O lado cômico da maternidade


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Mãe de segunda viagem

Agora não tenho dúvida que segundo filho é mais feliz.

cêjura?

Porque fala sério, quando o primeiro chega é aquela zona, né não? Pensa que tudo o que a gente conhecia até a chegada daquele ser pequeno e vulnerável envolvia quase que ZERO ROTINA e uma boa dose de carpe diem, né verdade? Era cinema a qualquer dia, shows, restaurantes, boteco com os amigos depois do trabalho, viagens a dois pra qualquer lugar, mas o principal: ninguém tinha hora pra acordar nos finais de semana, lembra? A gente tinha feriados, tinha férias.

Mas daí o bebê nasce e você leva aquele baque. De repente você se dá conta que aquela famosa história de nunca mais dormir é verdade. E com areia permanente nos olhos, você olha perdido pra aquela criaturinha que está há horas chorando e você não tem a menor ideia do porquê. E se desespera porque ela está a dias sem fazer cocô – ou porque passou um dia fazendo cocô demais. E tem medo de não conseguir pegá-la sem quebrá-la. E sofre muito ao primeiro sinal de gripe. E não consegue colocar uma fralda sequer sem que ela vaze. E não se lembra de nem uma música de ninar no momento que ela chora desconsoladamente.

Enfim, muito despreparo. Pobre criança. Mas como milagre ela sobrevive, vocês esquecem tudo e decidem ter outro rebento.

O segundo nasce e quanta diferença. Claro, desta vez seu maior desafio é aprender a se desdobrar pra conseguir dar atenção pra dois ao mesmo tempo – e mesmo assim, sempre vai ter um chorando, eles ou você. Mas no geral, você vai sentir como se o segundo viesse com seu próprio manual de instrução, como costuma dizer minha amiga Sut-Mie. Desta vez você não é mais tão sem-noção, tem o coração mais apurado pra sentir seu instinto materno e o melhor, sabe por experiência PRÓPRIA que tudo REALMENTE passa.

foto tirada pelo marido no nosso quintal

Outra coisa importante, é que diferente do primeiro, o segundo já cai numa casa com rotina estabelecida. Ou seja, o primogênito foi lá com seus bracinhos gordinhos e pavimentou todo o caminho pro irmão caçula andar sem muitos tropeços. Foi lá com a maior paciência e fez buraquinhos no obstáculo pra florzinha poder florir. É muito amor.

Além disso, essa querida cobaia o querido primogênito também te ensina um dos segredos mais bem guardados da comunidade materna: bebês também choram quando estão com sono. Parece mentira, mas é verdade, eles sentem muito sono, mas simplesmente não dormem, choram. E esgoelam. Dai você acha que é fome, dor, que o bebê não gosta de você, mas tudo o que ele queria era dormir, só que estava exausto demais pra conseguir pegar no sono.

Por isso, depois que você se torna mãe de novo, se sente a rainha da cocada preta, a detentora de todos os segredos maternos – e começa a se achar. Se acha tanto que além de blog, cria também fanpage no Facebook. Fanpeidge, gente. A que ponto chegamos. Sim, porque parece que essa é a tendência, já reparou? Mãe de primeira viagem cria blog, de segunda, fanpeidge. Olha ali na lateral do blog pra você não dizer que eu estou mentindo.

Como se não bastasse, ainda acha que encontrou o mapa da mina pra acalmar bebê, pra esvaziar o narizinho melecado e pra conseguir de volta as duas mãos que tinha perdido. E fez lista. Eis os ítens TOP FIVE que uma mãe de segunda viagem que se acha recomenda:

1. Sling tipo wrap

Super prático! Não passa de uma faixa de pano (malha) gigante, que você amarra como achar melhor. No manual eles dão várias ideias de diferentes tipos de amarração. Comecei com uma que a Lily ficava deitada lá dentro, mas achei muito dfícil amamentar assim porque ela ficava o tempo todo escorregando pra baixo. Então, assim que ela cresceu um pouquinho e deu pra ajeitá-la sentadinha, fiz do sling uma espécie de “camisa”, que pra gente funciona maravilhas. O meu é da Moby Wrap. Outro sling que a gente usa muito pra passear é o Ergobaby, melhor a medida que o bebê vai ficando maior, parece uma mochila.

2. Aspirador nasal

Juro que não sei como o Nicolas sobreviveu sem isso. Coitado do meu filho. Com ele a gente usava um bulbo simples, tipo uma pera, que a gente apertava, colocava no nariz e soltava. Sinceramente? Era uma porcaria, não tirava quase nada e ainda fazia o Nic chorar horrores. Esse aí funciona com a gente succionando, é super gentle. Tem de diversas marcas, mas o que temos é o da HydraSense, que vem com um filtro pra não deixar a meleca subir pelo tubinho (não acho que aconteceria de qualquer forma). Utiliza-se colocando soro fisiológico no nariz pra liquefazer a melequinha primeiro e depois aspirando. Sai tudo ou quase tudo, gente, é muito bom mesmo.

