O lado cômico da maternidade


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Como é ser geólogo no Canadá

Esse é pros geogolos, digo, geólogos que passam por aqui… 🙂

Entrevistei meu marido geólogo, que formou comigo e hoje exerce sua profissão aqui no Canadá. Ele já trabalhou também na Venezuela, Australia, Peru e Chile, e no vídeo ele conta vários detalhes da geologia fora do Brasil:

– como é trabalhar aqui e as principais diferenças pra America do Sul
– mercado de trabalho, processo de seleção e pre-requisitos pra se conseguir um emprego
– como funciona a validação do diploma brasileiro
– quais províncias são melhores pra quais áreas
– faixa salarial de um geólogo
– Canadá ou Australia?
E no final, ainda tem pagação de mico. Sempre. 😃

LINKS citados no vídeo:
Associação Mineral de BC: http://www.amebc.ca
Congressos: http://roundup.amebc.ca, http://www.pdac.ca
Linkedin: https://www.linkedin.com
Infomine: http://www.infomine.com/careers/
Validação de diploma: https://geoscientistscanada.ca/becoming-a-p-geo/apply-for-p-geo/
Estimativa de salários: http://www.payscale.com


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O ginecologista, o primeiro, o segundo e… o terceiro rebento

lily

Eu adoro morar em cidade pequena. Gosto de lugar onde os vizinhos se conhecem e se cumprimentam, levam cookies caseiros um pros outros e até deixam flores na porta da gente num dia de primavera (tem que ser muito fofo pra fazer isso, não?). Gosto da segurança, da tranqüilidade e do ar puro – um privilégio pra quem tem crianças, penso eu.

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No entanto, se me perguntarem qual a grande desvantagem de se morar num ovinho com 17 mil habitantes no Canadá, digo sem titubear: o risco iminente e repentino de dar de cara com… um urso? um cougar?

Não gente, meu ginecologista.

Seja no Starbucks, na fila do banco, no correio, no supermercado, ou o que é ainda pior: na festinha de um amiguinho em comum. Já imaginou?

Porque pense comigo: uma coisa é ter um papanicolador que você só encontra no contexto clínico-gineco-hospitalar, faz sua consulta, tchau, até a próxima. Mas outra completamente diferente, é essa mesma pessoa, que se ocupa da saúde de sua periquita e certos aspectos da sua vida sexual, estar inserida no mesmo contexto social, pessoal, festeiro, playgroundeiro, político, econômico e comunitário que você, concorda?

Então, imagina minha cara, quando uma semana após uma consulta onde discutimos métodos contraceptivos e meus motivos pra gostar mais desse ou daquele, trombo com minha querida ginecologista perto da piscina de bolinhas na festinha do little John.

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Tá, talvez eu esteja exagerando um pouco na cara. E como não sou dada a exageros (adoro manter tudo bem preciso e real), acho que a cara abaixo está mais condizente.

susto

Pois bem. Fato é que eu quase caí dura e empalhada. Mas como assim, ela conhece o Joãozinho? Então ela também tem filhos, tem vida social? Por que tanta maquiagem, meodeus? Como lidar com o fato dela saber tantas coisas de minha pessoa e eu nada sobre ela? Sobre o que vamos conversar? Posso devolver as perguntas que ela já me fez? É de bom tom chamar meu marido e apresentá-los? Tudo bem se eu me virar e sair correndo?

Mas então, ela me olha, me cumprimenta, esboça um sorriso amarelo, abaixa os olhos, o Rafa chega, ela vira o rosto, finge escutar a filha chamando e sai gritando “I’m coming, sweetheart!“. A partir daí, cuidadosamente conseguimos evitar uma a outra – até o fim da festa. Amém.

Constrangimentos que ninguém pensa em passar antes de se mudar pra uma cidade pequena, né? Pois agora, aprendi minha lição, e desde então, tenho tomado duplo cuidado com encontros inusitados. Seja com ursos, cougars ou ginecologistas.

Agora, esse papo todo me fez lembrar de um assunto relacionado. Quer saber? Comecei a planejar o terceiro filho!

Tá, mentira. Mas outro dia, como se eu não tivesse mais nada pra fazer, resolvi consultar o fazedor de bebês cibernético por curiosidade. Ele usou uma foto minha e do meu marido, juntou genes algaritimicos, fez interpolações avançadas, mesclou fuça de um com nariz do outro e… tcharam!!! Descobri que se for menino, ele tem GRANDES chances de ser assim:

Screen Shot 2013-04-26 at 5.37.58 PM

E se for menina, assim:

Screen Shot 2013-04-11 at 1.01.51 PM

Achei bonitinhos (apesar da boquinha que de tão pequenininha é até menor que o olho), mas nhá… decidi que vou querer mesmo um gatinho, sabe? O Nic, que me pede um ser peludo há 2 anos, vai me agradecer. Marido vai querer me trucidar, mas fazer o que? Acho que tô precisando me ocupar com algo mais, sabe?

