O lado cômico da maternidade


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Melhores momentos do Nic…

… em 43 dias de viagem.

17 meses, cabelos recém-cortados, balançando com suas meinhas sujas de tanto correr pela grama sem sapato (Halls Gap, Victoria)

Zero interesse pela natureza selvagem australiana (Halls Gap, Victoria). (Pra ver toda a sequencia, passa aqui.)

Liderando o caminho (e com total determinação) no labirinto perto de Bright, Victoria

 

Tentando achar uma solução mais fácil pro labirinto… um buraco talvez?

“Conversa comigo, au-au!” (nas redondezas de Bright, Victoria)

Pedacinho de gente contemplando o silencioso bosque lá fora ao calor da lareira, em Cadle Mountain, Tasmania

Momento “bubble boy” pra ver de perto o demônio da Tasmânia. (Passa aqui pra ver mais).

Adorando usar e sair andando com os óculos escuros do papai (em Sydney, perto da Opera House)

Quem disse que ele não sabe dirigir (e ainda na mão inglesa)?

Oops! Me precipitei!

“Mami, olha os passarinhos no céu!!!!”

O Havaí e sua energia positiva contagiante…

Últimos dias de viagem, Nic com 18 meses, cabelos enoooormes e mais um registro de sua mania (LINDA!) de abrir a boca pra tirar foto: Haaaaaaaavaí!!!!

Nic querido, saiba que melhor companheirinho de viagem que você não há… Amamos você demais!!!

Mamãe e Papai

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Ultimos dias na Australia (atualizado)

Então, saímos da Australia…

Na última parte da viagem a gente diminuiu bem o ritmo. Ninguém é de ferro, né, e depois de quase um mês fazendo e desfazendo malas todos os dias, ficamos felizes com a decisão de ficar mais dias num mesmo lugar e fazer poucas coisas ou quase nada…

Então passamos um tempo nas Blue Mountains, em Katoomba, visitando mirantes e andando de trenzinho e teleférico.

Depois fomos pra Sydney, cidade bonita, cheia de pontos turisticões. Muitos brasileiros por lá também. Mas a cidade é meio impessoal demais, muito espalhada, grande, muitos turistas . Boa pros solteiros ou sem filhos, ouvi falar, pois tem uma vida noturna pra lá de agitada.

O trânsito é uma loucura e fiquei boba com o tanto de pedágio por toda parte, principalmente pra chegar nos pontos turísticos. Só dos limites de Sydney até nosso hotel, pagamos três. Daí devolvemos o carro e resolvemos gastar as solas dos sapatos e fazer o sangue circular.

Nic aproveitou bastante as caminhadas e perseguiu pássaros nos parques…

fez amiguinhos instântaneos (crianças, e sua incrível habilidade de fazer amizade!)…

tomou iogurte em pé…

subiu e desceu as escadas da Opera House (incansávelmente)…

correu muito…

e no final dormiu cansado num daqueles trenzinhos que circulam pela cidade… e que ele tanto gosta de andar.

E a notícia é que depois de tanta quilometragem e terrenos off-road, o valente carrinho do Nic simplesmente colapsou. Arriou mesmo, ao ponto de uma das rodas ficar soltando a cada dez metros caminhados (sendo que a gente já tinha consertado outras duas!). Então, decidimos que era hora dele descansar em paz e compramos outro, já que ainda tínhamos mais viagem pela frente.

* * *

E pra nos despedir da Australia escapamos pra uma prainha sossegada… Desaceleramos total, dormimos muito e confirmamos o que a agente já desconfiava: o Nic não gosta mesmo de praia, fica todo incomodado com a areia grudando nele e morre de medo do mar…

E no final, não fomos a nenhum parque de diversão, como tínhamos planejado. Tem muitos deles em Sydney, o principal é o Luna Park. Mas deu preguiça e também achamos que o Nic não aproveitaria tanto ainda. Sem falar que a gente ainda tinha que resolver a parte burocrática de se sair de um país: fechar conta de banco, pagar últimos impostos e tal.