3. Baby sleep gown

Outro dia eu falei dessa camisola aqui. Não existe nada mais prático pra trocar fralda no meio da madrugada que isso, especialmente no clima mais frio. Levantou a camisola, trocou a fralda, pronto, já pode cobrir as perninhas de novo. Eu não sei como são chamadas no Brasil (aqui são sleep gowns ou sleeper gowns), mas sei que existem, pois a minha sogra nos mandou um de presente de lá. Outra coisa legal é que eles vêm com uma luvinha embutida que aquece a mãozinha de noite sem ficar saindo.

4. Baby sleep bag (sac0 de dormir)

Super recomendo pro clima frio. Prático (tem um fecho da lateral até a parte de baixo), quentinho e muito seguro. Nada daquelas mantas enrolando o bebê de noite com risco de cobrirem o rosto e atrapalhar a respiração.

5. Balde

Esse é o ofurô moderno dos bebês. Bom especialmente pra acalmar e relaxar, apesar de não muito prático pra realmente dar banho e limpar o bebê. A Lily chora muito menos no balde que o Nic chorava tomando banho na banheira. Acho que por ser mais aconchegante.

E você, sugere mais algum item indispensável nessa seara materna?


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Teste da Violência Obstétrica – Dia Internacional da Mulher – Blogagem Coletiva

Todo mundo tem direito a fazer escolhas. Todo mundo tem direito ao respeito e à integralidade do seu próprio corpo. Todo mundo tem direito à informação verdadeira e confiável. Todo mundo, incluindo as mulheres. E em qualquer circunstância, incluindo o parto.

* * *

Gente bonita, um tema tão importante mereceria um post mais elaborado, mas estou na correria entre consultas medicas pra Lily, Nicolas e eu mesma. A gripe aqui não está perdoando ninguém. Bom, pelo menos os inquilinos já nos deixaram em paz!  Mas não poderia deixar de postar pelo menos esse questionário abaixo. Por favor, quem puder, participe! Obrigada!

(link para o teste expirou)

Esta é uma campanha criada pelos blogs Mamíferas, Parto do Brasil e Cientista Que Virou Mãe.


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Os alienígenas e os pesticidas

Quando eu era criança minha cabeça fervilhava, tanto de ideias quanto de piolhos.

Pras ideias, eu tinha um parceiro inseparável, o meu primo Natanael. Uma vez, inventamos a historia de que éramos alienígenas, veja só. Então, durante o crepúsculo de um dia frio, contamos aos sussurros pra uma plateia de crianças ingênuas e de olhos esbugalhados, que tínhamos vindo de Vênus.

- Estão vendo aquela estrela lá no horizonte? Então, é de lá que a gente veio. Lá, eu e o Nael éramos irmãos e tão pequenos quanto o mindinho do pé de vocês!

- Oohhh! – todos exclamavam admirados, cada um olhando pro seu mindinho do pé.

- Sim, e tínhamos pouco mais de 200 anos de idade!

E se entreolhavam embasbacados.

(Claro, vale lembrar que em terreno venusiano, se você tinha 200 anos, ainda era uma graciosa criancinha sapeca.)

Daí contamos que num belo dia, estávamos dando um rolé no foguete dos nossos pais quando o motor fundiu inesperadamente. Pifou de tudo. Caímos os dois no planeta Terra, aterrissando cada um nas xícaras das nossas respectivas mães terráqueas, que por sorte batiam um papinho enquanto sorviam um delicioso café ao ar livre. Elas nos beberam e tcharam! – nascemos de novo, só que aqui na Terra!

Sentiu o nível, né?

Pois você não imagina a cara de espanto, medo e até inveja dos nossos amiguinhos terráqueos.

* * *

E se por dentro minha cabeça fervilhava com historias desse naipe, por fora então, caro leitor, o fervilhamento era mais que incontrolável – era insano. Juro que não sei como eu conseguia a proeza de ter sempre tantos inquilinos parasíticos residindo no meu couro cabeludo. Saía um grupo, entrava outro. O que me faz concluir que se meu sangue era doce como diziam, naquela altura a piolhada já devia ser toda diabética (e eu também, né?).

Assim que eu vivia às voltas com pentes finos e um pesticida qualquer – era Neocid ou Deltacid, também conhecidos como DDT. Passava os finais de semana com a cabeça no colo da minha mãe, que catava, catava, jogava pesticida, catava, catava, mais pesticida. E depois que meu couro cabeludo já estava dolorido de tanto pentear e pinicava horrores com todo aquele veneno, ela vinha com um pano branco, enrolava na minha cabeça e com aquilo eu ficava horas e horas brincando e tentando evitar que o pozinho letal caísse no meu olho.

* * *

Agora vai, me conta se uma pessoa que sobrevive a tanto DDT na cuca só não pode ser mesmo um alienígena. Viu, tava mentindo não.

