O lado cômico da maternidade

O visitante indesejável

19 Comentários

– Toc, toc, toc!
– Quem é?! Quem é a essa hora?- pergunto com uma super voz de sono
– É o Terrible Twos.
– Terrible Twos??? Mas você não tá chegando um pouco tarde demais não, meu senhor? Já são quase dois anos e 6 meses!
– Desculpe, minha senhora, é que tinha criança demais pra embirrar… Nunca tive tanto trabalho na vida quanto esse ano.
– Ah, não. Pois então perdeu a viagem Seu Terrible Twos. Pode voltar pra casa. Se não chegou antes o problema é seu, agora você não entra mais não.
– Desculpe, mas tecnicamente seu filho ainda está no “twos”, né não? Dá licença que eu tenho que recuperar meu tempo perdido.

E foi assim que ele entrou. Bruto, rude e sem educação. E como uma avalanche destrambelhou aquele ser doce, fofinho e tão incrivelmente comportado que eu tinha aqui.

* * *

Gente, eu sei, vocês me avisaram que seria difícil. Tenho lido há meses e meses e meses histórias de arrepiar até lobisomem. Li até sobre criança que foi levada por alienígenas – os quais descaradamente deixaram uma cópia birrenta no lugar achando que os pais não fossem notar a diferença.  The horror, my friends, the horror! Agora sim, entendo o que têm passado e me solidarizo MUITO com todas vocês, minhas queridas. De coração.

E claro, mãe nerd que sou, depois de ler tantos casos horríveis – mesmo achando que isso nunca fosse acontecer aqui em casa (vide a anjice que aqui costumava habitar, como eu poderia desconfiar???) -, acabei devorando tudo o que há no mercado sobre birras – pra me preparar pra uma eventualidade, né? Li Besame Mucho (Carlos González), The no-cry discipline solution (Elizabeth Pantley), Inteligência Emocional e a Arte de Educar Nossos Filhos (Dr. John Gottman), A criança mais feliz do pedaço (Dr. Harvey Karp) e claro, a série sobre birras da Flávia. Li tudo, gente, e juro – me sentia super preparada.

Mas vou contar – tô preparada não! (Viu, , no fundo, a gente nunca tá preparada pra nada – nem pra desfralde, nem pras brirras, nem pra tirar a chupeta, na-da!).

E tem mais. Cadê as birras clássicas das quais eu tanto li??? Ninguém me contou que seria um negócio descabido não, gente! Achei que fosse ser um treco no mínimo razoável, com o qual eu pudesse me identificar, agir de forma empática e aplicar os tantos métodos que aprendi.

Quer um exemplo?

Imagine a corriqueira e conhecida situação na qual seu filho brinca alegremente com seus brinquedos no quintal, mas é chegada a hora do banho (né, ?). Você o chama com delicadeza: “tesouro! hora do banho, querido!”, ele responde com aquela voz birrentinha “nãããaaaaaaaaaoooooooooo! banho naaaaaaoooooo! quer brincaaaaaaar!”. E daí é a chance da mãe colocar em prática toda a sua ciência e amor acumulados pra este momento. Ela  para um segundo e recupera seus arquivos mentais.

