O lado cômico da maternidade

Estamos feitos

10 Comentários

Ei gente, felizmente as coisas por aqui andam um pouco melhores agora… bom, pelo menos meu coração está mais tranquilo, o que já ajuda muito.

Mas digo que ter filho doente e não saber o que fazer pra fazê-lo se sentir melhor não é brincadeira não, viu…

E ainda pior quando se mora num lugar onde não se tem confiança no atendimento médico disponível e não se consegue sequer um médico que se disponha a gastar mais de 5 minutos em uma consulta, que investiga, pergunta e tenta encontrar a melhor solução pro seu caso.

Aqui só tem um pediatra, numa cidade de 30.000 habitantes, onde pelo menos 1/4 são crianças. Pra conseguir uma consulta com ele, (a) o caso tem que ser de extrema urgência e (b) temos que conseguir uma carta de encaminhamento. Só que nenhum clínico geral dá essa carta, pois já sabem que a agenda do pediatra é tão, mas tão lotada, que mesmo com a carta em mãos só vamos ser atendidos após três meses de espera. Me pergunto pra que existe a condição (a)…

Assim, o médico que faz papel de pediatra é um clinico geral da vida. Pra ter uma idéia, o médico do meu filho é o mesmo que fez meu pré-natal. Ótimo com mulheres e partos. Mas só entende de bebê enquanto ele ainda está na barriga da mãe. Saiu, ele já não faz a menor idéia e toda vez que vou lá fica super reticente sobre tudo e só sabe dizer que seja lá o que o Nicolas tem, vai passar.

Bom, o refluxo do Nicolas, que reapareceu por volta dos 9 meses, já estava sendo controlado por um medicamento que diminui a acidez do estômago e assim quando a comida volta pro esôfago não causa tanto desconforto. Sem o remédio o Nicolas simplesmente não dormia (por que sentia dor mesmo ao ser colocado em plano inclinado) nem comia/mamava (por sentir dor ao engolir). Com a introdução do remédio, tudo melhorou. Não passou a dormir 100%, mas estava satisfatório e comia. Acontece que de repente, sem que nada tivesse sido mudado, ele voltou a ter as crises. Passamos várias noites em claro, com o Nicolas acordando a cada 15 minutos chorando e se contorcendo de dor. E a gente já sabia, que esse tal medicamento era a ultima alternativa disponível no mercado. Ou seja, já não tinha nada mais a ser feito.

Mas levei ele ao médico assim mesmo, afinal não dava pra ficar com ele sofrendo assim e não fazer nada, mesmo que eu já soubesse que a consulta poderia ser uma total perda de tempo. E foi. O médico nem sequer examinou o Nicolas. Falou pra eu aumentar a dose do remédio por hora e disse que me garantia que no dia EXATO que ele fizer 1 ano o refluxo vai fazer assim ‘puft!’ … desaparecer. #Já marquei no calendário… tsc. E ainda disse que o Nicolas deve estar achando que é o chefe da casa, mas que eu tinha que mostrar pra ele que não. Que papo de índio é esse? Deixei pra lá. Eu tava preocupada demais com a saúde do meu bebê pra ficar prestando atenção nessa conversa sem pé nem cabeça.

E eu tinha um pulga atrás da orelha… não entendia porque o Nicolas só tinha problemas pra dormir de noite, nunca de dia… Então pensei que a única coisa que diferia é que de noite, antes de dormir, ele tomava o tal do remédio.

 “Doutor, o remédio não estaria fazendo mal pra ele? Será que ao invés de aumentar a dose eu não deveria parar de dar esse remédio?”- perguntei. “É… é raro, mas pode acontecer… Faz o seguinte, interrompe o remédio por alguns dias pra fazer um teste, pois pode estar provocando alguma dor de estômago nele”. De aumentar a dose passou pra zero dose, assim, num segundo.

