O lado cômico da maternidade

Prazer, meu nome é Mãe

24 Comentários

Ontem fez exatas duas semanas que o Rafa está viajando e estamos somente eu e Nic – mais de 340 horas direto sendo MÃE, cada minuto, cada segundo.

Sigh…

Foi no último final de semana que eu percebi que meu limite mãezístico de tempo assim TÃO integral já estava pra estourar. Sobrancelha por fazer, pernas sem depilar, livros sem ler. Mas ainda não dava pra pensar em nada disso, eu tinha que sair pra comprar roupas de frio naquele mesmo dia, já que o inverno aqui se aproxima a passos largos.

Tá… eu sei que crianças e compras combinam tanto quanto jiló e calda de chocolate (ôpa, não vem me falar que você gosta disso!), mas eu não tinha outra alternativa… Saímos então depois da soneca dele, mas após trinta minutos de metrô, me dei conta da verdade: o dia não era dos melhores, ele estava ansioso, mal humorado e nem aí pra paisagem que passava veloz e ele tanto gosta de ver. Até pensei em voltar pra casa, mas já estávamos quase lá, então continuei.

Chegamos na loja e já na entrada dei de cara com os casacos femininos – exatamente o que eu estava precisando. Começo a olhar de cabide a cabide.

– Mamãe, quéio descer pro chão – ai meu Deus, foi mais rápido que eu esperava.

– Agora não, Nic. Espera só um pouquinho! – digo já olhando os casacos por lote.

– Quéio descer!!! – fala ele aumentando o volume da voz e já em pé no carrinho, com uma perna pra fora.

– Nic, eu sei que você quer descer, mas agora não dá!!! Tem que me esperar escolher um casaco e umas roupas pra você. E senta! – vou falando entredentes e sem muita paciência (duas semanas, gente!) e já pulando pro final da seção dos casacos.

– QUÉIO DESCER!!!! – grita ele já chorando.

Aborto a operação casaco. O jeito vai ser vestir 10 camadas de roupa e ficar parecendo um Frankenstein gordo mesmo. Saio correndo pra seção infantil com a esperança de salvar nossa ida até lá. Nic, gostando de ser empurrado em alta velocidade pelos corredores da loja para de chorar e volta a se sentar no carrinho. Nisso eu avisto a seção de brinquedos à minha direita e agilmente viro o carrinho pro lado oposto tentando evitar uma tragédia maior. Em vão.

– QUÉIO TREM!!!! Aaaaahhh! Quéio pegar o trem, mamãe!!! – fala ele com tamanha agitação que eu pensei que ele estivesse vendo o próprio Thomas the train em pessoa.

– Hm, hm… trem… sim…sim… trens são o máximo… – digo já alcançando meia dúzia de calças compridas, quatro blusas de lã e umas toucas, rezando pra serem do tamanho certo.

– Aaaah! Quéio pegar trem gande, mamãe! QUÉIO TREEEEEMMM!

Olho de relance pro tal do trem. Ôôô! Realmente era dos grandes!

– Nic, a gente não veio aqui pra comprar brinquedo e esse aí é sem chance… Não dá não. Olha, a gente já tá quase terminando – digo eu pegando luvas e meias felpudas – Olha só que luvas lindas do Mickey! Segura aqui pra mamãe.

Como por milagre funcionou por 20 segundos. Tempo suficiente de procurar umas botinhas impermeáveis. Mas cadê? Cadê? Cadê? Nic então joga as luvas no chão e:

– Quéio trem!!!!! – e começa a chorar escandalosamente.

Nisso eu acho as botas, mas só tinha cor-de-rosa. Deixa pra lá então. Vamos embora. Saio correndo pro caixa. Nicolas já vermelho de tanto chorar: 16 dentes totalmente expostos, amígdalas ricocheteando e os pulmões a todo vapor. Todos os olhares encima da gente. No caixa, fila. Espero 5 minutos que me pareceram 50, ele chorando o tempo todo.