– Bom, de acordo com a Pantley, devemos antes de mais nada escolher nossas batalhas com os pequenos (é necessário dizer “não” pra tudo?). Se nesse momento ele sim, precisar parar de brincar e tomar seu banho, ela recomenda avisar a criança com certa antecendencia pra que ela se prepare pro tal evento banhístico.
– González sugere julgar se ela está tendo suficientes momentos para brincar ou se os limites impostos a ela não estão rígidos demais. E pra convencer-la a largar os brinquedos e tomar banho, talvez propor uma brincadeira no caminho, tudo com muito amor e paciência.
– Os textos da Flávia dizem pra mantermos a calma e acessármos a situação com respeito, já que não querer trocar a brincadeira pela banho é uma reação normal e daí tentar uma negociação do tipo “que tal se depois do banho lermos um livrinho?”
– De acordo com Dr. Gottman, diante de qualquer situação de raiva, tristeza ou frustração, escute com empatia o que a criança tem pra dizer, valide seus sentimentos, dê nome ao que ela está sentindo e ajude-a a resolver o problema, propor um acordo, um combinado. “Meu querido, eu sei o que você está passando. Você está se sentindo frustrado porque quer continuar brincando, não é? Mamãe também às vezes quer passar horas no computador lendo os blogs das amigas, mas chega uma hora que ela tem que parar pra fazer outras coisas. E agora você tem que tomar banho. Que tal se a gente levar um desses carrinhos pra tomar banho com você?”
– Ou ainda, Dr. Karp diz que no momento de birra, a criança está lidando com uma tempestade de emoções e não está apta a entender nenhuma explicação racional. Ele recomenda escutar o que a criança tem pra falar primeiro e depois repetir tudo o que ela disse enfatizando as principais palavras  pra mostrar que você a compreende “Nicolas – quer – brincar – brincar – brincar – brincar, não é?” e enquanto fala, tentar encontrar o mesmo tom de frustração e imitar os gestos que a criança usa (empatia, não chacota). Neste ponto ela percebe que você entende seus requerimentos e supostamente deve parar de chorar. Daí você diz com cara de desapontamento “nãããão…  outro dia você brinca mais com o trator, agora é hora de brincar com o patinho na banheira! vamos, eeeehhhh!” (e muda o foco).

Viu só? Deu pra perceber que EMPATIA é a chave, né?

Mas agora, me fala o que eu devo fazer diante das seguintes situações que têm rolado aqui em casa:

Cena 1 – Eu acabo de lavar meu cabelo e enrolo a toalha na cabeça enquanto visto minha roupa. Nicolas deita no chão em prantos dizendo “quer mamãe tirar toalha! quer mamãe tirar toalha!”. Eu então escolho minha batalha e aceito – beleza, ele não gosta do meu cabeção com toalha, vou tirá-la.

Cena 2 – Sem toalha na cabeça, continuo a vestir minha roupa. Nicolas começa a gritar insanamente e em meio ao choro eu consigo distinguir as palavras “quer mamãe colocar cabelo pra cima” – o que me faz entender que ele quer que eu prenda o cabelo. Desta vez não dá pra ceder, uma vez que cabelo molhado não se prende. Converso com ele usando o método do Dr. Karp, ele para de chorar, mas quando eu digo com respeito, empatia e amor “não, meu querido, mamãe gosta de secar os cabelos soltos ao vento” ele volta a chorar ainda mais insanamente que antes.

Cena 3 – Chegamos os três de um lindo passeio pela vizinhança – Nic feliz da vida. Tiramos nossos sapatos, casacos e “Nic, vem cá, deixa eu tirar seu tênis” – eu digo. NÃÃÃOOOOO! (já em tom gritado). “Nic, não precisa gritar, aqui não tem ninguém gritando. Vamos tirar o tênis?” Não!!!! Mamãe não!!! Quer papai tirar tênis. Outra vez, decidimos não gerar conflito e papai tira o tênis dele e vai tomar seu banho.

Cena 4 – Enquanto o papai toma banho, Nicolas desembesta num novo acesso de choro. O que é agora, Nic? – pergunto tranquilamente. Tá tudo bem? “Quer mamãe colocar tênis!!!! Buáááááááá!!!!”. Nicolas, mas seu pai acaba de tirar seu tênis, a pedido seu, porque você quer ficar calçado dentro de casa? Ele continua chorando. “Então vamos calçar esse tênis no urso? Que tal?” (tentativa de mudar o foco). NÃÃÃOOOO! Urso não!!!! Quer mamãe colocar tênis no Nicolas! Peço pra ele parar de gritar, de chorar e coloco o tênis.

Cena 5 – Dois minutos depois: Buáááááááá!!!! O que quer foi, Nicolas???? Quer tirar a jaqueta!!! Pois não precisa chorar por causa disso. Calma, vem cá, vamos tirar sua jaqueta. Mamãe não, quer papai!!!!

