O lado cômico da maternidade


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No Canadá, Lu Azevedo fala da plenitude que é ser mãe – Entrevista Exclusiva

Há pouco mais de um ano eu dei uma entrevista exclusiva e cheia de gramur pra Revista Caras. Pois agora, olha só quem me procurou? A Quem!

- Quem???

Pois é, foi exatamente essa minha reação.

Ah, outra coisa. O leitor assíduo talvez note que eles erraram ao transcrever minha idade. Não é 27, é 26 viu, gente? :)

Enjoy!

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Radiante com a chegada da caçula Lily, Luciana conta como é a vida de mãe no Canadá e sobre como perdeu os quilos após a gravidez.

A ilustradora e ex-geóloga Lu Azevedo (27) está vivendo um momento pleno em sua vida e revela com lágrimas de emoção como é maravilhoso ser mãe de Nicolas (3) e Lily (2 meses), frutos da feliz união com o geólogo Rafael (32). “Gerar vidas é uma espécie de milagre”, declara ela. Mas nem tudo são flores e ela conta que atualmente o marido tem viajado bastante a trabalho. “Essa é a parte mais difícil. Como a maioria das famílias daqui, também não temos empregada nem babá. Dar conta de tudo sozinha quando ele viaja tem sido meu maior desafio”, desabafa ela. “Minha sorte é que aqui já fiz grandes amigos que estão sempre tentando ajudar de alguma forma”.

>>De bem com o espelho

Apesar da correria, a ilustradora não descuida do visual. Usando um wrap dress preto, ela conta que o vestido-envelope é a melhor opção pra mulher que acabou de ter filho, pois além de facilitar a amamentação com o decote em “V”, ainda tem a vantagem de disfarçar a barriguinha que sobrou e valorizar a cintura. “Tenho sorte de já ter perdido quase todos os quilos que ganhei na gravidez. Os quilos à mais agora estão aqui e aqui ó”, conta ela aos risos apontando pra barriga e pros seios cheios de leite. Ela também garante que o grande segredo pra se perder peso além de amamentar, é não ter babá. “Não tenho outra opção senão viver correndo atrás do Nicolas”.

>> Mudança pro Canadá

Já no próximo mês de Maio a família completa dois anos que trocou o calor da Australia pelos invernos rigorosos do Canadá. “Mudar pro Canadá foi uma decisão totalmente pessoal, minha e do meu marido. A gente adora morar aqui. O clima é frio, mas as pessoas não, elas são super amigáveis e calorosas”, conta ela com entusiasmo lembrando que no dia que se mudaram os vizinhos bateram na porta trazendo um bolo caseiro de boas vindas. “Parecia coisa de filme”, comenta ela.

>> Como é ser mãe no Canadá

Luciana também conta, que bem diferente do Brasil, no Canadá não existe a cultura de se fazer lembrancinhas pras pessoas que vão visitar o bebê. “Aqui ninguém está preocupado com isso, o que é um grande alívio pra mim! Senão de onde eu iria tirar tempo pra fazer tanta coisa?”, completa ela bem humorada. Luciana também conta que uma prática muito comum na vizinhança onde mora são os amigos se oferecerem pra levar uma refeição nas primeiras semanas que a mulher tem o bebê. “Fiz uma sopa super nutritiva pra uma amiga que teve filho antes de mim e depois ela retribuiu com uma travessa de lasanha. Fiquei dois dias sem precisar cozinhar”, lembra com um sorriso.

Outra diferença marcante são os presentes. “Com o nascimento da Lily ganhamos vários livros, brinquedos e até roupas dos amigos que já tinham sido usadas pelos próprios filhos deles”, revela com admiração. “Achei muito legal, pois sou super a favor do consumo consciente. Pra que comprar tudo novo se as crianças crescem tão rápido? Não faz sentido”, completa. Luciana também conta que outra coisa que ela gostou, foi a forma considerada como muitas pessoas entregaram seus presentes. “Eles simplesmente deixavam o embrulho na nossa porta. Fizeram isso pra não incomodarem mãe e bebê. Achei super bacana”.