Saio da loja, sinto o vento frio cortante, o choro dele para. Mas volto pra casa frustrada. Realmente, o peso daquelas duas semanas non-stop já tinha passado da conta… Mas um pensamento me anima: hoje vou tomar um banho quente de banheira com calma e assistir Sex and the City 2, finalmente!

No metrô ele volta no meu colo, cansado de tanto chorar. Passo na locadora e chego em casa, mas tenho coisas pra fazer antes de relaxar. Primeiro, trocar a fralda do Nic – o qual, só de perceber minha intenção, sai correndo desesperado pro lugar mais longe da casa que ele encontra. Alcanço o fujão, troco a fralda.

Agora, a janta. Termino de preparar uma lasanha que eu já tinha começado, lavo a pilha de vasilhas sujas acumuladas, guardo uns brinquedos… Oops! Acho que o banheiro me chama. Resolvo aproveitar que o Nic estava vendo Toy Story 3 – o primeiro filme que ele é capaz de assistir concentrado do início ao fim – e entro no banheiro de fininho. Fecho a porta, alcanço meu livrinho de puzzles e…

– Mamãe! Quéio entar! Mamãe, cadê você?

Me finjo do morta e não falo nada.

– MAMÃÃÃE!!!!!! Quéio entar!!!!

– Nic, agora não! Deixa mamãe sozinha um pouco, tá bom? Vai lá ver o Buzz, vai. – falo eu lá de dentro

– Nããão!!! Quéio mamãe! – fala ameaçando chorar . Ai, ai… de novo não… Abro a porta sem vontade. Ele vem me abraçando.

– Quéio colo da mamãe!

– Não Nic, colo agora não, por favor. Mas que grude é esse?

Nic deita no chão e começa a chorar. Meio minuto depois, eu estou sentada no vaso e o Nicolas no chão quietinho… desenhando encima dos meus puzzles.

* * *

– Agora você fica aqui assistindo a estorinha dos brinquedos que mamãe vai tomar banho, tá?

– Tá.

Fui encher a banheira. Que beleza… Finalmente um tempo só pra mim… Separo um sabonete especial, uns creminhos que há muito tempo eu não via, tiro a roupa e quando vou entrando…

– MAMÃE! – grita ele lá da sala.

– Hm! – respondo sem muita vontade enquanto suplico pra uma força maior “que ele não venha pra cá, não venha, não venha”.

Veio.

– Mamãe! Quéio tomar banho também!

–  Naaaaum Nic, você já tomou banho hoje, não precisa de mais. Já tá super limpinho… Vai lá ver seu filminho, meu bem…  O que os brinquedos estão fazendo? Eles já escaparam do daycare?

– Quéio tomar banho!!! – diz ele com voz firme.

– Não Nic, já falei. Vai lá pra sala. Mamãe precisa tomar banho sozinha!

– NÃO! Qué bincar com o barco.

– Quer barco é? Então toma aqui, brinca com o seu barco! – e entrego o barco pra ele, cansada.

– Não! Dentro da água! – apesar de admirada com a articulação dele pra falar qualquer coisa, cedo sem vontade.

Assim, meu sonhado (e necessitado) momento de tranquilidade morre ali mesmo. Um minuto depois, me vejo sendo atacada por barcos e patos coloridos sem piedade.

* * *

Depois desta saga, fui dar janta pro Nic pra finalmente poder ver meu aguardado filme. A lasanha tinha ficado uma delícia, recheada com frango, que o Nic mais gosta – o que infelizmente não evitou que ele cuspisse TUDO, exatamente como tem feito todos os dias da última semana. Sem ânimo, decidi não insistir. Não quer comer, não come e fui assistir o filme.

Bom, a sequencia tem quase 2 horas e meia de duração, que eu assisti em 3 horas e meia. Como o Nic não tinha comido, pedia queijo, suco, pão, água ou leite a cada meia hora. O botão de pause do controle do video já está até apagado de tanto que é usado. Mas pelo menos consegui assistir e dei boas risadas.