E deu tudo certo. A viagem pela Australia foi linda e vamos sempre lembrar de tudo com muito carinho!

Tchau, Australia!

(Fico devendo as fotos!!!) Já não devo mais! 🙂

 


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18 meses nicolando e mais da Tasmânia

1 ano e meio de vida, 16 dentes na boca, uma cabelada que não acaba mais (e que tá precisando cortar), e uma tagarelice sem fim.

Esse negócio de passar tanto tempo viajando vai dar problema no futuro… Nic agora acha que toda hora é hora de passear. A gente mal levanta de manhã e ele já tá lá na porta chamando “Mami! Pissiá! Papi! Pissiá”. E não se acalma até a gente sair…

Mas o resultado mais impressionante de estar viajando e vendo tanta coisa nova todo dia é que o Nicolas não pára de falar e tem aprendido umas 4-5 palavras por dia!!! Ele deu um salto gigantesco durante essa viagem e até tô animando de catalogar o vocabulário dele aqui (vamos ver até quando vou conseguir registrar…).

Só pra ter uma idéia, ele já fala perfeitamente palavras como sapato, montanha, carro, quente, sabão, suco, banho, calça e chapéu, entre muitas outras. E também já formula frases curtinhas como “Mais suco” ou “Mais pão” e hoje me perguntou várias vezes seguidas: “Cadê papai?, cadê papai?” quando estávamos na praia enquanto o Rafa cortava o cabelo. Lindo.

Outra coisa interessante é que ele fica repetindo alguns verbos em outros tempos, tipo passado e futuro, como ‘passear’ ele às vezes diz: pissiá, pissiô, pissiê. Isso porque eu levo esses diálogos com ele nos quais eu mesma pergunto e respondo: “Vamos passear? Vamos sim, mamãe. E então Nic, você passeou? Passeei, mamãe!” E assim, ele já tá aprendendo… O mesmo ele faz pro verbo achar (achá, achô, achê).

Agora tá é numa mania de pedir licença pra tudo. Se a porta tá fechada ou tem algum obstáculo na frente dele: icença! (pois o L ele ainda não fala).

Além disso, morro de rir das associações que ele faz:

quando ele vê sua escova de dente por exemplo, diz: mata, mata! Pois a única forma de eu conseguir escovar os dentinhos dele é dizendo “mata o bichinho! Mata, mata!”. Daí ele ri à beça deitado na cama e eu alcanço todos os dentinhos lá do fundão. Uma beleza.

ou então, outro dia que ele não parava de repetir “carro, carro” e apontava pro teto. Eu falava que lá não tinha carro, mas ele insistia. Até que eu fui ver direito, e percebi que as lâmpadas eram exatamente como dois faróis de carro… 🙂

* * *

E fora toda essa tagarelice, Nic agora quando está de olhos fechados, não significa que esteja dormindo, pois agora ele fecha os olhos pra tentar dormir… E também inventou uma tal de voz de monstrinho, que vira e mexe tá fazendo. É uma voz cavernosa, que vem lá da garganta e às vezes me lembra o Gollum… não sei de onde ele tirou isso, mas quando faz em público as pessoas olham pra ele realmente assustadas. Cada uma… 🙂

* * *

Então abaixo, com muito atraso, coloco algumas (ou muitas!) fotos do restante da Tasmania. Ao todo foram 1.100km ao redor de toda a ilha, pela qual ficamos encantados.

Port Arthur – A mais linda das prisões antigas que visitamos na Australia. É, porque prisão aqui é ponto super turístico, já que os primeiros habitantes europeus da Australia foram presos convictos vindos do Reino Unido nos secs 18 e 19. Esta em particular estava toda em ruínas e foi construida num lugar espetacular… Nada mal pra um criminoso!

Freycinet Peninsula – natureza, natureza, natureza e muitas caminhadinhas… Muito bom!