1. Mais alguma curiosidade de se ter filho no Canadá?

Uma coisa que ando reparando é que raramente encontro meninas com orelha furada aqui, sabe? Aliás, em geral é até difícil diferenciar meninas de meninos, pois além da falta do brinco, a maior parte das meninas pequenas daqui também não costumam usar muitos enfeites e babados. Várias vezes cheguei a perguntar qual é o nome “dele” e era menina.

2. A Lily não tem brinco. Você pensa em furar a orelha dela?

Não. Todo mundo fala que não dói, mas não sei… E tive tanto problema de inflamação na orelha mesmo usando brinco de ouro, que prefiro não arriscar. Acho também que não furaria a orelha dela somente em nome da estética e pra identificá-la como menina. Cada mãe sabe o que faz, mas eu não ligo muito pra isso. Prefiro colocar uma tiara, um lacinho, sei lá. E o brinco fica pra quando a Lily for maior e decidir que quer um.

3. E como é o sistema médico no Canadá?

Excelente! Só tem algumas peculiaridades… Aqui por exemplo, eles nunca entregam os resultados de exame diretamente ao paciente. Eu mesma não tenho nenhum dos exames que fiz durante minha gravidez e curiosamente, nem mesmo um ultrassom particular que eu decidi fazer por conta própria. Todos os resultados sempre foram encaminhados pra minha midwife (parteira). Outra diferença do Brasil, é que aqui ninguém consegue consulta com um médico especializado sem antes passar por um clínico geral (GP) e este aceitar encaminhar o paciente. Pediatra por exemplo, é coisa rara. Nenhuma criança tem acompanhamento mensal com pediatra como é no Brasil e muito menos se consegue o número do celular dele! O pediatra só entra em cena se a criança tiver uma condição médica que exija mais cuidados.

Eu, como decidi fazer meu pré-natal e parto com uma midwife, foi ela também que acompanhou a Lily nas primeiras 6 semanas de vida. E foi um acompanhamento mais que especial. Durante as duas primeiras semanas as consultas foram na minha casa e eu não tive que pagar nem um centavo por isso. Ela veio quantas vezes eu precisei, me deu total ajuda na amamentação, suporte emocional (afinal eu chorava sem nem saber porque…), pesava a Lily e tudo o mais que fosse necessário. Depois das 2 semanas, eu é que tinha que ir ao consultório dela. E depois de 6, as consultas passaram a ser mensais e com um clínico geral, no caso, nosso médico de família.

4. Sendo agora mãe de segunda viagem, foi mais fácil segurar um recém-nascido, dar banho e coisas assim?

Tudo é mais fácil, mas juro que achei que não fosse saber mais nada. (risos) Pensei isso porque uma semana antes da Lily nascer, passei a maior vergonha segurando o bebê de uma amiga de forma totalmente desajeitada. Mas rapidinho a gente aprende de novo. Agora pra dar banho, dessa vez foi totalmente diferente. Com o Nicolas, tive até que assistir vídeo na internet pra saber como segurar o bebê, (risos) já que não tinha ninguém pra me ajudar, mas desta vez uma enfermeira no hospital nos mostrou como fazem aqui. Por causa do frio, costumam enrolar o bebê todo na toalha e começam lavando o rosto e o cabelo com um paninho. Depois colocam o bebê na banheira, muitas vezes ainda enrolado na toalha pra não traumatizar. (risos) Eu fiz assim até pouco tempo atrás. Outra coisa é que aconselharam dar banho um dia sim outro não, pra não tirar a oleosidade natural e ressecar a pele do bebê. Sem falar que recém-nascido não fica sujo, né? Só fazer uma limpeza nas partes baixas e tá tudo bem.

5. E como o Nicolas tem lidado com a chegada da irmã?

No início, uma beleza, até mesmo quando minha mãe foi embora. Mas hoje em dia voltou a usar fraldas por estar tendo muitas escapadas de xixi e infelizmente tem ficado cada dia mais manhoso também, chorando por qualquer coisa. Tem sido desgastante, mas a gente sabe que é uma fase, que é normal e estamos fazendo de tudo pra ele se sentir querido e parte essencial da família.


