pelo twitter ou facebook já deve estar sabendo do bafafá. Hoje passou um urso pelo nosso quintal!

Estava eu tranquilamente amamentando a dona Lily (numa das 347 vezes que ela mama ao dia), quando o Rafa, que hoje estava de folga do trabalho, se levanta e começa a gritar: “um urso! um urso! olha, um urso no nosso quintal!” Eu me viro ainda sem conseguir processar aquelas palavras, quando vejo um urso grande e preto andando na nossa grama. A única coisa que nos separava dele era uma grande janela de vidro.

No desespero eu me levanto chamando o Nicolas pra ver, minha peita sai da boca da Lily que começa a chorar, a fominha, e o Rafa não consegue ajustar a câmera pra tirar uma foto de perto. O urso então começa a ir embora, Nic não para de gritar “é um urso polar! é um urso polar!” e a Lily ali, quase perdendo o fôlego de tanto chorar no meu colo. O urso passa pelo quintal do vizinho, vai pra rua e some.

Na rua, várias latas de lixo derrubadas por ele – ja que foi dia do caminhão passar. A nossa foi a mais detonada e tivemos nosso lixo todo espalhado na entrada. Ainda bem que era o reciclado, então não fez muita sujeira.

Ou seja, parece que a temporada dos ursos começou a todo vapor esse ano! Se a gente estava doido pra sassaricar lá fora depois de um longo inverno, melhor esquecer, botar as crianças pra dentro e trancar as portas (já que reza a lenda que eles conseguem abri-las! Será?). Afinal, essas “fofuras” peludas não estão perdendo tempo. Hoje é somente o primeiro dia da primavera, eles mal se levantaram da hibernação, nem escovaram os dentes e já estão à solta por aí – e famintos!

Ai, mamãe!

Agora é ter cuidado em dobro e torcer pra que não gostem de carne brasileira. :)

____________

PS: Foto tirada no último momento pelo marido. O visitante, que certamente tem um mal-hálito desgraçado, pode ser visto lá atrás, perto das árvores.


22 Comentários

A evolução dos tempos

2008 (Australia)

*

- Amor?

Silêncio.

- Amor? Tá acordado?

- Hm?

- Acho que Nic fez xixi…

- Hm, fez? – responde ele atordoado de sono. Pega o Nic com cuidado, leva pro trocador. Abre mais um pouco a porta pra entrar a luz do corredor que passa a noite sempre acesa – Onde é que ficam as fraldas mesmo?

- Aí do lado do trocador?… Na cestinha escrito “fraldas”?

- Ah, é.

1 minuto depois.

- Ai, me ajuda aqui, nao tô conseguindo tirar essa roupa dele não.

- É só puxar os botões no meio das pernas que eles abrem.

2 minutos depois. Ele joga a fralda quase seca no lixo.

- E os lencinhos? Tem que molhar com água morna?

- Claro, tadinho!

3 minutos depois. Nic acorda chorando.

- Pra que lado põe essa fralda???? Vem cá, não tô conseguindo fechar isso não!!!!

Ela levanta.

- Ah, é que você colocou a fralda virada, esse lado aqui ó fica pra frente. Você passou o creme pra assadura?

- Não, esqueci.

Alguns segundos depois.

- Pronto, tá tudo pronto – diz ela. Agora fecha o macacãozinho dele que enquanto isso eu vou tirando um pouco de leite. Meus seios estão tão cheios que chegam a doer… Será que hoje o Nic vai aceitar mamar no peito?

5 minutos depois.

- Cê ta demorando, o que que aconteceu aí?

- Como é que fecha esses botões???!

- É só apertar que eles fecham!

- EU SEI!!!! Mas tem um monte de botão aqui, qual vai com qual?

- Ué… Vai seguindo a fila e fechando…

1 minuto depois.

- Mas o Nic não para de mexer as pernas!!!!

4 minutos depois.

- Pronto, toma ele aqui. Ta prontinho pra mamar.

________________

2012 (Canadá)

*

- Amor?

Silencio.