Portanto, desculpe você que chegou aqui afoita* porque achou que eu estava grávida. Foi mal!

Mas cá pra nós. Só se eu estivesse completamente insana pra encomendar um terceiro! Vem comigo e observe:

Após 3 anos de Canadá, nos rendemos e arranjamos uma ajuda pra limpar a casa a cada duas semanas. No entanto, após 5 meses de trabalho, não mais que de repente, a moça nos deu o cano e terminou nossa relação trabalhística. Por celular. Mensagem de texto. Essa agora é a tendência, pessoas? As relações chegaram mesmo a esse ponto?

Pra completar, meu primogênito decidiu que de agora em diante eu TENHO que ver absolutamente TUDO o que ele faz, mesmo que seja algo completamente inútil. Da última vez (30 minutos atrás), queria que eu o observasse realizando a incrível façanha de pular sobre um carrinho de ( ) 1 metro, ( ) 30 cm, (x) 1 cm de altura. Isso mesmo. Inicialmente, ele pulava normalmente (aqui, mamãe!), depois colocando uma mão na cabeça (olha, mamãe, olha!), depois pulava com um pé só, de lado, de frente, de costas – de novo, de novo e de novo. Quando eu já não aguentava mais me virar pra ver a mesma cena tantas vezes, lhe disse pacientemente “já vi, querido, achei fascinante, mas agora estou ocupada, tá bom?”, no que a pessoinha diz “não viu não, mamãe! Você não me viu pulando o carrinho com a mão na testa. Olha, mamãe, olha!”. Isso o dia todo, todo dia.

Já quando esta mesma criança não está me chamando, ela está caindo em cima da irmã de propósito. Ou a empurrando, ou pondo o pé na frente quando ela está passando, ou roubando o copo de água da mão dela, ou a fruta, ou o brinquedo. Tudo coisa legal e bacaninha. Claro, também rolam os abraços, os beijos, e momentos em que brincam junto bem bonitinho mesmo, mas, invariavelmente também acabam em choro.

“Ah, mas menino é assim mesmo. Felizmente, a caçula ainda tá muito pequeninha pra aprontar, né Lu?” Você, ingenuamente me pergunta. Pois espero que somente as cenas seguintes lhe sirvam de resposta, meu caro leitor:

lily1
(Março de 2013)
album
(álbum do Nic mostrando umas das poucas vezes que ele “aprontou”, rasgado em Março de 2013)
lily2(minha gaveta de roupas sendo organizada e migrada pro outro lado da casa, Abril de 2013)
lily4
(ataque à caixa de tintas do Nic, hoje, poucas horas atrás)

Tá bom, ou quer mais? Ah sim, também tem o caso do chocolate, claro! E se quiser um video, então fica com esse aqui, bem rapidinho pra fechar com chave de ouro. Favor não reparar que ele foi gravado na vertical, na falta de edição e na bagunça do quarto. Só não deixe de reparar na altura da cama. Sem mais.

(Lily, 14 meses, pouco antes de tomar banho)
Aceito abraços solidários. Obrigada. 🙂

* desculpe, não quis desprezar meus leitores homens, mas é que não consigo imaginar nenhum chegando aqui ‘afoito’ com a possibilidade de mais um bebê, não? To errada?


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Matéria na Revista PEOPLE – Edição Especial

Gente, depois das entrevistas que dei no Castelo Caras e Revista Quem, a Revista People resolveu fazer uma edição especial com a gente (e em português, veja só!). Infelizmente, nem tudo aconteceu como contaram e tem muita fofoca envolvida, mas paciência. Essa vida de celebridade é assim mesmo! 🙂

Copiei a matéria abaixo só pra vocês. Enjoy e feliz 2013!

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Pra quem não me conhece, vale dizer que esse post é uma sátira das matérias fúteis e superficiais desse tipo de revista. Me divirto horrores tentando escrever como eles.
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people-cover_lu2 copyLuciana (26), Rafael (34) e seus filhos Nicolas e Lily passaram férias juntos sob o maravilhoso sol de Cabo San Lucas, México. Durante a estadia foram fotografados diversas vezes na companhia de alguns amigos famosos. “A Jen é uma fofa, mas o Charlie é um bêbado chato”, declara ela.

Luciana exibiu seu elegante físico após duas gravidezes num clássico maiô da Sun Lorran (veja cupon de desconto na página 34) com lindos acessórios da Xanel. Uma amiga íntima contou à PEOPLE que o marido da ilustradora havia insistido pra que ela usasse um biquini ao invés, mas que Lu ainda não se sentia à vontade pra brincar com as crianças mostrando a barriguinha. A amiga de longa data acrescenta que Lu tem suas razões, já que apesar de magra, ela já não tem mesmo aquela barriga lisa de antes.