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O Papai Noel e a vovó

Analisa comigo: você acha que é possível superar um Natal, que apesar de não ter tido neve, teve árvore com enfeites de feltro feitos à mão por mãe e…cof, cof, filho, presépio de papel marché, luzinhas em volta da casa, visita do Papai Noel em carne, osso e hohoho e ainda por cima a presença de uma das avós lá do Brasil? Fala se não é imbatível?

Tão imbatível, que Nic, talvez envolto por toda essa atmosfera de plenitude e contentamento (haha), tenha se sentido tão realizado, que nem sequer quis saber dos seus presentes. Bastou-lhe um carrinho de menos de 10 dólares, supostamente deixado pelo Papai Noel na noite anterior, pra ele sair na mais completa felicidade, mesmo sob brados de “Nic, tem mais presentes pra você!”. Pois sabe o que essa alma desprendida nos disse? “não, só quero esse carrinho mesmo”.

3 anos de idade, gente, e já ensinando tanto. :)

Então foi assim que se deu inicio à nunca antes imaginada “poupança de brinquedos” aqui em casa, onde guardei todos os outros presentes que ele nem sequer abriu pra uma possível ocasião futura em que eles se façam necessários.

* * *

Quanto ao Papai Noel, esse foi um espetáculo à parte. Rafa, depois de muita persuasão, aceitou procurar uma roupa pra se vestir do bom velhinho. Mas como ele não é muito fã de fantasias, ficou até o ultimo momento tentando me convencer que EU era a pessoa mais adequada pro papel, já que nem travesseiro pra simular o barrigão eu precisava. #insensível

Mas incrível como as coisas mudam. Imagine você, que terminada a encenação, Rafa tenha gostado tanto da experiência que saiu dizendo que mal podia esperar pra se vestir de novo no próximo ano. #virafolha Mas não posso culpá-lo… Realmente foi muito bonitinho ver o Nicolas achando que ele era o Papai Noel de verdade e até levando a mãozinha na boca tamanha foi sua surpresa. O mais engraçado é que ao invés dele querer abraça-lo, chegar perto e tal (coisa que a gente queria mesmo evitar pra ele não reconhecer o pai por trás daquela barba branca), ele ficou foi correndo pela casa totalmente eufórico enquanto o Papai Noel andava atrás dele.

Infelizmente nem tudo foi perfeito, e a filmagem de toda a cena que havia sido exaustivamente ensaiada nos bastidores (em meio a muitas gargalhadas), ficou seriamente comprometida, já que o aparado filmador estava – pasme você – sem espaço pra mais vídeos. Assim, pesada e andando como uma pata choca, tive que sair correndo pra pegar meu celular e voltar a tempo de filmar ao menos o final do ato… Ou seja, perdi a chegada, a carinha de surpresa e todas as perguntas que o Papai Noel fez pro Nicolas, entre elas “você vai parar de usar fralda, jovem Nicolas? hohoho!”. #whatashame

Mas vai, tá aí o video assim mesmo:

* * *

Já a vinda da vovó foi um acontecimento único. Sem falar uma única palavra em inglês, vovó Conceição (aqui apresentada como Grandma Maria), voou bravamente de Belo Horizonte pra São Paulo, daí pra Toronto, retirou malas, fez novo check in, passou pela imigração e chegou sã e salva em Vancouver. Eu que quase não dormi na noite que ela viajou, mesmo tendo feito um roteiro detalhado de tudo o que ela tinha que fazer incluindo frases chaves em inglês pra ela mostrar pra alguém caso se perdesse. E deu tudo certo mesmo!

(Vovó e Nicolas ajudando a fazer o presépio de papel marché)

E graças à ela agora temos tido chance de respirar um pouco e desacelerar. E Nic então, nem precisa dizer que tá apaixonado, né? Já acorda de manhã e a primeira coisa que grita lá do berço é “vovó! já acordou?”. Pois se não estava acordada, agora está.

E talvez pela falta de costume em conviver com outros familiares, na primeira vez que ele me viu chamando a avó de “mãe” logo me corrigiu: “mãe não, ela é a vovó!”. Mas agora já se acostumou. Da mesma forma que também se acostumou ao colinho aconchegante dela e da mesma forma que a vovó tem se acostumado ao frio daqui. Ou quase.

