O lado cômico da maternidade


10 Comentários

Uma mãe, dois filhos e as férias escolares

Até poucos dias atrás, essa era a Lu.

IMG_5081_2

Mãe paciente, criativa, equilibrada e meiga. Muito meiga.

Firme nas horas necessárias. Rígida com fins didático-disciplinatórios. Mas sempre carinhosa, dedicada e naturada (porque se existe a mãe desnaturada, há de haver a mãe naturada, né não? Pura lógica).
 *
Enfim. Pessoa nivelada mesmo.
IMG_5179
Tá, mentira. Ela apresentava uns desvios de vez em quando. Mas nada preocupante.
IMG_5149_2
Tá. Era preocupante.
IMG_5238
Mas tudo ali, dentro do administrável.
 *
* * *
 *
ENFIM.
 *
Num belo dia, os filhos dessa pessoa aprazível entraram de férias. Mas não umas fériazinhas quaisquer.  Eram férias. De. Três. Meses.
 *
Ah gente. Covardia.
 *
Melhor nem colocar mais fotos, pra não desmoralizar. Mas a verdade é que a criatura descompensou. Desvairou de tudo. Ficou zureta.
 *
Também pudera. Imagine NOVENTA dias ouvindo DUAS crianças chamando “mãe” a cada 3 segundos. Noventa dias lidando com visitas frequentes do espírito-de-porco, separando conflitos, apaziguando contendas, evitando catástrofes. Lidando com sonecas fora de hora, comida fora do prato, xixi fora do vaso. Repetindo que não se deixa roupa no chão, não se brinca com água no quarto, não se come comida igual gato. Que caramujo não é pet, sofá não é pula-pula, meleca não é lanchinho. Que não é não. Para é para. Chega é chega.
 *
Noventa dias inventando brincadeiras educacionais, lanchinhos saudáveis, passeios recreativos, atividades DIYentas.
 *
NOVENTA DIAS.
 *
E não se passaram nem trinta ainda.
administravel
Jesus toma conta. Ou como poderia se dizer aqui, Jesus take care.
_______
PS: No Canada é assim, coleguinhas. Férias o verão todo, de Junho a Setembro, que equivalem às férias do fim de ano do Brasil. Mas maiores. Bem maiores. Me abraçam?
*
*


3 Comentários

Os melhores presentes que uma mãe pode querer

(Precisavam ver o brilho nos olhos do Nicolas quando eu falei que a bagunça tava liberada pra gravar o vídeo. Nunca vi o menino mais feliz.)

O vídeo é exagerado e palhacento do jeito que eu gosto, mas os desejos são os mais sinceros possíveis! Às vezes os maridos ficam perdidos sem saber o que dar nos dias das Mães… pois não precisa ir muito longe pra acertar. Simples e efetivo!

Por um Dia das Mães com olheiras menos profundas!

Beijos pra vocês!

 


Deixe um comentário

Me engana que eu gosto

IMG_1563

Chegamos no parquinho. Lá brincavam duas crianças: uma menina de 10 e um menino de 12. Eu me aproximo com a cria e a menina começa a conversar comigo:

Ela: Oi! Eu sou Fulana e esse aqui é meu amigo Cicrano. Ele não é daqui e não fala nenhuma palavra de inglês!
Eu: Ah é? E que língua ele fala?
Ela: Francês.
Eu: Legal. E você, tambem fala francês pra conversar com ele?
Ela: Sim! Quer ver?

E começa a conversar com ele.
Mas aquilo não era francês – nem no Canadá, nem na França. Eles falavam o embromês. (Logo comigo!)

Eu: Err… Desculpa interromper… Vocês estão conversando em francês, é?
Ela: Sim! Quer saber o que ele disse? Eu traduzo pra você!
Eu: Não, não precisa não… Eu falo francês!

Eles olham um pro outro com o olho DESSE tamanho.

Ela: VOCÊ fala francês????
Eu: Falo.
Ela: Então fala!

E começo a falar português.

Eles me olham com mega cara de espanto e falam quase juntos:

– Nossa, ela fala francês mesmo!!!!

E saem correndo feito doidos.

Uns minutos depois, vou conversar com uma mulher e descubro que é a mãe deles. São irmãos, esses traquinas.

E voltei pra casa imaginando as peças que Nic e Lily ainda vão tentar me pregar.

Ou quem sabe, as que EU vou pregar neles! ;)

‪#‎MeSentindoConfiante‬


2 Comentários

As motos, os carros e a falta de planejamento urbano

IMG_0881Diálogos na estrada:

Nic: Mamãe, quando eu tiver 20 anos posso ter uma moto?
Eu: Poder, pode, mas EU acho meio perigoso.
Nic: Por que?
Eu: Porque a moto só tem duas rodas, então cai fácil. Melhor ter um carro, que tem quatro rodas.
Nic: É!!! E se eu ‘ter’ um carro, vou ter duas motos, ne? Muito melhor mesmo!!!

———

Nic: Mamãe, quem fez as ruas?
Eu: As pessoas.
Nic: Por que?
Eu: Porque quando elas construíram os carros, viram que precisavam das ruas pra andar com eles.