Launceston – depois de muita estrada, finalmente chegamos numa cidade grande outra vez. A gente não tinha feito reservas pra nenhum hotel, como na maior parte da viagem. Até então, não tinhamos tido problemas com vagas, mas desta vez, foi super dificil e por um momento achamos que teríamos que dormir no carro!!! E pra complicar, ainda estava chovendo. Só que de repente, depois de cansados e mortos de fome, encontramos vaga nessa pousadinha lindamente decorada… um sonho! E ainda tinha cozinha, pra gente finalmente comer nossa propria comidinha caseira… Adoramos!

Cradle Mountain – Supostamente, um lugar maravilhoso. Pena que vimos tão pouco, pois a chuva e a neblina dominaram os nossos dias nessas bandas… Foi hora de aproveitar pra botar os pés pra cima e descansar bastante! Hora de tirar férias das férias…

Hobart – na volta ao ponto de partida, ainda passamos por Strahan e Queenstown, mas o tempo ainda estava chuvoso. Chegando em Hobart não fizemos mais nada, a não ser descansar pro proximo dia, quando pegaríamos o voo pra Sydney. Mas o céu no momento que chegamos valeu um registro…


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Tudo o que você precisa saber sobre os animais da Australia

Querido Nic,

Você não imagina o quanto de animal cabuloso existe no país onde você nasceu… A coleção de bichinhos de pelúcia que tentamos fazer pra você não representa nem de longe a variedade e cabulosice.

Caso você esteja curioso, vou te falar os que eu tô lembrando agora (pena que a minha memória não é das melhores), da minha e da sua experiência com alguns deles. Ah! e aproveita a chance de conhecer alguns adjetivos bem úteis pro dia-a-dia, viu meu bem?

Por aqui tem: crocodilo bizonto-de-água-salgada, cobras mutantes, formigas bizarras, aranhas surreais, tubarões sinistros, moscas irritantes e até medusas e polvos venenosos. Um horror, meu bem, principalmente pra quem tem criança, como a gente.

Imagina, que na nossa última semana em Kalgoorlie (onde você nasceu) eu tava arrancando uns matos no quintal – pra entregar a casa em bom estado, sabe – e você queria ficar andando e brincando com terra, como qualquer criança da sua idade. Daí sem eu ver, você foi picado por algumas formigas. As bizarras. Ou quem sabe as bizarrinhas, pois não foi tão grave assim. Mas que deu um susto na gente, isso deu.

Também foi aqui que me deparei com os dois bichos mais tenebrosos, asqueirosos e nojentos da face da Terra: as baratas gigantes e voadoras e o grilo-barata (o nome do segundo você não vai encontrar por aí, porque fui eu quem inventei, mas caracteriza com exatidão a aparencia do bicho, viu?).

Querido, pra você ter uma idéia do meu pavor por esses bichos, eu não mato eles nem com spray. Só corro e grito. Tenho horror completo! E você ainda acredita que nessa viagem que estamos fazendo pela Australia, até fita adesiva eu tenho carregado pra tampar todos os ralos do quarto de hotel? Tá sentindo o drama, né meu filho? Pois é, te prepara que no futuro você vai ajudar a proteger a mamãe, viu?

Bom, e por fim, claro que a Australia também tem aqueles animais super badalados, que a gente só encontra aqui mesmo e nem precisam de adjetivo nem nada, já que o próprio nome unique já basta né? São os ornitorrincos, wombats, dingos, coalas, cangurus (até mesmo albinos!) e o demônio da Tasmânia. Tem mais um outro, que seu pai falou ali agora, mas não me arrisco a escrever o nome.

E como você, que sempre gostou dos animais e agora tá nessa idade linda de querer saber e repetir o nome de tudo (amanhã você completa 1 ano e meio!), temos nos esforçado pra promover seu encontro com os tipos mais fofinhos da lista acima. Afinal o contato com a natureza só faz bem, né meu querido?

