O lado cômico da maternidade

As escolhas… dele

14 Comentários

Quando nosso filho começa a demonstrar suas primeiras habilidades ou interesses, não há limites pra especulações sobre o que ele vai ser quando crescer. 

Não pára de mexer nos cabos elétricos? – eletricista. Não sai de baixo da pia? – encanador. Tem fixação por rodas e carros? mecânico. Adora conversar com as plantas? – ambientalista (ou simplesmente muuuuito zen…). 

Aos sete meses de idade, o Nicolas proferiu sua primeira palavra. Não era nenhuma tentativa de dizer mamãe nem papai. Num belo dia, ele simplesmente olhou pra bola de futebol e falou: Gol! E nunca nem tinha ouvido essa palavra antes. Daí ninguém teve dúvida: “ah, esse nasceu pra ser jogador de futebol!” (melhor eu nem contar que ele mal começou a andar e já sabe chutar a bola). 

Depois veio a mania dele de limpar tudo. Era colocar o Nicolas no chão que ele espanava o piso com as mãos. Íamos ao parque, tava lá ele limpando a grama. Ao consultório médico, limpando o carpete. E eu que não sou boba, agora tento canalizar esse potencial divino e já entrego um guardanapo pra ele depois de comer. Resultado: ele limpa a bandeja toda. Fica um brin-co! O próximo passo é comprar uma vassourinha… 🙂 E se vai ser faxineiro, vigilante sanitário ou qualquer outra coisa na área eu não sei, mas sei que já estou adorando o jeito como as coisas avançam. 

Agora, mesmo achando que devemos ter cuidado com os rótulos e expectativas, não dá pra negar que meu coração disparou quando vi o Nicolas pegando perfeitamente num lápis pela primeira há dois meses atrás. Ele tinha acabado de fazer 1 ano. E hoje, mal acredito nos meus olhos quando o vejo virar o lápis pro lado certo ao perceber que estava de ponta a cabeça. #corujicetotal 

Escrevendo durante uma viagem de carro... e no livro que eu lia...

Eu costumo brincar que se depender de mim o Nic vai ser o que ele quiser – desde que trabalhe no departamento de animação da Pixar [mas hein?]. Haha. E parece que tá no caminho.

Brincadeiras à parte, o que eu espero de verdade é que a gente consiga sempre respeitar as escolhas dele, mesmo que muitas vezes conflitem com o que lá no fundo gostáriamos. E que nossos próprios sonhos não realizados [entendeu agora, né?] nunca interfiram nos sonhos dele… 

. . . 

Tá bom Nic, pode trabalhar em qualquer departamento na Pixar então. 🙂

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14 pensamentos sobre “As escolhas… dele

  1. hahahaha… o pior é que é assim mesmo, ne Lu? Aqui em casa é a mesma coisa, o menino nao pode dar uma pirueta que ja estao falando que vai ser um otimo dancarino.

    E vc tocou num ponto muito importante do nosso papel como pais – saber ate que ponto nos intrometer nas escolhas deles. Sem essa de que “eu queria tanto ter sido medico, mas nao tive condicoes, e agora que meu filho tem eu quero que ele aproveite”, ne? Conheco muito jovem que se formou pra realizar sonho dos pais.

    Beijos e adorei seu post!

  2. Mãe coruja é igual em qualquer lugar do mundo….rssss, mas o importante é darmos condição aos nossos filhos de serem felizes na profissão que escolherem.

    Aqui em terras do norte serão várias opções na hora da escolha.

    Abração

  3. Adorei esse post!!

    que o Nic seja o que ele quiser (dentro do departamento de animação da Pixar, claro!!) porque eu acho que ele tem todos os pontos para ser um menininho-homem muito feliz, e isso é realmente o que importa.

    Um feliz ano novo pra vocês!! O blog esta muito bonito, e assim que eu tiver um tempinho, venho correndo aqui pra ler teu relato do parto (adoro!).

    Estava um pouco desconectada esses ultimos dias, e estou voltando pouco a pouco.

    um beijo grande

  4. “Resultado: ele limpa a bandeja toda.” Trabalho infantil não é crime na Austrália? ehehehehhehehehehehheheheheheheh

    Quanto à palavra que ele “nunca nem tinha ouvido”, bem, ele deve ter ouvido, apesar de não ser frequente. Nós não criamos a língua (criar num sentido divino), mas adquirimos a mesma.

    mas, principalmente, muito legal mesmo essa idéia e esforço para aceitar o caminho que ele tomar na vida. Quer ser minha mãe? ehehhehehehheheheheheh

    Beijão nos 3!

