O lado cômico da maternidade

Vencendo a lumpy food (dicas)

7 Comentários

Como eu havia prometido aqui, tô voltando então com algumas dicas que eu consegui juntar e que têm me ajudado a contornar a hipersensibilidade do Nicolas com novas texturas. Algumas das dicas eu encontrei nas minhas andanças na internet, outras que a fonaudióloga infantil sugeriu e algumas que eu mesma percebi que ajudava.

Eu particularmente considero que uma das grandes dificuldades pra quem tem bebê com problemas pra se alimentar é conseguir com que ele disfrute a hora das refeições. É um desafio, mas é essencial investir nisso, do contrário a hora de comer se torna um momento de batalha e stress pra mãe e pro bebê.

Então aí vão algumas sugestões:

– ser o mais flexível possível e dar menos ênfase no que e quanto ele come. Das vezes que insisti pra que o Nicolas comesse mais,  ele quase sempre acabou vomitando… Agora se ele demonstra que não quer, não insisto. Ao invés, complemento a refeição com algo que ele goste, como iogurte natural com banana. Assim, prefiro correr o risco dele achar que sempre que não comer vai ter iogurte, que ele associe refeições com vômito e passe a não comer nada

– se por acaso a hora das refeições começam a ficar tensas, o melhor é sempre retroceder e oferecer papinha pastosa por alguns dias pra coisas se acalmarem e depois voltar com um pouco mais de textura

– fazer a transição pra novas texturas gradualmente. O ideal é incrementar a consistência pouco a pouco e sempre que o bebê estiver pronto, adicionar mais uma colher de vegetais amassados à papinha pastosa (no caso do Nicolas, fiquei várias semanas misturando somente uma colher, e por vezes, nem isso)

– ao primeiro sinal de ânsia, alternar uma colher de comida com pedacinhos, outra com comida pastosa (isso é o que ando fazendo no momento e funciona muito bem)

sentá-lo no colo – o Nicolas sem dúvida come muito mais e sem medo quando está sentado no meu colo ou no colo do pai… parece que isso transmite mais segurança a ele e se não come é porque não quer mesmo

– tornar a hora de comer prazeirosa, divertida e relaxada. Isso é bom senso, mas sempre vale a pena lembrar que sorrir, cantar e elogiar sempre que ele comer mais uma colher, deixa o momento muito mais leve pro bebê

– oferecer comida pra ele comer com as mãos (finger food), mesmo que não comam tudo, pois assim eles têm a sensação de maior controle e consequentemente, ficam mais confiantes pra comer (eu comecei com banana, que é macio, e agora passei a dar fatias de pão levemente torrado e biscoitos de arroz)

– sempre comer junto com ele, pois bebês adoram imitar! (tudo bem que o Nic demorou 1 mês pra me imitar nesse quesito, mas tá valendo)

– oferecer golinhos de água junto com a comida pra facilitar engolir

– não forçar, não ficar brava se ele não quer comer – lembre-se que se ele ficar traumatizado é pior

– fazer massagens ao redor da boca, bochechas e pescoço pra diminuir a sensibilidade na área (só agora o Nicolas começa a aceitar que eu faça isso!)

– ajudá-lo a explorar a boca com brinquedos e objetos de diferentes materiais e texturas

escovar os dentes dele diariamente (além de importante pra saúde, ele também vai se acostumando com algo na boca)

E vale lembrar que a aversão, medo e dificuldade em lidar com comidas encaroçadinhas passa com o tempo e que a habilidade de se alimentar vai se desenvolver.

Tudo é questão de diferentes tempos de adaptação. Portanto, paciência é a chave sempre!

Pra quem deseja ler mais (em inglês) sugiro clicar aqui e aqui. E se alguém tiver mais algo a acrescentar é sempre bem vindo!

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7 pensamentos sobre “Vencendo a lumpy food (dicas)

  1. Excelentes dicas, Lu! Eu aqui comecei ha algumas semanas alternando lumpy e smooth a cada colherada tb e sinto que ele come melhor. E agora, que o clima ta mais quente aqui, levo ele pra varanda deixo ele se lambuzar com a comida. Nao come quase nada,mas vai se familiarizando com textura, gosto. Eu nao estou esquentando mais nao, pois agora sei que nao estou sozinha nessa! 😉
    E o bom eh que pelo menos fruta ele anda comendo (ele prefere fruta a legume). Sem duvida, deixa-los explorar a propria comida, levar a quantidade que querem à boca, faz diferença! Beijos!

