O lado cômico da maternidade


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Lily e a incrível viagem de 365 dias ao redor do sol


Então que Lily fez um ano.

Incrível pensar que um toquinho de gente desse, nem tão maior que um pinguim da Antártica, tenha sido capaz de completar com MAESTRIA sua primeira volta em torno do sol! Clap, clap, clap! E depois dizem que mãe é exagerada e vê genialidade em filho por qualquer coisa. Vê se um bebê que consegue performar uma translação elíptica dessas só não pode ser um GÊNIO, gente?

E como se uma conquista de tal nível astronômico não bastasse, a cria vai chegando nessas idades redondas e o cérebro da gente já se aciona esperando MAIS surpresinhas, né? Pobres crianças. Sim, porque mesmo sabendo que criança não é ciência exata (apesar da trajetória elíptica e tal), bem no fundo você sabe que a hora dela andar se aproxima, a hora dela começar a falar aquele tanto de palavrinhas erradas, emboladas e fofinhas também, e até quiçá (é, daí você se arrisca um pouquinho mais), a hora dela passar a dormir a noite toda. Em outras palavras, ela tá pra fazer um ano e seu coração se enche de esperança.

Dia desses, eu estava trocando umas ideias com meu filho Nicolas (4 anos), e depois de uma acalorada discussão sobre meios de transporte alternativos (na qual concluímos que submarinos não passam de helicópteros sem hélice que sabem nadar), ele me vira e pergunta:

- Mamãe, mas o que vai acontecer quando a Lily fizer um ano?

- Ah, a gente vai fazer um bolinho gostosinho e comer tudo!
+

Ele sorri um sorriso tipo “legal, mas não é bem isso que eu queria saber” e continua:
+

- Mas ela vai ser uma criança adulta?

- Não, ela vai ser uma menininha mais crescidinha.

- E vai saber andar e falar?

- Se tudo correr bem, não só andar e falar, Nic, mas também dormir. Dormir a noite todinha, já imaginou?

Eu disse. Esperança.

* * *

Assim, que poucas semanas antes da Lily concluir sua jornada solar, algumas mudanças realmente foram se materializando aqui e ali. Nasceram 6 dentinhos na boca, ela voltou a comer bem (eeehh!) e aprendeu a falar “dá” quando queria alguma coisa. Até que veio a mudança que mudaria radicalmente nossos dias… e noites: ela esqueceu completamente como é que se dorme.

Bacaninha, né? Então. Lily foi acometida pelo que a comunidade médica internacional chama de ANAP - Aminesius Narcolepticus del Anno Primo. Síndrome catalogada e tudo.

Não que ela já dormisse super ultra bem, não, afinal, em 1 ano de vida ela nunca dormiu sequer uma noite completa. Mas ó, ela já estava acordando somente uma vez pra mamar e voltava a dormir imediatamente. Quer melhor que isso? Tava perfeito. De dia também: uma soneca de 40 minutos pela manhã, outra de duas a três horas pela tarde (!!) – e todas no berço (!!!). Te-ju-ro. Nada que me lembrava nem remotamente a época do lenga-lenga bizarro.

Eu nem mesmo cheguei a comentar sobre esse avanço aqui no blog, por pura superstição simples sabedoria. Porque já reparou? Se a cria desfralda e a gente vem toda-toda contar no blog, grandes chances que ela virá a desdesfraldar logo mais. Se de repente o filho abre a boca a comer de tudo e você abre a boca a contar tudo, não dou 24 horas pra que ele volte ao antigo modus seletivus de só aceitar arroz com ovo pelo próximo mês. Porque é assim que funciona, amigos. Blogou, degringolou. É a chamada Pragus di Blogus, já ouviu falar? Teoria super famosa e embasada.

Por isso não quis arriscar e ficar tirando onda que Liloca tava dormindo igual foca no sol, ne? Vocês hão de me entender. Só pena que não adiantou nada e ela desaprendeu a dormir do mesmo jeito. Foi só a gente voltar do Mexico que Lily ficou ligadona. Arriba, arriba! Hoje em dia, suas sonecas não passam de meia hora e por vezes ela só dorme 10 minutos! Tô de brincadeira não! O que que uma mãe faz em dez minutos, gente?

Já à noite, Liloca instituiu o Happy Hour, que costuma ir mais ou menos de 2 às 4 ou 5 da manhã. Ela acorda, começa a conversar e rir sozinha (lance pirado mesmo), depois, parece que vai ficando entediada e começa a querer puxar papo, puxar meu cabelo, beliscar meu nariz e escalar minhas costas. Se eu passo ela pro berço é choro na certa. Não adianta dar peito, cantar, massagem, nada. Tem que esperar o tempo dela de fechar o boteco.