* * *

E depois dessas duas semanas sozinha com o Nic, a conclusão é: ser mãe é uma delícia, mas não pode ser a única coisa, senão não fica divertido nem saudável pra ninguém… E a gente quer que seja bom pra todo mundo, né? Então temos que ter tempo pra ser mulher, esposa, profissional, filha, amiga. Porque no final das contas nós precisamos ser tudo isso pra sermos também mães melhores.

Então chega logo, Rafa!!! (não somente pra eu lembrar como me chamo, mas porque não vejo a hora de te abraçar!)

 

Anúncios

24 pensamentos sobre “Prazer, meu nome é Mãe

  1. Você tem toda razão Lu, é indispensável ter o nosso tempo, ter os nossos hobbies, ver filme de adulto e se sentir no direito de cansar de ser mãe full time alguma vez.
    Quando o João tinha a idade do Nic (a verdade mais novo, com 1 ano), o que me salvava era que ele ía pra escolinha de manhã, 3 horas tão extremamente necessárias, que eu tentava aproveita-las da maneira mais egoísta possível. De manhã tudo podia esperar, depois a gente vía.

    Faço coro com você, Rafaaaaaaa, vem logo!

    Beijo

  2. menina… Eu ate me senti cansada so de ler! Concordo com voce, e impossivel dar o melhor ou ser melhor fazendo uma coisa somente. Isso se aplica em todos os aspectos da vida! Rafa… Chega logo!

  3. Afe afe afe…
    Ai Lu,
    tadica…
    sou solidária.
    estou numa fase louca tbm, cheia da palavra manhêeeeeee….
    adoro ser mãe, amo meu filho, mas tô esquecida demais de mim.
    e só pro chamado ficar mais alto: Rafaaaaaaaa!!!!!!
    bjocas

  4. Realmente cuidar de crianças não é fácil né ! Minha filhinha vai fazer 5 meses e já exige bastante atenção. Quando chega a noite, eu caio de sono. Eu que sempre fui de ficar altas madrugadas acordada com insônia.
    Ontem mesmo comentei com meu marido que fico muito mais cansada cuidando dela do que quando eu estava trabalhando. De qualquer modo, cuidar dela é muito mais prazeroso 🙂

  5. Oi Lu! Adorei o post! Dá pra sentir bem tua correria, cansaço e necessidade de ter teu tempo. Concordo 110% com tuas conclusões. Acho que sou uma mãe bem melhor quando estou descansada, tive um tempo pra mim e não estou fazendo as coisas por obrigação. Espero que o teu Rafa volte logo. O meu Rodrigo vai amanhã, pra ficar quase 2 semanas fora… Já estou começando a tremer!
    Bjs

  6. Querida, tenho uma pessima noticia para te dar: as solicitações não acabam nunca! Me solicitam aqui até hj com 17,14 e 11. O que eu faço? Um filtro.
    Frescuras e afins não escuto ou dou logo uma real pra chamar pra realidade. Coisas importantes respondo com o classico: – vou pensar. Aprendi a evitar o comprometimento, só uso em casos extremamente necessários, afinal de contas a gente sempre acaba tendo que mudar os planos.

    Escolinha é necessario sim, nem tanto pela criança nessa idade, mas pela sanidade materna.

    E eu aprendi com 3 filhos a deixar chorar as vezes, dava todas as explicações e não abusava dos limites claro, mas se insistisse na manha podia chorar e berrar até perder o fôlego, o engraçado é que essa situação nao se repetia mais depois. O tal do limite que eles precisam entender que nao podem ultrapassar.

    Ah e tambem montava um kit entretenimento com brinquedos, biscoitos e coisas pra distração. E claro, fazia minhas ameaças de castigos terríveis e longos alguns até eternos. Elas se divertem hoje lembrando.

    Ser mãe em tempo integral não é nem de longe um conto de fadas, eu já falo logo a verdade, os podres da historia para as novas mães, sem ilusões. Porque as partes boas nem precisa falar, elas logo vão sentir.