(ou então a experiência serviu pra comprovar que de peste eu não tinha nada, posto que peste pesticida mata. Né não?) :)

* * *

Então. Pois esta criatura alienígena cresceu, se tornou uma moça terráquea singela, meiga e bonita, foi morar num país rico, industrializado, arborizado e sanitarizado, teve dois filhos fofos e saudáveis e ainda a felicidade de NUNCA mais pegar piolho nessa vida!

Certo?

Errado. Pois acredite ou não, fiel leitor, o inimaginável aconteceu.

Nem te conto que precisamente na terça ou quarta da semana passada, passou por aqui um surto piolhístico. Sim, no Canadá. Mas só passou não – passou e pegou a família toda. Surtamos, né? A única poupada, por pura graça divina, foi a Lily. Justo ela, conhecida internacionalmente por sua vasta cabeleira, passou ilesa. Acreditamos que Nicolas tenha sido o veículo transportador e felizmente pudemos comprovar que agora sim, existem alternativas ao pesticida. Mas saiba que o pente fino ainda reina.

Quanto à vovó, claro que também pegou mas já se livrou dos bichos. Agora imagina se ela, a pouco mais de uma semana pra voltar pro Brasil, sai daqui levando piolho canadense? Oh my God! Só ia dar as piolhas tupiniquins doidinhas pra arrumar maridinho gringo, né?

Bom, pois depois de um post desses, pode aparentar mas ainda não tô completamente doida não. É que o negócio aqui em casa tá feio. Primeiro, o surto piolhístico, agora Nicolas tá com princípio de pneumonia e tosse dia e noite, Rafa se encontra viajando, vovó quase voltando e Lily só mamando. Ah sim, e com muitos gases… Tantos gases que as vezes chego a pensar que ela tá sublimando… que nem naftalina, sabe? Direto do estado sólido pro gasoso.

Enfim, melhor eu parar por aqui mesmo.


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Perninha e Lilica

Nicolas, 8 dias. Lily, 14. Ela usando a mesma roupa, herdada do irmãozinho.

Engraçado. Você passa meses e meses pensando meticulosamente num nome pro seu futuro filho. Um nome que ainda não tenha sido escolhido por nenhum parente ou amigo próximo.

- Pedro. Que tal Pedro?

- Não, Pedro não dá, esse vai ser o nome do filho do Marcelão, lembra? Que vai nascer antes do nosso.

Um nome que seja do gosto do marido, dos tios, da sogra, da sua mãe e até mesmo do seu. Então você faz listas e mais listas, acrescenta por educação algumas sugestões de pessoas próximas, analisa origens e significados, consulta a numerologia e chega até a ficar uma semana de tromba com o marido porque ele queria um nome clássico, mas rejeitou todas as suas sugestões.

- Não gostou de nenhum não, é? Quer nomes clássicos? Então vou te dar dois nomes clássicos! Adão e Eva, que tal? Os nomes mais clássicos da história da humanidade!

Ah, os hormônios.

E de tanto pensar, você se lembra de repente que um dia lá nos idos da sua adolescência você já tinha escolhido um nome pro seu futuro filho, baseada naquela música que você tanto gostava.

- Luka! Não vai ser super legal ele poder chegar pras pessoas e falar “my name is Luka“*?

Seu marido suspira fundo e prefere nem comentar.

Mas você não desanima. Consulta estatísticas, descarta os nomes muito populares, os muito obscuros, analisa qual a melhor forma de escrever, as complicações na pronúncia e se combina com o nome do primeiro filho. Pensa bastante em todos os possíveis apelidos esdrúxulos que aquele nome pode trazer e com extremo cuidado, corta todos aqueles que te fazem lembrar, por qualquer que seja o motivo, de pessoas que você não gostou ao longo de toda sua existência.

- Que tal Ana Amélia? – propõe o marido

- Tá doido? Conheci uma Ana Amélia no pré que comia só o recheio do biscoito e jogava o resto fora. Ana Amélia nem pensar!

E depois de analisar tantas opções, vocês finalmente chegam à conclusão que na verdade o mais importante mesmo é que o nome do rebento seja universal, já que vocês são cidadãos do mundo há quase 8 anos e planejam continuar assim por um tempo mais.

- Gabriel se for menino, Julia se for menina – decidem.

Obviamente esses não foram os nomes escolhidos no final das contas. O primeiro filho acabou recebendo o nome de Nicolas e a caçula, que seria Julia, recebeu o nome de Lily. No entanto, são frequentemente chamados de Perninha e Lilica**.

Me pergunto de que adiantou todo esse longo processo seletivo.

* * *

Mas o que importa é que Perninha anda todo-todo com Lilica. Outro dia ele saiu com o pai e assim que colocou os pés de volta na casa foi logo perguntando por ela. Foi correndo onde a irmã estava, deu mil abraços, mil beijos, fez carinho e disse “eu gosto muito de você”.