Com isso, tô tão sem dormir, que um dia eu passeava pelas ruas procurando uma loja pra comprar bombas de chocolate um mercado pra comprar quinoa, quando me deparo com um cartaz desse tamanho na frente do Scotiabank, mostrando uma menininha que era A CARA da Lily. Espia só. Creepy, huh?

lily_sosia

Fiquei dura, paralisada, estupefata. Por causa da semelhança? Também, mas a verdade é que na hora, eu nem sequer tive a destreza de notar que não era a minha filha, e tudo o que eu conseguia pensar era QUEM finalmente tinha conseguido fazer a Lily dormir daquele jeito e ainda por cima escorada num braço de sofá daqueles!

Sim, amigos, vocês acertaram – eu estava sofrendo alucinações terribilíssimas causadas pela famosa síndrome do Sonus Deprivatus Maternus. Muito comum, infelizmente.

Quando dei por mim, eu já estava babando, me arrastando e olhando com um olhar semi-cerrado pra um banco da rua na minha frente. Sabe quando você liga o automático “filho dormiu aproveita pra dormir também”? Pois é. O que me salvou de uma cena lamentável foi um dedinho gordinho saindo do carregador de bebês das minhas costas, seguido de uma vozinha toda feliz: ií-iy. Falava a voz. Praticamente uma palavra com 4 “i”s, assim como iô-iô, mas com “i” no lugar do “ô”, sabe?

Era a Lily falando o nome dela, balançando de alegria e olhando pra menininha-sósia do cartaz do banco.

Recobrei minha consciência, comprei um café ultra forte, uma caixa de bombas de chocolate e um pacote de quinoa, e voltei pra casa pra fazer o bolo de aniversario da minha querida viajante cósmica. No dia seguinte ela completaria sua primeira trajetória elipsoidal e eu não poderia estar mais emocionada. Entrei no carro e fui pensando que “e daí se a bebê não dorme quando ela sabe falar o próprio nome?”.

Amo essa minha menininha esperta!

PS: aguarde que no próximo post tem mais!


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Perninha e Lilica

Nicolas, 8 dias. Lily, 14. Ela usando a mesma roupa, herdada do irmãozinho.

Engraçado. Você passa meses e meses pensando meticulosamente num nome pro seu futuro filho. Um nome que ainda não tenha sido escolhido por nenhum parente ou amigo próximo.

- Pedro. Que tal Pedro?

- Não, Pedro não dá, esse vai ser o nome do filho do Marcelão, lembra? Que vai nascer antes do nosso.

Um nome que seja do gosto do marido, dos tios, da sogra, da sua mãe e até mesmo do seu. Então você faz listas e mais listas, acrescenta por educação algumas sugestões de pessoas próximas, analisa origens e significados, consulta a numerologia e chega até a ficar uma semana de tromba com o marido porque ele queria um nome clássico, mas rejeitou todas as suas sugestões.

- Não gostou de nenhum não, é? Quer nomes clássicos? Então vou te dar dois nomes clássicos! Adão e Eva, que tal? Os nomes mais clássicos da história da humanidade!

Ah, os hormônios.

E de tanto pensar, você se lembra de repente que um dia lá nos idos da sua adolescência você já tinha escolhido um nome pro seu futuro filho, baseada naquela música que você tanto gostava.

- Luka! Não vai ser super legal ele poder chegar pras pessoas e falar “my name is Luka“*?

Seu marido suspira fundo e prefere nem comentar.

Mas você não desanima. Consulta estatísticas, descarta os nomes muito populares, os muito obscuros, analisa qual a melhor forma de escrever, as complicações na pronúncia e se combina com o nome do primeiro filho. Pensa bastante em todos os possíveis apelidos esdrúxulos que aquele nome pode trazer e com extremo cuidado, corta todos aqueles que te fazem lembrar, por qualquer que seja o motivo, de pessoas que você não gostou ao longo de toda sua existência.

- Que tal Ana Amélia? – propõe o marido

- Tá doido? Conheci uma Ana Amélia no pré que comia só o recheio do biscoito e jogava o resto fora. Ana Amélia nem pensar!

E depois de analisar tantas opções, vocês finalmente chegam à conclusão que na verdade o mais importante mesmo é que o nome do rebento seja universal, já que vocês são cidadãos do mundo há quase 8 anos e planejam continuar assim por um tempo mais.

- Gabriel se for menino, Julia se for menina – decidem.

Obviamente esses não foram os nomes escolhidos no final das contas. O primeiro filho acabou recebendo o nome de Nicolas e a caçula, que seria Julia, recebeu o nome de Lily. No entanto, são frequentemente chamados de Perninha e Lilica**.