Cena 6 – Papai sai do banho. Nicolas, deitado no chão com jaqueta e tênis, lágrimas por todo o rosto. Mas ele já não estava mais chorando por causa da jaqueta ou do tênis, e sim porque queria que o PAI vestisse seu casaco pra ficar dentro de casa!!!!

Cenas 7 a 20 – Quer mamãe (e só mamãe) trazer leite. Quer papai (e só papai) ler estorinha. Quer mamãe (e só mamãe) dar banho no Nicolas. Quer papai (e só papai) ajudar a montar o trem.

E por aí vai. É o dia INTEIRO com caprichos bobos.

E ai de mim se tento fazer o que ele quer que o pai faça – a propósito, perceberam que são só as coisas divertidas, né? Me empurra, grita e me manda embora. E chora sem limites quando não é atendido. Sim, porque se eu estou trabalhando e o Rafa está lá pra vestir a roupa nele e ele não quer o pai, não tem escolha. Ele tem que aceitar o pai ajudando a vestir. Mas não aceita. Da ultima vez chorou por 50 minutos direto, por uma bobeira dessas!

Ah! E birra pra tomar banho ele não faz não, viu? (justo a que eu sabia como agir!!!).

Ô Seu Terrible Twos, precisava pegar pesado assim, é? 😦

* * *

Gente, QUALQUER luz é SUPER bem vinda, viu? Heeeeelp me!!!!

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19 pensamentos sobre “O visitante indesejável

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkk, desculpa vai, mas eu tenho que rir… kkkkkkkkkkkk
    eu sei beeeeeem o que é isso!!!
    o episódio da toalha me fez ter um deja-vu bem aqui sentada na cadeira… rs
    amiga, serve de consolo se eu disser que passa?
    ou voce vai querer enrolar a toalha no meu pescoço??????

  2. Bah! Ô fase essa, em?
    Lá em casa as birras chegaram antes dos dois anos e estamos em plena forma…muitas e muitas cenas…haja carinho, amor, atenção e disciplina…e SACOOOOOO. Mas um dia passa…tudo passa…sempre passa…

    Vou voltar neste texto com mais camla porque vi que vc fez um apanhadão…mas estou saindo de férias e na corrida!

    Beijos,
    Nine

  3. Ai meu Deus!
    Lu, eu que sou doida pra virar ‘adulta’ logo e ter meus bebês, MORRO DE MEDO disso! É que eu sou totalmente fascinada por recém nascidos e bebês engatinhantes, e as vezes acho que só o fato de vê-los crescendo já vai ser complicado pra cabeça da doida aqui, imagina o que vai ser então ver que além de crescer vão receber essa visitinha do senhor Terrible Twos?!
    Morro de medo de não ter paciência, entrar em crise e depois morrer de culpa, sei la! 😦
    Oh, e pra piorar, eu ainda penso que não quero uma diferença de idade muito grande entre os irmãos, já que eu sou quase sete anos mais velha que meu irmão e não gostaria de repetir isso (até pq quero ter 3 filhos, será que eu banco?! hahaha). Pensava em uns dois anos de diferença, mas agora deu um arrepiozinho… Acho que vou esperar uns três!

    ahhh, me desculpa por não poder ajudar! vou ficar quietinha acompanhando os comentários pra aprender um pouco!

    boa sorte!

  4. Lú, o Sr. Terrible chegou aqui faz tempooooooooooooooo e teima em aparecer ás vezes, felizmente em menos de 1 mês Davidzinho vai fazer 3 anos, mas como a gente já sabe, cada fase é uma fase e todas tem suas partes boas e ruins, e as ruins são péssimas!

    O que eu já faço que está aí na sua lista, é escolher as brigas que valem a pena ser compradas. Normalmente é só uma disputa de poder, ele quer ver que consegue manipular e vencer e a gente quer ver no grito quem manda… mas na verdade tem coisas que tem combinamento e tem coisa que não tem.