*suspiros*

E enquanto ele não vive sem ela por perto, ela não dorme quando ele está por perto. Mas taí a grande vantagem de se ter um irmão que passa o dia tentando carregar 15 carrinhos ao mesmo tempo nas mãos: ela logo aprende a diferenciar o dia da noite. A cada carrinho que cai e bate no chão de madeira, é um lembrete pra ela de que durante o dia não se dorme, se brinca.

* * *

Quero mamar, mamãe!!!

Pois se toda essa proximidade fraterna cause suspiros em quem veja, a grande desvantagem, ainda mais numa casa com janelas fechadas há 6 meses por causa do inverno, é que ela catalisa a transferencia virótica numa potência de mil. Por essa razão, Lilica já convive com seus primeiros sintomas de gripe – espirros, pequenas tosses de bebê e narizinho entupido durante a noite. E ela ainda nem completou 3 semanas de vida. Poor Lily. Bom, felizmente ela está mamando bem e até agora a gripe não parece estar avançando mais. Vamos torcer.

* * *

Quanto ao sono, sempre achei que esse negócio de bebê dormir o dia todo fosse lenda, já que Nic nunca foi do time dos que dormem. Mas Lily chegou pra me mostrar que sim, existem. Claro que à medida que ela cresce, vai passando mais tempo acordada e aprendeu até a me pregar peças. Agora ela começa a dormir, fica com os olhos fechados por uns 3-5 minutos, e quando eu penso que ela já caiu em sono profundo, de repente abre um olhão super alerta como quem diz “surpresa!!! tô acordada!”.

Ótimo, principalmente quando isso acontece no meio da noite. :)

* * *

Bom, agora vou lá que estou com fome. Essa vida de amamentar deixa a gente faminta!

- Diga tchau, Lilica!

- Tchau, Lilica!***

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* Luka é uma música da Suzanne Vega. Som na caixa!

** Perninha e Lilica são os divertidos personagens do desenho de televisão Tiny Toons. O Perninha foi inspirado no Pernalonga.

*** Pra quem não lembra, é assim que termina um dos episódios do Tiny Toons, com o narrador falando pra Lilica dizer tchau e ela repetindo tudo, do jeito que ele fala.
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PS: Algumas pessoas devem ter notado (né Cintia?) que alguns posts de mais de 2 anos atrás andam aparecendo como recentes no Blogroll ou nos feeds. Pois isso é pau do WordPress, viu gente? E aconteceu depois que criei as tags Nicolas e Lily e saí atualizando posts antigos. Ignorem, por favor!


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As mães, as vacas e as aparições

Nic tá ficando gripadinho… Espirros, tosse, meleca, não tem comido quase nada e obviamente, voltou a acordar à noite… faz parte. Daí que hoje ele chegou pra mim no meio da tarde – horário nada usual pra um banho aqui em casa – e me pediu com aqueles olhinhos caídos e vozinha fanhosa:

- Qué tomar bambanho quentinho, mamãe…

Ahhhhh… Eu que estava trabalhando, não resisti. Parei e fui levá-lo pra tomar um banho quente. No caminho, ele sai pegando alguns carrinhos pra levar pra água com ele. Um dos preferidos ultimamente tem sido um par de caminhões de bombeiro, um pequeno e outro menor ainda.

Então no banho eu falei:

- Olha, esse caminhão maior é o Papi e o menor  é o Nic!

Ele adorou. Ficou brincando na água com o Nic nas costas do Papi, um dando beijinho no outro, um trombando no outro… e ele falava:

- Caminhão de Bombeio Papi, Caminhão de Bombeio Nickey (sim, agora tá com esse mania, desde que conheceu o personagem Mickey).

Até que eu viro pra ele e pergunto:

- Então tá. Você tem aí o Nic e o Papi. Mas… cadê a Mami??? – sinceramente, não sei porque eu pergunto essas coisas…

Nicolas olha ao redor. Vários brinquedinhos na água. Ele podia ter escolhido qualquer um…

- Tá aqui! Aqui mami.

E então, gente, posso chorar?

Ou ainda devo ficar feliz e agradecida por ele não ter escolhido o anfíbio pra ser mami? Hein? :-)

* * *

E atualizando o caso “do mulher

Pois parece que a visitante foi embora, viu? Quando o papai chegou de viagem fizemos uma pequena expedição ao quarto a fim de verificarmos a tal presença. E ao abrirmos a porta, reparei que o Nic não teve qualquer reação. Pra confirmar eu perguntei se ele ainda via a mulher lá, no que ele respondeu com grande segurança:

- Não, ela sumiu.

- Sumiu? Do tipo, foi embora?

- É, o mulher foi embóia.

- Quer dizer que ela não está mais aqui.

- É.

Respirei aliviada. Então olho pro Rafa e percebo nele um certo olhar cético, sabe? como se ele pensasse que tudo não tivesse passado de uma grande tempestade num copinho d’água?

Hmmm…

Então olhei pro Nic e falei:

- Nic, mostra pro papai onde a mulher estava antes, hein?