Me pergunto de que adiantou todo esse longo processo seletivo.

* * *

Mas o que importa é que Perninha anda todo-todo com Lilica. Outro dia ele saiu com o pai e assim que colocou os pés de volta na casa foi logo perguntando por ela. Foi correndo onde a irmã estava, deu mil abraços, mil beijos, fez carinho e disse “eu gosto muito de você”.

*suspiros*

E enquanto ele não vive sem ela por perto, ela não dorme quando ele está por perto. Mas taí a grande vantagem de se ter um irmão que passa o dia tentando carregar 15 carrinhos ao mesmo tempo nas mãos: ela logo aprende a diferenciar o dia da noite. A cada carrinho que cai e bate no chão de madeira, é um lembrete pra ela de que durante o dia não se dorme, se brinca.

* * *

Quero mamar, mamãe!!!

Pois se toda essa proximidade fraterna cause suspiros em quem veja, a grande desvantagem, ainda mais numa casa com janelas fechadas há 6 meses por causa do inverno, é que ela catalisa a transferencia virótica numa potência de mil. Por essa razão, Lilica já convive com seus primeiros sintomas de gripe – espirros, pequenas tosses de bebê e narizinho entupido durante a noite. E ela ainda nem completou 3 semanas de vida. Poor Lily. Bom, felizmente ela está mamando bem e até agora a gripe não parece estar avançando mais. Vamos torcer.

* * *

Quanto ao sono, sempre achei que esse negócio de bebê dormir o dia todo fosse lenda, já que Nic nunca foi do time dos que dormem. Mas Lily chegou pra me mostrar que sim, existem. Claro que à medida que ela cresce, vai passando mais tempo acordada e aprendeu até a me pregar peças. Agora ela começa a dormir, fica com os olhos fechados por uns 3-5 minutos, e quando eu penso que ela já caiu em sono profundo, de repente abre um olhão super alerta como quem diz “surpresa!!! tô acordada!”.

Ótimo, principalmente quando isso acontece no meio da noite. :)

* * *

Bom, agora vou lá que estou com fome. Essa vida de amamentar deixa a gente faminta!

- Diga tchau, Lilica!

- Tchau, Lilica!***

__________________

* Luka é uma música da Suzanne Vega. Som na caixa!

** Perninha e Lilica são os divertidos personagens do desenho de televisão Tiny Toons. O Perninha foi inspirado no Pernalonga.

*** Pra quem não lembra, é assim que termina um dos episódios do Tiny Toons, com o narrador falando pra Lilica dizer tchau e ela repetindo tudo, do jeito que ele fala.
__________________
PS: Algumas pessoas devem ter notado (né Cintia?) que alguns posts de mais de 2 anos atrás andam aparecendo como recentes no Blogroll ou nos feeds. Pois isso é pau do WordPress, viu gente? E aconteceu depois que criei as tags Nicolas e Lily e saí atualizando posts antigos. Ignorem, por favor!


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A incrível (e hereditária) sutileza masculina

O Rafa, meu querido marido, é conhecido, entre outras coisas, por sua até-bem-intencionada-porém-brutal honestidade ao emitir  sua opinião, principalmente no que tange a visuais femininos.

Não que ele seja um expert no assunto, não mesmo. Mas sabe como nós mulheres podemos ser susceptíveis a opiniões alheias sobre nossa aparência, né?

A mãe do Rafa e suas três irmãs devem conhecer bem esse lado dele. Afinal, qual de nós já não demorou meses escolhendo cuidadosamente aquele vestido pro evento do ano, mas sem querer optar por aquele-modelito-básico-que-não-tem-erro, resolve ousar só um pouquinho e escolher um vestido exuberante e vaporoso, algo um pouco diferente do seu estilo usual?

O dia chega, ela se veste e se sente outra mulher, deslumbrante… Ela tem quase certeza que todo mundo vai aprovar a escolha do vestido, que realça sua beleza de forma especial. Dá o último retoque na maquiagem, calça aquela sandália que só reforça a imagem de “essa-sabe-o-que-está-fazendo”, pega sua bolsa e sai toda confiante e poderosa do quarto, quando dá de cara com o Rafa.

Esse, dá um pulo pra trás ao vê-la e sem pensar duas vezes, solta:

- Credo!!! – sua interjeição clássica – Tem certeza que você vai com esse vestido?

- Quê? Qual o problema? – pergunta ela, mesmo sem ter certeza de que quer mesmo ouvir a resposta.

