O lado cômico da maternidade


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Matéria na Revista PEOPLE – Edição Especial

Gente, depois das entrevistas que dei no Castelo Caras e Revista Quem, a Revista People resolveu fazer uma edição especial com a gente (e em português, veja só!). Infelizmente, nem tudo aconteceu como contaram e tem muita fofoca envolvida, mas paciência. Essa vida de celebridade é assim mesmo! :)

Copiei a matéria abaixo só pra vocês. Enjoy e feliz 2013!

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Pra quem não me conhece, vale dizer que esse post é uma sátira das matérias fúteis e superficiais desse tipo de revista. Me divirto horrores tentando escrever como eles.
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people-cover_lu2 copyLuciana (26), Rafael (34) e seus filhos Nicolas e Lily passaram férias juntos sob o maravilhoso sol de Cabo San Lucas, México. Durante a estadia foram fotografados diversas vezes na companhia de alguns amigos famosos. “A Jen é uma fofa, mas o Charlie é um bêbado chato”, declara ela.

Luciana exibiu seu elegante físico após duas gravidezes num clássico maiô da Sun Lorran (veja cupon de desconto na página 34) com lindos acessórios da Xanel. Uma amiga íntima contou à PEOPLE que o marido da ilustradora havia insistido pra que ela usasse um biquini ao invés, mas que Lu ainda não se sentia à vontade pra brincar com as crianças mostrando a barriguinha. A amiga de longa data acrescenta que Lu tem suas razões, já que apesar de magra, ela já não tem mesmo aquela barriga lisa de antes.

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O casal foi visto diversas vezes relaxando na praia ou na piscina, sempre acompanhado das crianças, de um jacaré de plástico e uma sacola de brinquedos. Uma cliente do resort contou que algumas vezes Luciana foi vista pedindo mojitos de morango orgânico ou margaritas com sal não-refinado, mas também reparou que várias vezes ela trocava as bebidas alcoólicas por suco de melancia com hortelã. “Li que ela ainda amamenta a Lily, deve ser por isso que ela foi tão cuidadosa com o que consumia. E suco de melancia com hortelã é mesmo super parecido ao mojito – só que com culpa-free!” conta ela rindo.

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Na praia, a família brincou diversas vezes de enterrar o mais velho na areia ou fazer trilhos pros seus trenzinhos, já que aparentemente ele não é tão fã de castelos. Uma vendedora ambulante exibiu orgulhosa uma nota de dez dólares contando que não acreditou quando a família veio em sua direção e comprou um vestido pra pequena Lily. “Jamais vi uma familia famosa tão simpática e amigável quanto essa! A Lily parece uma boneca. E aquele cabelo? Todo natural, pode acreditar, eu pedi pra passar a mão e eles deixaram!” disse ela com entusiasmo. “Vê essa nota aqui? Quem me deu foi o próprio Nicolas, que é ainda mais bonito pessoalmente! Antes de ir embora ele se virou pra mim e disse ‘gracias, señora’. Juro, ele fez meu dia” revelou a vendedora emocionada. E acrescenta: “Já Luciana estava radiante! Pra falar a verdade, nunca a vi sorrir tanto, nem mesmo na cerimonia da Chupeta de Ouro, quando ela levou o prêmio de melhor atriz.”

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“Viajar com crianças é possível, mas pode ser incrivelmente trabalhoso!” – revelam várias testemunhas que ouviram Luciana repetir enquanto corria atrás dos filhos. Um dos garçons contou à PEOPLE que ouviu o casal conversando sobre como foram tranquilas as 4 horas e meia de avião “a Lily dormiu boa parte do tempo e o Nic brincou quietinho e assistiu desenho, uma maravilha!”. Também disse que a ilustradora parecia bastante surpresa por Lily estar tirando suas sonecas em qualquer lugar.