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O casal foi visto diversas vezes relaxando na praia ou na piscina, sempre acompanhado das crianças, de um jacaré de plástico e uma sacola de brinquedos. Uma cliente do resort contou que algumas vezes Luciana foi vista pedindo mojitos de morango orgânico ou margaritas com sal não-refinado, mas também reparou que várias vezes ela trocava as bebidas alcoólicas por suco de melancia com hortelã. “Li que ela ainda amamenta a Lily, deve ser por isso que ela foi tão cuidadosa com o que consumia. E suco de melancia com hortelã é mesmo super parecido ao mojito – só que com culpa-free!” conta ela rindo.

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Na praia, a família brincou diversas vezes de enterrar o mais velho na areia ou fazer trilhos pros seus trenzinhos, já que aparentemente ele não é tão fã de castelos. Uma vendedora ambulante exibiu orgulhosa uma nota de dez dólares contando que não acreditou quando a família veio em sua direção e comprou um vestido pra pequena Lily. “Jamais vi uma familia famosa tão simpática e amigável quanto essa! A Lily parece uma boneca. E aquele cabelo? Todo natural, pode acreditar, eu pedi pra passar a mão e eles deixaram!” disse ela com entusiasmo. “Vê essa nota aqui? Quem me deu foi o próprio Nicolas, que é ainda mais bonito pessoalmente! Antes de ir embora ele se virou pra mim e disse ‘gracias, señora’. Juro, ele fez meu dia” revelou a vendedora emocionada. E acrescenta: “Já Luciana estava radiante! Pra falar a verdade, nunca a vi sorrir tanto, nem mesmo na cerimonia da Chupeta de Ouro, quando ela levou o prêmio de melhor atriz.”

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“Viajar com crianças é possível, mas pode ser incrivelmente trabalhoso!” – revelam várias testemunhas que ouviram Luciana repetir enquanto corria atrás dos filhos. Um dos garçons contou à PEOPLE que ouviu o casal conversando sobre como foram tranquilas as 4 horas e meia de avião “a Lily dormiu boa parte do tempo e o Nic brincou quietinho e assistiu desenho, uma maravilha!”. Também disse que a ilustradora parecia bastante surpresa por Lily estar tirando suas sonecas em qualquer lugar.

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“Enquanto eu os servia, ouvi a Luciana contar ao marido sobre a primeira vez que ela colocou a Lily pra dormir ao ar livre” – contou o garçom. “Ela contou que justamente na hora em que foi colocar a menina numa das espreguiçadeiras ao lado da piscina, sentaram ao lado duas mulheres matraquentas e com voz de taquara rachada. Ela disse que jogou um olhar fulminante a elas, mas não adiantou, então não teve outra alternativa senão se levantar e levar a bebê pra perto do jacuzzi, que pra sua surpresa estava vazio. Quando ela finalmente colocou a Lily sobre uma cadeira, chegou um bando de crianças gritando e fazendo algazarra. “Eu queria saber onde estavam as mães daquelas criaturas insanas que nao sabem que em ambiente que tem bebê dormindo não se grita!” – falou ela pro marido. Eu achei graça e continuei ali fingindo que arrumava os guardanapos pra escutar o resto da história. Foi aí que ela disse que justo quando ela achou que deveria trocar a Lily de lugar de novo, o jacuzzi, que aparentemente estava estragado à dias, começou a funcionar de repente. Ela disse sorrindo que foi o white noise mais poderoso que ela já viu e Lily dormiu profundamente por mais de uma hora!” – contou o garçom orgulhoso por conseguir entender português tão bem.

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A volta pra casa já não teria sido tão prazeirosa. Comissárias de bordo asseguraram que Lily chorou bastante e não queria saber de dormir. Elas inclusive ouviram Luciana dizer ao marido entredentes que “fora de cogitação passar 16 horas num avião apertado e quente pra ir ao Brasil esse ano”, no que o marido aparentemente respondeu “calma, meu bem, tenho certeza que quando você pensar nas trufas, nas coxinhas de frango com catupiry e na sua amada família, obviamente, você vai mudar de ideia”.

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Mas depois de um voo cansativo, com escala em Calgary e chegada em Vancouver após meia-noite, a família chegou segura no Canadá, que os aguardava com muita neve e um frio de zero grau. “Há muito tempo não tínhamos um natal com neve aqui”, asseguraram os moradores da vizinhança do casal. Uma amiga próxima contou que eles estavam muito felizes com a perspectiva de passar as festas de fim de ano em casa e que a grande tradição da família era usar pijamas novos na noite de Natal. “As crianças ficaram fofas!”.