- Essa cor é muuuuuito feia, muito arregalada…

- Que isso, Rafael, essa cor é fashion! É a cor desse verão, todo mundo tá usando. Você não sabe de nada, tá? – reage ela rapidamente tentando se desvencilhar dele e ir logo pro carro enquanto sua auto-confiança ainda permanece intacta.

- Fashion… Pois esse negócio de fashion tá é por fora, tem que usar o que combina com você! – insiste ele mesmo com o risco de levar uma sapatada na cabeça – E olha essa gola estranha! Credo! E esse babado aqui? Melhor se você tivesse arrancado ele fora…

Pronto, a pulga que já estava atrás da orelha agora virou um hipopótamo.

- Porque? Tá feio? Mas esse babado é lindo. E a vendedora me garantiu que ficou ótimo em mim.

- Pois eu só tô querendo te ajudar. Se não fosse esse babado estranho e essa cor… aliás, que cor que é essa? é amarelo, verde? sei lá, sou daltônico mesmo… Mas até que esse vestido nem seria tão feio… Mas vamos assim mesmo que a gente já tá atrasado. Olha, pelo menos seu cabelo tá bonito desse jeito!

Pois nesse ponto, a pobre vítima já não escuta mais nada. Com seu rímel borrado pelas lágrimas que teimam em cair, com ódio profundo daquela criatura que já tinha conseguido arruinar a sua tão aguardada festa, agora ela tenta, sem a mínima esperança,  encontrar um outro vestido de última hora, que lhe faça sentir tão linda e especial como há poucos minutos atrás tinha ousado se sentir.

* * *

Cruel, não é? Pois saiba que pode ser pior.

Imagina agora que ao invés de ousar com babados e cores vivas, a mesma mulher resolva seguir a linha tradicional e por aquele vestido classudo maravilhoso pro casamento da melhor amiga.

O Rafa a olha de cima a baixo, pede pra ela dar uma voltinha e diz:

- Esse sim, é um vestido bem bonito…

Ela sorri com deleite.

- … pena que não fica bem em você – estraçalha ele, ainda que querendo ajudar, acredite.

Pois pronto. Não só acabou com a saída, como jogou a auto-estima da pobre vitima na lama pra sempre.

- Você tá querendo dizer que o vestido é bonito mas meu corpo não ajuda? – tenta clarificar ela, ainda que esperando bem no  íntimo uma retificação salvadora do tipo “não foi bem isso que eu quis dizer, agora tô vendo aqui que esse vestido não tem mesmo um bom corte na cintura”.

Mas a sensibilidade não toca seu coração e ele ainda lava as mãos soltando sua frase clássica:

- Só tava querendo ajudar, mas se você que ir vestida assim, então vamos logo que tá na hora.

* * *

Agora, não pense que ele ataca somente as mulheres próximas com suas críticas não. Sobra pra qualquer uma, até mesmo no momento mais desumano de todos: durante o próprio evento.

Foi o que aconteceu a uma amiga nossa, durante sua formatura de faculdade. Pobre MT… nunca vou esquecer uma figura tão radiante e feliz se esmorecendo daquela forma.

Ela estava linda, com sua delicadeza de sempre, em um vestido maravilhoso naquele corpinho de violão. O penteado, irretocável. Mas pecou, não ao carregar um pouco demais sua maquiagem, mas ao passar a menos de 5 metros de distância do Rafa com a maquiagem carregada.

- Lu e Rafa, que bom que vocês vieram!

- Parabéns pela formatura! Você está lindíssima! – digo eu.

- Parabéns! Que festa bacana essa! – diz o Rafa já dobrando um pouco os joelhos e analisando o rosto dela por um ângulo e luz melhores. Até que:

- Credo! – lasca ele –  o que que aconteceu com a sua cara? Tá meio… alaranjada… totalmente diferente do seu pescoço que tá… branco…

Nisso, o sorriso da nossa amiga murchou, ela pediu licença e desapareceu. Procuramos a pobrezinha por toda parte, mas nada. Durante a busca, encontramos a Carol, uma outra amiga pra quem contei a história.

Ela se recusava a acreditar que poderia existir, no mundo todo, alguém tão insensível assim como o Rafa. Olhou nos olhos dele e falou brava:

- Rafael, coitada dessa menina! Sabe onde ela deve estar agora? Chorando lá atrás sozinha na beira da piscina. E sabe porque?  Por insensibilidade sua! Deixa eu te falar uma coisa. Sempre que você ver uma mulher, mesmo que o batom dela esteja todo borrado assim ó (ela faz o movimento) ao redor da boca, e ainda que esteja parecendo  o Bozo, põe na sua cabeça que ela está linda, maravilhosa, perfeita! Principalmente se é o dia da formatura dela, entendeu?