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“Enquanto eu os servia, ouvi a Luciana contar ao marido sobre a primeira vez que ela colocou a Lily pra dormir ao ar livre” – contou o garçom. “Ela contou que justamente na hora em que foi colocar a menina numa das espreguiçadeiras ao lado da piscina, sentaram ao lado duas mulheres matraquentas e com voz de taquara rachada. Ela disse que jogou um olhar fulminante a elas, mas não adiantou, então não teve outra alternativa senão se levantar e levar a bebê pra perto do jacuzzi, que pra sua surpresa estava vazio. Quando ela finalmente colocou a Lily sobre uma cadeira, chegou um bando de crianças gritando e fazendo algazarra. “Eu queria saber onde estavam as mães daquelas criaturas insanas que nao sabem que em ambiente que tem bebê dormindo não se grita!” – falou ela pro marido. Eu achei graça e continuei ali fingindo que arrumava os guardanapos pra escutar o resto da história. Foi aí que ela disse que justo quando ela achou que deveria trocar a Lily de lugar de novo, o jacuzzi, que aparentemente estava estragado à dias, começou a funcionar de repente. Ela disse sorrindo que foi o white noise mais poderoso que ela já viu e Lily dormiu profundamente por mais de uma hora!” – contou o garçom orgulhoso por conseguir entender português tão bem.

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A volta pra casa já não teria sido tão prazeirosa. Comissárias de bordo asseguraram que Lily chorou bastante e não queria saber de dormir. Elas inclusive ouviram Luciana dizer ao marido entredentes que “fora de cogitação passar 16 horas num avião apertado e quente pra ir ao Brasil esse ano”, no que o marido aparentemente respondeu “calma, meu bem, tenho certeza que quando você pensar nas trufas, nas coxinhas de frango com catupiry e na sua amada família, obviamente, você vai mudar de ideia”.

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Mas depois de um voo cansativo, com escala em Calgary e chegada em Vancouver após meia-noite, a família chegou segura no Canadá, que os aguardava com muita neve e um frio de zero grau. “Há muito tempo não tínhamos um natal com neve aqui”, asseguraram os moradores da vizinhança do casal. Uma amiga próxima contou que eles estavam muito felizes com a perspectiva de passar as festas de fim de ano em casa e que a grande tradição da família era usar pijamas novos na noite de Natal. “As crianças ficaram fofas!”.

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“O Natal deles foi lindo e a família está muito feliz e descansada. Luciana também está muito contente por ter tido a oportunidade de ir ao México e treinar um pouco seu espanhol, aprendido há alguns anos atrás no país de Hugo Chavez” – conta a amiga da ilustradora. Ela ainda revelou a notícia bombástica de que quando Luciana morou na Venezuela teria sido eleita La Reina del Carnaval em 2005. Na ocasião, Lu confessou em uma pequena entrevista que seu maior sonho seria conhecer uma piscina que encontra o mar.

É, parece que demorou alguns anos, mas ela conseguiu realizar seu sonho!


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Sobre as resoluções

Eu adoro resoluções (principalmente quando as coloco em listas… ui!). Mas como sou pessoa ansiosa, se decido fazer alguma coisa tenho que começar djá! Nada daquele negócio de esperar chegar a segunda-feira, o próximo mês ou o início do ano, sabe?

Lembro que foi bem assim na época que eu decidi parar de tomar café. A gente morava na Venezuela e eu estava num vício alucinante, já que trabalhava bem do ladinho da mesa com um café sensacional e sempre fresco. Meu consumo era tanto que no final do dia eu conversava com meu chefe com a pressa de um narrador de futebol

“Eichefe.Podedeixarquedaquiapoucoentregoorelatório.Táquasepronto.Nãovaidemorarnada,beleza?Sóvoupegarmaisumcaféeterminarorelatório.Quasepronto.”

e levava os olhos esbugalhados assim. Daí de repente eu pensei “vou parar de tomar esse negócio” e parei ali mesmo, no meio da xícara. Isso já faz 4 anos e agora só bebo quando vou ao Brasil e me encontro face-a-face com aquele cafezinho sublime feito pela minha mamãe. Aaaahhhh! Daí não tem resolução que sobreviva…

(Eu – pós fase da cafeína louca, Rafa e nossa colega Arlenis, dividindo o mesmo escritório de trabalho – 2007)

E foi assim também, pá e pum, quando decidi que precisava dar uma guinada no meu inglês de qualquer jeito. Decidi num dia e no outro peguei todas as minhas economias e comprei as passagens pra Nova Zelândia, pra onde fui sozinha, duas semanas depois de me casar. (Ah, sim, o Rafa me encontrou lá dois meses mais tarde, logo após ter terminado seu mestrado e daí a gente curtiu à beça!).