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“O Natal deles foi lindo e a família está muito feliz e descansada. Luciana também está muito contente por ter tido a oportunidade de ir ao México e treinar um pouco seu espanhol, aprendido há alguns anos atrás no país de Hugo Chavez” – conta a amiga da ilustradora. Ela ainda revelou a notícia bombástica de que quando Luciana morou na Venezuela teria sido eleita La Reina del Carnaval em 2005. Na ocasião, Lu confessou em uma pequena entrevista que seu maior sonho seria conhecer uma piscina que encontra o mar.

É, parece que demorou alguns anos, mas ela conseguiu realizar seu sonho!


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Um urso no nosso quintal!!!

Quem me acompanha pelo twitter ou facebook já deve estar sabendo do bafafá. Hoje passou um urso pelo nosso quintal!

Estava eu tranquilamente amamentando a dona Lily (numa das 347 vezes que ela mama ao dia), quando o Rafa, que hoje estava de folga do trabalho, se levanta e começa a gritar: “um urso! um urso! olha, um urso no nosso quintal!” Eu me viro ainda sem conseguir processar aquelas palavras, quando vejo um urso grande e preto andando na nossa grama. A única coisa que nos separava dele era uma grande janela de vidro.

No desespero eu me levanto chamando o Nicolas pra ver, minha peita sai da boca da Lily que começa a chorar, a fominha, e o Rafa não consegue ajustar a câmera pra tirar uma foto de perto. O urso então começa a ir embora, Nic não para de gritar “é um urso polar! é um urso polar!” e a Lily ali, quase perdendo o fôlego de tanto chorar no meu colo. O urso passa pelo quintal do vizinho, vai pra rua e some.

Na rua, várias latas de lixo derrubadas por ele – ja que foi dia do caminhão passar. A nossa foi a mais detonada e tivemos nosso lixo todo espalhado na entrada. Ainda bem que era o reciclado, então não fez muita sujeira.

Ou seja, parece que a temporada dos ursos começou a todo vapor esse ano! Se a gente estava doido pra sassaricar lá fora depois de um longo inverno, melhor esquecer, botar as crianças pra dentro e trancar as portas (já que reza a lenda que eles conseguem abri-las! Será?). Afinal, essas “fofuras” peludas não estão perdendo tempo. Hoje é somente o primeiro dia da primavera, eles mal se levantaram da hibernação, nem escovaram os dentes e já estão à solta por aí – e famintos!

Ai, mamãe!

Agora é ter cuidado em dobro e torcer pra que não gostem de carne brasileira. 🙂

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PS: Foto tirada no último momento pelo marido. O visitante, que certamente tem um mal-hálito desgraçado, pode ser visto lá atrás, perto das árvores.


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num dia isso, no outro aquilo

Num dia, você leva seu filho pra escolinha caminhando por uma trilha que passa no meio de uma floresta, abestalhados com tamanho espetáculo de cores na sua estação preferida.

No outro dia, mal conseguem sair de casa de tanta neve na sua porta.

*

Num dia, como tem sido de costume nesses três anos, seu filho não quer saber de comer nada e rejeita todo e qualquer vegetal, fruta ou textura diferente que você venha a oferecer.

No outro, ele está que nem o Pacman e come tudo o que vê pela frente.

*

Num dia, seu filho fala tudo em terceira pessoa.

No outro, se dá conta que é um indivíduo e só quer saber de dizer “eu”, mesmo que ainda não domine todas as conjugações – eu comei, eu trazeu, eu correi, eu decei.

*

Num dia, ele não fala nada de inglês, já que você só fala português em casa.

No outro, ele te aparece dizendo coisas como “mamãe, look at this!”, “come back!” e “amazing”.

*

Num dia, é carinhoso com todas as crianças, até mesmo com aquelas que batem nele.

No outro, já aprendeu a revidar e dá trauletadas até mesmo em quem não tem nada à ver com o sapo (ou seria pato?).

*

Num dia, ele tira sonecas de 3 horas seguidas todas as tardes.

No outro, diz que soneca não é mais coisa pra ele – (até que vai assistir um videozinho e acaba dormindo assim mesmo).

*

Num dia, ele dorme tranquilo a noite toda.

No outro, decide que é hora de mamãe e papai começarem a se preparar pra chegada da irmãzinha, e de muito bom grado resolve ajudá-los acordando todas as noites à meia-noite e às 3, gritando “não, não, não”. E ninguém entende o porque de tanto “não”.

*

Num dia, ele só quer saber de usar e fralda.

Bom… e no outro também.

*

É, parece que tem coisas que não mudam nunca mesmo, né?

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Avisos!

– Dia desses estive lá no Mãe é tudo igual. Passe lá se você quer ver uma entrevista que ela fez comigo, falando do Canadá.