Agora, parei de dar o remédio (o que me deixa aliviada) e na noite passada ele dormiu um pouco melhor. Acordou algumas vezes, mas não parecia estar com dor… Vamos ver como será daqui pra frente… Mas estou confiante que tudo vai melhorar de verdade…

E se não melhorar agora, pelo menos sei que do dia 18 de Outubro, quando ele completa 1 ano, não passa! Tsc.

* * *

Agradeço de coração por todos os recadinhos tão gentis e reconfortantes, deixados aqui ou enviados pro meu email. Obrigada mesmo! 🙂

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10 pensamentos sobre “Estamos feitos

  1. Ei, Lu, foram bons os momentos que passamos juntas hoje. Adorei ver o Nicolas comendo bolo de fubá. Bom sinal, não? O aniversário de um ano está chegando, depois dele tudo vai melhorar, você verá. Um grande beijo pra vocês e até um dia!

  2. Difícil filho doente, né? Dá uma agonia…
    Aqui a gente também sofre com GOs e Pediatras incompetentes e/ou desatualizados.
    Difícil encontrar alguém que não queira impor suas crenças pessoais que nada têm a ver com medicina…
    Melhoras para o mocinho. 🙂

    Beijos.

    • Pois é Aline, parece que a precariedade do sistema médico existe em qualquer lugar né? Eu moro em cidade pequena, mas já ouvi histórias horriveis de médicos em cidades grandes daqui tambem. E o pior é que ainda são caros!

      E nos deixa com uma sensação de desamparo horrível… Cada vez mais é nosso papel investigar, buscar informação e questionar sempre…

  3. Nossa, Lu! Que coisa mais difícil. E o pior é que 90% das mães aí fazem o que o médico despreparado manda, né? Ainda bem que você é guerreira e mãezona, conhece muito bem seu filho e ele vai melhorar. E se no aniversário de 1 ano o refluxo não desaparecer, leva a conta da farmácia pra esse médico aí! Beijão

    • Pois qdo ele falou nesse negocio de 1 ano, eu ri bem sarcasticamente e perguntei se tinha ‘garantia ou meu dinheiro de volta’. Ele nao falou nada, mas a estagiaria que estava presente deu um risinho disfarçado…

  4. Lu que bom saber noticias boas do Nicolas.
    E infelizmente muitas vezes e’ assim mesmo, melhor seguirmos nossos instintos do que aceitar de cabeca baixa toda ordem de medicos.
    Por aqui tambem sofremos com medicos… so clinico geral, especialista so com encaminhamento tambem e e’ super dificil… mas vamos levando ate quando der.
    Um abraco pra voces, forca por ai.
    Gra

  5. Lu, que louco, hein??? Um pediatra soh na cidade??? E eu reclamando de Brasilia… filho doente nao eh facil mesmo… A beatriz tah com febre, meio gripada e eu fico com o coracao na mao… muito ruim mesmo.

    Melhoras para o Nicolas. E logo logo o aniversario esta chegando!

    Beijo,

    Luna.

  6. Que coisa ein Lu… Antes ele nao ficava bem sem o remedio, agora aparentemente é o remédio que está fazendo mal… Mas acho que alguns remedios, depois de um certo tempo de uso tendem a fazer mal mesmo… talvez seja o caso. E tomara que o organismo dele ja esta amadurecendo, vencendo o refluxo e que tudo fique bem por ai. Filho doente da uma dor no coração mesmo.

    Agora sobre os medicos, te entendo perfeitamente, pois aqui é igualzinho… o ‘pediatra’ do Franscico tb é um GP (que tb nao entende muito de saude de crianca mas pelo menos é atencioso e carinhoso).

    Beijos de carinho

  7. Puxa vida, Lu… Sinta-se abraçada, pois nesses momentos tudo o que precisamos é de apoio. Medico bom faz falta sim… No final, acredito que decisao é nossa, mas o medico nos serve de guia. E um medico humanizado e comprometido com a saude vale ouro!

    E fico aqui na torcida pra que o dia 18 seja o dia de virada!

    Abraços

  8. Pingback: A quantas anda… « Nicolando por aí

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