(Eu e Rafa fazendo rafting e bungee jumping na Nova Zelândia, 2005)

Mas sem dúvida, a resolução mais bem resolucionada que eu já fiz até hoje foi quando eu engravidei do Nic, em janeiro de 2008. Imagina você, que eu AMAVA junk food. You name it, I’d eat it. Era batata Springles, refrigerante, Cheetos, enlatados de todo tipo, cachorro-quente com tudo o que eu tivesse direito, frituras, isopor com corante, o que fosse, mas principalmente MacDonalds…

(Eu e meu então ídolo, Ronald, em Puerto Ordaz, 2004)

Daí que num belo dia eu me descobri gravida, e então pensei que se eu não tinha coragem de mudar meus hábitos alimentares pela minha própria saúde, que eu o fizesse por aquele serzinho que crescia dentro de mim. Hoje, após 3 anos exatos totalmente junk food free (e prestes a comprar minha primeira máquina de fazer pão caseiro (uhuuu!)), se não fosse essa foto horrenda aí acima, eu custaria a acreditar que um dia eu já tivesse gostado (e tido orgulho!) de comer um Big Mac por semana. Bleeeeehhh!

E viva a era Nicozóica!

* * *

E como pra continuar andando pra frente a gente sempre dá uma olhadinha pra trás, às vezes mal posso acreditar no quanto fizemos no último ano! A esperada mudança pro Canadá, as várias viagens bacanas (clica aqui pra ver os melhores momentos do Nic), a visita ao Brasil (com direito a entrevista pra Caras),  o site do lalelilolu ilustrações que anda me rendendo mais trabalho que eu esperava (oba!!!!), nossa primeira casa própria e ainda por cima nas montanhas, do jeitinho que a gente sonhava, e o mais importante, todo mundo com saúde…

Tudo, tudo perfeito…

Daí, que fico até com medo de esperar mais… Principalmente, quando as coisas pelas quais eu torço do fundo do meu coração que aconteçam, dependem  não somente de mim, mas de uma terceira parte, sabe?… Coisas tais como:

Em 2011…

- vou dormir a noite toda (ao invés de acordar com um certo alguém chorando porque quer pegar a ovelha querida que caiu atrás da cama, ou quer puxar a barra da calça pra baixo, ou quer tirar a meia, ou quer colocar a meia, ou quer cobrir e só aceita mami e ninguém mais que mami pra fazer essas coisas)

- dormiremos somente mami e papi na cama de casal (enquanto este mesmo certo alguém passará a dormir em sua própria cama, no seu quartinho especialmente decorado, e fará a mudança de bom grado, sem se espernear e gritar e chorar horrores como fez ontem e antes de ontem)

- Rafa conseguirá trabalhar em casa tranquilo (sem uma determinada pessoinha o interromper pra brincar com o trator, depois com o caminhão de guincho, depois com a ambulância, depois com o trem, mil vezes por dia e só vale o papi, ninguém mais que o papi pra tais brincadeiras)

Então, como é que faz, hein gentes?

* * *

No mais, um ótimo recomeço pra todos e que todas as resoluções (até mesmo as que envolvam terceiras partes) se cumpram!

Beijinhos…


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Assistindo a copa daqui

Domingo passado o Rafa foi comprar nossa televisão, só pra garantir nossos jogos da Copa. Claro que faltou aquele cabinho,   aparentemente insignificante, mas que sem ele nenhum canal pega, sabe?

Assim, que tive que assistir o primeiro jogo do Brasil pela internet mesmo. Pelo menos foi melhor que quando assistimos a Copa América lá na Venezuela. A gente não tinha televisão mas tínhamos dois computadores. Em um assistíamos a única transmissão que conseguimos achar – uma emissora chinesa obscura – e no outro, a gente acompanhava descrições minuto a minuto no site do Terra. O bizarro é que a transmissão do Terra chegava quase 1 minuto antes que a dos chineses, então a gente assistia já sabendo o que ia acontecer… Tirava toda a graça dos gols (e que foram muitos!).