– E não deixem de participar do sorteio solidário do MMqD, que oferece 13 prêmios bacanas (incluindo uma ilustração minha) e uma ótima oportunidade de ajudar as criancinhas com câncer do AACC. Ainda dá tempo!


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E aí Nic, como foi seu Halloween esse ano?

Meu Halloween foi muito legal! 

Bom, eu na verdade demorei super pra descobrir o que era isso! Eu via doces, aranhas, fantasmas e muita, muita abóbora por todo lado e mamãe sempre dizia que era por causa do Halloween. Eu na verdade não estava muito preocupado com isso, eu só queria mesmo era comer aquele tanto de chocolate que a mamãe comprou e que eu vi ela escondendo no armário (danadinha!). Mas ela só sabia repetir que tinha que esperar o tal do Halloween pra gente comer.

Daí juro que pensei que Halloween fosse um homem sinistrão com cabeça de abóbora que viria nos visitar. E pior: que possivelmente comeria todos os nossos doces. E aquilo foi me dando uma aflição, uma frustração tão grande, que não consegui fazer outra coisa senão chorar. Sentei no chão e chorei muito, pedindo pra mamãe me dar um chocolatezinho pelo menos, que eu não queria esperar o tal do Sr. Halloween Papa Tudo pra comer os meus candies .

Então mamãe me pegou no colo com aquele barrigão de Lily e falou que tinha umas fotos pra me mostrar. Me contou que Halloween é uma comemoração muito divertida onde todos se fantasiam pra sair na rua e que inclusive é a festa preferida dela aqui no Canadá! Falou que ano passado foi nosso primeiro Halloween e que eu saí vestido de palhacinho pelas ruas de Vancouver e ganhei muitos doces! Pois quando ela falou isso, minha mente turvou (como ela mesma costuma dizer) e eu não consegui prestar atenção em mais nada. Daí perguntei pra ela onde então tinham ido parar todos aqueles doces! Então ela desconversou dizendo que tinha que parar por ali, que ela ainda tinha almoço pra fazer e estava atrasada. Ai, ai, essa mamãe tem cada uma viu… Pois aposto que ela comeu tudo sozinha e por isso tá com aquele barrigão todo! E ainda coloca a culpa na minha irmãzinha Lily!

(mamãe me paga! nem pra me avisar que eu estava com o corpo de Farm Queen (Rainha da Fazenda)…)

Bom, mas então, algumas semanas antes do Halloween desse ano, fomos a uma fazenda lotadona de abóboras, que aqui eles chamam de Pumpkin Patch. As pessoas costumam ir lá pra escolher uma abóbora, levar pra casa e fazer uma escultura iluminada chamada jack-o’-lantern pra colocar na porta da frente. Isso indica que elas estarão participando da brincadeira do trick-or-treat no dia do Halloween! 

E claro que a gente também estaria! 

Então num domingo, a gente acordou e fomos logo fazer nosso próprio Jack! Mamãe desenhou a cara dele, mas deixou pro papai cortar, pois ela disse que não é muito boa com facas. Ai, ai, eu tenho até medo quando ela mesma admite uma coisa dessas…

E por fim, o tão esperado dia de Halloween chegou!

Mamãe estava muito feliz por que com as palavras dela “desta vez teríamos uma experiência mais pessoal e tradicional da festa”. Eu não fazia a menor ideia do que isso significava e estava feliz mesmo porque finalmente eu iria comer alguns chocolates. Então fomos nos fantasiar. Eu sabia que iria vestido de abóbora, presente do meu amiguinho Davi, mas quase morri de rir quando vi a mamãe chegando com uma fantasia que ela mesma  fez às pressas naquele dia – também de abóbora!!! Ela disse que além de fazer par comigo na rua, era a melhor fantasia pra acomodar sua barriga de grávida! Pois pra mim não teve melhor!

Já o papai, se vestiu de um homem bem barrigudo pra ficar em casa distribuindo os doces às crianças que batessem na nossa porta. E pra cada uma ele dizia “não vá comer muito chocolate! Eu comi e olha como fiquei!”. Papai conta que pela primeira vez viu a verdadeira expressão de Halloween na cara das crianças! 😀

* * *

Bom, infelizmente não tiramos muitas fotos da festa em si, que começou logo depois do por-do-sol – nem da procissão de  amiguinhos andando fantasiados e carregando velas e laternas pelas ruas escuras,  nem da gente batendo nas portas das casas e falando trick-or-treat!, nem das esculturas lindas em abóboras que vimos e nem da minha dificuldade de carregar aquela bolsinha tão cheia de doces! Mas a gente estava se divertindo tanto que acho que ninguém lembrou de foto! A gente só queria correr pra próxima casa e ser recebido pelo Frankstein ou pela Bruxa boa cheia de doces pra dar e brincadeiras pra fazer!