- Aiá! – e apontou pro mesmo exato lugar onde ele tinha me mostrado da outra vez.

VIU, seu Rafa?


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Essa tal de Lei de Newton

Conto ou não conto? Conto ou não conto? Vou contar.

Outro dia eu cai na rua. Cai mesmo, de me espatifar toda. Eu usava uma sandália com uma sola bem lisa, daí pisei numa folhinha minusculinha, porém molhada, aí já viu né? Caí. O Rafa estava comigo e me ajudou a levantar. O Nic estava no carrinho e não testemunhou um dos grandes segredos da humanidade: mães também caem. E um casal que vinha na nossa frente riu sem dó. Por uma semana fiquei com um roxo no equipamento traseiro e com um dos pés ralados, mas passou. Só o que não passou, foi o medo de andar nessas calçadas cheias de folhinhas de maple tree e cair de novo.

Coisa que não acontece com criança, né?

Domingo passado a gente estava num playground onde uma menina de uns 5 anos subia e descia umas escadas em várias posições esquisitas. Ela fazia uma cara de malzona e ficava arqueando as pernas e os braços enquanto subia de ré e descia de frente. Após alguns minutos contemplando aquela figura, fui entender que ela estava se fazendo de aranha e achei até bem razoável, se não fosse o Nicolas querendo fazer a mesma coisa que ela.

Ele ficou de quatro e começou tentando subir com as pernas primeiro, no entanto diante da dificuldade, desistiu e subiu os degraus de frente, igual gato, e na mesma posição ele continuou pra descer de volta.

- Ô, ô, ô! Não, não, Nic, tem que descer com as perninhas primeiro, como você já sabe – corri eu tentando evitar uma catástrofe.

Ele aceitou, embora tenha continuado olhando pra pequena spidergirl na escada ao lado com ar de impressionado.

- Uaaaahhh! I’m a spider! – repetia ela.

De repente, eu, distraída por aquela mistura de aranha com pequena leoa, só escuto o barulho do Nicolas caindo escada abaixo… Não é que ele, tentando descer de cabeça de novo, não deu duas cambalhotas completas nos degraus? Daí, arranhou a testa e as costas e chorou por uns cincos minutos direto – aquele choro sofriiiiido, agarradinho no meu colo. Até que do nada ele parou, olhou pra menina-aranha ainda “aranhando”, virou pra mim e disse “mais subir escada!”. \o/

* * *

E hoje, a gente passeava na calçada ao longo da orla, eu empurrando o carrinho vazio e Nic andando ao meu lado. Sim, porque agora não quer saber de carrinho sempre não, diz que quer “mais andar” (acho que ele sentiu que tem algumas cenas que ele perde se fica só no carrinho… só pode ser isso…).

Só que de andar, passou a correr e de tanto correr, caiu. Quando cheguei perto, tinha sangue na boca toda.  Pela quantidade de sangue, nunca iria imaginar que fosse um corte tão pequeno no lábio. Depois de chorar muito e eu limpar o sangue, juro que pensei que ele fosse querer ir pro carrinho, mas ao contrário saiu correndo de novo, como se nada tivesse acontecido.

* * *

E pra completar a temporada de quedas livres, chegamos em casa e o Nicolas entrou numa de “monkey business”. Sobe lá, pula aqui, pendura ali e pronto: caiu de novo. Só que desta vez bateu o queixo no parapeito da janela e cortou bastante. Improvisei um curativo e levei ele correndo na farmácia mais próxima, todo pingado de sangue.

Chegando lá, me disseram que a farmacêutica estava ocupadésima, então me deram um treco que buzinaria quando ela estivesse disponível. Ao som da buzina, 10 minutos depois, fui ter com a farmacêutica, que não aceitou nem sequer dar uma olhada nele, nem mesmo pra falar se o corte carecia de uns pontos ou só o curativo resolvia.

Voltei pra casa com o coração na mão, pensando se seria negligência minha não levá-lo a um hospital, mas acabei decidindo dar um banho nele e trocar o curativo pra ver como estava o corte. Como era de se esperar, ele não queria que eu tirasse o curativo de jeito nenhum, com medo de doer. Daí com jeitinho eu fui tirando e falei “viu? mamãe tirou!”. Ele deu um sorriso e levou a mão no queixo na mesma hora. Ao sentir o corte e o sangue saindo de novo, começou a chorar falando “mamãe tirou não, tirou não”.

Daí eu percebi que ele tinha achado que eu tivesse tirado o machucado e não o curativo… Tadinho!!! Me deu até um aperto no coração de ver tamanha inocência… E depois disso, fomos pra sala e assistimos Shrek juntos, ele abraçadinho no meu pescoço o tempo todo.

Bom, agora ele está dormindo e felizmente o corte parou de sangrar. Espero que eu tenha tomado a decisão certa e que a pele dele se regenere rápido. Amanhã dou notícias, especialmente pro papai que deve estar super preocupado.