- Amor, acorda.

- Hm?

- Tá sentindo esse cheiro?

- Hm?

- Esse cheiro.

- Que cheiro?

- Sei lá… Um azedinho adocicado… Tá sentindo?

- Não… Vai dormir…

- É que eu acho que a Lily fez cocô…

Ele apura o nariz, cheirando perto do bumbum dela. Olhos fechados.

- É, fez sim – volta a deitar no travesseiro.

- A gente devia trocar, não? É cocô…

- Sei não… Ela tá dormindo… Vamos deixar pra depois, vão?

3 minutos depois. Marido ressonando.

- Amor?

- Hm?

- Mas e se ela assar?

- Assa não… Daqui a pouco ela acorda pra mamar, a gente troca – diz ele com a voz embolada de sono.

- Ih!!!

- O que?…

- A fralda tá quase vazando, tá lotada! – diz ela apalpando o bumbum.

- Mesmo? Nossa… Então vamos trocar.

Ele se vira, pega fralda e lenços de cima do criado mudo.

- Quer ir pro trocador?

- Nah! Vai aqui na cama mesmo!

Ela levanta a roupinha, ele segura as perninhas pra cima, ela limpa o bumbum, Lily começa a acordar, ele põe a fralda, ela confere rapidinho, ele desce a roupinha.

- Pronto, tá pontinha pra mamar. Quando for hora dela arrotar você me acorda.

PS: Só um adendo pra dizer que apesar da dificuldade com os botões, as fraldas e as roupas em geral, a ajuda do Rafa é ESSENCIAL!!! (vide o aperto que eu passo quando ele viaja…). Mas eu tinha que mostrar que na maternidade/paternidade tudo evolui e a gente vai ficando mais esperto, prático e relaxado com o tempo. Pra que dificultar comprando um body todo cheio de botões? Pra mim a melhor invenção dos ultimos anos é esse camisolão aberto de bebê aí da segunda foto. Levantou, abaixou e pronto. #ficaadica

E aliás, qual é o nome dessa roupa, hein gente? Alguém aí sabe?

–> Descobri! Em inglês se chama baby sleep (ou sleeper) gown, que em português deve ser camisola pra bebês mesmo…