    Ficar de tênis em casa por ex. tudo bem, o David já dormiu de crocks muitas vezes, porque simplesmente não queria tirar, foi um saco, e tudo bem, dormia e depois a gente tirava, já o banho ou escovar os dentes, ou tomar remédio: NO CHOICE vai tomar e ponto final.

    O que ajuda, é realmente o suporte emocional, participar do problema com eles, tenho feito isso e tem ajudado (estou aprendendo tanto nesta fase grávida….) enfim, por exemplo o David odeia tomar remédio, ele vomita, ás vezes até 2 vezes de vômito até tomar na 3 o remédio sem vomitar… eu e o Ri ficamos p da vida com ele, comecei a ficar solidária com ele ao me lembrar que eu era igualzinha… então me lembrei que minha mãe e avó me davam um molho de chaves para segurar sempre que ia tomar remédio, ou que enjoava no carro e tal… contei pra ele que era a chave mágica, e que eu também enjoava e também tinha vontade de vomitar quando tomava remédio, que era chato mesmo, mas que a chave mágica se eu segurasse com ele ia ajudar ele a não vomitar mais… e não é que ajudou mesmo?

    Acho que muita conversa não adianta mesmo, eles não entendem, gritar muito menos (coisa que quando fico nervosa com birra eu fazia, mas estou tentando me controlar) escolher as brigas que vc vai entrar, coisas que realmente vão fazer a diferença no comportamento dele, e deixar ele entender que vc está no comando, mas nem tudo precisa virar briga. E ficar do lado dele em alguns momentos, mas amiga, se te consola VAI PASSAR!
    Juro!
    Espero ter ajudado.
    se prepare quando engravidar, as birras ficam terríveis…rs

    beijo!

  5. Meus filhos, 2 meninos, tem 9 e 11 anos. Um é completamente diferente do outro, o que funciona com um não funciona com o outro. Quando o mais velho tinha ataque de birra e eu achava que era NÃO mesmo eu levava ele pro quarto, fechava a porta, ficava sentada no chão na porta do quarto e dizia: a gente vai ficar aqui até vc se acalmar, não adianta tentar abrir a porta porque eu sou mais forte que vc. Quando o bicho pegava eu pensava que ser mãe é aguentar um ataque de birra sem gritar e sem se desesperar então eu aguentava firme, ia dizendo palavras de carinho: mamãe te ama, não vou te deixar sozinho agora, vc vai aguentar e isso vai passar, vou ficar aqui até vc se sentir calmo, etc.. Adiantou muito MAS com o mais novo era um Deus nos acuda, ele ficava tão desesperado que se batia e não se acalmava de jeito nenhum, eu precisava conter ele fisicamente, falava coisas carinhosas mas era bem difícil, ele demorava muito pra se acalmar.
    As birras passam mas até hoje eu me estresso com a falta de obediência deles. Ser mãe…
    bjs
    Macia

    • Adorei a sugestão, Marcia, obrigada! Aqui tambem temos a politica de não gritar e não bater, e essa tatica de entrar no quarto é otima. Vamos ver como o Nic se comporta! 🙂

      Beijos!

  6. Ai amiga, o monstro da birra aparece, mas mantenha o controle, quem manda é voce, ele que vá cantar noutra freguesia.

    Não tente dar explicações, criança nao acompanha esse raciocinio todo, ele faz o que voce orienta e pronto, querendo ou não. Não esqueça que voce é uma otima mãe e nunca vai querer que ele faça algo ruim pra ele, confie. Fique brava as vezes, eles precisam saber lidar com essas reações também.

    Seja doce, mas dura em alguns momentos pra colocar ordem na casa, e outra, chorar cansa e não mata. Deixe bem claro que tá errado e que voce não vai ceder e tente desviar a atençao da situação. Senão não funcionar vá fazer algo mais legal que assistir birra que assim ele desiste dessa forma de agir.