Nossa, foi muito bom!!! E agora, sei muito bem o que é Halloween! É uma festa de amigos, da qual saímos com dedos gelados de frio, a boca doendo de rir e a bolsa cheia, muito cheia de chocolates! 😀


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Morador-turista

Estou aprendendo que bom mesmo é morar em lugar turístico, sabe? Olha só:

:: Como MORADOR, temos a oportunidade de acompanhar, apreciar e nos adaptar a cada mudança de estação.

Como TURISTA, podemos escolher a dedo a melhor época pra viajar e explorar.

(as fotos são da mesma árvore)

:: Podemos subir uma montanha super turística…

Ou prestigiar o evento mais barulhento aguardado pelos meninos…

(Nicolas e o amiguinho Davi ao lado do amado Thomas the Train)

Mas também passar um final de semana tranquilo onde só mesmo quem mora conhece…


(“roça canadense” – algum lugar entre Pemberton e Lillooet, British Columbia)

:: Podemos sair pra um passeio e colher muitas framboesas na rua, mas sempre voltar pra casa e fazer um gostoso sorvete com elas…

:: Podemos decidir fazer algo extraordinário como um passeio de avião num final de semana…

Depois algo trivial como animais de massinha…

Ou caretas e beijinhos na frente do espelho…


:: Podemos ter o privilégio de visitar lugares com beleza surpreendente e cheios de pura PAZ…

E ainda voltar e encontrar a mesma paz em casa…

:: Podemos sair e nos inspirar com paisagens maravilhosas…

E ainda voltar pra casa a tempo de usar toda aquela inspiração pro trabalho… (se o filho deixar, claro… :))

:: Podemos estar cientes de todos os perigos que nos cercam na natureza…

Mas mesmo assim deixarmos nosso filho frequentar o mictório natural quando a vontade aperta demais…

– Vai, meu filho, mas cuidado com o urso, viu?

:: E finalmente, morando num lugar turístico, temos a especial oportunidade de acolhermos viajantes de todas as partes do mundo* e com isso, sermos mais uma vez turistas, mas desta vez sem nem mesmo sairmos de casa!

*Nós participamos de uma comunidade onde viajantes de todo o mundo cedem suas casas pra outros viajantes (couchsurfing). É uma troca, nada é cobrado. Recebendo estas pessoas na nossa casa, nos damos conta que o mundo é muito maior e mais bacana que a gente um dia acreditou! Sem falar, que morar num lugar tão bonito e não compartilhá-lo (de coração), não teria tanta graça, não é?


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tudo o que a páscoa pode oferecer

Imagina que você tem um feriado no domingo, mas na segunda tem que trabalhar. Bem chato, né? Pois aqui não tem esse problema, já que quando o feriado é domingueiro, a segunda vem toda de lambuja. Claro que pra mim isso não faz a menor diferença, já que hoje, segunda-feira pós páscoa, sou mãe, gerente da casa (que tal, hein?) e ilustrenta do mesmo jeito. 🙂

E enquanto na Páscoa as lojas do Brasil se revestem de ovos de chocolate de vários tamanhos e cores e mal deixam espaço pros próprios consumidores entrarem, aqui quase não encontro um pra comprar. Achei uns coelhinhos e uns ovinhos mequetrefes e só.

Então, como nosso impulso chocólatra foi drasticamente castrado, tivemos que canalizar nossa energia pascoalina para atividades mais saudáveis, a fim de descansar corpo e mente.

Soa bonito, não é?

Bom, começamos pelo zoologico, que não seria nada demais se não fosse toda a infraestrutura espetacular que eles oferecem, como um trenzinho que circula entre os animais, playgrounds, áreas pra picnic e o melhor: estas bicicletas SUPER legais que a gente aluga pra dar a volta por todo o zoológico. Fomos eu e papi pedalando e Nic no meio, feliz da vida.

Mas pra foto, claro que eu escolhi a que ele dirigia, né?

Oops!!!

E não se deixem enganar pela seriedade em algumas fotos, por que Nic ADOROU o passeio e aprendeu muito sobre a vida animal. Quer ver só?

– Nic, você gostou de ir ao zoológico?

– Gostou.

– E o que você viu lá?

– As bicicletas.

– Que mais?

– O trenzinho.

– Hmmm… e algum animal?

– É! O caminhão.

(Caminhão??? Estranho… só se era um caminhão com juba!)