38 Comentários

E a Chupeta de Ouro vai para…

- LUCY STREEP, POR MELHOR ATRIZ PROTAGONISTA EM “A MAMA DE FERRO”
*
Sinopse: A Mama de Ferro conta a comovente história de Luciana Azevedo (Lucy Streep), uma mãe que venceu os desafios da amamentação para prover o melhor alimento que ela podia pra sua filha recém-nascida. O dramático começo, com cenas bem realistas que mostram dor e rachaduras nos mamilos, se transforma em uma história terna e emocionante onde o vínculo e amor entre mãe e filha superam todas as dificuldades. A Mama de Ferro é um alento às mães e um fiel retrato de superação e persistência que promete arrancar lágrimas até mesmo dos mais durões.
 *
Gênero: Hiper-drama
*
- OS DESCENDENTES, POR MELHOR FILME
*
Sinopse: Nic (Nicolas Miller) e Lilinha (Lily Woodley) são os descendentes mais jovens de uma família maluca. Lilinha é uma bebê fominha que não perde uma oportunidade de fazer cocô toda vez que sua mãe acaba de trocar sua fralda e Nic é seu perfeito irmão mais velho, sempre cheio de inspiradas declarações de amor: “quando Lilinha crescer vou ensinar ela a tirar meleca do nariz e limpar o dedinho no papel. Vou guardar esse papelzinho aqui pra ela”. Ele também mostra que além de sensível, entende bem toda sua descendência “eu nasceu da barriga da minha mãe e ela nasceu da barriga da minha vovó.” Um filme tocante e engraçado, perfeito pra todas as idades.
*
Gênero: Família, comédia
**
- NICOLAS DUJARDIN, POR MELHOR ATOR PROTAGONISTA EM “O ARTISTA”
*
Sinopse: o menino Nic (Nicolas Dujardin) é um talentoso e carismático artista mirim performático, muito à frente de seu tempo, mas que não consegue ficar calado. A história conta a relação de Nic com sua mãe, uma mulher jovem e encantadora, que está sempre buscando incentivá-lo a fazer mímicas ao invés de falar e cantar tanto, mas Nic não dá a mínima. Recheado de muitas performances com Nic correndo, pulando, fazendo cambalhotas e cantando, o filme trás também monólogos memoráveis deste pequeno artista que não fala em outra coisa a não ser carros, tratores e treinzinhos. Excelente atuação de Nicolas Dujardin.
**
Gênero: Cinema-nada-mudo, musical, cult
Outras indicações: Melhor maquiagem
*
- THE HELP (HISTÓRIAS CRUZADAS), POR MELHOR FILME ESTRANGEIRO
*
The Help conta a história da indispensável ajuda que vovó São (atriz brasileira Maria Viola Davis) prestou à família Azevedo-Gradim na época da chegada de mais um membro – a bebê Lily. Vovó é uma mulher extraordinária, forte e divertida, que constrói uma maravilhosa amizade com seu netinho mais velho Nicolinha (Nicolas Stone), o qual não quer ficar um minuto longe dela. O filme mostra cenas hilárias e emocionantes com vovó deitada no chão brincando de carrinho, lendo livros e mais livros, jogando bola e até mesmo servindo de trapézio pra seu netinho, sempre tão cheio de energia. Uma história atemporal de desprendimento, dedicação e amor.
*
Gênero: Família, comédia
Outras indicações: Melhor atriz protagonista para Maria Viola Davis
*
- MEIA-NOITE EM CLARO, POR MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
**
Sinopse: Uma bebê recém-nascida, um menininho de 3 anos que sofre com pesadelos à noite, um pai dedicado e uma mãe que amamenta em livre demanda. Esta é a história de um casal que passa a noite de aniversário de 7 anos de casados (25 de Fevereiro) não em Paris, mas em claro. Uma família insone, porém feliz e completa.
*
Gênero: Comedia-romantica
Outras indicações: Melhor diretor para Raffy Allen
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*

Em cartaz num cinema perto de você. Todas as sessões são child-friendly.

___________________

E você, o que achou dos filmes de 2012? Qual o seu preferido?

*

Clique aqui pra conferir os filmes do ano passado (quando a verba era bem menor e ao invés da Chupeta de Ouro os prêmios eram adesivos, veja você. Que pobreza.).


18 Comentários

Perninha e Lilica

Nicolas, 8 dias. Lily, 14. Ela usando a mesma roupa, herdada do irmãozinho.

Engraçado. Você passa meses e meses pensando meticulosamente num nome pro seu futuro filho. Um nome que ainda não tenha sido escolhido por nenhum parente ou amigo próximo.

- Pedro. Que tal Pedro?

- Não, Pedro não dá, esse vai ser o nome do filho do Marcelão, lembra? Que vai nascer antes do nosso.

Um nome que seja do gosto do marido, dos tios, da sogra, da sua mãe e até mesmo do seu. Então você faz listas e mais listas, acrescenta por educação algumas sugestões de pessoas próximas, analisa origens e significados, consulta a numerologia e chega até a ficar uma semana de tromba com o marido porque ele queria um nome clássico, mas rejeitou todas as suas sugestões.

- Não gostou de nenhum não, é? Quer nomes clássicos? Então vou te dar dois nomes clássicos! Adão e Eva, que tal? Os nomes mais clássicos da história da humanidade!

Ah, os hormônios.

E de tanto pensar, você se lembra de repente que um dia lá nos idos da sua adolescência você já tinha escolhido um nome pro seu futuro filho, baseada naquela música que você tanto gostava.

- Luka! Não vai ser super legal ele poder chegar pras pessoas e falar “my name is Luka“*?

Seu marido suspira fundo e prefere nem comentar.