    • Haha, ele nunca tinha ouvido mesmo nao, pois aqui em casa futebol costumava passar longe (ate ele comecar a se interessar pela bola).

      O que aconteceu é que ele falava Gó pra tudo, mas COINCIDIU de falal Gol, justamente pra bola. A partir dai a gente incentivou e agora pegou. Mas concordo que criar ele nao criou.

      E qto ao esforço de aceitar suas escolhas, espero que nao passe de esforço! 🙂

      Beijos pra voce!

  5. Tão precoce esse Nicolas. Olha como segura direitinho o lápis!
    Quando Bruno ficar maior e mais entendido das coisas (que agora ele só quer saber de andar pela casa com algo na mão) vou comprar um kit de limpeza que vi na cidade: um carrinho com vassoura, rodo, paninho tudo do tamanho deles.
    Sobre o salão eu fiquei morrendo de medo dessa parafernália toda não funcionar e ele se irritar. Mas ele adorou! Thanks God!

    Beijos.

    • Oi Aline! Tambem ja estou de olho procurando num kit desses, mas ainda nao encontrei. Acho muito importante a gente educar ensinando a eles que o papel deles tambem inclue ajudar em casa, fazer a parte deles e saberem se virar sozinhos quando necessario. E se isso é ensinado de forma natural, incorporado nas brincadeiras deles, todos só têm a ganhar, ne?

  6. A primeira palavra que o Felipe falou (e uma das poucas até hoje, rs) também foi GOL. Achei incrível seu texto, cada criança é única, se desenvolve no seu próprio tempo mas não fogem a algumas características, né, resultado do meio em que vive. Ainda bem que o Nic tem pais que se preocupam em oferecem tudo do melhor, o que com certeza irá refletir nas suas escolhas.
    Nic, também vou torcendo pra você trabalhar na Pixar (amo!) e se puxar a mamãe talento não irá faltar.

    Bjinhos

    Lu e Felipe

    • Ei Lu, eu lembro mesmo de ler no seu blog que ele tb chama bola de Gol, que coincidencia! E que legal que vc tb gosta da Pixar… quem sabe o Nic e o Lipe nao vai ser colegas de trabalho? hahahaha Beijos!

  7. As fotos dele segurando o lapis estao lindas!
    Lu voce tocou num ponto importantissimo, as nossas escolhas, nao podemos deixar que elas influenciem ou atrapalhem as escolhas dos nossos filhos no futuro. As vezes, sem querer ou sem perceber, muitos pais acabam criando expectativas demais e os filhos se veem num beco sem saida.
    Tenho certeza que o que o Nicolas escolher fazer no futuro tera o apoio de voces e isso e’ fundamental.
    Otima semana
    Abracos
    Gra

  8. Muito bom esse post!

    E espertissimo esse Nicolas, que ja sabe segurar o lapis! To admirada! Desse jeito ele vai mesmo acabar trabalhando na Pixar… e sem sua interferencia, hein Lu!

    Beijos!

  9. Oi, Lu, adorei esse post! O Nicolas tá lindinho demais! E pega o lápis feito gente grande! É muito fofo! Essa fase é muito boa, não? A gente sonha mil coisas para a vida deles… Mas o que importa é que, depois, vão ser o que escolherem. E só poderão escolher porque a gente os cria sem preconceitos e sem imposição de visão de mundo. Curta muito, Lu. O tempo voa.
    Beijos procê, Rafa e Nicolas (o dele, com um abraço bem apertado!)

  10. Oi, Lu, adorei conhecer teu pequeno! A Letícia também tinha fixação por limpar coisas, hoje prefere sujar…

    Será que o giz nas minhas paredes prenuncia carreira de artista plástica ou de animação? Puxa!!!

  11. Lú!!

    Quanto tempo!!! Que fofo o Nic! Tô impressionada como ele segura direitinho no lápis. Que legal! Por aqui, o palpite é que a Beatriz seja veterinária, como a mãe. Ela aaaaama loucamente os bichos, impressionante. Eu sei que as crianças adoram os bichos, mas a adoração dela por eles é além do normal. Vamos ver… hehehe.

    Beijos,

    Luna.

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