E apesar dos encontros não estarem saindo exatamente como planejado, acho que o saldo final tem sido bem positivo…

1. Os que a gente mais tem vontade de ver e apertar, mas nunca demos sorte, são os coalas. Foi no zoológico de Perth, no ano passado, quando chegamos mais perto de vê-los – e olha que estavam dormindo e virados de costas… Durante esta viagem atual, sempre vemos placas sinalizando a possivel presença de coalas nas árvores. Meu pescoço anda duro de tanto olhar pra cima, meu bem, mas até hoje não vi nada (e saiba que ao contrário da minha memória, minha visão é privilegiada, viu?).

2. Já canguru é bicho que se vê em to-da parte, Nic, principalmente morto nas estradas… A gente morou por dois anos em frente ao bush, cheio de cangurus e você nunca deu muita bola (o que é compreensível pois eles ficavam lá lonjão). Então outro dia a gente ficou numa pousada bem bacana no Halls Gap, onde tinha um tanto deles.

 E você foi indo ao encontro deles….

Indo…

Indo…

Até que…  saída pela direita… Lá foi você atrás do carro estacionado lá longe falando “carro, carro, óda, óda” (óda é roda, viu meu bem, mas carro você já falava direitinho). Aaah… essa sua obsessão por carros…

3. E por fim, tentamos o demônio da Tasmânia, que apesar de feio, dizem que é um animal bem bobinho e sem grandes habilidades.

Mas, a experiência foi psicodélica demais, meu bem. Não dá pra te culpar por ter ficado assustado e até chorado no final das contas quando entrou naquela bolha surreal pra observar aquele animalzinho esquisito de perto.

Dá uma sensação claustrofóbica, né?

Então papai saiu com você rapidinho pelo túnel não menos surreal…

E então, tudo ficou bem de novo!

 A viagem pela Austrália aos poucos chega ao final, mas ainda tenho esperança de que vamos encontrar e apertar bastante um coala, meu bem!!! Vamos sim! Depois te conto.

Mamãe


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Pitfalls (ou Cuidado com as armadilhas!)

Viajar com criança pequena e se divertir é totalmente possível, mas não dá pra negar: as opções ficam mesmo mais limitadas.

Imagina que vocês chegam numa cidadezinha linda de morrer, por volta da hora do almoço depois de várias horas de viagem, com o estômago pregado de tão vazio, e resolvem fazer um passeio à pé pelas ruas pra conhecer as opções. Saem os dois serelepes, de mãos dadas e empurrando juntos o carrinho com o bebê. Ficam maravilhados ao descobrirem que a cidade oferece a melhor gastronomia da região e que existem inúmeros restaurantes, dos pequenos e aconchegantes aos grandes e chicosos. Mas que por cargas d’água, nenhum deles abre pro almoço.

Sentam então num café e pedem os usuais sanduiche e cappuccino pra almoçar, mas decidem que naquele dia vocês TÊM que se dar a chance de uma comida de verdade e quem sabe até arriscar um restaurante mais romântico.

Das melhores opções, escolhem o restaurante que abre mais cedo. Se sentam na mesa exatamente às 6 horas. A criança se senta em sua usual cadeirinha portátil, a qual ela adora, e brinca feliz da vida com seus brinquedinhos e vocês pedem aquele prato que andam sonhando em comer faz tempo.

A cena é perfeita, só que termina dez minutos depois com a criança jogando comida no chão, gritando e esperneando pois quer andar pelo restaurante, o pai engolindo a comida rapidamente e você pedindo pra embalar a sua pra levar.

** Atualização: Daí você tenta de novo uma semana depois, a criança se comporta maravilhosamente bem, todos têm uma excelente refeição e saem felizes justo em tempo da criança ir pra cama dormir…

* * *

Ou ao invés do restaurante, você poderia estar doida pra passar uma noite descontraida num dos pub da cidade e ficar até mais tarde tomando uns drinks com seu marido. Ou quem sabe, você tenha um lado aventureiro e sonha mesmo é em fazer um rafting, uma caminhada punk ou quem sabe pular de bungee jumping ou pára-quedas. Ou então fazer uma excursão num barco veloz e conhecer aquela ilha maravilhosa cheia de animais exóticos.