Essa é a foto da Vovó São conhecendo a neve pela primeira vez, em Whistler. Ela veste: 16 camadas de blusas, 2 luvas, 7 calças e duas meias, além de gorro, bota e cachecol. (rs)

- Tá com frio, vovó?

- Só um pouquinho, meu querido.


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O temível predador

Imaginação é coisa que não falta em criança. Mas parece que esse ano a do Nic recebeu mais updates que o normal.

Almoçavam somente mamãe e Nicolas, enquanto relembravam e riam da grande aventura que tinha sido explorar o quintal da casa naquela manhã e de repente dar de cara com aquele cachorro preto enorme do vizinho que latiu alto bem na cara deles. Uau! Que susto!!! Por puro impulso eles só souberam correr e gritar, até entrarem em casa com a respiração ofegante e rindo muito.

Mamãe então, comentava com o Nic como eles estavam totalmente despreparados pra possibilidade de um encontro desafortunado com um urso, haja visto que a última coisa que se deve fazer é correr, quando de repente o Nic fala:

- Tigre!

- Ah, claro, um encontro com um tigre então, seria mil vezes pior…

- Quero comer o tigre!

Puxa, quem diria que aquela aventura deixaria o Nicolas com tanta fome… “Deveríamos repetir isso mais vezes…”, já maquinava mamãe.

- Então você quer comer tigre, meu bem?

- É. Esse aqui ó – e aponta pra um montinho de batata e arroz no seu prato.

- Ah! Esse aí?! Então o que você está esperando, come esse tigre logo, Nic!

E depois do tigre, ele comeu o jacaré, o leão, a girafa, o elefante. Saiu da selva e se embrenhou pela cidade, sentindo a necessidade de experimentar algo, digamos, mais crocante. E aí, nada foi poupado… Aquele terrível gigante comeu tratores, caminhões, ônibus, ambulâncias… Comeu até não encontrar mais nada pela frente e sair cambaleante de sono, para dormir duas horas e meia seguidas.

E assim tem sido todos os dias desde então. Nada mais passa batido pelo gigante Nicolas, seja a presa de origem vegetal, animal ou mecânica!

E depois dessa, por acaso teria a mamãe algum motivo pra se preocupar com um eventual encontro com um tal ser hibernento?

Que nada… Pois que venham os ursos! :-)

* * *

E vocês amigas leitoras, se lembram que a gente participou do amigo secreto dos “sobrinhos virtuais”, no qual o Nicolas ganhou vários presentinhos do Raphael (e os quais ele curte até hoje)? Pois é… imaginem que somente agora, passados quase dois meses (dois meses, gente!), é que a amiguinha secreta do Nic recebeu o presentinho dela! Eu fiquei com o coração na mão esse tempo todo achando que o presente havia sido extraviado, mas não, acho que foi mesmo tumulto do tráfego aéreo com todas aqueles renas, né?…

Mas que bom que a Leti recebeu tudo e gostou… Também foi um imenso prazer ter conhecido a mamãe dela, sempre tão generosa, carinhosa e amiga… :-)


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E o amiguinho secreto é…

Gente, pensa bem. Não é sempre que temos a oportunidade de conhecer uma pessoa meiga e atenciosa, um menininho fofíssimo e um blog super acolhedor ganhando um presentinho e cartinha primeiro, não é?

Pois foi assim, desta forma especial, que viemos a conhecer a Ilana e o Raphael (que inclusive agora tá andando!) através de suas histórias muito bem contadas no 1 + 1 são três.

E por que isso? Ora, porque o Raphael é o amiguinho secreto do Nicolas!!! Eeeehhh!!!!

Agora o recado é do Nicolas pro Raphael, viu gente? Mas ó, só pra ele!!!