Depois de uns minutos de silêncio reflexivo.

Nic: Mas por que elas construíram os carros se nem tinha rua? Elas não pensaram?

#nicolas #quase5anos


13 Comentários

Hoje ela faz 3 anos!

Hoje é o dia dela!

O dia dessa menininha sorridente, carinhosa e chicletinha da mamãe. Dessa menininha que fala que o papai tá “papaiando” quando ele está trabalhando, que não tira mais soneca de tarde (pra desespero da mãe) e cujo maior medo na vida é encontrar um urso debaixo da cama.

Dessa menininha independente que se veste sozinha todo dia e vira e mexe, calça uma meia de cada cor. Que adora usar múltiplos arquinhos na cabeça e geralmente insiste em calçar sandália, mesmo quando tem neve lá fora.


lily3anos

 
Lilinha querida, você torna nossa vida tão, tão mais divertida! Obrigada pelas gargalhadas, pelos abraços e por me ajudar a escolher minha própria roupa todo dia! Hoje a saia não combinou muito, mas o casaco tampou, então tá tudo certo.  E viva o inverno!

Mamãe te ama do fundo do coração pra todo o sempre!


10 Comentários

O bumbum no meio da janta

IMG_3570

Todo mundo jantando, Nicolas corre pro banheiro desesperado pra fazer cocô. Três minutos depois ele grita:

– Mamãaaaaaae! Acabeeeeei!!!!

Eu saio pisando duro, fula da vida e pensando: “Isso é hora dele me chamar pra limpar o bumbum?”, “Quando será que vou conseguir comer sossegada sem ser interrompida?”, “Por que ele não chama o pai dele?”, “Será que um dia MÃE vai ter direito a salário? Porque eu já to querendo é aumento!”, quando eu chego no banheiro ainda mastigando minha comida e ele fala:

– Mamãe, EU TE AMO!!! Sabia?

Glup! Engulo seco.

– Agora, limpa meu bumbum?

E assim sou lembrada mais uma vez que é muito mais legal quando a gente faz as coisas com boa vontade e amor.

OU ENTÃO, que já deveria ter criado vergonha na cara e ensinado meu filho a limpar o próprio bumbum há muito tempo.


8 Comentários

A neve, a gripe e benzadeus esse menino!

IMG_0675

A gente chega em casa depois da escola e o Nic pede pra brincar no quintal. Acontece, que lá fora tá fazendo 2 graus e a criança ainda tá se recuperando de uma gripe. Após muitas tentativas de convence-lo a entrar, eu apelo:

– Entra que eu te mostro o que eu comprei pra você! – falo sem contar que era um umidificador de ar.

E ele:

– Pra que você comprou alguma coisa? Eu já tenho tudo o que preciso!

Nem precisa falar que ele tá brincando lá fora. E eu não to nem um pouco preocupada, pois eu também já tenho tudo o que preciso: um filho consciente e um umidificador pras eventuais noites com tosse.

#Aos4anos


2 Comentários

As aranhas, o além e a Terra que não cresce

nic4a5m

Da Série: Diálogos que não quero esquecer

Nic (aos 4 anos e 5 meses): Mami, as aranhas morrem?
Eu: Morrem.
Nic: E os passarinhos?
Eu: Também… Tudo morre um dia.
Nic: Como? Como que os passarinhos morrem?
Eu: Eles vão ficando velhinhos, fraquinhos, até morrerem.
Nic: E se a gente der comida pra eles?
Eu: Morrem mesmo assim… Não por falta de comida, mas por que estão velhinhos… Ou doentes…
Nic: E a gente? Também morre?
Eu: Sim, meu bem, a gente também.
Nic: Quando?
Eu: Nao sei.
Nic: Primeiro a gente vira criança grande, depois adulto, depois vovô e aí morre?
Eu: Em geral, sim.
Nic: E porque que a gente morre?
Eu: Porque se a gente não morresse não teria lugar pra todo mundo na Terra. Já viu o tanto de bebê por aí?
Nic: Sim.
Eu: Então, imagina se só nascesse e ninguém morresse? Não ia ter lugar pra todo mundo!
Nic: E se a Terra crescer? Grande assim – diz abrindo os bracinhos -, pra caber todo mundo? Aí a gente não morre?
Eu: Seria bom, né? Mas a Terra nao cresce mais não, querido.
Nic: Mas depois que morrer, a gente fica onde? A gente morre de novo? E se alguém ‘trazer’ e ‘viver’ a gente outra vez?
Eu: Eu não sei bem o que acontece depois que a gente morre não… mas acredito que a gente continua vivendo… em algum lugar…

Ele sorri.

Nic: Mamãe?
Eu: O que?
Nic: Eu tô muito feliz que a gente tá vivo!

* * *

Esse diálogo incrível aconteceu enquanto eu preparava o café-da-manhã e ele brincava de carrinho. Começou do nada e eu não alterei nenhuma palavra.

Ah, sim, claro que abracei ele muito!!!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 572 outros seguidores