  2. Lu adorei as dicas. Nao sei quase nada sobre refluxo, mas acredito que suas dicas seve para todas as maes, ter prazer com a comida e’ super importante para toda a vida, nao so na infancia.
    Quanto a comida em pedacos – para comer com a mao – finger food, aqui eles estimulam a dar para a crianca desde os 6 meses, claro que com supervisao de um adulto; eles sugerem pepino, cenoura (cozida primeiro, depois crua), pao, queijo (cortado em palitos), entre outras que nao me lembro agora.
    O Nicolas adora o queijo assim ate hoje. Nao sei se ajudei muito, mas so para que voce possa, aos poucos, ir variando o que dar na mao do pequeno.
    Abracos e otimo final de semana para voces.
    Gra

  3. Obrigada Lu!
    E eu concordo com vc no que se refere a alimentação. Mas eu confesso que fiz muita festa nessas horas, até pratos com carinhas e bastante coloridos eu preparei, e deu certo viu. Mas tudo tb vai do estado de espírito dos filhotes.
    Bjos!

  4. Catarina! Incrivel como nossos menininhos se parecem em varias coisas… Vai me contando seus avanços por aí, viu? Aqui o Nicolas tem melhorado, agora come tudo amassado mais ou menos… felizmente aposentei liquidificador e peneira pra esses fins!Só que agora começou a ficar meio gripadinho e não tem tido muito apetite…

    Graziela, obrigada por mais sugestões de finger food! Ideias sao sempre bem vindas… Eu tinha esquecido do pepino! Vou procurar aqui. O queijo dei outro dia e ele nao comeu muito nao, mas vou dar de novo. Hoje passei foi cottage no pao e ele adorou.

    Ei Kcal, aqui tambem faço muita festa na hora de comer (tem dia que só falta eu subir na mesa, haha). E os pratos com carinha sao otima dica, apesar que o Nicolas tende a achar graça e jogar tudo no chao depois… Mas acho que vou tentar de novo pra ver a reacao dele, afinal à medida que vao crescendo vao mudando algumas atitudes, ne?

    Beijos pra todas!

  5. Isso mesmo, como disse a Graziela, essas dicas sao universais. Claro que pra um bebe com hipersensibilidade tem que ir mais devagar mesmo… e respirar fundo, ter paciencia pois nem sempre é facil preparar aquela comidinha gostosa e seu filho nao comer nada (ou vomitar, o que eh ainda pior).

    E como vc disse, tudo eh questao de desenvolvimento, adaptacao. A hora de todos chega pra tudo. Duvido que qdo ele for pra escola ainda vai ter dificuldade de comer arroz com feijao por exemplo!

    Abraços, Lu

  6. Lu, eu nao tinha lido esses posts antigos sobre refluxo. Engracado, o joaquin sempre enfiou (e enfia ) tudo na boca, mas a elena nunca gostou disso nao. e ela chupou dedo ate os 5 meses, depois parou sozinha. Agora, gostei das dicas para alimentacao. Eu teria dado papinha de liquidificador forever se ela gostasse de papinha. Mas, enfim, quem tem crianca com problema de alimentacao noa pode ser xiita e nunca botar a crianca no colo pra comer melhor, por exemplo. (eu coloquei, mas nao adiantou…). O duro é que as vezes o problema é tao sutil que muita mae deve achar que nao é problema, é frescura (crianca que tranca a boca, que vomita, que tem ansia…), e fica ali, socando comida, forcando, deixando a crianca com fome sem saber que ela nao consegue comer, e nao que ela ta fazendo corpo mole.
    meu medo sao problemas de alimentacao muito piores, como de uma menina que eu vi no documentario do gnt (malditos documentarios!), que ja adolescente so comia chocolate por medo de comer outros alimentos, embora tivesse vontade. Mas deve ser um caso em um milhao, nao?

    • Mari, toda criança tem seu tempo pra tudo, mas quando falamos de alimentação é algo tão mais abstrato, né? A gente nunca sabe se é porque o tempo da criança não chegou ou se existe um problema ali que pode se prolongar por toda vida. O negocio é tentar oferecer alimentos diversos sempre, quem sabe uma hora ela não aceita? Uma coisa que funcionou como um milagre pro Nic, e que eu sempre duvidei que funcionaria tão bem, foi quando ele passou a frequentar a escolinha alguns dias da semana. Lá ele viu outras crianças comendo maçã e aceitou experimentar pela primeira vez na vida, depois de 3 anos. Hoje ele PEDE pra comer maçã em casa e eu quase capoto de emoção. 😀

      Vai com fé, amiga, uma hora ela come!

      Beijos!

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