Mas como você é uma mãe consciente, sabe que não dá e deixa pra fazer  programas como esses quando seu filho tenha idade suficiente pra acompanhá-los, ou pelo menos, paciência e independência pra esperá-los lá embaixo enquanto você pula de pára-quedas.

– Ishhh… acho que mamãe vai cair lá no meio daquelas moitas de novo…

* * *

Ou então, você faz como a gente e reveza com seu marido.

– Não meu bem, não dá pra levar o Nicolas nessa excursão, num barco com essa velocidade e por tantas horas. De jeito nenhum. Faz o seguinte, você vai e eu fico em Hobart com ele.

E foi o que aconteceu. Ele foi…. e levou a nossa única câmera. Olha só algumas fotos.

Bruney Island

* * *

Daí, no dia seguinte, voltamos aos programas de família, e subimos o Mount Wellington de carro. O pico é todo neblinado no topo, mas o visu da cidade lá embaixo é lindo. E no que o Rafa desce do carro pra tirar uma foto rapidinho e chega bem na beradinha do precipício, lembro na hora de uma história que aconteceu em 2001 lá em Santa Catarina.

Estávamos eu, Rafa, Gamis e Aline, descendo de carro aquela estrada super sinuosa na Serra do Rio do Rastro. Estava tudo neblinado, então paramos num mirante pra esperar a neblina passar e tentar tirar umas fotos. Nessa hora, pára um outro carro e desce uma mãe com um bebezinho, e dois homens: um claramente o marido dela e o outro, a julgar pela fisionomia, irmão dele.

A gente tá lá conversando animadamente, quando a mulher ME entrega o bebê de repente e sai correndo e gritando “Ai, meu Deus, o pai do meu filho caiu no precipício!”. A gente olhou, pra ver qual dos dois estava faltando e pra nossa grande surpresa era o outro. Não o marido.

Ao escutar aquelas palavras, obviamente reveladas pela primeira vez, o marido fica pálido e se apoia no carro em visível estado de choque.

Eu, que aqui devo confessar que havia me esquecido que na verdade, ao contrário do que relatei antes (aqui e aqui), já tincha SIM pegado num bebê antes de ter o Nicolas, não sabia o que fazer com aquele bebezinho tão frágil. A Aline só sabia fazer cara feia pra ele e não me ajudava em nada.

* * *

E hoje eu fico pensando, que aquela mulher tenha talvez revelado seu grande segredo por ter sido um momento de emoção extrema…

OU ENTÃO…, eles talvez sejam desses casais que como a gente, concordam em se dividir e se divertir separadamente; mas ele, ao invés de ser sábio e precavido, e escolher um programa inofensivo como uma excursão de barco, talvez tenha cometido o terrível engano de escolher uns drinks num barzinho bacanésimo, e tenha realmente ido… sem ela.

E fato é, que com mulher não se brinca, principalmente se esta mulher já é mãe (pior ainda se estiver amamentando e sentindo aquelas explosões hormonais!..). Pois em estado de fúria elas dizem o que vem na cabeça…

* * *

Ah! E o homem que escorregou e caiu, na verdade conseguiu se segurar num arbusto da encosta e com um pouco de dificuldade subiu alguns minutos depois e só com alguns pequenos arranhões…

* * *

E aí vão algumas fotos de Hobart, capital da Tasmânia (lembra do Demônio da Tasmânia, pois é… é daqui). A gente ficou em Salamanca, um bairro que me fazia pensar na Espanha o tempo todo, apesar de nunca ter ido lá. Coisas de uma mente imaginativa…

Salamanca

E pela primeira vez, tiramos fotos de uma paisagem noturna, cuja saída não foi espetacular mas também não foi um total fracasso… 🙂

Nic em seu traje de saida noturna e fria

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There were three in the bed…

“There were three in the bed

And the little one said: roll over, roll over!