Beijos…

E no dia seguinte…

Primeiro, obrigada pelos recados solidários e dicas. Valeu mesmo! Por aqui, parece que tá tudo bem. Troquei o curativo hoje cedo e o corte ainda está meio aberto, mas começando a cicatrizar. Me dá um nervoso danado de ver… Pelo visto acho que o Nic deve ganhar sua primeira cicatriz.

Agora, enquanto eu fico aqui com meu trauma de quedas, Nic não quer nem saber e continua subindo em tudo e correndo sem olhar onde pisa. E viva a infância!

Nariz arranhado, lábio superior machucado, queixo detonado, roupa (que já tinha sido trocada) suja de sangue... mas ele ainda dá sorrisinho pra tirar foto!


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Querido Ícus

Acho que você tem curtido nossa vida cheia de atividades aqui em Vancouver, né? E já estamos até nos acostumando à elaborada logística de se sair sempre debaixo de chuvas! Veja só… logo a gente que morou tanto tempo lá naquele deserto!

Mas estas adaptações são mamão-com-açúcar comparado a ver você doente… Puxa vida, que aperto passamos nestas últimas semanas, hein meu bem? Depois de seis meses sem gripar, você já veio logo com duas gripes direto. Mamãe ficou com o coração na mão ao te ver vomitar de tanto tossir e não conseguir comer nadica de nada por quatro dias seguidos. O mais incrível é que você ainda conseguia sorrir pra mamãe logo após vomitar… Sorria com aquelas bochechas rosadas de febre e aqueles olhinhos caídos… E também nunca deixou de falar “saúde” pra você mesmo a cada espirro que dava. Tão fofinho…

Nic se sentindo todo importante com os sapatos do papai

Mas que bom que você já está melhor agora e voltou a ser o menininho pulante, falante e dançante de sempre. O primeiro indicativo de que você já estava bom foi quando você entrou no armário e saiu de lá fazendo o maior esforço do mundo pra andar calçado com aquela bota pesada do seu papi. E ainda sai falando “Oopsy Daisy, Oopsy Daisy!” que o papai ensinou você a falar pros momentos que ocorre algo inesperado, mas que você aplica pra qualquer situação de aperto. Como naquele dia que você entrou atrás do berço e não conseguia sair e ficou de lá gritando “mami, oopsy daisy! mami, oopsy daisy!”com voz de choro, até eu te resgatar.

E agora que você completou 20 meses, percebo que seus gostos e forma de brincar já começam a mudar… Desde que passamos a frequentar mais a biblioteca que agora você brinca sussurrando com seus bonequinhos e carrinhos. Também tem passado a se interessar mais por estorinhas antes de dormir e as vezes quer ouvir duas, três, quatro estorinhas, sempre pedindo “mais tória, mami, mais tória!”. E uma coisa bem inusitada, é que você  tem tentado entrar na casinha que não passa de 20 cm de altura ou nos carrinhos pequenos, junto com seus bonequinhos. Você fica lá tentando enfiar um dos seus pés e dizendo “entar, entar!”. E fica muito decepcionado porque não consegue…

Mas a coisa mais marcante do último mês foi que você por fim fala seu próprio nome: Ícus. Isso mesmo, pra você, Nicolas é Ícus. Uma coisa bem estilo romana, né? Ícus Magnificus? Biggus Ícus? Bom, mas de qualquer forma, toda vez que eu te chamo por esse seu “pseudonimus” você faz charminho, fica achando graça e fazendo hora pra olhar. Daí fecha os olhos, se vira pra mim e os abre de repente falando “Aqui Ícus!” ou “Achou Ícus!”. Tão lindo…

No mais, você agora balança a cabeça que SIM e NÃO corretamente, só quer descer e subir escadas em pé e sem se apoiar, aprendeu a aplicar os verbos no gerúndio (ex: Ícus descendo, comendo, etc), dirige o próprio pezinho quando calça a meinha com o desenho de carro,  fala “mais unha” quando quer que eu corte mais unha (?), ama ouvir música e pede constantemente “mais mucsa”, tem pedidos cada vez mais específicos como “mais suco DE morango/manga/etc” ou “mais massage cabeça/ombo/perna/etc” e atualmente seu passatempo predileto tem sido mexer na carteira do papai e distribuir cartões e dinheiro pra qualquer um, principalmente desconhecidos.

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Esse é o nosso Ícus!


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Foi ao dentista, largou a chupeta e se amarrou numa massagem

Eu vou contar três fatos sobre o Nicolas (na verdade alguns têm mais à ver com decisões que tomamos pra ele, mas tudo bem):

1º. Nunca gostou de massagem. Bom, pra começar, nos primeiros meses eu nem sequer conseguia encontrar o momento ideal pra fazer uma massagem nele. Isso porque shantala não deve ser feita quando o bebê está com fome, nem com barriga cheia, nem com sono, ou chorando. Pois sobrava algum espaço aí? Eu não conseguia encontrar.