    O filho único sempre sofre com excesso de atenção, a gente não sabe o que fazer 🙂

    Depois de ler e ler, a pratica me mostrou que uma boa palmada numa bunda de fralda faz milagres. E eu não tô falando de excessos e covardias. Um bom ai ai ai na bunda, ajuda muito a chamar de volta pra Terra quando o bicho fica doido.

    Mas é aquilo, só quem vai saber como agir com a sua família é voce. Paciência que passa 🙂

    Beijo

  7. Lu, que meeeeeedo desse terrible twos!!!! Se aqui em casa o bicho já pega com 1 aninho, o que vai ser de mim???? Vou começar a ler essas dicas aí desde já, pois não tenho a menor idéia de como agir.
    Beijos e boa sorte, tomara que essa fase passe bem rápido.

  8. Lu, não tenho a menor ideia de sugestões pra lidar com essa fase. Pra falar a verdade, morro de medo dela.
    Vou é acompanhar os comentários e dar uma lida nas suas indicações.
    Boa sorte e força aí!
    Beijos

  9. Gente, o que essa Flavia esta fazendo no meio dessas feras inteligentes, hein?
    Te entendo super gata, já que essa série foi justamente um recompilatorio, de tudo que li por aí e gostei de quando o visitante indesejavel bateu aqui na porta.

    As primeiras invasões são realmente complicadas… Mas com o tempo (paciencia e amor) a gente vai tirando tudo isso de letra. Prometo!

    Beijo queridona e boa sorte

    Fla

  10. OLha, lendom tudo isso percebo que o milgar passou pela minha casa e naquele momento eu nem percebi.
    Minha filha tem 11 anos e 10 meses, e agora ma pré adolescência que a chatice começçou.
    Mas nesta fase de 2,3 aninhos até os 10 posso dizer tinha um anjo de candura dentro de casa. Nunca teve acessos de birra ou pirraça no mercado ou na hora de tomar banho. Qualquer insistência dela eram superadas por um olhar 143 dados por mim que findavam todo e qualquer intento de virar circo com platéia e tudo. Claro decidimos desde o nascimento eu e o pai, que qualquer decisão do outro seria amplamente respeitada, logo ninguem desdava ordem de ninguem, e outra coisa mega importante: eu disse não, explico o motivo e ponto final, não vou mudar de idéia. Nunca teve essa só o papai ou só a mamãe, é quem pode e deve fazer naquele momento, sem a menor chance de birra.
    Trabalho com crianças recém nascidos prematuros até 12 anos, e vejo diarimante todo tipo de educação, e te digo mais detesto birra. Não tem justificativa pra isso!!!
    Criança é criança e não sabe o que é melhor pra ela, logo cabe aos pais lhe mostrarem o caminho dobem. O que tenho notado ser muito difícil. Exemplificando de forma bem pesada e extrema tem uma cena na minha cabeça do filme: Meu nome não é Joni, que a juíza que julga o tal Joni se emociona com o fato do réu dizer que nunca soube o diferença do certo e do errado, ninguém lhe deu limites. È duro e horrível pensar nisso, mas criamos filhos para o mundo e o futuro é uma icognita.
    De qualquer forma mãe nunca erra por querer mas para errar é preciso estar tentando fazer o certo.
    Beijos.

    • Oi Claudia, que bacana que sua filha não teve essa fase quando pequena, hein? Então boa sorte com a pre-adolescencia, que pelo que já vi pode ser pior que essa de 2 anos!

      Abraços!

  11. Oi Lu!! rsrs..essa fase é dureza…tenho duas noticias,uma boa e uma ruin..qual vc quer 1° ?? rsrs..vou começar pela ruin: essa fase quando chega,demora…é de cair os cabelos mesmo…eu bem sei!!! passei por cada uma…
    A boa?? passa..demora mais passa..com quase 6 noto que ele agora entende mais,o dialogo entre nos flui facil,e ai tudo fica mais facil!!!
    O jeito é respirar fundo para mais tarde poder contar: eu sobrevivi!!!
    hahahaaha!!
    beijão,otima semana!!!
    😉

  12. Queridas, muito obrigada mesmo pelos comentários, pelas dicas! Muito boa essa troca de experiencias!

    A medida do possivel vou visitando cada uma e retornando os comentários nos proprios blogs (pra quem tem).