So they all rolled over and one fell out…”

7:30 da noite, eu e o Rafa aproveitando um chocolate quente no friozinho e silêncio do chalé no meio das montanhas nos Grampians  – o Nic tinha acabado de dormir.

– A viagem tá sendo ótima, né? – comenta o Rafa feliz.

– Super! Tanto lugar lindo que a gente tem conhecido… nossa… E olha que a gente tem feito tudo no ritmo do Nicolas, né? Poucas atividades no dia, parando nos parquinhos, voltando pra casa cedo…

– É, sem falar nos dias que a gente fica horas rodando com o carro se ele estiver dormindo, mesmo que a gente já tenha chegado no lugar que queríamos!

– Ha ha ha! É, porque se a gente pára o carro, ele acorda… Normal, né?

Pausa.

– E falando em dormir… – falo pensativa.

Pausa longa.

 – …parece que o Nic voltou mesmo a dormir na nossa cama, né?

– É… não tem jeito… se pelo menos ele aceitasse o bercinho portátil que alguns hotéis têm oferecido…

– Mas tem o lance de um de nós deitar do lado dele e segurar a mão pra dormir… – eu falo – e os bercinhos têm aquela redezinha ao invés de grade… E ele não aceita só o dedinho no buraquinho da rede, né?

Pausa longa.

– Sabe que outro dia até tentei passar o braço por cima e ficar de mãos dadas com ele? Mas não passou de um minuto, a posição é bem sem jeito… – completo. E lembra aquele dia que fizemos ele dormir na cama, passamos ele pro berço e ele acordou de madrugada e não aceitou mais ficar lá?

– É… e pensar que ele já estava dormindo tão bem no bercinho dele antes da viagem começar…

– Nem me fala!… – suspiro lembrando daquelas noites bem dormidas.

– E o pior é que a gente raramente consegue uma cama tamanho King… a maior parte dos lugares é só Queen e daí tem sido complicado…

– É, todo mundo espremido, ninguém dorme bem… – eu falo.

Pausa longa.

– Mas deixar chorando no berço até ele dormir não dá. – falo eu.

– É, não dá não.

Pausa super longa.

– Bacaninha esse lugar, né?

* * *

Bom, a gente dorme espremido, quase cai da cama porque o Nic resolveu se esticar transversalmente e sem culpa nenhuma, mas a gente se diverte pacas durante o dia. Vai aí algumas fotos de Victoria. Foram 1400km percorridos de carro ao redor do Estado.

A costa (a água não tem a cor hipnotizante das praias de Western Australia, mas ainda assim a paisagem é maravilhosa)

Grampians (lagos azuis, montanhas e uma ótima sopa de batata!)

Bendigo (decidimos passar a noite lá porque lemos que a cidade tem um cemitério chinês do sec. 19 maravilhoso e com um forno preservado onde queimavam dinheiro pra mandar pros mortos. Rodamos uma tarde toda e não encontramos nada… mas a cidade é bonita assim mesmo e a estadia valeu a pena.)

Os Alpes australianos (com suas estradas tão sinuosas que me fizeram enjoar em toda viagem de carro – não, eu não estou grávida – e suas árvores brancas e peladas, por causa dos incêndios nos verões passados)

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Watch out, família viajando! (atualizado)

Eu deveria ter contado o roteiro antes da viagem ter começado, né? Dããã… Mas ainda tá em tempo já que recém começamos a viajar.

O itinerário, que se iniciou em Kalgoorlie (outback da Australia) terminará em Vancouver (Canada), nossa próxima casa. Quem dita o ritmo da viagem é o Nicolas, atualmente com 17 meses. O plano será atualizado à medida que formos viajando e dependendo do acesso à internet:

  • 6 horas de voo, 10 dias em Victoria (partindo e terminando em Melbourne) – √ (aqui aqui e aqui)
  • 1 hora de voo, 10 dias pela Tasmania (partindo e terminando em Hobart)√ (aqui e aqui)
  • 1,5 horas de voo, 10 dias em New South Wales (principalmente Sydney) – √ (aqui)
  • 9 horas de voo pra Honolulu (meio do caminho entre Australia e Canada), 3 dias no Hawaii – √ (aqui e aqui)
  • 10 dias em cruzeiro do Hawaii a Vancouver – √ (aqui)