Mas daí ele foi crescendo e os momentos foram aparecendo. O meu preferido era depois do banho, antes de dormir. Eu abaixava a luz, passava creminho, colocava a cabeça dele mais alta num travesseiro pro refluxo não incomodar… mas, ele só sabia chorar. Não tinha toque de borboleta que o acalmasse, e o momento que deveria ser relaxante era puro stress, então pensei que talvez massagem não fosse o lance dele e parei.

2º. Sempre usou chupeta. Eu sabia muito bem que chupeta é um condicionamento desnecessário que nós, pais, criamos pros nossos filhos e que no final das contas quem mais sofre pra perdê-lo são eles. Injusto né, e por isso mesmo decidimos que chupeta lá em casa não passaria nem perto… Bom, isso até o Nicolas nascer, ter muita dificuldade de dormir e mamar, e chorar muito. Por total falta de experiência pra pensar em outras alternativas, pensamos que talvez o que estivesse faltando fosse a dita-cuja.

Depois, viemos a descobrir que o que o incomodava mesmo era um negócio chamado refluxo. Então veio o doutor e disse que a chupeta era até muito bem vinda nesse caso, já que aumentava a produção de saliva e ajudava a combater a acidez. Amparados por essas palavras, e de consciência mais limpa, seguimos com a chupeta, apesar de sempre atentos ao melhor momento de tirá-la. No entanto, com o passar do tempo, a danada foi se tornando cada vez mais nossa aliada pra fazê-lo dormir, nas viagens de carro e avião, e assim o momento ideal de tira-la parecia estar cada vez mais distante…     

3º. Aos 18 meses de idade nunca tinha ido ao dentista. Apesar de todas as recomendações de levar os bebês ao dentista ao sair o primeiro dente, ou ao menos, ao completarem um ano, a gente decidiu adiar essa visitinha ao máximo. Eu previa um desastre, considerando o malabarismo que eu tenho que fazer pra conseguir escovar seus dentinhos todos os dias e sem falar no comportamento dele até mesmo pra cortar o cabelo – imagina se no dentista seria diferente…, eu pensava. Além disso, achei $170.00, um valor alto demais pra pagar pra ver. Então me agarrei com a Fadinha do Dente e pedi pra que ela protegesse os dentinhos dele até ele crescer só um pouquinho mais.

* * *

Bom, no final das contas, viemos pro Canadá e tínhamos que conseguir um dentista de família de qualquer forma. “Obrigada, Fadinha, mas o momento já chegou”.  

Acontece, que criança tem mesmo o poder de nos surpreender, né? Sempre! Coisa linda, isso… Não é que a gente foi nesse doce de dentista (dentista não deveria ser tão doce, mas essa é), que com suas luvas alaranjadas e toques delicados, conseguiu com que o Nicolas abrisse o maior bocão e ainda ficasse lá deitado super quietinho e FELIZ? E não fechou a boca nem quando ela terminou de olhar tudo! Surpreendente…  

Ela contou que os dentinhos dele estão de um branco alvo e perfeição jamais vistos super bem cuidados, MAS… que a arcada superior dava leves sinais de arqueamento. “Ele chupa dedo?” – ela me perguntou.

- Não, chupeta. Mas já tá parando.

E assim foi. Chegamos em casa e eu imediatamente escondi a chupeta. Nem pensei no que iria dizer pra ele. Na hora da soneca ele então me pediu. “Bico, mami.” (aqui em casa a gente chama de bico). Então eu falei a primeira coisa que me veio à cabeça e que eu sabia que ele entenderia “o cachorro comeu o bico” (a gente tinha acabado de brincar com uns cachorros no parque). Ele resmungou um pouco, pediu mais algumas vezes, mas dormiu. Também dormiu bem à noite nesse mesmo dia. No segundo dia é que acho que a ficha dele caiu e ele se deu conta que realmente não teria mais chupeta e chorou muito na hora de dormir. Foi uma hora e meia falando “cadê bico? Cadê bico?”. Fechava os olhinhos, mas não conseguia dormir.

Então ocorreu o inesperado. Instintivamente eu e o Rafa começamos a fazer massagem nele, cada um num bracinho e ele… AMOU. Ficou super relaxado e tinha momentos que até fechava os olhinhos. Depois disso, dormiu super bem.

E desse dia em diante, ocorreu a mágica inversão. O uso da chupeta deu lugar à massagem. Um conforto de melhor qualidade, que aproxima a gente e que não estraga os dentes!

“Maaaaaami! Paaaaapi! Mais massagem!”

* * *

Em tempo, um recadinho pra outras mamães:

- a facilidade de tirar a chupeta do Nicolas foi um caso em um milhão. Na maioria das vezes o processo envolve muito choro, sofrimento e noites mal dormidas, por isso, pense com carinho antes de oferecer chupeta ao seu bebê.