E aqui, além de eu ter assistido o jogo pela internet, também assisti sozinha,  pois o Rafa teve que trabalhar* e o Nic dormiu** durante todo o jogo.

* Trabalhar nada, acabei de saber que ele assistiu o jogo projetado num telão lá no escritório dele…

**Foi dormir falando “vai Basil” que eu ensinei antes do jogo, mas… segurando sua inseparável chave e abraçado com a Moey!

* * *

Mas gente, tem uma coisa que eu tenho que falar. Não é só porque eu tava sozinha não, mas que sem-graceza-sem-limite esse negócio de assistir jogo do Brasil na Copa do Mundo narrado por gringo… Credo! Parece que eles estão narrando cricket!

Tudo bem que o primeiro tempo foi mesmo um cocô né? (Ohhh! pela primeira vez consegui usar essa palavra em um diferente contexto aqui no blog!). Mas e os gols no segundo tempo? Cadê aquelas letrinhas verde e amarelas pululando na tela? Cadê aquele grito de gol saído com emoção lá do fundo da garganta? (Isso sem falar nos fogos de artifício e os vizinhos saindo na rua e nas janelas tresloucadamente pra comemorar). E olha que eu nem gosto do Galvão Bueno, mas nessas horas, qualquer narrador brasileiro é melhor que os narradores não-brasileiros, viu… Tá bom, tá bom, eu sei que um jogo de Hockey narrado por um brasileiro também não deve ser lá grandes coisas… Mas mesmo assim deixa eu falar.

Pra você ter uma ideia, acredita que no primeiro gol do Brasil o narrador disse simples e displicentemente: Gol.? Seco assim. Se eu não tivesse olhando pra tela, provavelmente nem teria percebido, tamanha a monossilabisse do camarada. E eu aqui,  doida pra gritar, mas só mexendo a boca Goooooooooool , Gooooooooool, tudo pra não acordar o Nic…

E no segundo, nem Gol o narrador falou. Só disse: They did it again.

Total falta de entusiasmo… Apesar que quando a Coreia fez o gol deles, além dele falar Goool com três “Os” (olha só!!!), a voz dele ainda deu uma tremedinha de emoção. Boboca.

Mas no mais, tirando a clássica gafe dele achar que no Brasil se fala espanhol, já que ele comentou no primeiro tempo que os brasileiros deveriam estar sentindo falta de um pouco de “fiesta” por não ter tido nenhum gol, ter assistido o jogo hoje me fez sentir mais brasileira que nunca. E eu adoro esse sentimento.

Beijos pra todos e vai Brasil!


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Bye, bye Australia

Já tem quase seis anos que moramos fora do Brasil. Saimos não porque não estávamos satisfeitos morando lá, mas porque nossa profissão nos abriu as portas do mundo e acabamos ficando pelo mundo mesmo.

Eu e o Rafa formamos juntos em Geologia em 2003, em BH. Enquanto ele seguiu fazendo mestrado, eu fui trabalhar pra uma empresa de exploração de ouro no norte do Brasil, onde tive o privilégio de conhecer a rota não turística e virgem da Floresta Amazônica (mas também a tristeza de confirmar que em muitos lugares a floresta só existe mesmo no mapa).

Depois de um ano, fui convidada  pela empresa a fazer parte do grupo que trabalhava na Venezuela. Era a primeira vez que eu sairia do Brasil e fiquei entusiasmada em poder conhecer outra cultura e aprender outra língua. Aceitei sem pestanejar. Dois meses depois o Rafa me seguiu e lá moramos e trabalhamos por 3 anos. Apesar de estármos em um país com uma riqueza abundante de recursos naturais, conhecemos o sufoco de se viver e trabalhar sob as regras de um governo de mente e ações com-ple-ta-men-te desgovernadas.