Ufa! E engraçado que pra gente fazer um cruzeiro era algo tão distante quanto fazer uma viagem espacial… A gente, em um cruzeiro? Haha! Quem sabe quando estivéssemos aposentados e mais: milionários!!! Mas depois de nos imaginar em duas situações distintas: (a) a gente num voo com espaço limitado por mais de 18 horas com uma criança explodindo de energia e (b) a gente num navio, viajando tranquilamente, com muito espaço, quarto privado, piscinas e intretenimento voltado pr’aquela mesma criança explodindo de energia, resolvemos acreditar que ‘quem sabe’ e  investigar. E pra nossa surpresa, vimos que a viagem de navio nem era tão mais cara que o voo, considerando toda a comodidade e comida incluida.

E cá pra nós: quer negócio mais apropriado que imigrar pra um lugar e chegar lá de navio? 🙂

Então sinta-se a vontade pra nos acompanhar nessa aventura!

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We love Melbourne!

 

Se a gente já não estivesse indo morar numa cidade super-ultra bacana, acho que teríamos ficado por Melbourne mesmo. 🙂 Lá tem tudo o que a gente gosta e mais (tanto gostamos que Melbourne ganhou dois posts!). Foi ótimo nos embrenhar por ruazinhas estreitas cheias de gente, pubs, cafés, boutiques e brechós que nos lembravam Paris e de repente sair numa ampla avenida com prédios vitorianos e modernos em uma mistura perfeita e vários artistas de rua fazendo suas performances nas calçadas.  Melbourne nos deixou a impressão de ser uma cidade cheia de vida, segura, organizada e com pessoas realmente amistosas e prestativas.

E apesar de estarmos viajando com uma criança de 17 meses, fizemos praticamente tudo o que tínhamos em mente. O Nicolas definitivamente nasceu pra viajar. Bom, na verdade tem uma condição: pra ele aproveitar a viagem, tem que estar exposto o tempo todo a veículos motorizados, senão ele estressa. Mas só descobrimos isso quando fomos a um grande mercado, o Queen Victoria Market, com várias coisas legais e coloridas pra ver, mas sua carinha só se iluminou de novo quando botamos o pé fora do mercado e ele finalmente viu carros, bondinhos, ônibus e motos outra vez. E como em cidade grande carro não é problema, ele ficou 99% do tempo feliz.

Quer dizer, tirando alguns imprevistos…

  • Há uma semana atrás lá em Kalgoorlie, o Nic foi picado por algumas formigas numa das mãozinhas. Ficou vermelho, coçou um pouco, mas no momento que parecia melhorar, o negócio inflamou e voltou a coçar tanto que ele não conseguia mais dormir direito. Assim, acabamos levando ele a um médico aleatório, cujo nome nos causou um ótimo feeling: Dr. Green. O médico, muito simpático e jovial, usava uma camisa pólo marrom com a gola toda levantada (aqui não usam jaleco branco), brincou bastante com o umbigo do Nic (que a principio ficou meio desconfiado, mas acabou gostando), ficou super interessado na nossa vida de viajantes, deu uma olhadinha despreocupada nas picadas e acabou receitando uma pomada usada pra infecção de ouvido. Mas hein? Estranho ou não, fato é que depois de dois dias, a pomada realmente funcionou e agora só tem uma marquinha das picadinhas.
  • E como tem se tornado praxe, Nicolas, ao invés de ficar sentado ou deitado, só quer ficar em pé e andar encima da cama, de um lado pro outro. Resultado de uma dessas andanças: ele caiu entre a cama e o criado mudo. O Rafa foi super ágil pra resgatá-lo, mas o Nic já tinha cortado o lábio e estava com a boca cheia de sangue. Foi assustador, mas três dias depois já não tem nem marca.
  • E pra completar, eu, mãe avoada que sou, deixei minha caneca de chá a uns 10 cm da beirada da mesa enquanto fui pegar alguma coisa. Nic, garoto esperto que é, avistou a caneca com seu radar supersônico e na pontiiiiiiinha dos pés conseguiu alcançá-la. Resultado: entornou o chá todo na sua cara e peito. Ele chorou muito, muito, muito. Lavamos ele rapidamente com água fria e pra nossa sorte, eu não bebo chá realmente quente, então felizmente não houve queimadura alguma. E aprendi a lição: continuo a tomar chá bem morninho. Ah sim! E nada de deixar na beirada da mesa, é claro! 🙂