O^O

Ei! Psiiiiiiu! E esse olho grande aí, hein? Eu não falei que o recado é só pro Raphael? Nossa, que povo mais indiscreto, meu Deus…

Então aí vai:

“Querido Raphael, essa foi a primeira vez que eu participei de uma brincadeira assim e gostei muito de ter tido você como meu amiguinho secreto! Parece que você adivinhou meu gosto, sabia? Mamãe deve ter contado que eu adoro brinquedinhos de montar, mas você me surpreendeu com o quebra-cabeças de madeira de dinoussauro. Eu amo os dinos!!! E cada um tem uma cor diferente! Muito legal!

Você também mandou um livrinho lindo, lindo. Mamãe também ficou fascinada e por um instante achei que ela tinha a minha idade… hahaha… essa mamãe… O livrinho é sobre um aprendiz de mago. Eu não sabia o que era isso, mas mamãe me explicou fingindo que transformava vários objetos em outros com uma varinha. Ai, ai… achei tão divertido… Principalmente quando ela me transformou num treinzinho! Eu adoro trenzinhos e saí pela sala falando Piuí! Piuí!!!!”

Hm, hm! Nic, e sobre o livrinho?

“Ah, sim, voltando ao livrinho… Desculpa, Raphael, mas eu só tenho dois anos e ainda sinto uma grande dificuldade em me focar em uma coisa só, sabe? Você deve me entender… Mas o livrinho conta que os truques do pequeno mago nunca dão certo.

Por exemplo, ele queria molho pro macarrão dele…

Mas com o feitiço, tudo o que ele conseguiu foi transformar o macarrão em cobras!!!

Eu adorei!!!

E olha eu  lendo o livrinho dentro da mala, Raphael! É, porque aqui em casa tem malas e caixas por todo lado. Mamãe diz que é porque estamos de mudança, mas eu acho mesmo que é porque ela adora brincar de colocar e tirar coisas das malas e caixas, assim como eu!!! Aposto que é isso!

E pra completar, você ainda mandou um cartãozinho super carinhoso que a mamãe leu todinho pra mim.

Muito obrigado por tudo, amiguinho, mais ainda pela gentileza de mandar tudo pra tão longe… Também queria aproveitar pra te dar os parabéns já que agora você está andando! Iuuupeee! Você vai ver como sua vida vai ficar ainda mais emocionante! Nada mais estará fora do seu alcance! Confia em mim, eu já passei por isso!

Um abraço grande pra você,

do ‘Nicoias’.”

* * *

Ai, que menino prodígio esse meu filho, tão pequeno e já escrevendo tão bem… :-)

Bom, e sobre a amiguinha do Nicolas… parece que ainda não recebeu nosso presentinho… Estamos torcendo pra que ela receba logo e goste, afinal escolhemos tudo com muito carinho…

* * *

PS: Pra quem acompanha o Blog pelo Google Reader, mil desculpas, mas aconteceu algum pau… Eu andei mudando as categorias de alguns posts antigos e não sei porque motivo alguns deles andam aparecendo no Google Reader como se estivessem sido acabados de serem publicados…


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Bright Nights e quero passear de carro!!!

O Nic ama passear de carro. AMA!

Tanto, que agora deu pra dizer que ‘quer passear de carro’ toda vez que passa por uma experiência traumática.

Por exemplo, outro dia ele caiu e sofreu um cortezinho acima da sobrancelha e no meio do choro a única coisa que ele sabia gritar era:

- Qué passear de carro! Qué passear  de carro!

Passados uns dois dias, ele vomitou o almoço todo na roupa. Eu não sei explicar, mas o Nic costuma vomitar assim, do nada de tempos em tempos, mas sem estar passando mal. Daí ele chorou muito, porque esse negócio de vomitar não tá com nada (principalmente quando eu sei como é difícil fazer esta comida entrar!) e no caminho pro banho, lá vai o Nic chorando e gritando:

- Qué passear de carro! Qué passear  de carro!

Tadinho, foi aí que eu percebi que passear de carro pra ele é seu estado idealizado de bem-estar e funciona como uma válvula de escape pra qualquer experiência ruim que ele esteja passando.

* * *

Daí que outro dia fomos no Bright Nights no Stanley Park. O Bright Nights é um evento de Natal com um clima de magia muito bacana, onde eles decoraram as árvores dentro da floresta do parque com 2 milhões de luzinhas coloridas e pessoas vestidas de personagens infantis, e fica parecendo um mundo encantado.