    Beijos

  7. Nossa, esses dias são cansativos mesmo.

    Pior é que a gente perde a paciência e fica cheia de culpa, né? rsss

    Que o Rafa volte logo, pra felicidade geral.

    beijos

  8. Meninas, obrigada mesmo pela solidariedade!

    A vida de expatriada num país rico tem MUITAS vantagens, mas não é nada glamourosa e também tem seus percalços… Até existe babá e gente pra te ajudar a limpar, mas você tem que estar disposto a gastar “muitos e muitos moneys”.

    Flávia e Fabiana, concordo que escolinha seja tudo o que eu preciso agora e estou trabalhando pra isso! Falta pouco pra gente se mudar pra uma cidade menor e daí tenho esperança de conseguir uma vaga, que aqui em Vancouver é quase impossível pra idade dele. Pra ter uma ideia, o nome dele tá na lista de espera desde que chegamos aqui, há 6 meses. E até hoje nada.

    Beijos queridas! E força pras que são mães!!!

  9. Oi!!

    É a minha primeira vez por aqui…vou te confessar uma coisa fiquei entre o choro e o riso. Não sei o que é ficar completamente sozinha com o filhote, por um tempo tão longo, pois do primeiro tinha minha família por perto e agora com a Sofia tenho um irmaozinho para dividir as atenções, mas onfesso que mesmo a casa estando cheia, minha pequena fica pipocando na porta do banheiro cada vez que vou tomar banho, filminhos só quando ela dorme…acho que vida de mãe é assim mesmo…logo logo voltamos para nossos banhos demorados morrendo de saudades dos patinhos e barquinhos na banheira.

    Adorei passar por aqui. Vou voltar…
    Beijocas.

  10. Imagino que não deve ser nada fácil. Dedicação total!!!!!!

    Se estivesse aí te daria uma mãozinha…. Que venha 2012 rápido!!!!!

    Beijos, beijos, beijos.

  11. Oh, God!
    Sou solidária também! Faz uma semana que namorada trabalha, faz fisioterapia, vai ao dentista, trabalha mais um pouco, e mais, e mais, e eu em casa com a Juh sozinha.
    Mas, né?, a Juh é pequetita e ainda tira uns cochilos que me dão um tempo.
    O Nic não fica meio chatinho quando o pai viaja? A Juh, creio eu, percebe que o pai está ausente e fica um chiclete chatinho e manhoso. hahaha

    Lu, faz um tempinho que queria te perguntar uma coisa -olha a cara de pau. Vou te mandar um e-mail, tudo bem?
    Beijão!

  12. Olá! Cheguei aqui pelo blog da Kah (Tutto Petit) e adorei!! Ri muito com esse post, me vi em várias cenas! Meu filhote tem um ano e meio e também adora me chamar bem quando estou no banheiro, hahahah…
    Dia desses fiz um post sobre o lado A e o lado B da gravidez… realmente é uma delícia ser mãe, mas também precisamos de um tempinho pra gente né?
    Vou te linkar pra voltar mais vezes tá?
    Ah, e quando puder, passa lá pra conhecer meu cantinho: http://maedobento.blogspot.com/
    beijo!
    PS: já estive em Vancouver uns… 15 anos atrás (afe!). Linda cidade!

  13. Oi Lu, que legal ler seu comentário lá no blog! Adorei! (já tô íntima te chamando de Lu, kkkk!)
    Então, Bento não dorme direto na caminha ainda, estamos em transição… Acabei de postar a parte 2 da cama compartilhada, quando der passa lá pra ler!
    Ah, sobre Vancouver, eu estive aí fazendo intercâmbio quando era adolescente. Fiquei hospedada na casa de uma família na micro-cidade de Prince Rupert, lááá pra cima, conhece?? Aí fui para Vancouver passar um final de semana antes de voltar pro Brasil. Fiquei pouco aí mas lembro que achei a cidade linda!
    beijo!