* * *

Também aproveitamos o feriado pra fazer o inimaginável – pelo menos pra mim. Subimos o Stawamus Chief, uma montanha super íngreme a 70km de Vancouver, com Nicolas e tudo. Claro que caminhar ele não conseguiria, afinal foram 2 horas só de subida, subida, subida (em geral as pessoas levam 1 hora e meia, mas juro que eu quase empacotei e até hoje mal consigo andar de tanta dor nas pernas), mas felizmente eu tenho um marido forte e preparado, que conseguiu convencer o Nicolas a ir DENTRO da sua mochila. Duvidam? Então dá só uma olhadinha nessas fotos.

Início da caminhada, na base da montanha.

A subida. Dramática.

Paradinhas pra descansar, tomar água, Nicolas esticar as perninhas e darmos sorrisinhos falsos pra câmera de “sim, tá tudo bem, imagina…”.

Um terço do caminho.
Quase lá, subindo com a ajuda de correntes.
Chegando… Nossa, tá valendo a pena…
E… chegamos!
SIIIIIIM, CHEGAAAAAAMOS!!! Uhuuuu!
Encontro com um morador das alturas.
Pra depois, mais uma hora de descida…
Nic então dormiu e pela primeira vez Rafa mostrou sinais de cansaço. Também pudera!
Daí, decidimos que todos mereciam um melhor descanso. Ufa!
E assim foi uma das melhores e mais saudáveis Páscoas que já tivemos!
E a sua, como foi?


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Aprendendo a esquiar (e receita de pão)

Enquanto no Brasil é puro carnaval, calor e chuva, aqui ainda desenterramos um brinquedo ou outro do Nic que foi soterrado pela neve no quintal. Realmente difícil de acreditar que a primavera chega daqui a apenas duas semanas…

Mas pra aproveitar nosso primeiro inverno branco em família, eu e o Rafa resolvemos viver a experiência completa e nos alternar pra fazer um curso de esqui. Puxa vida, eu não esperava que fosse ser tão divertido e… difícil!!!

O curso foi o dia todo praticamente, somente eu e um outro rapaz, e a parte da manhã foi uma verdadeira catástrofe. Primeiro, custei a me acostumar às botas, super pesadas e duras, e que me faziam andar com a elegância de um Frankenstein sobre sapatos de lata – aqueles, que eu costumava fazer na infância. Um horror. Agora imagina eu andando desse jeito e ainda carregando o equipamento de esqui que teimava em se desmantelar todo no chão. Pois não tinha um que não olhasse pra mim e pensasse: caloura.

Chegando na montanha, prendemos os esquis na sola das botas e começamos praticando “passinhos de bebê”. Um passinho pra frente, outro pro lado, outro pro outro lado e virando bem devagar. Uau! Nada mal, eu estava arrasando! Daí o instrutor ensinou alguns truques pra se manter em pé sobre os esquis em movimento, descer em linha reta e diminuir a velocidade até parar. Tudo aparentemente muito simples… mas pro antipático do outro cara, que fazia tudo com perfeição, não pra mim. Eu achei suuuuper difícil!!! Primeiro, que cada perna queria ir pra um lado (oi?), segundo que o esqui escorrega muuuuuito e minha tendência era obviamente, seguir a lei da gravidade – descendo muito rápido (ai que medo!!!) e me esborrachando no final.

Fui pro almoço desolada.

Mas nada como uma tarde ensolarada depois de uma manhã frustrada. Desta vez fomos pra um ponto mais alto na montanha. Calcei os esquis, fui descendo determinada e foi como um milagre. Melhorei horrores e quase não caí. Várias vezes consegui descer com controle, fazer curvas suaves, parar sem cair. Fiquei com orgulho de mim mesma e não deixei de dar uma olhada daquelas pro meu colega sabe-tudo, do tipo – Viu, coleguinha??? Também posso. 🙂

Daí, na hora de ir embora, o instrutor, também bastante orgulhoso do meu desempenho, sugeriu que voltássemos pro teleférico esquiando. Claro! Sem problema! Bom, eu só não contava com uma ladeira um pouco íngreme demais pras minhas habilidades tão recém adquiridas. Ele me mostrou com classe como eu deveria fazer, cruzando na diagonal e chegando lá embaixo bem devagar. Mas infelizmente meus esquis não me obedeceram e eu desci ladeira abaixo numa velocidade incrível. Saí descendo e gritando pras pessoas no meu caminho “watch out!!!” (cuidado!!!), e depois usei todos os meus vastos conhecimentos pra desacelerar e parar. Um espetáculo! Até que me virei pro instrutor pra comemorar com um “Hooray!” e caí no chão, do nada. Realmente um grand finale. 🙂

* * *

Mas lindo mesmo foi ver a turma de crianças de 3 e 4 anos esquiando com seus esquis pequenininhos… Meu Deus, que coisa mais fofa… Eles esquiam tão direitinho, um atrás do outro e sem cair nem uma vez. Impressionante. Ano que vem o Nic já pode fazer e acho que ele vai adorar. Afinal, até eu, que não sou muito de esportes, gostei!