- Mas a cara dela estava esquisita demais. Eu falei porque de repente ela podia dar uma lavadinha no rosto…

- Entendeu, Rafael?

- Entendi.

* * *

Entendeu nada, porque ele continuou fazendo isso por um bom tempo ainda. Mas já parou, finalmente, depois da gente muito conversar sobre aquele negócio do Bozo e tal. (Aliás, ele tá aqui agora do meu lado pra ter certeza de eu tô escrevendo que ele realmente já parou com isso.) Parou mesmo, viu gente!!! (Agora só usa sua “sutileza” comigo.) Pô Rafa, é verdade…

* * *

Mas então, depois de eu te contar tudo isso, você veja bem a minha sorte.

Tava eu ontem, me arrumando pra sair com o Nicolas e visto uma calça jeans com uma bata que eu amo. Nicolas, agora com quase 20 meses, tá com a mania de antes da gente sair fazer um checagem geral. Ele olha pra mim de baixo pra cima e fala apontando: sapato, calça, busa, bolsa, cabeio.

Pois ni que eu visto esta bata, ele vem e me fala:

- Sapato, calça, sacoia, bolsa, cabeio.

Sim, você não se enganou. O Nicolas chamou minha linda e amada bata de SACOLA.

::

Eu tô feita ou não tô?

* * *

Em tempo: Pra não ser injusta com o Rafa, devo adicionar que essa sinceridade toda dele vem de uma virtude muito maior que tudo isso: sua transparência e real honestidade como pessoa. Eu contei essas historias sobre ele porque o Nic, com sua espetacular lógica infantil, me fez lembrar muito delas (e rir demais). Mas não posso deixar de completar que o Rafa tem a incrivel habilidade de ser brutalmente “sutil” nesses detalhes, mas ainda muito, muito doce em todos os outros aspectos da vida.



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Indiscutível…

Gente,

Algumas semalhanças são mesmo incontestáveis não é? Dá só uma olhada nessas mãozinhas… do Rafa e do Nic… Não são iguaizinhas???? Incrível! Mesmo formato, fofura, brancura e lisura…  Uma lindura! E as unhas?

maozinhas

E o que você me diz das fotos seguintes? Qual a semelhança mais gritante você percebe entre os dois? Tá olhando pra cabeça? Olha bem! E aquelas entradinhas? Aeeeeee…

É… dessa você não escapa, Nic!

Cafe da manha no Hannans Boulevard

backyard

E a foto abaixo é só pra mostrar como o Nic tá grande! E ficou lindo nesse macacãozinho… *Pena que ele tirou os sapatinhos fora!* :-)

backyard


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Parece com quem? (5)

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Rafa (esquerda), Nicolas (meio), Lu (direita)


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Parece com quem? (1)

As pessoas são super divididas quando se trata de dizer com quem o Nicolas mais se parece. Com a mãe, com o pai ou com ele mesmo?

A família do Rafa jurava que se parecia comigo. Daí fomos ao Brasil e aos poucos foram analisando melhor e mudando de idéia… Foi a tia Fafá quem primeiro falou “É… acho que pensando melhor, ele se parece bastante com o Rafael…”.

O pessoal da minha família por outro lado, nunca teve dúvidas que era a cara do pai, cada detalhe. Isso até na semana passada, quando conversamos pelo skype: “Nossa Lu! O Nicolas tá a sua cara!”.

Minha amiga Simone: “Lu amiga…esse puxou mesmo o Rafael…”.

A mulher da locadora: “He looks just like his dad!”.

Nossa amiga chilena Ximena: “Sin duda se parece a la madre… Mira! Mira! Igualito!”.

Outros já não são tão taxativos e conseguem ver uma mistura. Minha amiga Eline observou que as sombrancelhas são do pai, o olhar da mãe. A maioria das pessoas diz que do nariz pra cima é a mãe, pra baixo, o pai. Já outros não veem nenhuma semelhança “a medida que ele for crescendo vai dar pra ver com quem ele se parece, né?”.

Pois agora é o momento de definirmos isso. A partir de hoje, apresentaremos uma série de fotos comparativas e deixamos com você, amigo leitor, a decisão. Com quem o Nicolas se parece?

Lu-Nick-Rafa1

PS: Recado pra família do Rafa: Infelizmente, o Rafa já tá saindo em desvantagem, pois eu tenho mais fotos de quando era pequena que ele (e olha que eu tenho poucas!). Se encontrarem qualquer outra foto dele por aí, manda pra gente! A redação do blog e o Rafa agradecem. (haha, to adorando esse negócio de escrever blog!)

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