  14. Oi, Lu. Cheguei a me emocionar no final do seu texto…
    Eu, como mãe de 3, te compreendo perfeitamente. Essa história de ser mãe 100% no nosso tempo é “punk rock”. Ninguém merece. Ser mãe é bonitinho, gostosinho, lindinho, mas o lado “pauleira” as pessoas esquecem de contar, omitem meeeesmo. Tem até umas coisas que leio por aí, que mostram a maternidade tão “conto de fadas”, que fico me sentindo um pouco esquisita. Será que só eu me sinto cansada, algumas várias vezes, dessa coisa maternal de dia e noite?
    Já vi que não.
    Bom descobrir que a maternidade é, fato, linda, mas que não precisa ocupar todo o nosso tempo.
    Beijão pra você, amiga!!!

  15. Ai, Lu, esse post até podia ser meu, tamanha a semelhança das situações que nós vivemos… Meu marido viaja pra caramba, tb são viagens longas, tem dias que eu fico exausta, morrendo de saudade do meu trabalho… Aí vem a culpa: como é que eu posso querer ficar longe de casa se a coisa mais gostosa do mundo é ficar com a minha pequena? Mas no fim das contas, concordo com você: a gente tem que ser mãe, profissional, esposa, amiga, etc, etc, etc, só uma coisa não dá. Ser só uma coisa dentre as várias que somos, definitivamente, não é legal…
    beijos
    Livia

  16. Oi Lu
    Se serve de consolo, aqui não é muito diferente não. Já tive dias como esse seu, minha dica é , na próxima vez, vá na loja com ele dormindo no carrinho, eu fiz muito isso, e aí acabo aproveitando a soneca dele com alguma coisa que preciso fazer ou comprar. Agora que o Rafael chegou vc já está melhor? Foi lá na montanha? Tem fotos novas no blog. beijos Andrea

    • Meninas, é reconfortante saber que tanta gente passa pelas mesmas coisas… e estou boba com a quantidade de outras mulheres cujos maridos também vivem viajando… Que deus nos ajude!!!

      Bom, felizmente o Rafa chegou e agora tenho alguém com quem revezar à noite e nos finais de semana e assim tomar um fôlego, mudar a rotina… pelo menos até a proxima viagem dele…

      Andrea, querida, sorte sua que o Davi ainda dorme no carrinho! O Nic não dorme mais de jeito nenhum e fica muito irritado quando está com sono e não está na cama ou na cadeirinha do carro (local onde ele dorme mais rápido, apesar de não por muito tempo). Mas minha esperança é que a medida que ele cresça, que ele se torne pelo menos um pouco mais tolerante com estes programas, que na verdade não são lá muito frequentes. Será que tô sonhando alto???

  17. Oiii Luuuu!! ei,vou por seu cartao amanha nos correios,sera que demora p chegar,einhhhh??rsrsrs..assim que chegar me fala!! 😀
    Menina..eu lendo aqui não sabia se ria( pensando: ahahaha,eu não sou a unica a passar por isso,hehehe),ou se chorava,pensando: meu deussss,eu passo por isso!!!
    kkkkkkkkkkk..serio…esse lance do banheiro é identico..sabe,eu amo a minha hora de tomar banho,p mim é sagrada..e quando eu finalmenyte tenho um tempo p mim,p relaxar…um banho quente p esquecer dos problemas,passo horas passando meus cremes e pensando na vida….mas seeeempre me entra o pequeno,joga a cueca p cima e grita: quero tomar banho com voceeeeeeeeeeeeeeee…
    e na maioria das vezes,eu tb fico pau da vida, pq queria ficar so..pelo menos por alguns instantes esquecer que sou mãe ,esposa,dona de casa,funcionaria..sei la..é importante esse tempo so nosso..o danado é que a droga da culpa vem depois com td,e ai eu fico morta de remorso em ver q o coitadinho no fundo quer minha compahia….

    rsrsrs..identico,identico…me deu um misto de dó e de alivio,rsrs…
    Bem,amiga,tomara que ele chegue logo mesmo e ai vc da uma relaxada,ta???
    beijaaaao,otima semana e boa sorte com o inverno!!!
    😉

