Agora não tenho dúvida que segundo filho é mais feliz.
cêjura?
Porque fala sério, quando o primeiro chega é aquela zona, né não? Pensa que tudo o que a gente conhecia até a chegada daquele ser pequeno e vulnerável envolvia quase que ZERO ROTINA e uma boa dose de carpe diem, né verdade? Era cinema a qualquer dia, shows, restaurantes, boteco com os amigos depois do trabalho, viagens a dois pra qualquer lugar, mas o principal: ninguém tinha hora pra acordar nos finais de semana, lembra? A gente tinha feriados, tinha férias.
Mas daí o bebê nasce e você leva aquele baque. De repente você se dá conta que aquela famosa história de nunca mais dormir é verdade. E com areia permanente nos olhos, você olha perdido pra aquela criaturinha que está há horas chorando e você não tem a menor ideia do porquê. E se desespera porque ela está a dias sem fazer cocô – ou porque passou um dia fazendo cocô demais. E tem medo de não conseguir pegá-la sem quebrá-la. E sofre muito ao primeiro sinal de gripe. E não consegue colocar uma fralda sequer sem que ela vaze. E não se lembra de nem uma música de ninar no momento que ela chora desconsoladamente.
Enfim, muito despreparo. Pobre criança. Mas como milagre ela sobrevive, vocês esquecem tudo e decidem ter outro rebento.
O segundo nasce e quanta diferença. Claro, desta vez seu maior desafio é aprender a se desdobrar pra conseguir dar atenção pra dois ao mesmo tempo – e mesmo assim, sempre vai ter um chorando, eles ou você. Mas no geral, você vai sentir como se o segundo viesse com seu próprio manual de instrução, como costuma dizer minha amiga Sut-Mie. Desta vez você não é mais tão sem-noção, tem o coração mais apurado pra sentir seu instinto materno e o melhor, sabe por experiência PRÓPRIA que tudo REALMENTE passa.
foto tirada pelo marido no nosso quintal
Outra coisa importante, é que diferente do primeiro, o segundo já cai numa casa com rotina estabelecida. Ou seja, o primogênito foi lá com seus bracinhos gordinhos e pavimentou todo o caminho pro irmão caçula andar sem muitos tropeços. Foi lá com a maior paciência e fez buraquinhos no obstáculo pra florzinha poder florir. É muito amor.
Além disso, essa querida cobaia o querido primogênito também te ensina um dos segredos mais bem guardados da comunidade materna: bebês também choram quando estão com sono. Parece mentira, mas é verdade, eles sentem muito sono, mas simplesmente não dormem, choram. E esgoelam. Dai você acha que é fome, dor, que o bebê não gosta de você, mas tudo o que ele queria era dormir, só que estava exausto demais pra conseguir pegar no sono.
Por isso, depois que você se torna mãe de novo, se sente a rainha da cocada preta, a detentora de todos os segredos maternos – e começa a se achar. Se acha tanto que além de blog, cria também fanpage no Facebook. Fanpeidge, gente. A que ponto chegamos. Sim, porque parece que essa é a tendência, já reparou? Mãe de primeira viagem cria blog, de segunda, fanpeidge. Olha ali na lateral do blog pra você não dizer que eu estou mentindo.
Como se não bastasse, ainda acha que encontrou o mapa da mina pra acalmar bebê, pra esvaziar o narizinho melecado e pra conseguir de volta as duas mãos que tinha perdido. E fez lista. Eis os ítens TOP FIVE que uma mãe de segunda viagem que se acha recomenda:
1. Sling tipo wrap
Super prático! Não passa de uma faixa de pano (malha) gigante, que você amarra como achar melhor. No manual eles dão várias ideias de diferentes tipos de amarração. Comecei com uma que a Lily ficava deitada lá dentro, mas achei muito dfícil amamentar assim porque ela ficava o tempo todo escorregando pra baixo. Então, assim que ela cresceu um pouquinho e deu pra ajeitá-la sentadinha, fiz do sling uma espécie de “camisa”, que pra gente funciona maravilhas. O meu é da Moby Wrap. Outro sling que a gente usa muito pra passear é o Ergobaby, melhor a medida que o bebê vai ficando maior, parece uma mochila.
2. Aspirador nasal
Juro que não sei como o Nicolas sobreviveu sem isso. Coitado do meu filho. Com ele a gente usava um bulbo simples, tipo uma pera, que a gente apertava, colocava no nariz e soltava. Sinceramente? Era uma porcaria, não tirava quase nada e ainda fazia o Nic chorar horrores. Esse aí funciona com a gente succionando, é super gentle. Tem de diversas marcas, mas o que temos é o da HydraSense, que vem com um filtro pra não deixar a meleca subir pelo tubinho (não acho que aconteceria de qualquer forma). Utiliza-se colocando soro fisiológico no nariz pra liquefazer a melequinha primeiro e depois aspirando. Sai tudo ou quase tudo, gente, é muito bom mesmo.
3. Baby sleep gown
Outro dia eu falei dessa camisola aqui. Não existe nada mais prático pra trocar fralda no meio da madrugada que isso, especialmente no clima mais frio. Levantou a camisola, trocou a fralda, pronto, já pode cobrir as perninhas de novo. Eu não sei como são chamadas no Brasil (aqui são sleep gowns ou sleeper gowns), mas sei que existem, pois a minha sogra nos mandou um de presente de lá. Outra coisa legal é que eles vêm com uma luvinha embutida que aquece a mãozinha de noite sem ficar saindo.
4. Baby sleep bag (sac0 de dormir)
Super recomendo pro clima frio. Prático (tem um fecho da lateral até a parte de baixo), quentinho e muito seguro. Nada daquelas mantas enrolando o bebê de noite com risco de cobrirem o rosto e atrapalhar a respiração.
5. Balde
Esse é o ofurô moderno dos bebês. Bom especialmente pra acalmar e relaxar, apesar de não muito prático pra realmente dar banho e limpar o bebê. A Lily chora muito menos no balde que o Nic chorava tomando banho na banheira. Acho que por ser mais aconchegante.
E você, sugere mais algum item indispensável nessa seara materna?






