A gente pega um trenzinho que vai percorrendo todo esse caminho, super frio por sinal, ao som de musicas natalinas. O passeio dura uns 15 minutos, mas é tempo suficiente pra gente esquecer de tudo ao redor e se teletransportar pra esse mundo fantástico.

Quando o trenzinho voltou pra estação fomos ver as outras atrações, entre elas o Papai Noel. Só que detalhe: o Papai Noel e todos os ajudantes eram de madeira e com movimentos mecânicos. As cabeças giravam de um lado pro outro e as bocas abriam e fechavam como aqueles bonecos de ventríloquo, todos coordenados.

No que eu me preparo pra tirar uma foto da figura, passa um garotinho na minha frente com cara de apavorado e gritando “qué passear de carro! qué passear de carro!”.

Não precisa dizer que era o Nicolas e que ele tinha acabado de ver o Papai Noel, né? E pelo tamanho do susto dele você calcula como era simpático o tal boneco e sua turma. #freaky

Apesar desse pequeno incidente, o passeio todo foi nota 10!

Nic, já recuparado e posando pra foto com um outro Papai Noel - esse, de plástico. #simpaticão

* * *

E já que a gente tá falando de Natal, queria aproveitar pra deixar duas dicas de presentes simples e bacanas.

  • O primeiro é um jabazinho pra minha talentosa irmã Patti que está fazendo uns chinelos com decoupage lindos! Esse da foto ela fez pro Nicolas, em tamanho maior pra ele usar depois que o inverno aqui acabar. E ele simplesmente adorou o cachorrinho! Fofo demais, né? Pra encomendar um e ver outros motivos, passa lá no blog dela, o Decoupatti. (E ela mora no Brasil, viu gente?)

  • Outra dica são dois cds com cantigas de roda personalizadas que eu encomendei pro Nic quando fomos ao Brasil. Quem faz é a Oficina de Criatividade, que grava várias canções de roda, só que usando o nome do seu filho. Uma das músicas é:

Marcha, soldado, cabeça de papel

Quem não marchar direito, vai preso no quartel

O quartel pegou fogo, o Nicolas deu sinal

Acode, acode, acode, a bandeira nacional

Vocês já viram coisa igual? Gente, eu amei!!!

Beijos!!!



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Divagações, mudança, presentinhos, amigo secreto

Muitas vezes eu me pego pensando se um dia o Nic vai ler pelo menos parte de todo esse registro que eu escrevo aqui… Será que ele vai ter interesse? Paciência? Será que ele vai gostar de ler como o pai? Vai ter interesse pela nossa língua e saber ler português? E se ler, será que vai gostar do que eu escrevi?

Ou será que no final das contas será só eu com uma caixa de lenços lendo e relendo cada post e chorando horrores “Ah, meu neném, meu neném…”, “Olha só ele andando pela primeira vez…”, “Meu Deus, incrível como um dia a gente realmente passou 43 dias viajando com ele… que loucura…”, “Ó, ó, ó! Mrs. Goldsmith!* Olha aqui, achei o post! Eu disse pra senhora que ele gostava de me abraçar, tá aqui ó!”.

* Vizinha hipotética, tá gente?

Mas espero que ele leia sim, e queira ver fotos, vídeos e ainda saber mais. Porque eu vou adorar contar e re-contar cada história, cada conquista, os detalhes das nossas viagens, dos nossos recomeços em tantos lugares diferentes e sobretudo da nossa cultura e os causos das nossas famílias. E que ele perceba que ele faz parte de um emaranhado de histórias lindas, de sonhos realizados e uma vida cheia amor…

* * *

Bom, pois agora, venho aqui anunciar mais uma mudança! Aí vamos nós de novo! Não, calma, não estamos mudando pra outro país não. Desta vez só vamos pra ali mesmo, pra uma cidade vizinha ao pé das montanhas, onde agora temos uma casa cheia de espaço pra brincar, receber visitas, contar histórias perto da lareira, pintar (e desenhar!) nas paredes, pendurar fotos, plantar manjericão e o melhor de tudo: não tem carpete! (ufa!). Olha o desfralde deslanchando, aí gente!