- eu tive o exemplo da minha irmã, que só foi largar a chupeta com 3 anos de idade, mas que mesmo assim teve sua dentição intacta. Por isso, no fundo eu pensava que chupeta talvez nem fosse tão prejudicial como todos sempre diziam. Agora, com o caso do Nicolas, sei que o efeito delas existe sim, e que o fato dele chupar a ortodôntica e só pra dormir também não ajudaram em nada.

- se seu filho já usa chupeta, não faça como eu e espere os primeiros sinais negativos do seu uso. Comece a tirá-la o mais rápido possível, e uma vez tomada a decisão jamais volte atrás.


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We love Melbourne!

 

Se a gente já não estivesse indo morar numa cidade super-ultra bacana, acho que teríamos ficado por Melbourne mesmo. :-) Lá tem tudo o que a gente gosta e mais (tanto gostamos que Melbourne ganhou dois posts!). Foi ótimo nos embrenhar por ruazinhas estreitas cheias de gente, pubs, cafés, boutiques e brechós que nos lembravam Paris e de repente sair numa ampla avenida com prédios vitorianos e modernos em uma mistura perfeita e vários artistas de rua fazendo suas performances nas calçadas.  Melbourne nos deixou a impressão de ser uma cidade cheia de vida, segura, organizada e com pessoas realmente amistosas e prestativas.

E apesar de estarmos viajando com uma criança de 17 meses, fizemos praticamente tudo o que tínhamos em mente. O Nicolas definitivamente nasceu pra viajar. Bom, na verdade tem uma condição: pra ele aproveitar a viagem, tem que estar exposto o tempo todo a veículos motorizados, senão ele estressa. Mas só descobrimos isso quando fomos a um grande mercado, o Queen Victoria Market, com várias coisas legais e coloridas pra ver, mas sua carinha só se iluminou de novo quando botamos o pé fora do mercado e ele finalmente viu carros, bondinhos, ônibus e motos outra vez. E como em cidade grande carro não é problema, ele ficou 99% do tempo feliz.

Quer dizer, tirando alguns imprevistos…

  • Há uma semana atrás lá em Kalgoorlie, o Nic foi picado por algumas formigas numa das mãozinhas. Ficou vermelho, coçou um pouco, mas no momento que parecia melhorar, o negócio inflamou e voltou a coçar tanto que ele não conseguia mais dormir direito. Assim, acabamos levando ele a um médico aleatório, cujo nome nos causou um ótimo feeling: Dr. Green. O médico, muito simpático e jovial, usava uma camisa pólo marrom com a gola toda levantada (aqui não usam jaleco branco), brincou bastante com o umbigo do Nic (que a principio ficou meio desconfiado, mas acabou gostando), ficou super interessado na nossa vida de viajantes, deu uma olhadinha despreocupada nas picadas e acabou receitando uma pomada usada pra infecção de ouvido. Mas hein? Estranho ou não, fato é que depois de dois dias, a pomada realmente funcionou e agora só tem uma marquinha das picadinhas.
  • E como tem se tornado praxe, Nicolas, ao invés de ficar sentado ou deitado, só quer ficar em pé e andar encima da cama, de um lado pro outro. Resultado de uma dessas andanças: ele caiu entre a cama e o criado mudo. O Rafa foi super ágil pra resgatá-lo, mas o Nic já tinha cortado o lábio e estava com a boca cheia de sangue. Foi assustador, mas três dias depois já não tem nem marca.
  • E pra completar, eu, mãe avoada que sou, deixei minha caneca de chá a uns 10 cm da beirada da mesa enquanto fui pegar alguma coisa. Nic, garoto esperto que é, avistou a caneca com seu radar supersônico e na pontiiiiiiinha dos pés conseguiu alcançá-la. Resultado: entornou o chá todo na sua cara e peito. Ele chorou muito, muito, muito. Lavamos ele rapidamente com água fria e pra nossa sorte, eu não bebo chá realmente quente, então felizmente não houve queimadura alguma. E aprendi a lição: continuo a tomar chá bem morninho. Ah sim! E nada de deixar na beirada da mesa, é claro! :-)

Além disso, a viagem também tem sido uma descoberta de novos sabores pro Nicolas, que provou pela primeira vez sorvete e torta de chocolate. Foi pouquinho, mas o suficiente pra deixá-lo elétrico!

No mais, estamos todos bem e felizes por estar viajando e descobrindo um novo lado da Australia. Aqui vale lembrar que a gente morava na roça australiana, né gente! :-)

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Bye, bye Australia


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Santo esquecimento

As vezes um pequeno lápso de memória é tudo o que você precisa.

Passamos os últimos dias na praia com a dindinha (fotos no próximo post). O dia de ida foi um corre-corre danado e mesmo após checar mil vezes se não estávamos esquecendo nada, me dou conta no meio do caminho, que eu não estava levando o que eu acreditava ser essencial: o remedinho pro refluxo do Nicolas.

E por causa desse esquecimento providencial, hoje comemoramos 5 noites sem remédio e sem sintomas!!! Hip, hip, hooray!

Nic anda comendo bem, dormindo bem e estamos todos muito felizes! :-)

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