Mas você não desanima. Consulta estatísticas, descarta os nomes muito populares, os muito obscuros, analisa qual a melhor forma de escrever, as complicações na pronúncia e se combina com o nome do primeiro filho. Pensa bastante em todos os possíveis apelidos esdrúxulos que aquele nome pode trazer e com extremo cuidado, corta todos aqueles que te fazem lembrar, por qualquer que seja o motivo, de pessoas que você não gostou ao longo de toda sua existência.

- Que tal Ana Amélia? – propõe o marido

- Tá doido? Conheci uma Ana Amélia no pré que comia só o recheio do biscoito e jogava o resto fora. Ana Amélia nem pensar!

E depois de analisar tantas opções, vocês finalmente chegam à conclusão que na verdade o mais importante mesmo é que o nome do rebento seja universal, já que vocês são cidadãos do mundo há quase 8 anos e planejam continuar assim por um tempo mais.

- Gabriel se for menino, Julia se for menina – decidem.

Obviamente esses não foram os nomes escolhidos no final das contas. O primeiro filho acabou recebendo o nome de Nicolas e a caçula, que seria Julia, recebeu o nome de Lily. No entanto, são frequentemente chamados de Perninha e Lilica**.

Me pergunto de que adiantou todo esse longo processo seletivo.

* * *

Mas o que importa é que Perninha anda todo-todo com Lilica. Outro dia ele saiu com o pai e assim que colocou os pés de volta na casa foi logo perguntando por ela. Foi correndo onde a irmã estava, deu mil abraços, mil beijos, fez carinho e disse “eu gosto muito de você”.

*suspiros*

E enquanto ele não vive sem ela por perto, ela não dorme quando ele está por perto. Mas taí a grande vantagem de se ter um irmão que passa o dia tentando carregar 15 carrinhos ao mesmo tempo nas mãos: ela logo aprende a diferenciar o dia da noite. A cada carrinho que cai e bate no chão de madeira, é um lembrete pra ela de que durante o dia não se dorme, se brinca.

* * *

Quero mamar, mamãe!!!

Pois se toda essa proximidade fraterna cause suspiros em quem veja, a grande desvantagem, ainda mais numa casa com janelas fechadas há 6 meses por causa do inverno, é que ela catalisa a transferencia virótica numa potência de mil. Por essa razão, Lilica já convive com seus primeiros sintomas de gripe – espirros, pequenas tosses de bebê e narizinho entupido durante a noite. E ela ainda nem completou 3 semanas de vida. Poor Lily. Bom, felizmente ela está mamando bem e até agora a gripe não parece estar avançando mais. Vamos torcer.

* * *

Quanto ao sono, sempre achei que esse negócio de bebê dormir o dia todo fosse lenda, já que Nic nunca foi do time dos que dormem. Mas Lily chegou pra me mostrar que sim, existem. Claro que à medida que ela cresce, vai passando mais tempo acordada e aprendeu até a me pregar peças. Agora ela começa a dormir, fica com os olhos fechados por uns 3-5 minutos, e quando eu penso que ela já caiu em sono profundo, de repente abre um olhão super alerta como quem diz “surpresa!!! tô acordada!”.

Ótimo, principalmente quando isso acontece no meio da noite. :)

* * *

Bom, agora vou lá que estou com fome. Essa vida de amamentar deixa a gente faminta!

- Diga tchau, Lilica!

- Tchau, Lilica!***

__________________

* Luka é uma música da Suzanne Vega. Som na caixa!

** Perninha e Lilica são os divertidos personagens do desenho de televisão Tiny Toons. O Perninha foi inspirado no Pernalonga.

*** Pra quem não lembra, é assim que termina um dos episódios do Tiny Toons, com o narrador falando pra Lilica dizer tchau e ela repetindo tudo, do jeito que ele fala.
__________________
PS: Algumas pessoas devem ter notado (né Cintia?) que alguns posts de mais de 2 anos atrás andam aparecendo como recentes no Blogroll ou nos feeds. Pois isso é pau do WordPress, viu gente? E aconteceu depois que criei as tags Nicolas e Lily e saí atualizando posts antigos. Ignorem, por favor!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 109 other followers