Além disso, a viagem também tem sido uma descoberta de novos sabores pro Nicolas, que provou pela primeira vez sorvete e torta de chocolate. Foi pouquinho, mas o suficiente pra deixá-lo elétrico!

No mais, estamos todos bem e felizes por estar viajando e descobrindo um novo lado da Australia. Aqui vale lembrar que a gente morava na roça australiana, né gente! 🙂

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In Melbourne, Victoria

E depois de vender tudo e passar dias limpando a casa pra entregar as chaves, finalmente botamos o pé na estrada. Nossa primeira parada é Melbourne, no Estado de Victoria, onde estamos aproveitando as delícias da vida urbana em uma cidade estilo meio europeu, com muitos passeios à pé e paradas frequentes pra tomar um café (a moda agora é o chai-latte) e de vez em quando um mudcake.

Isso é que é vida!… 🙂

Mas ainda não vimos muita coisa pra criança, apesar do Nicolas estar gostando assim mesmo. Ele tá encantado com o tanto de gente, carros e edifícios, e fica nas ruas apontando e repetindo: moto! caio! (carro) ou nubus! (ônibus). Lindo demais! O pior foi ele fazendo “au, au, au” quando viu uma mulher com cabelo alto e anelado, tipo poodle… ainda bem que aqui eles fazem “woof, woof, woof” pro latido dos cachorros…

E o voo pra cá foi simplesmente sublime! A gente voou 28 horas no total pro Brasil quando ele tinha 5 meses e foi traumático (principalmente porque ele estava constipado e não tinha nada que a gente podia fazer). Assim, eu fiquei super apreensiva com ideia de estar confinada em um avião por mais de 2 horas com um menininho que não pára quieto um instante e grita quando é contrariado.

E como o Nicolas já não fica muito tempo no colo, decidimos que valia a pena comprar um acento só pra ele e levarmos a cadeirinha de carro (tem que conseguir autorização com a companhia aérea com antecedência). E foi a melhor coisa que poderíamos ter feito. Não sei se é porque ele está tão acostumado a viajar de carro, mas ele passou o voo todinho super comportado. Não dormiu, mas também não chorou, nem quis ficar andando no avião! Eu também fui preparada com uma sacola de brinquedos, incluindo uma calculadora barata só pra ele apertar os botões e vários lanchinhos pequenos, o que ajudou a mantê-lo distraído e com a pancinha cheia.

Bom, ainda teremos mais um voo de 9 horas pela frente, então vou deixar pra comemorar mesmo mais tarde! 🙂

No momento, ainda ficaremos mais alguns dias em Melbourne e depois vamos explorar outros cantos de Victoria. Aqui, alugamos um pequeno apartamento com cozinha, que nos permite fazer comida pra janta. Desta forma, evitamos os transtornos de sair de noite com o Nicolas, que usualmente dorme às 7 da noite (quer dizer, só pra me contrariar, no momento são 9 e ele ainda tá aqui pingando fogo…) e outra que fazemos uma grande economia (o preço desses apartamentos é o mesmo de hotéis sem cozinha).

Voltando das compras no supermercado. Olha só o carrinho do Nic cheio de sacolas!

Então deixa eu ir lá, senão o Nicolas não dorme! Qualquer dia desses continuo a contar nossas aventuras down under.