    Beijos e boa semana!

    Lu

  13. rs! Muito bom o post, engraçadíssimo…rs! Filho é assim mesmo, vem com o pacote malcriação 2.0 instalado. Não sou uma mãe tão nerd a ponto de ler diversos livros, até pq esses especialistas mudam de opinião várias vezes…cada um tem uma teoria. E a melhor teoria é o extinto maternal.
    Minha filha mais nova tem 3 anos, e ela passou por essa fase tb. Na hora que começam os caprichos, ignoro-a e a deixo chorando sozinha na sala, ou no quarto…se for no shopping, procuro a arara mais próxima para me esconder. Normalmente funciona, quando vê que não ganhou ibope, trata logo de se recompor…a cadeirinha de pensar também é um santo remédio quando chega a hora do banho…1 minuto por ano de vida, ou seja, atualmente ela fica 3 minutos pensando, mas muitas vezes quando falo na tal cadeira, ela corre pro banho dizendo que já pensou…rs!
    Sorte e muita sabedoria para ultrapassar essa fase, ainda virão muitas outras! rs!
    Bjs!

  14. Esse ser infeliz também entrou pela porta da nossa casa dia desses. Sem ser convidado, claro. Mas, na real, ele fica mais visível quando no momento do “é meu”. Juro. O Theo tinha meio que passado dessa fase de não querer dividir, mas agora ela voltou com tudo – e acompanhadas de birras homéricas.
    Pode ser por uma pazinha de plástico ou pelo escorregador. Sim, outro dia ele armou um escândalo (público) na pracinha pq não queria que ninguém mais fosse no escorregador.
    Eu abaixo na altura dele (sim, assisto sempre super nanny! hahaha!), falo com calma, explico, lembro o que a gente havia combinado antes (tática que eu aprendi na escolinha dele e que costumava funcionar bem) e… nada, continua berrando.
    Me falaram que a única solução é ter outro filho. Será?

    bjos e boa sorte pra todas as mães de meninos(as) de dois anos 😉

  15. Aí ele chegou atrasado e aqui veio adiantado, ri com o relato das suas cenas, porque aqui em casa é igual, chora porque quer tenis, chora pq não quer e assim vai…eita coisa difícil né?

  16. Nossa o meu tem 1 ano e 10 meses, menina passo por cada uma, te entendo perfeitamente!
    Tem a birra do “é meu”, quero o papai, hora quer a mamãe, quer mama, mas joga o mama longe, costuma dar tapas no rosto, e tudo isso percebi que o amor resolve, a tática de ignorar enquanto faz birra funcionou pra mim, quando ele me bate, olho nos olhos dele e faço-o entender com uma boa conversa de que aquilo é errado, e mostro que fico magoada, ele tenta distrair a atenção da conversa, mas percebo o resultado positivo;
    Tenho consciência de que é só uma fase, como a fase da cólica, que ja passou, parecia eterna, mas ficou pra trás como uma lembrança, acredito que essa será só uma fase tb, tento aproveitar o melhor que essa fase oferece, que é o grande interesse pela descoberta do mundo, o desenvolvimento pela fala, pelos gostos próprios, é muito bom acordar com o sorrido dele dizendo “mamãe, amo ocê”.
    Então de mãe para mãe, a maioria passamos por isso, e vc vai encontrar no seu coração a melhor maneira de amar seu filho!!!

    • Ei querida, se eu te contar que desde que escrevi esse post a coisa piorou e muito, vc acredita? Hoje Nic já tem 3 anos e meio e uma irmãzinha. Justificável, ne? Mas vamos sobrevivendo! Muitissimo obrigada pelas palavras carinhosas e pela torcida!

      Beijos!

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