E é lá que a gente vai passar esse Natal. Mas como vamos nos mudar já bem próximo da data, tenho minhas dúvidas se vamos conseguir decorar tudo como eu queria. Mas vamos tentar, pra deixar tudo muito festivo, aconchegante e quentinho, mesmo que lá fora tenha mais de 1 metro de neve acumulada! (Porque como tem nevado, gente, e olha que ainda só estamos no outono!!!).

Bom, eu vou contando à medida que as coisas acontecem.

E nos aguarde, Mrs. Goldsmith!

* * *

E já que comecei falando do blog, quero terminar mostrando quanto carinho recebemos através dele de pessoas que não conhecemos pessoalmente, mas que conseguem ser tão amigas, gentis e adoráveis, mesmo assim.

Primeiro foi a Clau, aquela fofa que ganhou o sorteio, lembram? e que escreve o Blog da Clauo. Pois é, ela nos mandou uma cartinha linda de morrer que me fez sentir bem pertinho dela. Isso sem falar no post tão carinhoso que ela escreveu sobre o desenho que eu fiz da família dela e que finalmente chegou, ein Clau?! Ufa! E fico muito feliz que vocês tenham gostado!

E o outro mimo veio da minha querida amiga Gra, que escreve o Faça da sua vida uma obra de arte! e que já até ganhou um post dedicatório bem dos mequetrefes uma vez,  lembram? Pois ela e o filho Nicolas nos mandaram um livrinho e cartões lindos, em comemoração dos dois anos do Nic. Muito obrigada queridos, a gente amou! O Nic ficou encantado com o livro cheio de buraquinhos feitos pela Caterpillar esfomeada!

* * *

E falando em presentinhos, ainda vai rolar mais por aí, já que estamos participando do divertido amigo secreto na blogosfera materna promovido pela Renata. E já mandamos o nosso! Foi lá pras bandas do nordeste do Brasil pra uma garotinha linda de morrer… Quem será? Quem será? Bom, só esperamos que ela goste dos presentinhos, um comprado e outro feito, ambos com muito carinho!

E beijos pra todo mundo!


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Um conto de fraldas

Este post* é dedicado à Gra e ao Nicolas (eita nome bonito, sô!), do Faça da sua vida uma obra de arte, que fez minha semana muito mais feliz ao nos enviar um carinhoso cartão de lá daquelas bandas anglo-saxônicas.

Gra querida, a gente amou! Nada se compara a receber um cartão escrito à mão… Muito obrigada mesmo!

* eu queria ter tido um outro assunto pra esse post dedicado a vocês! Juro! Coisa mais sem jeito esse negócio de dedicar post que contenha assuntos cocozísticos né? Mas não preocupa não que eu inclui também algo que vocês podem gostar, já que gostam tanto de ler. Tá lááá mais pro final… pode sair pulando tudo, sem dó! :-)

* * *

Então, semana passada estávamos eu e Rafa comentando sobre como o Nicolas nunca esteve tão longe do desfralde. Não que a gente realmente já estivesse cogitando começar o processo, mas porque ele entrou numa de amar usar fralda. Assim, do nada – por que antes, se eu deixasse, ele saía correndo pelado pela casa, sem fralda, sem nada.

Então, diante dessa novidade, eu passei a atuar como um daqueles mecânicos do Pit Stop de Fórmula 1, sabe? Só que pra tirar e colocar outra fralda, porque se eu demoro 1 segundo a mais ele fica desesperado pedindo “põe mais falda, mami, põe mais falda!”. E depois sai todo rebolante e orgulhoso com sua fraldinha posta…

Agora veja bem se a cabeça dessa mãe aqui é normal. Ao invés de eu deixar o Nic curtir essa paixonite repentina em paz, o que que eu faço? Cismo de comprar o tal do redutor de vaso (pois dizem que o pinico é bom mas acrescenta uma etapa a mais) e até de entender o ritmo intestinal do menino! Veja bem, eu que nunca dei muita bola pra isso… Excelente timing, hein mama?