A gente morava num pueblito chamado El Callao, no Estado vizinho de Roraima. Lá aprendemos o que é viver sem água potável (ou nenhuma), com frequentes quedas de energia, com falta de comida nos supermercados, medicina super precária, sem correio, greves por toda parte e a engolir seco ao ver colegas sendo perseguidos porque “ousaram” votar contra o governo (sim, pois o voto lá não é secreto). E que apesar de tudo isso, constatar que o brinquedo mais vendido no último Natal tinha sido o muñeco Chavez, o boneco do presidente. Pero así es la vida, todos diziam, e iam dançar calypso (captou alguma semelhança?). Pois se tivemos uma vida dificil, por outro lado nunca nos faltou amigos de verdade e muito calor humano. Nunca.

E em meio a tudo isso foi que decidimos que era hora de termos um bebê. Mas na Venezuela seria ‘demasiado’ complicado, então tínhamos duas opções: voltar pro Brasil e procurar outro emprego ou tentar uma vaga em algum outro país com melhores condições. Foi assim que conseguimos vir pra Austrália pela mesma empresa, e o resto vocês já sabem… Aqui temos tudo o que necessitamos pra levar uma vida bem boa – menos amigos.

Mas esse post não era pra falar tanta coisa. Era especialmente pra contar que nossa aventura pelo mundo ganhará um novo capítulo. Estamos há três semanas de sairmos de Kalgoorlie e daí viajar até chegar ao nosso destino: Vancouver, Canadá. Então, já imaginou o corre-corre aqui em casa no momento, né? E o frio na nossa barriga também? Pois é. Sem falar que acho que a gente já até esqueceu como é viver em uma cidade grande…

Bom, e com isso continuamos, pelo menos por mais algum tempo, neste estado de “estrangeirice”, levando com a gente aquela estranha sensação de pertencermos ao mundo, mas ao mesmo tempo a lugar nenhum… Sentindo a emoção de experimentar o novo a cada dia, mas continuar levando no coração a saudade, e o desafio de preservar ao máximo nossa cultura e repassá-la ao pequeno Nicolas (e agora, tentar promover mais e mais viagens pro Brasil!).

Mas como disse a Economist, “não podemos esperar ter tudo. A vida é cheia de escolhas, e pra escolher uma coisa é necessário abrir mão de outra. O dilema de se viver como estrangeiro é a liberdade versus a fraternidade – os prazeres de ser livre versus os prazeres de se pertencer. Quem mora em seu próprio país escolhe os prazeres de se pertencer. Já o estrangeiro escolhe os prazeres da liberdade, e as dores que acompanham.” *

E seguimos Nicolando por aí…

*(tradução livre)


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E aos 7 meses, fez-se o blog do Nicolas

Pois é… E eu, que nunca pensei em escrever um blog, aqui estou… Afinal, já faz alguns anos que moramos fora, primeiro na Venezuela, agora na Austrália e sempre tem sido um desafio estar em dia com todos sobre tudo o que a gente passa – percalços e alegrias.

Bom, mas também éramos só nós dois e eu duvidava que nossa vida de geólogos pés-de-boi perdidos no mundo daria muito ibope…

No entanto, as coisas mudaram  um tantão pro nosso lado desde outubro de 2008, quando saímos diretamente do Mundo Perdido pra fantástica Nicolândia… um mundo cheio de surpresas, onde cada dia nos surpreendemos com a capacidade inventiva do Nicolas e com a nossa também… rsrsrs

É um mundo pro qual entramos esperando ensinar muito, mas quem tem acabado aprendendo somos nós mesmos. E muito. Aprendemos a dormir pouco e a acordar cedo.  Que é essencial ter desprendimento, paciência, empatia, imaginação, jogo de cintura e muito amor. E que tudo fica bem mais fácil se tentamos ser crianças de novo.

Por isso nasceu esse blog. Da necessidade de escrever sobre nossa experiência nicolando por aí. São tantas mudanças na nossa vida, que mesmo que ninguém queira ler, eu simplesmente TENHO que escrever sobre.

Assim, além das peripécias do Nicolas, espero compartilhar sempre que possível, nossas experiencias de pais de primeira viagem que não têm família por perto, empregada ou babá e nunca tinham pegado um bebê nos braços antes, por puro medo de quebrá-lo ou assustá-lo com nossa falta de jeito.

Mas apesar de todos os apertos, acredito que estamos mandando bem, tanto é que ainda estamos todos vivos… pelo menos até hoje… :O)

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