* * *

Pena que não tirei nenhuma foto de nada, pois não rolava de levar câmera. Fica pra uma próxima que eu for esquiar com o Rafa.

* * *

E por fim, vamos à prometida receita de pão que aprendemos a fazer na escolinha do Nicolas.

Ingredientes:

1 xícara de água morna (não quente)

1 colher sopa de fermento biológico seco

1 colher sopa de açúcar mascavo, mel ou maple syrup

2 xícaras de farinha integral pra pão

2 colheres sopa de azeite de oliva ou manteiga

1 pitada de sal

Preparo:

Misturar fermento, água, açúcar e 1/4 farinha. Deixar descansar por 20 a 60 minutos pra começar o processo de fermentação. Melhor ainda se colocar dentro do forno levemente aquecido.

Adicionar então o azeite, o sal e mexer. Colocar a farinha aos poucos, sem deixar ficar muito seco e amassar com as mãos por pelo menos 10 minutos. Acrescentar farinha sempre que precisar. Essa é a hora perfeita pra envolver as crianças da casa pra ajudar, e criar várias formas divertidas.

Depois, coloque tudo numa forma untada, tampe com um pano e deixe descansar por 10 a 20 minutos. Leve ao forno médio por 15-20 minutos (pães pequenos) ou até 40 minutos se é um pão maior.

O resultado é um pão simples, saudável e saboroso. Melhor se consumido ainda quente com manteiga e chá de ervas.

Enjoy!

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E feliz dia das mulheres pra nós!!!


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E os adesivos vão para…

NICOLAS, POR MELHOR PROTAGONISTA MIRIM EM “A EMANCIPAÇÃO”

Sinopse: Após 2 anos e 4 meses dormindo com os pais, o menino Nic (Nicolas Gradim) decide que é chegada a hora de se emancipar. Numa noite fria e estrelada, vai pro seu quarto, vira pra sua mãe (Luciana Azevedo) e diz algo como “daqui eu não saio, daqui ninguém me tira”, sobe na cama, pede pra ela ler uma meia dúzia de estorias e ao pai (Rafael Gradim), pra tocar algumas músicas no violão. Mas Nic não vai dormir imediatamente, e o filme garante boas risadas com os diálogos entre ele e seu cachorro de pelúcia Pelucrécio, até que o menino capota de sono. A partir daí a trama se desenvolve bem rapidamente, com o menino dormindo a noite toda – sozinho, com a luz apagada, numa cama sem laterais, tudo totalmente sem precedentes – e acordando feliz e sorridente no dia seguinte. Realmente, uma divertida história de superação e cumplicidade, que vai trazer muita esperança para todas as mães que assistirem.

Genero: Família, comédia, fantasia e aventura

Outras nominações: Melhor Roteiro Original, Melhor Atriz Coadjuvante  (Luciana Azevedo), Melhor Ator coadjuvante (Pelucrécio), Melhor Trilha Sonora (Rafael Gradim)

Outras premiações: O travesseiro de Ouro de melhor ator mirim para Nicolas.


(Nicolas, fotografado pela mamarazzi na manhã da premiação ao lado do seu adesivo com dedicatória de sua mãe – a de verdade)

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SEIS ANOS BEM CASADOS, NAS CATEGORIAS DE MELHOR FILME, ROTEIRO, DIREÇÃO E PRODUÇÃO

Sinopse: Um jovem casal é inesperadamente atacado por um ser horrendo e tenebroso no dia de seu casamento. Mas o que poderia ser o presságio para uma união cheia de surpresas, tornou-se somente um dos motivos pra muitas risadas depois. O filme é leve, recheado de histórias engraçadas, viagens pelo mundo e muitas trapalhadas do casal com seu primeiro filho. Uma história de amor, coragem e aventuras, que certamente vai leva-lo do riso às lágrimas.

Gênero: Comédia-romântica-cult com uma pitada de suspense

Atores protagonistas: Luciana Azevedo e Rafael Gradim

(casamento de Lu e Rafa há exatamente 6 anos atrás)

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A GRANDE EXPEDIÇÃO, NA CATEGORIA MELHOR FOTOGRAFIA

Sinopse: Uma familia brasileira se muda para uma cidadezinha no meio das montanhas do Canada em pleno inverno. Após vários dias de neve e chuva com temperaturas muito abaixo do humanamente tolerável, finalmente criam coragem pra explorarem à pé a região onde moram. E qual não é a surpresa deles quando após apenas quinze minutos de caminhada descobrem um refúgio de paz, tranquilidade e belezas naturais inamagináveis – e se sentem mais unidos e felizes que nunca. Um filme pra todas as idades.

Gênero: Aventura, familia

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Todos em breve, num cinema bem pertinho de você! 🙂