Sorte minha é que ele amou o tal redutor de cara, porque tratou logo de levá-lo à boca (calma, gente, ele tinha acabado de sair da embalagem!) e depois ficou querendo encaixar no vaso ele mesmo. Daí pediu pra sentar. E logo em seguida pra descer. Sentar, descer, sentar, descer. “Chega de lenga-lenga Nic!” digo eu escutando o eco da voz da minha mãe que sempre adorou essa frase (né mamãe?).

Bom, eu já sabia que ele fazia cocô duas vezes por dia, uma de manhã, outra de tarde. Então, passei a observar a carinha dele, esperando aquela expressão que a gente bem conhece, pra convidá-lo a experimentar o redutor pra valer. Mas pra minha surpresa, eu nem precisei fazer nada, porque ele, menino sabido que é, percebeu pra que era o redutor e quando chegou a vontade, veio me chamar “sentar vaso! cocô!”. Eu senti uma felicidade e orgulho que não cabiam em mim.

Será? Será?

Chegamos ao banheiro, tirei a fralda dele, sentei ele no redutor. Daí ficamos ali, esperando… ele olhando pra mim, eu olhando pra ele… até que ele: “põe mais falda, mami, põe mais falda!”. Voltei a colocar a fralda nele. Ele pediu pra sentar de novo e…  fez cocô, sentado no redutor e de fralda. Ha ha ha!

E depois disso, ainda não me chamou outra vez… Mas vamos assim, sem pressa, sem compromisso. Uma hora vai… sem fralda!

* * *

Agora sim, Gra! Você tá aí ainda???

* * *

Eu já contei que agora o Nic anda adorando estorinhas pra dormir, né? Então. A gente comprou uma série de livrinhos no Brasil que só agora estamos conseguindo aproveitar, e tem sido perfeito pra idade dele.

Quem criou foi um cara belga e não tem frases, só figuras. Tudo começa com um bicho, por exemplo, um rato, e à medida que você vai desenrolando o livro, o bicho vai se transformando em outros. Ótimo pra estimular a imaginação das crianças.

Nesse livrinho abaixo, o rato vira pinguim, que vira um macaco, que vira uma cobra, que no final vira um elefante. Muito criativo!

* * *

E agora, já que eu passei tanto tempo sem colocar vídeos (porque a câmera não estava com a gente durante a mudança da Australia pra cá), vou postar dois do Nic porque sei que principalmente nossas familias têm sentido falta.

(Ei Gra, eu sei o que você deve estar pensando: “primeiro ela dedica o post pra mim, depois começa falando de cocô, inclui um paragrafozinho sobre um livro qualquer e agora termina o post com videos pra familia dela! Que tipo post-dedicatório é esse???”. Foi mal, hein Gra! Mas você que também é mãe deve entender… A gente até que tenta, mas no final das contas só sabe mesmo é falar de cocô e ficar mostrando vídeo de filho… :-)

* * *

Então vamos lá.

O primeiro foi feito quando ele estava ainda meio doentinho, o papi estava viajando e ele dormia comigo na nossa cama. O video está meio escuro pois era de noite, e eu estava tentando ler pra ele esse livrinho “The invisible watch”, sobre um menino que tinha um relógio invisível. Tudo ia bem até o momento que chegamos numa página com carros, ambulância e caminhão… Eu simplesmente não consegui terminar de ler a estória pra ele porque ele não me deixava sair dessa página…

O segundo foi feito no dia que o papi chegaria de viagem. O Nic estava jantando (foi o primeiro dia que ele voltou a comer depois da gripe e só queria arroz com feijão) e entre uma página e outra do livro “The sock monster” ele perguntava Cadê papi?


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Barraquinha da girafa!

Olha a barraquinha nova do Nic! Ele ganhou numa promoção da fralda que ele usa. Super bacaninha, né? Tem até janelinha e porta com cortininha de enrolar. Ele ainda não dá muita bola pra barraquinha, mas colocando um tanto de brinquedo lá dentro, ele faz a festa!

Barraquinha

Essa barraquinha tá ficando no quarto dele, que agora tá cheio de espaço e virou quarto de brinquedo. Isso depois que a gente passou o berço dele pro nosso quarto.

Taí, o Nic feliz da vida!

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