  18. Pingback: The ‘incredible’ twos « Nicolando por aí

  19. Nossa Lu, eu ando tão desatenta que passei batido por este post.
    Eu sei bem o que é isto, porque passei 50 dias sozinha com o Gustavo. Tá certo que eles estão em épocas diferentes, que as necessidades são diferentes, mas mesmo assim, é pauleira. Todo dia depois que eu colocava ele no berço eu ia tomar banho. Com a babá eletrônica ligada e rezando pra ele não acordar, o que obviamente aconteceu vez ou outra. Sem falar no almoço que quase não existia, janta idem, tamanha era a manha dele pra eu ficar por perto (isto porque na época ele nem engatinhava ainda).
    Agora que ele está maiorzinho, acho que seria ainda pior. Por isto que eu decidi que volto pra cá com o meu marido no começo do ano. A gente estava meio em dúvida, porque serão duas viagens longas muito próximas uma da outra, mas chegamos a conclusão (mais eu do que ele) que a viagem é mais cansativa pra gente do que para o Gustavo e que ele não vai sentir tanto. Ou seja, os prós de ficarmos os 3 juntos é muito maior do que os contras de ficarmos separados.

    Mas que bom que o Rafa já voltou e que a vida voltou ao ritmo normal.

    Bjos

  20. Oi Luciana! Cheguei atrasada nesse eu relato mas não pude deixar de comentar porque ele ilustra muito bem o que as mamães em tempo integral (e as que trabalham também, como eu) passam com os filhos quando decidem não terceirizar TUDO na vida, né? É pesado, é puxado demais e é muito mal valorizado pela sociedade em geral. E pior, como eu sempre digo, tem uma lenda aí correndo solta em comerciais de TV, revistas femininas e blogs de que as mulheres são SUPER e conseguem dar conta de várias e várias coisas ao mesmo tempo…eu não concordo e basta dar uma lida nesse seu post para comprovar minha teoria…vc pode dar conta do filhote, de algumas coisas da casa…mas e o resto, onde fica? E vc? Suas necessidades? Não consegue, né? Eu tb não…rsrsrsrs

    Aqui tb fiquei muito tempo sozinha com a Ísis. Quando ela nasceu o meu marido estava estudando para um concurso muito disputado, daí só eu que fiquei com ela basicamente, e de licença maternidade, cuidando da casa tb. Depois que ela passou ficou muito tempo fora em curso de formação e eu fiquei com a pequena sozinha por meses! Achei que ia morrer! rsrsrs Sei bem como vc se sentiu nesses dias. Ainda bem que já passou, né?

    Beijos, NIne

    • Nine, muito obrigada pelo seu comentário. Eu acho que vc passou a mensagem que eu só consegui dando o exemplo na prática (e olhe lá). Infelizmente é verdade que existe uma pressão muito grande pra gente terceirizar tudo, inclusive a educação dos nossos filhos e o mais rápido possível.

      Eu acho que a escolinha é bem vinda sim, mas se as pais têm condições, acho de extrema importância os primeiros anos serem principalmente construídos em casa com a presença de um dos pais. Bom, no momento sinto que é uma boa hora pro Nic começar a frequentar uma escolinha gradualmente, e vou ficar feliz se eu conseguir uma vaga em uma! mas vou te falar que tem sido muito cansativo me justificar o tempo todo por não ter feito isso antes.

      Também abomino esse estereótipo de super mulher. A gente, principalmente depois que vira mãe, dá conta sim de fazer muita coisa ao mesmo tempo e às vezes até me espanto, mas… vai olhar minhas unhas, meu cabelo, minhas olheiras, minha mente, vai? E muitos perguntam, mas compensa? Compensa sim… porque aqui nós asseguramos que ele é bem cuidado, que não há inconsistência no modo de educar, que a alimentação, carinho e atenção são de primeira e o melhor: dentro do contexto de valores que acreditamos. Depois, a escolinha vai vir como um complemento e não como base.

      Beijos querida!

  21. Oi lindona!
    Eu li seu post no e-mail, mas nao consegui entrar aqui antes.
    Que bom que o Rafa voltou a e paz voltou a reinar, ne?!…rs.
    Tenho certeza que vc se virou muito bem!
    Sou sua fã!
    Mil bjks

    http://blogdaclauo.blogspot.com/

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s